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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Novo Blog do Grupo 23 de Outubro.

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Avatar , a outra face da moeda.

Avatar, o outro lado da moeda.
Muita gente usa Deus, como o Avatar. O Avatar não é o corpo segundo a tradição Hindu, mas é a encarnação de um espírito superior em um corpo humano. Assim, eu conheço muita gente que lava as mãos de suas responsabilidades de decisão moral dizendo que entregou sua vida a Deus, e assim possuída, dá-lhe pecados. E dizem: se Deus permitiu... Tinha que acontecer.
Antes de entrar no mérito desse texto quero dizer que sou contra essas atitudes intempestivas do nosso governador. Todas as vezes que isso acontece, eu fico aborrecido e deprimido. Existem sempre outras soluções, e isso diz respeito a sua segurança pessoal, a sua segurança moral.
Ontem parei em um posto de gasolina e o frentista veio me provocar: Quer dizer que na hora de pedir voto é só simpatia, mas depois de eleito é só palavrão? Eu sem saber do que se tratava perguntei: O que houve? Ele então me contou: eu ouvi a reportagem, seu irmão mandou umas mulheres para aquele lugar. La em londrina, você não sabe? Respondi não.
Perguntei para ele: Você acha amigo, que essas mulheres e esse repórter votaram no Requião? Ele respondeu: Não sei. Eu então aproveitei e perguntei: você já olhou o outro lado da moeda?
Como assim?
Se entrar um policial fardado aqui neste posto para abastecer, e você vem irritado por um mau atendimento que a policia te deu semanas atrás e diz para ele: O que você quer filho da puta? O que você acha que vai acontecer?
Ele me prende, ou me da um tiro... Sei lá. Eu disse isso, porque ele é um soldado, se for um Coronel, ou o comandante geral a coisa engrossa, e você no mínimo vai responder por desacato a autoridade. Não é verdade?
Acho que sim respondeu.
O governador é o comandante em chefe da Policia Militar, você sabia? Não respondeu. Além disso, é a mais alta autoridade do executivo estadual. Então, amigo, por maior que seja o problema, o desacato, o desrespeito contra essa autoridade merece reprimenda. E continuei você prefere que essa autoridade te mande para aquele lugar, ou que chame seus seguranças, mande identificar as pessoas, meta-lhe um processo de desacato, verifique se é um funcionário público e o coloque na rua por justa causa, e ainda peça uma indenização por danos morais?
Ele não me disse nada. Ficou pensando em mais uma maneira de me agredir.
Então eu lhe contei essa história, para que compreendesse o que estava em jogo nessa questão delicada. Disse eu: quando eu era menino, no ginásio, todos os dias eu voltava para casa e passava por uma oficina de motos onde tinha um Kart à venda. Apaixonei-me de tal jeito que não podia dormir. Um dia pedi para minha mãe. Ele sempre muito doce me disse: Sabe meu filho eu também quis muito uma bicicleta, mas nunca a ganhei. Como a paixão cega, eu tomei isso como uma promessa e passei a contar com o Kart, e dizia aos amigos minha mãe vai me dar, vai ser a bicicleta que ela nunca teve. O tempo passou e nada do Kart, Eu então me revoltei. Sentia-me enganado. Já não importava minhas roupas limpas com muito carinho, nem a mesa farta, nem a minha liberdade, nem a ousadia de levar cinco ou seis meninos para almoçar, sem avisar, em nossa casa, nada disso tinha valor... O motivo de minha revolta era o Kart, os benefícios que eu tinha, e que impediam certamente a compra do Kart, nem pensar.
Já universitário, continuei:... Eu parasitei alguns movimentos estudantis. Achávamos nós os tais, só nós tínhamos razão, só nós sabíamos fazer, e enfrentávamos as autoridades sem pensar se elas tinham limites; financeiros; ideológicos; comprometimentos... Eles eram os filhos da puta, e nós a solução. Hoje vejo que muitos daqueles companheiros rebeldes dos movimentos estudantis são os filhos da puta de hoje, e seus filhos, se acham a solução... E corre a vida.
Ele parou um pouco e pensou... nada respondendo.
Eu continuei: Londrina tem recebidos recursos consideráveis na área de saneamento, na área ambiental, na área da saúde, na malha viária, e ate mesmo uma dívida considerável com o estado lhe foi perdoada para que pudesse sair da inadimplência e tomar recursos para obras de responsabilidade da prefeitura. Só quem está no comando das coisas públicas sabe que tipo de sacrifícios isso demandou. Ai, uma senhora, ou grupo delas, por um motivo qualquer, tendo a seu dispor a Ouvidoria Pública, os caminhos da Justiça, os canais de comunicação via Internet com o Governador, ou as audiências com a chefia de gabinete, sempre considerando que a cada problema levantado há uma seqüência lógica de autoridades responsáveis que devem ser acionadas antes do embate chegar à pessoa do governador.
Assim são as coisas, mesmo dentro das famílias, há o respeito a uma hierarquia. Quando uma pessoa queima essas etapas, ela revela que em casa é uma tirana, ou que esta imbuída de intenções políticas, não apenas imbuída da solução de algum problema, mas o problema, qualquer problema é a desculpa para a plataforma sobre a qual se pretende construir a resistência ou oposição. Eu pessoalmente já fiz muito disso, e acho lícito dentro de limites. Afora isso, há o bom senso, você bate o pé para um cãozinho pequeno, mas é mau senso bater o pé para um cão de guarda treinado. Tudo vai da Autoridade e de como ela é exercida, burro quem cutuca um cão feroz com vara curta. Outras vezes é feito de propósito, eu não sou a favor de atitudes intempestivas, nem por parte do “eleitor” nem por parte da autoridade, mas há que se dar um desconto a quem provocou, e a quem reagiu. O que houve, no meu entender, má comunicação, má interpretação da comunicação. A violência nada mais é do que defeito na comunicação, ou seja, desentendimento da pessoa com sigo mesma, com o outro, com a Sociedade. Desentendimento leva intempestividade. Até a briga.



Wallacereq@gmail.com

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Projetinho mecânico para o ano de 2010.

A foto que você vê são os gabaritos em chapa escala 1/1 de um quadro de motocicletas seguindo uma solução japonesa dos anos 30 que construía tratores agrícolas em chapa de aço e pequenos motores diesel com torque aumentado por engrenagens e correntes. No nosso caso usaremos, rodas de automóvel, motor e caixa de automóvel, para construção de um motocicleta de fabricação caseira com ferramentas manuais. O projeto proibe recorrer ao comércio e oficinas especializadas, para o termino do produto. Tudo deve ser feito de sucata. Veremos se é possível.



A ideia é fazer uma motocicleta de 1200 cc com peças usadas de automóvel. Depois da Segunda Guerra, equipamentos militares deram origem a tratores, caminhões e equipamentos agrícolas e industriais. Isso socorreu a América do Norte. No Brasil por exemplo, esse reaproveitamento de equipamentos militares deu origem a Empresa Itapemirim de Ônibus. Sempre que estamos nos avizinhando de uma crise económica de grandes proporções temos que ter em mente o reaproveitamento do que existe no supérfluo, para finalidades produtivas, na agricultura em primeiro lugar, na indústria em segundo lugar, e no transporte em terceiro lugar. A questão energética é prioritária, e nesse sentido o Paraná esta produzindo projetos pilotos de aproveitamento de xisto, carvão mineral ( Gás) e vegetal, óleos e biocombustiveis, e formas alternativas de produção de energia elétrica.

Dessa ideia geral, sem ter um vínculo obrigatório com essa realidade econômica, decidi desenhar e construir uma motocicleta ( poderia ser um pequeno trator) ( ou grupo gerador) com um motor VW de 1952 ( 1100cc), Este motor e sua caixa estavam esquecidos em um fundo de garagem.

Vamos ver, se durante o ano de 2010 ele se transforma em uma motocicleta. O projeto visa alertar aos brasileiros criativos a necessidade de produção de novos equipamento para a agricultura partindo das sucatas disponíveis. Se eu puder construir uma motocicleta com ferramentas manuais, sem maiores equipamentos, estarei provando que temos criatividade e tecnologia, para construir em todo o Brasil, barcos, tratores, jeeps, colheitadeiras e semeadoras, motoniveladoras, caminhões especiais, locomotivas, geradores, etc. a partir de sucatas existentes e abandonadas. O projeto Fênix, pretende mostrar que é possível retirar das cinzas de uma crise qualquer algo de novo, vivo e produtivo. ( construido em casa, sem ajuda do comércio, ou da industria apenas com sucata da "crise")



Wallacereq@gmail.com

A gente tenta se atualizar.

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Pois é, estamos de volta, com muitas saudades de vocês leitores, que imaginamos ter.

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Puxa estamos de volta.

21 de Janeiro de 2010

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O sonho de Karina.

O último texto de 2009.
O sonho de Karina Karamazov.
Desde pequena Karina só tinha conhecido uma paixão: dançar e sonhar em ser uma bailarina do balé Bolshoi. Seus pais haviam desistido de exigir empenho em qualquer outra atividade. Os rapazes já haviam se resignado, no coração de Karina só havia lugar para a dança.
Um dia Karina teve a sua grande chance. Conseguira uma audiência com o Kara Bicheviski, diretor do Bolshoi que estava selecionado aspirante para o balé.
Karina dançou como nunca. Colocou toda a sua alma em cada movimento.
Terminada a sua “ prova” aproximou do Kara Bicheviski e perguntou: então tenho alguma chance?
Na viagem de volta Karina em lagrimas nunca pensou que aquele “não” lhe pesaria tanto na sua alma.
Meses se passaram ate que pudesse vestir as sapatilhas e se recuperar.
Dez anos depois o Bolshoi faz uma turnê pela sua cidade. Ela ocupa a primeira fila, era agora conceituada professora de um raro balé.
Para sua surpresa, viu que o Kara Bicheviski ainda era o diretor do balé, embora um Bicheviski caido; sua curiosidade levou-a a se aproximar e perguntar; se ele sabia o quanto lhe doera aquele não.
Bicheviski, colocando a mão na cintura, diz, mas querida eu digo isso a todas.
Karina parou um pouco, e disse baixinho, como o senhor pode cometer uma injustiça dessas?
Cínico o Kara Bicheviski, diz: Amiga, você jamais seria uma grande bailarina se desistiu de seu sonho pela opinião de uma única pessoa.
Karina deu-lhe uma tapa pé na Kara de Bicheviski e saiu como se tivesse recuperado a dignidade.
Moral: O primeiro passo, para se realizar um objetivo, é ter a convicção de que é possível alcançá-lo, não importando em quantas tentativas tenha que se dar um tapa pé( chute) na Kara do Bicheviski. O Bolshoi, naquele dia, no passado, perdeu uma grande bailarina, e perderia um diretor dez anos depois por traumatismo craniano. Karina era agora mestre em um balé muito especial, o Vale Tudo do Circo de Moscou
Super moral. Cuidado quando por presunção profissional se desvia uma vocação.
Ultra moral: cada vez que um "homem" impede uma mulher do exercicio de uma vocação natural a induz a asumir um papel masculino.

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domingo, 27 de dezembro de 2009

A terceira via. uma invenção.

O terceiro “gênero” uma invenção da Mídia.
Fiz um passeio na coleção de Constituições Estrangeiras publicadas pelo Senado Federal, e descobri, sem sofisma, que em todas, quando se refere a Gênero, apenas se refere a homem e mulher, e quando fala em “discriminação dos gêneros” diz respeito à igualdade de direitos entre o homem e mulher.
Ora, a vida é à base de todos os direitos. Assim o sexo, porque gera a vida e se compromete a sustentá-la e educá-la, é gerador de direito, pois é geradora de dever para com a vida. A prole transfere direitos e deveres ao sexo.
Regra, norma, baseia-se no normal, ou seja, o que é regra adequada para a grande maioria dos indivíduos. Assim, a regra que define o sexo define: Conformação anatômica, interna e externa, que diferencia o macho da fêmea. Há sexo, quando há o encontro dos sexos masculino com o feminino. Isso é sexo, isso é o que consuma o acasalamento. Isto é que transfere a pregnâcia, a gravidez, a prenhês, a maternidade, donde se chama ao sexo compromisso entre gêneros, de Matrimônio, casamento tendo em vista a vida que geram e com a qual se comprometem. O encontro dos sexos, do gênero masculino e feminino. Também é característica dos sexos masculinos e femininos, os seus genes, que diferem no homem e na mulher em cada e qualquer uma das suas células. Assim, o homem e a mulher normais, diferem fenotipicamente e genotipicamente. As anomalias estão fora da regra, são raras e são exceções. Ora gritante também são as diferenças entre os espermatozóides (masculinos) e os óvulos, (femininos), alem de inúmeros sinais secundários.
A palavra Gênero deriva então de Gene: Na biologia o elemento do cromossoma que condiciona a transmissão dos caracteres hereditários.
Posto isso, já podemos dizer que o sexo produz direito, o erotismo por si só não. Ou seja, só se produz direito pela via do sexo entre um homem e uma mulher. Nem entre um homem e um animal, nem entre um homem e outro homem etc. e tal.
Do que vimos acima, já podemos dizer como afirmam os melhores dicionários que gênero vem de genes, ou seja, da diferenciação genética do gênero masculino e feminino. Nunca se encontrou, na espécie humana um hermafrodita verdadeiro, ou seja, um terceiro gênero viável, já se encontrou falso hermafroditismo, ou seja, defeito dos genes sexuais, com indefinição do fenótipo, mas também isso é raro e exceção. Como vimos foge a regra.
Então eu encontrei uma publicação comentada da Carta de Direitos Humanos, edição Senado Federal 1996 com o seguinte título: Declarações de Direitos e Garantias, Constituição do Brasil e Constituições Estrangeiras. São 349 páginas e em nenhuma linha se faz referência ao “terceiro gêneros”, ou se lê “preferência sexual”, ou o termo “escolha sexual”. “Sempre que faz referência ao sexo como origem de Direitos Humanos, frisa, ”entre o homem e a mulher”, e segue: direitos da mãe, da prole, de herança, da educação, sustento, etc.
A mais antiga descrição da origem do gênero humano vem das escrituras hebraicas onde o Gênero Humano, tem origem em um único casal. O sentido agora é o de separar o gênero Humano de outros homídios. Dessa citação origina-se, na zoologia, a diferenciação entre espécie e gênero, conceito sinômino, para muitos autores, pois espécie e gênero humano definam uma só mesma classe de seres, que se subdividem em raças, e subespécies na classificação zoológica, assim espécies vizinhas formam um gênero, mas isso nada tem a ver com o gênero Masculino e Feminino. Aliás todos somos filhos de um homem e uma mulher viáveis. Também não podemos confundir o temo, com gêneros literários, ou a expressão gramatical, "comum de dois gêneros", nada disso diz respeito aos Direitos da Pessoa Humana.
Essa necessidade natural entre o vínculo de um homem e uma mulher e sua prole, é descrita na Bíblia há milênios atrás, em Eclesiástico, (Eclo. três 3-7 e seguintes) com muita beleza:
“Deus honra o pai nos filhos e confirma sobre eles a autoridade da mãe. Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados (das injustiças sociais e ofensas a ordem natural de Deus) e evita cometê-los e será ouvido na sua oração cotidiana. Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. Quem honra o seu pai terá alegria nos seus próprios filhos, e no dia em que orar será atendido. Quem respeita ao seu pai terá vida longa (eterna) e quem obedece ao seu pai é o consolo de sua Mãe (aqui também pode ser interpretado; Quem obedece ao Pai (e a sua moral), é o consolo da mãe terra). Meu filho ampara o seu pai na velhice e não lhe cause desgosto enquanto ele vive. Mesmo que esteja perdendo a lucidez procure ser compreensivo para com ele, não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida; a caridade feita aos pais não será esquecida, mas servirá para reparar os seus pecados, e na justiça será para tua edificação”.
Ora, então como os Heterofóbicos, sim os que odeiam os homens e as mulheres normais, pois nasceram deles, podem honrar seus pais e suas mães, não aceitando o seu gênero masculino ou feminino, e querendo, por esse meio, criar, por força de mídia, um "terceiro gênero", os transexuais, os falsos hermafroditos, os travestidos, os transviados do sexo?
Assim, como um conselho final: lemos em Colossenses:
“Esposas sede solicitas para com seu marido, como convém, no Senhor. Marido amai vossa esposa e não seja grosseiro com ela. Filhos obedecei em tudo aos vossos pais, pois isso é bom e correto ao Senhor. Pais não intimideis os vossos filhos, para que não desanimem”.
Ora, mas já faz muito tempo que os homens desonram e abandonam suas esposas, as mulheres entram em luta com seus maridos, e os filhos são meros acessórios que fogem do relacionamento homem mulher, esperando na união erótica entre sexos iguais, não só a infertilidade, evitando a dura responsabilidade moral sobre a prole, como por essa arrogância violar a pureza.




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A Cosmogonia Judeu-cristã.

A Cosmogonia, a Ecologia Cristã e a Responsabilidade Humana.
Antes de tudo é preciso admitir, que o homem sempre se percebeu parte de um contesto de forças muito superiores a ele. Frio intenso, neve colocando-lhe a vida em risco, calor insuportável, secas sazonais, violência dos ventos, tufões, tornados, ciclones, erupções vulcânicas, incêndios florestais, terremotos, enchentes, chuvas de pedras, mistérios celestes... Perguntas e perguntas sem fim.
Outra coisa que temos que admitir sem o que não entenderemos esse texto, é que o homem, seu aprendizado através dos séculos, diz respeito em primeiro lugar ao auto-controle, ou seja, educar-se, ou ser educado, é controlar-se. Pois bem, quando falamos em ação humana, falamos em valores, pois sem isso, falamos apenas em ação animal. Homem e valor, homem e racionalidade se confundem. Assim os valores são os freios internos aceitos pelo individuo racionalmente em vias de educar-se, ou como queiram, de pautar seu comportamento. E desse modo controlar seus comportamentos, suas ações. Os valores morais se desenvolvem na vida do individuo de tal modo que se tornam, para o homem, superiores do que à sua própria vida individual. Isso, é a mais radical expressão do valor humano, o maior aperfeiçoamento da consciência social. Somente quando se atinge esse patamar moral vencemos o egoísmo de sobrevivência. Assim o homem pode morrer pelas suas idéias, pelo seu país, pela sua família, pelos seus filhos, pela sua mulher. Se não compreendermos isso, não compreenderemos o cristianismo.
Quando esses valores que regulam o fazer ou deixar de fazer humanos se deduzem da compreensão de Deus, do qual somos imagem e semelhança, na vontade, inteligência, racionalidade e ação, e aceitamos que Deus se revela ao Homem, não só através dos mistérios naturais, mas sobre tudo, no Verbo Encarnado, chamamos a esse freio de valores, MORAL. No caso Moral Cristã. Quando não acreditamos na revelação, mas que o homem esta construindo valores para seu convívio social e para explicação do mundo, chamamos a isso ÉTICA. As duas palavras têm origem no mesmo radical, um grego e outro latino: Morus, do Latim, comportamento revelado pela vontade de Deus, e Éthos do Grego, comportamento costumeiro. Aos costumes como se dizia.
Então se há alguma responsabilidade do homem com o meio que o cerca, o ambiente que o cerca, antes de tudo devemos nos perguntar: quais os valores que controlam a ação humana com relação ao meio que o cerca, incluindo como é obvio, o meio social e os outros homens, pois o homem não se relaciona apenas com o meio Cósmico, mas com o Meio Social?
Chegamos enfim onde eu queria: Uma resposta lógica: A relação ecológica é acima de tudo uma relação moral, ou no mínimo ética, é uma relação de valor. Ora, “Oikós”, casa, habitat (ambiente familiar no entorno) que é a palavra grega que dá origem ao termo ecologia (oikós+ Logos= casa+ estudo) fala diretamente das relações do homem com sigo mesmo, como o próximo e as coisas em sua volta. Não há ecologia sem o homem, como alguns querem fazer crer. Uma harmonia cósmica que dispense o homem como sendo acessório, pois sem o pensamento do homem “realizando” o estudo da ecologia, só nos restará, para explicação dessa harmonia, a Inteligência e onipotência de Deus, e Deus criou o Homem, e o criou sua imagem e semelhança. Portanto o homem não é uma doença cósmica.
Se é assim, se essa é a evidência qual é o valor, a Moral, a ética, que pauta o relacionamento humano com o ambiente onde estão em primeiro lugar os outros homens, pois o homem não nasce sozinho, nem sobrevive ou se multiplica sozinho? Ora, o primeiro “oikós” é a família, o pequeno grupo humano que perpetua a espécie humana e garante a sobrevivência. Então o primeiro valor é o familiar, sem o qual não há educação, transmissão de experiências, cultura ( o culto em torno da mesa= Kult tour né ). E um jogo de palavras, embora traduza precisamente o que é a cultura.
Ora, a ciência que estuda a origem e evolução ou desenvolvimento do Cosmo, é a Cosmogonia. A cosmogonia judeu cristã é muito clara, Deus ( O Verbo= Palavra que indica ação, vontade e inteligência) criou o Cosmo. No início era o Verbo, leremos em Genesis. Afora a cosmogonia judeu-cristã há outras, mas todas intuem uma força que antecede ao homem, ao planeta, as estrelas, que é responsável pela sua origem, e sua evidente harmonia temporal ( ilius tempore).Ora, a grande pergunta que nos se impõem é: essa vontade quer algo dos homens? Ela indica um comportamento ideal, desejável, para o homem nas suas relações com o seu entorno? Se SIM, isto é a Ecologia Cristã, pois o VERBO criador se faz Carne, e habita entre nós, ou seja, se relaciona conosco, e desse relacionamento moral, não há duvida, esta a regra da ecologia cristã, ou seja, a regra moral do comportamento da casa, do grupo, do ambiente do entorno, ou meio ambiente. (Aliás, “ambi + ente” esconde a relação entre “ambos os entes”, o espiritual e o físico ou material).
Então há uma relação da harmonia entre os homens e a harmonia cósmica?
Sim há! O “Pai Nosso”, única oração que o Verbo Encarnado nos ensinou diz: Seja Feita a Tua Vontade, assim no Céu como na Terra. Ora a harmonia cósmica esta nas mãos de Deus, e na nossa vontade, enquanto imagem e semelhança de Deus em cumprir essa vontade, no Céu e na Terra.
Leremos em João 1,1: 18.
No principio era a Palavra (Verbo) e a palavra esta com Deus; e a Palavra (Verbo) era Deus. Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. “Nela estava à vida e a vida era a luz dos homens. E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguem dominá-la”. Vale a penas ler no Evangelho todo o texto.
E leremos em Hebreus 1,1-6.
“Ele nos falou por meio do Filho”. Urge ouvir o Verbo Encarnado no Meio Ambiente.


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