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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

OS HERÓIS DA RESISTÊNCIA E DA VALENTIA

Os heróis da Resistência e da Valentia (texto de 1989)

Heroísmo Católico.

Toda a história do catolicismo, da Igreja de Pedro, instituída por Jesus Cristo em pessoa, é um continuo ato de bravura, ato heróico, ato salvifico. Seja o heroísmo de São João Batista o precursor, ou os de São Pedro e Santo André ambos crucificados, ou ainda de São Paulo a perder a cabeça pela espada, e de tantos santos, abades, mártires, confessores, virgens, doutores que testemunharam dando o melhor de si; suas vidas em vida- ou derramando os seus sangues em nome de Jesus Cristo, seja ainda pela serena obediência de Maria Nossa Senhora, tremula, porém heróica e pelo insofismável heroísmo de São José nos parece claro, fica bem patente a missão heróica da Igreja... o heroísmo católico.
Não estamos falando apenas de um passado longínquo no tempo das catacumbas e católicos comidos pelos leões no Coliseu. Também não estamos falando da heróica luta interior de cada convertido em busca do Reino, mas também falamos da construção exterior da sociedade católica, obra inacabável, uma sociedade de testemunho, enfim a Civilização Cristã. Estamos falando das nações católicas e a contribuição que deram à vida de todos os homens, no heroísmo da evangelização das Américas, e ainda que se negue também dos cinco continentes numa obra continua tanto ontem como hoje. Falamos nos perigos de outrora como um Nero ou dos ideáis e a guilhotina da Revolução Francesa, ou ainda da guerra civil na Espanha apenas cinqüenta anos atrás, ou ainda das heresias e seitas de hoje, o materialismo comunista, a descristianização das sociedades, a desmoralização do clero e dos católicos no seio da Igreja, os ataques do sionismo judaizante e a sedução islâmica-enfim, uma sociedade que rejeita princípios – o socialismo auto gestionário, o ideal de um governo mundial anticristão, e a manipulação da comunicação que não queima católicos nos circos de Roma, mas os queima nas chamas do Inferno.

Sabemos que nestes dias em que, em alguns países do mundo de excessivo conforto material, onde, acreditem, nos irritamos com o excessivo sal da comida, murmuramos amargamente se nos falta o banho quente ou frio, ou nos iramos com a menor das contrariedades aos nossos orgulhosos sonhos pessoais, nos parecerá impossível, muito difícil compreender em profundidade o heroísmo cristão de hoje e de ontem.

A semente heróica é imprevisível, pode nos parecer impossível, mas noutro momento brota com todas as cores da pura emoção e arrasta. O chamado é de Jesus Cristo que nos amou primeiro e a garantia de sucesso do ato heróico também é Dele... “E as portas do Inferno não prevalecerão sobre a Igreja”. Em todos os tempos, em todos os quadrantes hão de brotar algumas, ou milhares de almas heróicas, missionárias, evangelizadoras, coerentes e santificadoras. Ë a Igreja Militante Viva. A Igreja de Pedro, de ontem, de hoje e de amanhã
.
A VOCAÇÃO HEROICA DE NOSSOS DIAS.

Hoje diante das grandes massas de almas tíbias, dentre as quais podemos incluir as nossas, cujos pequenos atos heróicos um tanto mornos muito se assemelham a leve estado febril, que à custa de uma pequena elevação de temperatura (pequenos atos de caridade) procura nos livrar de uma infecção (um incomodo) e assim recuperar a saúde (comodismo) e com ela a calma, o conforto do corpo e da consciência, o que indica a dificuldade que temos em avaliar o que verdadeiramente seja a alta temperatura de um coração ardente de amor tomado pela chama de fogo do heroísmo cristão que consome a vida de todos aqueles que serviram, servem ou servirão a Cristo Nosso Senhor sem descanso, ontem, hoje e amanhã. Os heróis em Cristo.

Como entender um padre Coudrin, um Damião de Veuster, um Julio Pereda Montoya? Temos horror aos sacrifícios, às privações e é por isso que se examinarmos as vidas daqueles homens ficamos desconfiados, atônitos, um tanto perdidos e tendentes à fuga e ao desdém. No fundo uma inconfessada vergonha.

Tantos mártires da Igreja, tantos sacrifícios individuais, tanto heroísmo de tantos, o que por si só prova a luta ferrenha dos inimigos de Cristo e de sua Igreja, e nos fazemos de surdos, de cegos. Ora, será que a Igreja não necessita mais de heróis? Será que ela não tem mais inimigos?

 De repente eles desapareceram e não vemos mais contra quem e contra que lutar e não há mais necessidade alguma de estarmos alertas? As almas já não valem o preço do sangue de Jesus Cristo? Não?
A Igreja foi e sempre será militante a evangelizar e defender-se, resistindo na valentia os ataques e a incidia de seus rivais no amor de Nosso Senhor.

A vocação heróica é a mesma, a doutrina a mesma e o poder de Jesus Cristo o Mesmo, portanto não temais.

COUDRIN UMA ÁRVORE QUE DARIA MUITO FRUTOS.

 Há quase duzentos anos atrás. Em quatro de Abril de 1792 Coudrin é ordenado sacerdote. Era a época que Voltaire queria como outros a todo o custo esmagar a Igreja. Em 1789 havia sido tomada a Bastilha. Os católicos franceses foram obrigados ao juramento de fidelidade ao Estado Revolucionário. Coagidos pelo Estado à desobediência ao Santo Padre, -os que não aderem são obrigados a sair do país e os refratários são mortos.
A revolução pela força explode com a França, nação primogênita da Igreja (ver a Origem do Estado Cristão). A Igreja enfrenta inimigos ideológicos como Voltaire, Montesquieu e Rousseau. Os sacerdotes estão proibidos de exercer seus ministérios e de usarem suas batinas. Sacerdotes fieis vivem seus ministérios às escondidas em meio a mil perigos e ciladas. As Igrejas são despojadas e profanadas. A guilhotina faz rolar milhares de cabeças. Os ventos contrários sopram forte.  E o Senhor parece dormir. No entanto padre Coudrin é ordenado, sente cada vez mais forte o chamado a servir na fé os desígnios de Nosso Senhor, e naquele duro momento,  serve aos católicos que lutam, resistem, e dão as suas vidas, mártires por amor à sua Igreja.

Sempre escapando as armadilhas dos revolucionários que querem prende-lo e certamente matá-lo, anda escondido pelas casas, confessando, absolvendo e levando o Corpo e o Sangue Eucarístico aos católicos e aos moribundos.
Realiza muitas e dificílimas missões, tudo arriscando em nome de Jesus Cristo Sacramentado que carrega continuamente sobre o peito feito a si como um sacrário vivo, perambulando em ambiente adverso.
No meio de rios de sangue derramados pelos revolucionários padre Coudrin prevê um exercito de homens e mulheres consagrados à vida religiosa e que se tornariam vestidos em seus hábitos brancos; os defensores da adoração perpetua no Santíssimo Sacramento do Altar e anunciadores do Evangelho em um mundo que exercitava seu ódio e suas calunias contra a Igreja e a obra de Cristo. O tempo passa. A desordem revolucionaria alcança aos próprios  lideres revolucionários. Os girondinos em primeiro lugar; a seguir Marat é assassinado por Carlota e a cabeça deste é decepada pela guilhotina. Segue-se Hebert e Danton vitimas da luta pelo poder. Enfim a desordem volta-se contra aquelas pessoas que a desencadearam e a guilhotina decepa a cabeça de Maximiliano Robespierre. Os revolucionários de todos os tempos são e serão suicidas como foi Judas Iscariontes. Pretendem como aquele ensinar ao próprio Deus (No caso o Filho, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem) o que é o melhor para os homens, pois já dizia aquele: Senhor porque não vendemos esse balsamo (que serviria para as honras do Senhor) e distribuimos aos pobres? Para Deus nenhum sacrifício, nenhuma honra, nenhum amor... E sem esse amor a Deus não há verdadeiro amor ao próximo, seja ele rico ou pobre. Há apenas divisão entre os homens daquilo que não lhes pertence.
Neste ínterim, padre Coudrin é reconhecido herói. O Papa Pio VII oficializa a Congregação dos Sagrados Corações inspirada e pretendida pelo padre Coudrin. A grande arvore da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria e da Adoração Perpetua da Adoração ao Santíssimo Sacramento do Altar florescia. Hoje estão nos cinco continentes.

Padre Coudrin estava preocupado em imprimir um carisma, um modelo claro a ser seguido. O herói da valentia e da resistência desejava uma congregação nitidamente missionária, bem ao espírito da Igreja, converter, mas acima de tudo preservar a integridade da doutrina de Cristo. Resistir.

As primeiras missões fora do solo francês foram enviadas à Oceania. Padres belgas e franceses seriam os primeiros a adorar o Santíssimo Sacramento naquelas terras. Iniciava-se a expansão e a realização do desejo de Coudrin, ou seja, ver seus homens e mulheres consagrados missionando e convertendo o mundo inteiro. Nesse espírito e dessa árvore missioneira é que surgirão um Damião de Veuster e um Julio Pereda Montoya.

O NOSSO PADRE, REITOR DA IGREJA DA ORDEM.

Padre Julio Pereda Montoya (nome de batismo Alfredo) nasceu na Espanha em 1907. Começou seus estudos religiosos aos 14 anos e recebeu o Sacramento da Ordem em 1934.
Agora que conhecemos um pouco da história da árvore missionária dos SS.CC, a árvore da valentia e da resistência compreenderemos melhor a personalidade desse incansável padre espanhol que honra a sua batina branca pelas ruas de Curitiba, num tempo em que os padres já não usam batina.
 Padre Julio foi ordenado às quatro horas da madrugada. O fato incomum se deve a que a Espanha já se agitava as vésperas de uma guerra civil. O bispo que ordenou o nosso padre o fez nesse horário porque estava sendo perseguido pelos comunistas. De fato, dias depois esse mesmo bispo seria amarrado pelos braços e pernas e quatro cavalos incitados cada um a uma direção estraçalharam o bispo em praça publica. Ordenado por um mártir, um herói, sim mais um desses homens viris, destes homens valentes que morreram pela fé. Nosso padre haveria de dar uma resposta a altura, foi isso que o tornou tão diferente dos padres de hoje. Julio SERVIU aos tempos heróicos, tempo de ideais, sociedade com princípios.

Hoje quando vemos os seminários tão cheios de homens efeminados, vocações equivocadas, respondendo e agindo de maneira tão diferente de São Pedro o pescador judeu rude, e de Andre, João e Paulo fica-nos uma interrogação: o que aconteceu?
 Ora como são diferentes esses últimos de um Ignácio de Loyola, um Agostinho, um Damião de Veuster, um Thomas de Aquino, ou um São Tiago Apostolo patrono da Espanha. Padres de verdade são homens castos, viris e santos, mas hoje se satisfazem em serem pecadores, omissos e apegados as estruturas que lhes dão segurança.
 Padres não são soldados armados ainda que São Pedro tenha cortado pela espada as orelhas de Malco obrigando a Nosso Senhor a devolver a orelha a Malco, restaurando-lhe talvez a audição... essa porta para as palavras divinas que convertem. Padres não são soldados mas missionários, modelos vivos de Jesus Cristo (ou deveriam ser) instrumentos ativos de Sua Igreja na valentia e na resistência contra ventos desfavoráveis
.
Ao mesmo tempo em que nosso pároco estava sendo ordenados na Espanha, os marxistas mataram treze bispos, quatro mil e oitocentos padres seculares, dois mil e duzentos e setenta religiosos e oitocentos e três freiras (o mundo se esqueceu disso). E quantos católicos leigos? Não sei. Não há porque acreditarmos que as perseguições terminaram. Analise-se a história da Igreja desde o tempo de Herodes perseguindo e matando crianças inocentes com o fim de matar Jesus Cristo, e nós não podemos deixar de observar que os inimigos da Igreja alternam períodos de calmaria estratégicas para períodos onde falsos cordeiros despidos de suas peles rituais mostram toda a sua sanguinária aptidão de lobos e reiniciam a perseguição aos católicos.

 A prudência nos manda perguntar: como será? Onde será? De que modo esta sendo preparada a próxima perseguição, o próximo golpe? O sangue de tantos mártires reclama prudência
.
Nosso padre é um exemplo de dedicação, fidelidade e diligência (agora já faleceu). Motivos que por si só convertem. O incansável padre espanhol, bom brasileiro por adoção, fortaleceu almas no Rio Grande do Sul (Lajeado), no Rio de Janeiro (Campo Grande) no Paraná, em Curitiba como padre da Igreja da Ordem a mais antiga da cidade (1730). Quantas almas não glorificaram o seu apostolado missionário de mais de cinqüenta anos, o seu ministério sacerdotal resistente, valente e heróico. Apostolo pela presença coerente ele é semente fértil, nos Sagrado Corações, ele é o padre que amamos. Ao deixar seus pais na Espanha disse: Até a Eternidade, e nunca mais voltou a vê-los. ( hoje na Eternidade).

DAMIÃO UM HEROI COMPLETO

O que dizer então desse jovem religioso belga, saudável e feliz, irmão de um padre e uma freira que em 1863 deixou a pátria na companhia de outros dois religiosos para nunca mais retornar?
Partiu de Hamburgo e durante 180 dias singraria os mares em veleiro tentando alcançar as ilhas do Pacifico. Nunca mais veria os seus pais. Oferecera em ato voluntario a sua vida em vida claramente a serviço de Nosso Senhor. Amava muito a Deus, sem o que não se ama verdadeiramente ao próximo. Contemplavam em seu espírito jovem as águas espumosas do oceano e meditava no poder do mar. Como que hipnotizado pelo balançar da nau ouvia como um sussurro: “Me ama aquele que cumpre os meus Mandamentos” Damião sabia pouco sobre o mar e a arte da navegação, mas sabia que praticar os Mandamentos é como guiar-se pelas estrelas em direção a um fim individual e coletivo muito seguro. Sabia... Praticar os mandamentos era praticar a justiça... E praticar a justiça é amar a Deus. É caridade perfeita e verdadeira, pois permite a comunhão do corpo e do sangue de Cristo entre os membros de seu corpo místico. Assim  Damião sabia que não há comida, nem teto, nem coberta que seja verdadeiramente amor se não houver a pratica dos Mandamentos. Era isso que iria ensinar. Amava profundamente as almas que iria e queria instruir para Jesus Cristo. O amor a Deus acima de tudo.

Prova disso é essa carta que escreveu aos seus pais: “Adeus meus queridos pais, doravante não teremos mais a felicidade de abraçar-nos, mas continuamente unidos nos corações, lembrando-nos mutuamente em nossos corações e nos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Adeus queridos pais! Procurem viver sempre como bons católicos... andai sempre no caminho reto, assim eu posso ficar sossegado, pensando em vós na certeza de rever-vos na pátria celeste. Adeus, que Nossa Senhora vos conceda uma boa morte”. Incrível testemunho, inaceitável nos dias de hoje.

Naquele tempo uma carta do Hawai levaria trezentos e vinte dias para ir e voltar, isso se o destinatário a recebesse e fosse diligente na resposta. A viagem por si só era uma aventura mais que suficiente para fazer um jovem sonhar. Sim sonhar essa magia que os jovens de hoje já não experimentam, e recorrem às drogas por não ter sonhos realizáveis. E era por esse motivo que o herói de Molokai tranqüilizava os seus pais:”Estamos nas mãos de Deus onipotente e bondoso que nos tomou de baixo de sua proteção”. Na verdade suas cartas revelam o seu interior, a sua confiança. Damião que aos dezenove anos fora acolhido entre os padres SS.CC como irmão religioso, rezou muito diante de uma imagem de Sào Francisco Xavier, o apóstolo das Indias para ser também ele um missionário.

Depois de sua ordenação em 1864 escreve aos pais revelando preocupação madura e fidelidade doutrinal: “No dia 21 de Maio, o Senhor dignou-me elevar-me à dignidade do sacerdócio. A ordenação teve lugar na catedral de Honolulu. Comigo haviam três novos sacerdotes. Éramos colegas no seminário de Lovaina...agora sou sacerdote, sou missionário num pais cheio de podridão e idolatria...como são graves as minhas obrigações de sacerdote, Quanta pureza de costumes, quanta retidão de julgamento devo ter...”prosseguindo pede aos pais que rezem por ele sem cessar.
Damião é fiel aos seus votos e a doutrina.

MOLOKAI UMA ILHA.

Molokai fica no Pacífico. É uma ilha de pequenas proporções, montanhosa, os ventos são fortes, o clima quente, um paraíso não fosse à miséria humana em que viviam em cativeiro cerca de seiscentos hansenianos. Molokai pertence ao arquipélago do Hawai. Reinava no Hawai Lunálio. Tinha então o padre Damião apenas 23 anos. 

Assista:


OBS: AO TERMINAR SUA VIAGEM EM MOTOCICLETA PELAS TRÊS ÁMÉRICAS WALLACE REQ ESCREVEU ESSE TEXTO EM HOMENAGEM AOS PADRES DOS SAGRADOS CORAÇÕES QUE O HOSPEDARAM EM SANTIAGO,CHILE,- QUITO, EQUADOR,,- NAS PROXIMIDADES DE bOSTON, EUA.- E EM QUEBEC, CANADÁ.


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domingo, 12 de janeiro de 2014

Fraternidade e tráfico humano.

Fraternidade e tráfico humano.
O sinônimo mais usual de fraternidade é irmandade. A palavra nos fala do sentimento de pertença, irmãos pertencem à mesma família, a mesma irmandade, ao mesmo grupo ideológico, a grande família humana. Pertencer significa fazer parte, assumir parte das mesmas responsabilidades e deveres. Tráfico, é no sentido jurídico positivo, o comercio em si, no sentido negativo é o transporte ilícito de substancias, objetos (armas, por exemplo), plantas, animais e pessoas. Essa palavra fala de mobilidade. Bem, irmandade e mobilidade dizem respeito à liberdade de pertencer e de transportar ou transportar-se. Liberdade nos fala de ato voluntário, desejo, liberdade de escolha, respeito a si e a própria vida e ao próximo seus bem e sua vida.
O oposto de liberdade é a licenciosidade. A licença no sentido jurídico, nos fala da exorbitação do desejo de alguém sobre o direito do próximo, é por esse motivo que quando lemos a expressão “Tráfico Humano” imediatamente nos  lembramos de escravidão, que é a ação de um opressor sobre um oprimido, ação contra a vontade do oprimido. Todavia nos dias de hoje, e também no passado, duas são as maiores escravidões, a escravidão do pecado e a escravidão do vício, com ou sem pecado. Neste sentido muito particular e preciso nós temos a componente da vontade, assim as pessoas livremente se apegam a escravidão do pecado e ou do vicio. Então a observação dos fatos nos diz que também a escravidão gera um estado de dependência voluntaria, um sentido de pertença, e uma licença entendida como liberdade, ou seja, existe tanto uma fraternidade para o Mal como para o Bem, e existe uma mobilidade voluntaria para o Mal como para o Bem. Se você não entendeu dou-te esse simples exemplo: podemos traficar pessoas para livrá-las do cativeiro imerecido ( O resgate dos santos, por exemplo) ou de um regime de exceção, como também podemos traficar pessoas para a prostituição, adoção ilegal, experiência cientifica ou trabalho escravo. Existem outras possibilidades bastante sutis. Por exemplo, numa sociedade onde não há mobilidade social, isto é, onde as pessoas que nascem em uma classe social, não podem galgar outra condição social, existe claramente um sistema de inibição da mobilidade o que caracteriza escravidão.
O Papa Francisco fala que Jesus Cristo, veio para nos libertar, na verdade para nos redimir. Assim quem liberta deve ser livre, o que nos leva a perguntar: Que tipo de liberdade tinha Jesus Cristo? A resposta é clara nos Evangelhos, a liberdade de Cristo consiste em fazer a vontade do Pai, e realizá-la ate a morte. Claro está que a Liberdade do Senhor é um serviço a Deus Pai, em favor dos homens. Penso que aqui já podemos concluir: ou servimos a Deus fazendo o Bem, ou servimos ao Mal. Ou vivemos a fraternidade e sentimento de pertença fazendo o Bem, ou somos fraternais na pratica do mal.
Observamos as escravidões mais explicitas e próxima aos nossos tempos  e notou-se que raramente houve ações individuais de libertação, na verdade, ou foram ações coletivas, ou foram resultados do afrouxamento dos opressores por razões políticas e econômicas.

Assim, aqueles que se julgam oprimidos precisam desejar não o serem, e desejar coletivamente; e àqueles que não se julgam, mas são opressores, só nos resta dizer: Na opressão não haverá justiça, e sem justiça não viveremos coletivamente o Reino de Deus. 

  wallacereq@gmail.com

OBS publicado na Revista do Santuário da Misericórdia

Texto biblico correspondente ( Isaias)
""Eu o Senhor te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te tomei e te constituí como centro da aliança entre os povos,, luz das nações, para abrires os olhos dos cegos, tirares os cativos da prisão, livrares do carcere os que vivem nas trevas


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sábado, 29 de dezembro de 2012

Há muito o que fazer no meu Brasil.


Estradas perdidas na imensa Amazônia.














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sábado, 1 de dezembro de 2012

Eu quero indicar um livro;

Quero indicar um livro, tanto para leitores nacionais como estrangeiros. Trata-se de " Histórias sobre Corrupção e Ganacia" de Wilson J, Gasino. O livro de texto fluente e impecável nos conta como o povo do Paraná foi lesado em 19 bilhões de Reais. à época se não estou enganada o dólar estava um por um, ou seja o livro conta como no Brasil meia duzia de pessoas lesa o povo paranaense através da venda do Banestado, banco público pertencente ao povo do Paraná, uma instituição com setenta anos, mais de 400 agencias, e trezentos postos de serviços, em DEZENOVE BILHÕES DE DÓLARES, e impunemente.
O livro não  cita editora apenas os direitos autorais. copyright wilson gasino, 2006. Seu ISBN 85-99298-03-8




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Os judaizantes da fé,

Os Judaizantes da fé;
 Trata-se de informação importante para os cristãos encontrada em inúmeras fontes históricas, incluindo o Novo Testamento. O texto que trazemos aqui é mais orientador do que polemico.

Em Gálatas 2,11-14 encontramos um texto que em síntese São Paulo chama atenção de que não se podem acomodar os Evangelhos aos judaizantes. Vale à pena ler. Mas antes de irmos à Bíblia em busca desse texto, devemos lembrar que tanto a versão restrita (nacionalista) como a Bíblia de Alexandria foram escritas por judeus. Também devemos lembrar que para os antigos comer era ato místico, onde absorvíamos a vida de seres vegetais ou animais, e havia mesmo quem acreditasse que algumas das características dos seres comidos passavam para quem os comessem. No Brasil entre os indígenas canibais podemos encontrar essa crença de que se comessem a carne de grandes guerreiros adquiriam virtudes daquele, como coragem, bravura, resistência e espírito;

O Comer para os Cristãos a Carne e o Sangue de Cristo os colocam em comunhão com o corpo místico de CRISTO_DEUS, na intimidade do pensamento e amor divinos. Portanto comer não significa para o cristão apenas alimentar o corpo, mas o espírito pela fidelidade ao guerreiro do BEM, no caso Jesus Cristo verdadeiro homem e verdadeiro Deus e as suas doutrinas. Ora seguir a Cristo significa seguir a revelação de Deus em Jesus Cristo, e ser fiel a elas. Os judaizantes negam a divindade de Cristo, e nisso esta o perigo de acomodar os Evangelhos e a Ciência dos fatos teológicos, conforme, nada sutilmente, nos diz Paulo em Gálatas.
Vejamos: “Quando, porém, Cefas (São Pedro) veio a Antioquia, resisti-lhe francamente, porque era censurável*. Pois antes de chegarem alguns homens da parte de Tiago, ele comia com os pagãos convertidos. Mas quando eles vieram, retraiu-se e separou-se deles, temendo os circuncidados (circum- cisão). Os demais judeus convertidos, seguiram-lhe a atitude equivoca, de maneira que mesmo Barnabé foi levado por eles ao mesmo modo de agir. Quando vi que seu procedimento não era segundo a diretriz do Evangelho, disse a Céfas (Pedro), em presença de todos:” Se tu que és judeu, vives como os gentios e não como os judeus, como obrigas os pagãos convertidos a viver como os judeus?”
Essa frase que muito pretende ver que a autoridade de Pedro era menor que a de Paulo, pelo contrario, apenas nos diz, que devemos impedir a acomodação da Doutrina de Jesus Cristo e da ciência aos judaizantes, pois em última analise isto negaria que Cristo é o Messias esperado, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
*Vejam em Atos 15,1-28 que Pedro e os Apóstolos haviam decretado a igualdade entre os judeus convertidos e os gentios convertidos e seguiam essa orientação, porém nesse episodio controverso Pedro em Antioquia por pressão de Judeus “eleitos” julgou por prudência acomodar os fatos, e Paulo (também Judeu) reage alertando que a acomodação dos fatos levaria a perda da fidelidade ao seguimento de Jesus Cristo.
Os protestantes, via de regra, adotaram a Bíblia Judaizante do sínodo rabínico de Jâmnia (ou Jabnes) datado do ano 100 depois de Cristo como forma dos judeus (sectários e nacionalistas) resistirem ao cristianismo étnico e gentio, ou seja, a massa de judeus e pagãos convertidos.
Você pode encontrar um texto nosso no G 23 HI (História da Igreja) ou ler abaixo.

“Bíblia protestante acomodou aos judaizantes, a Sagrada Escritura, por isso tem apenas 66 livros porque Lutero e, principalmente os seus seguidores, rejeitaram os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Barco, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4-16; Daniel 3,24-20; 13-14. A razão disso vem de longe.

No ano 100 da era cristã os rabinos judeus se reuniram no Sínodo de Jâmnia (ou Jabnes), no sul da Palestina, a fim de definirem a Bíblia Judaica. Isto porque nesta época os evangelistas começavam a registrar o Novo Testamento com os Evangelhos e as cartas dos Apóstolos, que os Judeus não convertidos não aceitaram.

Nesse Sínodo os rabinos definiram como critérios para aceitar que um livro fizesse parte da Bíblia, o seguinte:

(1) deveria ter sido escrito na Terra Santa;

(2) escrito somente em hebraico, nem aramaico e nem grego;

(3) escrito antes de Esdras (455-428 a.C.);

(4) sem contradição com lei de Moisés. ( Ler nesse sentido Gálatas 2,15-21)

Esses critérios eram nacionalistas, e ou raciais e sectários, mais do que religiosos, fruto dizem do retorno do exílio da Babilônia. Tratam da negação de Cristo. Por esses critérios judaizantes não foram aceitos na Bíblia judaica da Palestina os livros que hoje não constam na Bíblia protestante judaizante.

Acontece que em Alexandria no Egito, cerca de 200 anos antes de Cristo, já havia uma forte colônia de judeus, vivendo em terra estrangeira e falando o grego. Os judeus de Alexandria, através de 70 sábios judeus, traduziram os livros sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a.C, muito antes do Sínodo de Jâmnia (100 d.C). Surgiu assim a versão grega chamada Alexandrina ou dos Setenta. E essa versão dos Setenta, incluiu os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeitaram.

Havia então no início do Cristianismo duas Bíblias judaicas: uma da Palestina (restrita) e a Alexandrina (completa – Versão dos LXX). Os Apóstolos (que conviveram com Cristo) e Evangelistas consideraram canônicos os livros rejeitados em Jâmnia.
O texto grego “dos Setenta”, e, portanto, o cânon completo, incluindo os sete livros e os fragmentos de Ester e Daniel.

Posteriormente, no século XVI, Martinho Lutero (monge Agostiniano apostata 1483-1546) para facilitar a defesa das suas teses, adotou o cânon da Palestina e deixou de lado os sete livros conhecidos, com os fragmentos de Esdras e Daniel. Ou seja, judaizou-se. Acomodou o cristianismo aos interesses Judaizantes.

Sabemos que é o Espírito Santo quem guia a Igreja , o que vale até hoje Quer quiram , quer não queiram o esforço é destruir a catredra de Pedro..

Pedro quem dizes que eu sou?  Tu es o Filho de Deis. Então Jesus disse> Foi o Pai quem te revelou, Pedro tu es a pedra, e sobre ti erguerei minha Igreja ( Palavras de Jesus Cristo).
























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sábado, 3 de novembro de 2012

Os primeiros brasileiros na Europa ( texto antigo)

Os primeiros brasileiros na Europa.


Na sua aula inaugural, a Dra. Antropóloga Claudia Inêz Parellada, do Museu Paranaense, que, ao discorrer sobre a arte indígena, inspirou-me uma nova e interessante pesquisa, cujas pistas iniciais, eu quero delinear aqui.

Quero que você preste muita atenção ao que escrevo neste texto, pois não estamos acostumados a ver e analisar essa possibilidade antropológica, na ótica que vou propor agora.

Quem já imaginou índios e índias norte americanos e sul americanos, incas maias e astecas, passeando pelas ruas de Lisboa, Madrid, Londres ou Paris, lá pelos idos anos de 1500? Mas isso aconteceu, mais de uma vez, e isso é muito importante para os estudiosos. E curioso para os escritores e tema para romancistas. Que impressão eles causaram? Misturaram-se? Quantos formaram famílias na Europa? Que nomes tiveram essas famílias? Quanto tempo eles viveram? Em fim, no que deram, e que destinos tiveram esses troncos humanos ameríndios na Europa quinhentista? Americanos e brasileiros de origem ameríndia estiveram, também, na Índia dos hindus e na China dos Portugueses.

Adriana Lopez é escritora e historiadora pós-graduada pela Universidade de São Paulo. Em seu imperdível livro: “Franceses e Tupinambás na Terra do Brasil” (editora SENAC) ela nos conta as aventuras do navio francês “L´Espoir” que esteve em 1504 em Santa Catarina, e levou para a França o filho muito jovem do cacique Guarani, chamado Esomeriq e um seu pajem chamado Namôa, homem de 35 ou 40 anos ( pagina 21) sendo esses os primeiros catarinenses que se tem noticia foram levados para a Europa. É muito interessante. O que teria acontecido com eles? Será que um descendente desse jovem, voltou como legitimo alemão, francês ou açoriano?

Noutra passagem ela nos conta e descreve uma “Fête Brasiliénne” em Rouen, ocorrida em 1550, onde 50 índios Tamoios levados à França por comerciantes normandos faziam uma representação (teatral) da vida cotidiana dos índios do Brasil (pagina 93) para convencer aos franceses sobre as vantagens de investirem nas viagens marítimas para o Brasil.

O missionário Jean de Léry nos conta que as primeiras mulheres francesas só chegaram ao Brasil em 1556 em companhia de Bois de Comte, e eram apenas cinco, e ate essa data, os corsários, os exploradores e o “sindicato” faziam o comercio carnal com as índias, assim como também os portugueses. O Barão de itararé, ao contrario do que eu pensava, chega a afirmar que na America os franceses se contaminaram do “Mal Frances” a sífilis, o que é novidade, e essa doença desconhecida da Europa ate então, seria uma doença originalmente americana. Podemos supor e concluir que os chamados “lançados” (degredados) homens que eram abandonados nas costas marinhas do Brasil, produziram mestiços, que provavelmente, enquanto filhos de europeus tiveram, também, a oportunidade de embarque para a Europa.

O Doutor em História Francisco Drombroski em sua História das Américas nos conta que Gaspar de Corte Real, português, levou, em 1500, um grupo de 57 índios oriundos do Canadá (Terra Nova) para Portugal (pag. 248 volume IV) sendo esses mais um grupo de americanos na Europa.

Apenas esses dois autores aqui citados falam já em 109 ameríndios levados para a Europa nos primeiros anos. Quando eu estiver mais aprofundado na pesquisa, voltarei descrevendo outros relatos de viagem e cronistas da America que também falam de numerosos índios embarcados para a Europa e Oriente, abrindo assim uma hipótese genealógica e cultural, bem pouco considerada ou conhecida. Sabe-se, por exemplo, que foram os índios que introduziram o uso de redes de dormir na marinha portuguesa e francesa.
Não é interessante?


Wallace Requião de Mello e Silva

Para o G 23 de Outubro.

Assista a TV Educativa e consulte a página do Governo do Paraná na Internet.






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Eles não podiam ficar atrás!

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A FAMA!

A fama


Vocês conhecem esses conjuntos habitacionais construídos nas periferias das grandes cidades no Brasil.

Parecem dignos à distância, mas de fato têm péssima qualidade, isolamento térmico e acústico de baixo nível, etc. etc. e tal.

A verdade é que se uma senhora derruba uma agulha de costura em um cômodo todo o condomínio fica sabendo.

Foi assim que nasceu a fama de seu Caiado. Homem de mais de oitenta anos, oito filhos, casado com a mesma mulher há mais de sessenta e oito anos, ganhou fama devido ao péssimo isolamento acústico dos apartamentos.

Certa noite, depois de uma festa de condomínio, quase todos bêbados se recolheram aos seus apartamentos. Foi quando se ouviu os gemidos da senhora Caiado. Um gaiato, jovem ainda, e sob os efeitos do álcool, gritou da janela: dá-lhe Caiado; Para que? Aos poucos todo o condomínio se acendeu, e todos nas janelas se concentravam para ouvir os gemidos da senhora. E a coisa se prolongou, ate que num repente cessou. Ouviram-se palmas de todas as janelas, afinal o casal já tem bastante idade.

No dia seguinte, os homens passavam pelo velho Caiado e tiravam o chapéu. Os rapazes davam-lhe tapinhas nas costas e diziam: que desempenho em velho. As senhoras perguntavam timidamente: Seu Caiado o senhor gosta de comer o que? E perguntavam na esperança de descobrir se ele comia algum quitute afrodisíaco, ou se o habito alimentar ou alguma bebida lhe garantia tal desempenho. As senhoras procuravam se aproximar da senhora Caiado para lhe descobrir o segredo, mas ela criada no interior e reservada, nada dizia nem brecha para o assunto deixava.

Mas vez ou outra, duas e ate três vezes por semana, seus gemidos colocavam em pavorosa o condomínio que se divertia à beça com o insólito desempenho desse casal .

Mas ele me procurou. Oi seu Wallace, vamos comer uma carne? Eu gosto de usar a sua churrasqueira. Lá no condomínio eu não posso mais fazer nada que todos aqueles guris vêm me aborrecer e tirar uma casquinha.

O senhor deve saber do que eu estou falando , né?

Sim seu Caiado, eu já ouvi falar, respondi amigavelmente.

Ele então, tímido, perguntou: Posso lhe contar um segredinho?

Sim respondi.

Seu Wallace é pesadelo da mulher. Tudo aquilo é pesadelo da mulher. Antes eu a acordava, ela ficava irritada o dia inteiro, então eu não a acordo, deixo-a ir ate o fim. Foi daí que veio a fama.

E rimos para valer.

Wallacereq@gmail.com






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sexta-feira, 6 de julho de 2012

A Busca da verdade.


A busca pela verdade histórica.

Muito ano atrás caiu em minhas mãos um pequeno livro em Frances, editado por volta de 1840 e titulado “Os problemas da História”.

Curioso; o autor já naquela época tinha consciência de que o texto histórico esta deformado pela ótica ideológica do autor, do narrador, do historiador, do documentalista. Não poderia ser diferente comigo.

Pior; muito pior é se perceber que os relatos históricos são justificativos dos vencedores.

Então quando eu procuro aprofundar uma pesquisa sobre judeu; por exemplo; logo surgem aqueles que irados me chamam de nazistinha filho da puta. Anti-semitazinho. Racistinha nojento etc. e tal. Fico triste, pois só a VERDADE nos libertará. A nós todos, judeus e não judeus.

Os judeus do Paraná chegaram aqui muito antes da Primeira Guerra. São muito poucos os que chegaram para além dos anos 50 depois da Segunda Guerra. Eu conheci o casal Zitto, Maria Nasca, Gertha, estas pessoas sim estiveram no coração do problema. Os demais repetem visceralmente fatos que não presenciaram. Irritam-se com o que não testemunharam. Não querem ver o óbvio. Como meu filho embora cristão católico como eu, seja filho de ventre judeu-cristão, eu me preocupo em deixar para ele as bases para uma pesquisa sobre a VERDADE.

Nem sempre o povo é culpado das decisões de seus governantes, mas sempre pagam pelos erros de seus maiores. Pior; muito pior é o segredo dos bastidores da história. Pagamos pelos atos secretos que sequer ficamos sabendo.

Eddie Rickenbacker (SRD Pagina 192 edição de 1979) esse suíço naturalizado e As entre os pilotos norte-americanos de guerra, mensageiro de MacArthur, descreve assim o fim da Guerra: “Os homens jogavam seus capacetes para o ar. Abandonavam suas armas, acenavam com as mãos. A seguir em toda a extensão para um lado e para o outro, alemães e norte americanos começaram a aproximarem-se de vagar uns aos outros. Hesitantes a principio depois mais depressa, ate que de repente os uniformes cinzentos se misturavam com os marrons e eu podia ver todos se abraçando pulando e dançando. Voei para o lado francês. Ali era mais incrível ainda. Após quatro anos de carnificina e ódio eles não estavam apenas se abraçando, mas se beijando uns aos outros em ambas as faces”.

Eu me pergunto: por que os propagandistas da guerra não mostraram essas imagens? Possivelmente para que nós acreditemos que a guerra tem algum sentido. Porém a despeito da propaganda de guerra, das promoções, das condecorações os homens comuns na linha de frente, vão percebendo a brutalidade de tudo. A incoerência... Percebem-se apenas assassinos. Os padres os pastores e as famílias de um lado torcem pelos seus filhos que defendem sua pátria. Do outro lado padres, pastores e familiares defendem e rezam pelos seus filhos que defendem suas pátrias. Longe, bem longes interesses inconfessáveis matam milhares de vidas humanas, emitem ordens que brutal e inutilmente ceifam vidas humanas. Perguntem aos sobreviventes de Hiroshima se eles acham ato heroico e justificável à bomba atômica jogada sobre mulheres, crianças e velhos numa atitude covarde provocando o verdadeiro Holocausto japonês. Os “guardiões da liberdade” imaginem só, condenaram em um ato milhares de japoneses em holocausto (sacrifício pelo fogo). Mas eles são os mocinhos na história, os vencedores. Os narradores da própria gloria.

Se for assim, como foi com  os demais povos da terra não seria muito diferente com os judeus. Eles também pagam o preço da falsidade de seus maiores. E defendem seus “interesses” raciais, religiosos, políticos e territoriais, sem muitas vezes saber o que ocorre nos bastidores do poder.

A Revolução Russa de 1917, por exemplo. Era fundada na ideologia de um judeu alemão. Foi executada por um grupo de judeus estrategicamente colocados na estrutura de poder. A revolução cometeu atos de barbárie terríveis aos qual o mundo se cala. E foi essa revolução feita por Judeus e financiada por bancos Judeus que logo depois começou os pogroms perseguindo, prendendo, executando e forçando a emigração de judeus russos para a Palestina. Não é curioso? Não merece um melhor estudo?

Evert Smit pesquisador holandês diz: “ O importante banqueiro Jacob Schiff junto com a Mendell House e seu amigo Leon Trotski ( Liev Davidovitch BRONSTEIN maçom e judeu também conhecido como Leon Trotski) encarregaram-se desde New York do treinamento de varias centenas  de revolucionários americanos de ascendência russa. Foi esse grupo que realisou a Revolução Russa. Todavia em plena Primeira Guerra Mundial  Schiff encarregou-se de levar os revolucionários para a Europa”.

Sobre a Segunda Guerra temos perguntas que nunca foram respondidas:

1)  Por qual motivo financistas e bancos judeus financiaram a Alemanha na Primeira e Segunda Guerra? Fritz Springmeier em seu livro Be Wise as Serpents diz: “ Adolf Hitler e os irmãos Dulles encontraram-se na casa do barão Kurt Von Schroeder: Allen e Foster Dulles foram enviados secretamente a Hitler para afirmar-lhe que a “ elite” financiaria sua ascensão ao poder” (Be Wise as Serpents Lincon, 1991) Ora essa elite era composta de judeus financistas e banqueiros.

2)  Nunca foram achados os corpos de Hitler e Eva Braun? A História oficial ( dos vencedores) diz que foram carbonizados.

3)  Hitler era mesmo filho de mãe judia? Eva Braun sua amante era sabidamente judia. Ela era um contacto e agente do sionismo? Alias outros movimentos revolucionários, como a Intentona Comunista no Brasil tinham como mulher ou amante de seus lideres mulheres judias ( agentes sionistas). Isto é apenas uma coincidência?

4)  A Partir de 1939 a Alemanha sustentou financiada por bancos judeus um programa de imigração de judeus para a Palestina. Esse programa foi impedido pelos judeus políticos Ingleses que limitaram a imigração para aquele país (seu protetorado).  Os ingleses chegaram a afundar alguns navios de judeus. Não é curioso?

5)  O que é o sionismo? Jack Bernstein autor judeu diz: O judaísmo é uma religião, mas o sionismo é um movimento político fundado pelos próprios judeus que faziam parte das forças que estavam por trás do comunismo. O objetivo do sionismo é um Governo Mundial sob o controle dos sionistas e das altas finanças internacionais judaicas” (Bernestein Jack; Das LEBEN EINES AMERICANISCHEN judeu in Rassistischen marxistischen Israel; Steinkirchen 1985 pag. 17).

6)  O que foi a declaração Balfour? Depois da vitoria sobre os turcos os ingleses financiados por Rothschild que os permitiu comprar o canal de Suez desculpa para vencer os turcos Lord Balfour que estava nos Estados Unidos publicou em forma de carta endereçada a Lord Rothschild (judeu financista banqueiro e petroleiro) a declaração Balfour que prometia a criação do Estado de Israel, um lar nacional para os judeus na Palestina. Acontece que nem o mundo estava interessado nem os judeus pretendiam se mudar para Israel... Assim diz um autor: “foi preciso que os nazistas provocassem deliberadamente a revolta no mundo para facilitar os ideais sionistas”. ( Segv,Ton - Der Holocaust und Israels Pulitik der Erinnerung; Amisterdan 1990)

7)  Finalmente  Manoel Bonilla Sauras no livro”  Os senhores do socialismo” cita Nicholas Buther chefe da  Associação Britânica -Israelita: “ O mundo esta dividido em três categorias de pessoas uns tantos que fazem os acontecimentos se produzir;  outro que vela pela sua execução e cuidam para que se cumpram; e uma ampla maioria que não sabem jamais o que aconteceu na realidade”: Ora digo eu, esses últimos pagam a conta.  Sejam judeus ou não.

8)  Eu me pergunto: Serei eu  um desses que jamais saberá o que aconteceu na realidade? Possivelmente.





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quarta-feira, 4 de julho de 2012

A Fé do outro.


A Fé do outro.

Depois de pouco mais de trinta anos pedindo misericórdia eu concluo que o que eu tenho é esperança e não fé. Pessoas que convivem comigo tentam me corrigir dizendo que eu sobrevivi esses trinta anos o que por si só já é um milagre. Concordo. São palavras consoladoras e no mais fundo de seu sentido expresso são absolutamente verdadeiras.

Todavia hoje eu me deparei com o texto bíblico que narra o episodio do centurião romano pedindo a Jesus a cura de seu servo. Diz ele: “Senhor eu também tenho homens sob meu comando e se digo a um... vem ele vem; se digo a outro vai... ele vai”. (...)

Jesus então responde: “Nem em Israel vi homem com tanta fé. Vai seu servo já está curado”.

Eu nunca havia me colocado no lugar do servo do centurião. Lá estava ele doente; sem fé; sem se preocupar com religião; impotente no seu leito de morte; sem se preocupar se tivera méritos ou não se abandonava ao seu sofrer. Mas eis que alguém com fé... longe; muito longe dali pedia a Deus por ele. A fé do centurião intercessor obtém de Deus a sua cura. Para tanto não há rito algum; não há nenhuma magia; não há nenhum pedido de sacrifício ou conversão... apenas a fé do centurião move a compaixão de Deus.

Nessa altura de minha vida eu espero na fé de alguém. Alguém que me é muito caro e que precisa lembrar-se de mim com misericórdia e por mim (eu) interceder com aquela fé que Jesus () não viu nem mesmo entre os seus.

Essa é a minha esperança. Das virtudes teologais a mim foi dada a Esperança. Hoje eu necessito da fé do outro. Rogo a Deus que nesse mundo ainda haja alguém que tenha essa fé tão necessária para a cura de tantas ilusões.





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