www.psicologiadocaboaorabo.blogspot.com; www.grupo23deoutubro.blogspot.com; www.grupog23deoutubroblogspot.com

sexta-feira, 27 de março de 2009

Quanto valia a Vale do Rio Doce?

Vale Quanto Pesa.

"Vale Quanto Pesa", em meu tempo, era a marca de um sabonete. A alusão do valor equiparado ao peso tem origem na tradição do comércio do ouro.
Se percorrermos a história do Brasil vamos achar alguns dados bem interessantes. Por exemplo: em 1699 a produção oficial de ouro no Brasil era de 725 quilos. Dois anos depois ela já havia subido para 1785 quilos. Em 1703 os documentos oficiais quantificavam 4380 quilos. Em 1712 segundo as Atas da Câmara Municipal da Bahia atingia-se uma produção de 14.500 (quatorze mil e quinhentos quilos). Se você considerar que naquela época sonegava-se com o contrabando 2/3 destes valores, o volume da produção de ouro era naqueles anos bem maior do que o encontrado nos documentos oficiais. Nem com a Criação da Casa da Moeda na capital da Colônia em 1714 estes valores e pesos puderam ser devidamente controlados.
Hoje eu poderia me perguntar: Quanto pesa o Brasil? Quanto pesa o nosso subsolo? Quanto pesa a Companhia Vale do Rio Doce no contexto do desenvolvimento do Brasil?
Recentemente li no jornal Gazeta do Povo que durante o ano de 1996 a companhia Vale do Rio Doce exportou oficialmente 14 toneladas das 18 toneladas que produziu. É difícil acreditar que estejamos produzindo ouro no país em volumes iguais aos produzidos em 1712. De lá para cá, a tecnologia mudou muito e os veios não se exauriram como demonstra a descoberta da Jazida do Alemão por exemplo.
De 1712 para 1996 são 284 anos, que multiplicados pela média oficial de 14 mil quilos/ano nos daria 3.976 toneladas ou três milhões novecentos e setenta e seis mil quilos. Este seria o número médio oficial da produção de ouro no país. Acresça-se a este número mais os dois terços atribuídos ao contrabando de todos os tempos e já estamos entrando em números consideráveis. Agora basta multiplicar estes "quilinhos" pelo valor da grama do ouro e teremos uma pálida idéia do volume de riquezas que deixou o nosso país para financiar a opulência das nações do "primeiro mundo"
Mas ouro, enquanto riqueza, parece ser de menor importância, quando levamos em consideração os energéticos atômicos, o petróleo, e os minerais do qual dependem a sobrevivência da hegemonia econômica dos países industrializados.
Como li, recentemente, no "Manifesto" do Deputado Federal Maurício Requião, que pouco mais de 5% da humanidade já consumiam, na década de 70, no primeiro mundo perto de 70% dos bens primários, pode-se dizer, que pela lei da oferta e procura tais riquezas minerais, insubstituíveis por serem não renováveis valem "MAIS DO QUE PESAM". É interessante perceber estes detalhes.
Quanto vale a Vale? Quanto pesa a Vale?


Wallace Requião de Mello e Silva
Psicólogo.



www.psicologiadocaboaoarabo.blogspot.com
www.g23hi.blogspot.com
www.G23videospoliticos.blogspot.com
www.grupog23.blogspot.com
www.G23deoutubro.blogspot.com
www.grupoG23deoutubro.blogspot.com
www.G23blindagem.com

Sacrificio de crianças. ( medite sobre isso)

Sacrifício de Crianças.

Dez anos atrás, tive a oportunidade de percorrer em motocicleta, toda a costa do Pacífico desde o Chile, à América Central em direção aos Estados Unidos. Naquela ocasião fiquei escandalizado com o número de informações históricas sobre a prática de sacrifícios humanos, sobretudo de crianças, na América pré e pós - colombiana.
Contam-se inúmeros fatos de sacrifícios humanos, seguidos ou não de antropofagia, seja nas culturas Astecas, Maias ou Incaicas, entre as mais desenvolvidas. Mas o que mais me escandalizou foi o silêncio que se fez disto tanto na imprensa dos meus anos adolescentes como nos curriculuns escolares. Eu nunca ouvira falar disto nos bancos escolares. Para mim, como para muitos os americanos pré-colombianos eram uns tipos ingênuos e mansos, algo romanceados ao estilo do "bom selvagem" de Rousseau.
Recentemente, num estudo muito sério que estou fazendo sobre o semitismo, vou encontrar a pratica de sacrifícios de crianças nos povos da Mesopotâmia incluindo os povos de origem semítica. Autores judaizantes, ou ao menos mais preocupados com a defesa do judaísmo, procuram também, lavar as mãos da culpa destes sacrifícios humanos atribuindo estas práticas encontradas na sua história, à assimilação por parte dos hebreus de cultos estranhos ao culto de Abraão, ou melhor, às posteriores tradições mosaicas. Não desminto. Todavia, só como exemplo vai citar o mais conhecido dos sacrifícios, o sacrifício de Javé- Yiré, ou o sacrifício de Isaac. Lê-se no Gênesis 22, s: Deus disse a Abraão: "Toma teu filho, teu único filho a quem tanto amas, Isaac; e vai à terra de Moriá onde tu o oferecerás em holocausto"...; e diz em seguida: (...) "Depois estendendo a mão tomou a faca para imolar o seu filho"... Porém como todos sabem este sacrifício exemplar não se realizou, e no lugar de Isaac, foi imolado e queimado um cordeiro.
Posso dizer, pelo menos neste caso, sem muita profundidade teológica, que Abraão, deslocou, por assim dizer, o sacrifício humano, para o cordeiro, dando um grande passo moral nas primitivas concepções "sacrificiais". Igualmente, ouso dizer aqui, que o sacrifício cruento, sacrifício humano na cruz, de Nosso Senhor Jesus Cristo, criança sim, não no sentido cronológico, pois já passava dos trinta, mas no sentido da pureza e inocência, e que dada a sua alta dignidade é insuperável como sacrifício na sua natureza humana e divina, isto é, impossibilitando com o sacrifício de si próprio que outro sacrifício qualquer possa alçar à sua altura, ou que exista outro sacrifício mais propiciatório, expiatório ou redentor que o de Cristo, e transfere de uma vez por todas, a natureza do sacrifício cruento humano - divino e o substituí para sempre, pelo sacrifício incruento do altar. "Fazei isto em memória de Mim".
Isto é magnífico, e digamos, é a representação final, cabal, do cordeiro "substituto" de Isaac, filho de Abraão. É a sublimação dos sacrifícios do Levítico, é a perfeição moral como jamais fora alcançada.
Todavia hoje, surpreendentemente os fatos jornalísticos apontam para freqüentes casos de magia ligados à morte de crianças. Aqui no Paraná, que Deus nos perdoe , houve alguns casos. No nordeste brasileiro outros, enfim surgem, estes ou aqueles, como um testemunho evidente da barbárie em que vivemos neste mundo. Mais do que isto, mas muito mais sério, e me constrange o coração é o sacrifício bestial, (oferecido aos deuses do egoísmo, da irresponsabilidade, do descompromisso, da ausência de amor ao próximo) de infinidade de crianças pela prática do aborto, esta barbárie hedionda praticada em todo o mundo, este estigma, este pecado que clama aos céus e que exige o maciço e urgente arrependimento dos homens de todas as raças e credos.
Criança é esperança. Sexo é responsabilidade.
Figurativamente e não teologicamente, podemos dizer, num sentido estritamente pedagógico, que a concepção humana é uma imagem em miniatura da criação e da encarnação do Verbo Invisível consumada em Cristo Homem. E o Verbo se fez Carne... E habitou entre nós. Quem haveria de querer abortá-lo? Talvez um Herodes, o indumeu, que mandou matar as crianças em Jerusalém ao tempo do nascimento de Cristo. Terrível orgulho é opor-se à obra de Deus.
Compromisso com a vida é o SIM de Maria. Compromisso com a vida é o SIM de todos os pais, qualquer que sejam as circunstâncias.

Wallace Requião de Mello e Silva.
Psicólogo.

O proximo presidente do Brasil.

O próximo presidente do Brasil haverá de resgatar nossa dívida com a África.


Muita gente da minha geração haverá de lembrar as palavras iniciais do célebre discurso de Martin Luther King: ... "Eu tive um sonho".
Eu também tenho um sonho, o sonho de ver o governo brasileiro empenhado num programa sistemático de ajuda a alguns dos povos africanos de raça negra. Temos uma dívida para com eles.
É obvio que temos problemas em casa. Que existe miséria no Brasil. Que temos muito que fazer para resolver os problemas internos. Todavia, ninguém haverá de me desmentir se eu afirmar aqui, que o mais miserável dos brasileiros não deixará de sentir alguma profunda alegria ao ver o fruto de seu trabalho (seja da coleta de um lixão, seja do catar papel, seja da esmola implorada) encher a boca e o estômago de uma criança.
Meu amigo Antônio Marraco, espanhol, naturalizado equatoriano, ao descer o Orenoco numa aventura, pode testemunhar até onde vai à caridade do povo humilde brasileiro. Marraco, naqueles confins da Amazônia, precisou da ajuda e da comida de brasileiros miseráveis, negros neste caso, e emocionou-se quando o dono da "tapera" foi buscar no seu "tesouro", que não passava de uns seis objetos ao todo, e tirou dali uma lata de leite condensado já aberta e ofertou ao ilustre e necessitado viajante. Não há limites para a caridade de um pobre.
É neste sentido, que sonho com um programa de ajuda aos povos da África, principalmente daqueles que foram origem, fonte, de nossas populações negras.
Fosse possível, eu gostaria de comparar a vida dos negros oriundos da escravidão no Brasil, com a vida daqueles que ficaram "livres" na África, durante séculos como vítimas, ao sabor das explorações "livres" de outros povos. Sim, mesmo sem poder fazê-lo, quero crer que os negros no Brasil tiveram uma vida privilegiada em relação aos seus parentes africanos. Hoje, sem dúvida alguma, os negros brasileiros vivem em melhores condições que os negros africanos. Tenho ouvido as homilias feitas pelos Missionários do Verbo Divino, principalmente as do padre Léo que tem um irmão padre na África, e que dão um testemunho da condição miserável de alguns povos africanos tais como o de Ghana. Miséria sem perspectiva de solução.
Quando penso em nós, elite brasileira, que comeu dos grãos, frutos do trabalho de mãos negras, que deitou em limpos lençóis e cheirosos travesseiros cuidadosamente passados por mãos negras. Que adoçou sua vida com o açúcar da cana plantada por mãos escravas. Nós que tivemos nossas casas elevadas tijolo a tijolo por negros, mulatos e cafuzos, e uma vez concluídas as nossas casas e as cidades, foram protegidas por mãos negras, nas corporações militares e policiais, não podemos enquanto elite, e povo, omitir ajuda às crianças africanas.
O próximo presidente do Brasil, ao contrário deste, que privilegia capitais em detrimento dos homens do trabalho, haverá de nos envolver em programas de produção de socorro material aos povos africanos e vizinhos. Não riam, pois em minha vida profissional, não foram poucas as vezes que vi indivíduos, famílias e empresas saírem da miséria financeira ou moral em que viviam quando conseguiram ver que havia outros problemas além dos próprios. Quando passaram a colaborar com a amenização da dor alheia em vez de exercitar a própria. Quando trabalharam para a solidariedade e não para o egoísmo auto-centrado.
Ajudar os negros não é esta tolice de "valorizar" a música, a umbanda, a quimbanda, as mulatas, a "cultura" negra. Ajudar o negro, aqui e na América do Norte, é dar-lhe a chance de nos ajudar, e ajudar os seus irmãos de cor, e por nós e por seus irmãos de cor ser ajudados em condições de igualdade e dignidade. É permitir a conscientização e aceitar a nossa origem comum como homens, origens naturais e sobrenaturais, e ver do coração e da fé, os três Reis Magos, reis e representantes das três raças fundamentais, representantes de todos os homens dotados de dignidade e sabedoria, ajoelhados aos pés do menino Jesus, não por temor, mas por amor.
Meu sonho é ver o próximo presidente empenhado num ato de amor em ajudar, com a nossa colaboração de povo, as crianças de nossos irmãos africanos que morrem de inanição num grunhido de dor espantoso.

Wallace Requião de Mello e Silva (1996).

O passado ensina o futuro.

O Desarmamento Nacional. ( 1996)

A autora polonesa católica, Zofia Kossak, que alguns dizem ter ascendência judia foi presa pelos nazistas e desapareceu pouco depois da Segunda Guerra, (O Santo Sepulcro, editora Saraiva, 1950) tecendo comentários "romanceados" sobre o Reino Latino de Jerusalém, descreve um dialogo entre Balduino e Raimundo muito interessante e dotado de muita sensibilidade política.
Escreve ela: “Jerusalém não deveria pertencer a ninguém? Como pode deixar de pertencer a alguém? Quem a guardaria? Quem a protegeria contra os ladrões? Quem olharia para que os habitantes não se exterminassem uns aos outros? Seria preciso que a levantásseis da terra e a colocásseis nas nuvens. Mas então como chegaríamos até lá?
_ Talvez pudéssemos cercar a cidade por guardas e não permitir que entrasse ninguém armado! _sugeriu Balduino.
Raimundo encolheu os ombros com impaciência.
_ Armado ou desarmado? E os dentes, as unhas e os punhos? Achais que os homens não sabem lutar sem espadas? Que não sabem atirar pedras?...Não! Meu rapaz, isto é uma ridícula fantasia. Os homens são homens; tem que viver e pensar como homens.
Interessante é eu ter encontrado esta passagem justamente num momento em que escutava um programa de radio em Curitiba debatendo o "Desarmamento Nacional". Por isso tomo a liberdade, amigo leitor, de pedir e republicar um artigo de minha autoria, se este jornal concordar, e recordar uma posição política que foi bastante elogiada quando publicada nacionalmente pela revista Magnum, especializada em armas, de março de 1995 a pagina 7.


Segue texto... O Direito à Defesa.

"Acabo de saber pela imprensa que nosso Ministério da Justiça tomou uma iniciativa - piloto em Brasília (DF) para desarmamento daquela população. Todavia, caso esta iniciativa não atinja todo o povo (bons e maus cidadãos, num patamar de, pelo menos, cem por cento), o que me parece - nas circunstâncias vividas - uma utopia, sou radicalmente contrário.
Em princípio dentes, unhas, punhos, joelhos, pés e pernas são armas; facas de cozinha, chaves-de-fenda, martelos de carpinteiros e machados de lenhadores também são armas quando usados como tal; igualmente, uma simples pedra pode ser uma arma. Não é preciso lembrar que o corpo humano pode ser adestrado como poderosa arma de combate tão mortal quanto uma Arma de Fogo.
Ora, deste modo obviamente ninguém desejará andar banguela, maneta ou perneta em nome de um pretenso desarmamento preventivo. Ninguém também pensa em proibir a venda de facas de cozinha, machados, martelos e chaves-de-fenda. Muito menos haverá pessoas pensando em proibir a venda de automóveis, não obstante serem eles as causas da maioria das mortes neste país de criminosos no trânsito.
Sendo assim, claramente percebemos que o que não se coíbe são a violência, a injustiça e o caótico estado dos valores éticos e morais que vivemos. Mais: também não se coíbe a violência que se comete contra estes mesmos valores. Esta é, em realidade, a questão de fundo: a ferida nacional que não se quer tocar.
Sim, amigo defender-se é lícito moralmente, ou seja, é um ato moral. Mesmo a prudente doutrina católica, perfeita, a exemplo do catecismo de São Pio V (e outros) já discutiu em pormenores o direito de defesa. Ainda que ali se diga que o direito de defesa cessa ao subjugar a agressão, e que qualquer excesso já é abuso do direito e violência, ninguém de bom senso negará ao agredido igualdade de condições para defender-se. Ral princípio é aquele que permite aos exércitos armarem-se e defender pátrias; em nome da ordem nas cidades, o mesmo se aplica, em primeira instância, às polícias.
Dentro deste princípio e nas circunstâncias sociais em que vivemos, quando o Estado não consegue responder com o exercício competente de seu dever é que o cidadão, num ato de quase desespero, pode e deve lutar, ainda que armado, para manter-se ileso e íntegro física e moralmente no seu núcleo de valores.
Daí se compreende que proibi-lo de armar-se é, por assim dizer, proibi-lo de defender-se em igualdade de condições, ou seja, é obrigá-lo a ser agredido por todo o tipo de violência e perder a luta. Em outras palavras: seria submetê-lo ao Mal, às injustiças e aos crimes.
Cumpra o Estado com perfeição o seu dever (sonho e expectativa de todo o cidadão lúcido), numa ação preventiva e emergencial, e o conjunto dos bons cidadãos, aqueles que cumprem as leis, poderão abrir seus punhos tensos para estender as mãos num aperto solidário e moral. Enquanto isto não acontece e que não se coíbe o contrabando de armas, a impunidade civil, o crime organizado e as paixões e vícios irrefreados dos homens, todo o tempo e em território nacional parece prudente e de bom senso deixar que o cidadão que quiser se arme, caso possa e esteja habilitado para fazê-lo.
Caso contrário, virá da parte do Estado mais uma nova lei injusta para cercar a liberdade e o exercício do direito de defesa dos bons cidadãos, enquanto os foras da lei, os maus, por não se acharem obrigados por lei alguma, justa ou injusta, armar-se-ão até os dentes.



Wallace Requião de Mello e Silva
Curitiba (PR)

Eu me pergunto.

Eu me pergunto: tendo tantos leitores porquê ninguem se inscreve como seguidor desse Blog?

No ar.

No ar, há algo mais brilhante do que a estrela de David.

Recebi nesta tarde, da Assessoria de Imprensa da Presidência da Republica, um comunicado que me pareceu interessante comentar. Trata-se de uma manifestação do Sr. Tommy Baer, presidente da B' nai B' rith Internacional, uma organização mundial para a "restituição" judaica, congratulando o nosso Presidente, por, digamos, ter convenientemente criado uma "comissão" para ajudar a rastrear o ouro e o dinheiro seqüestrado pela Alemanha Nazista após a Segunda Guerra Mundial.
Até aí tudo bem.
Diz, em dado momento, o texto: "Usaremos a comissão do Brasil como um exemplo de honestidade e da abertura que se deve esperar de sociedades verdadeiramente democráticas". Comento: a mesma abertura que se espera da sociedade racial-religiosa- sectária do povo de Israel.
Em seguida diz o Sr Abrão Leventhal: “é um ato de coragem que pretende restaurar a verdade".
Pois é, em nome da democracia e da verdade que escrevo este comentário.
Recentemente o embaixador da Suíça nos EUA foi demitido por envolver-se num deste caso do "Ouro Judeu". Vejam os leitores que o negócio é mesmo importante. Deve ser muito ouro. Ou muito ódio.
Mas, dizem alguns autores que escrevem sobre o episódio, que morreram seis milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial. Outros desmentem estas quantias com cifras tão discrepantes e inferiores que ficamos verdadeiramente estarrecidos, confusos até. Com quem estará a verdade? Com os judeus ou com os revisionistas históricos.
Lendo, por exemplo, a obra "A Fonte de Israel", livro que serve de instrumento ao proselitismo israelita, perceberemos um eterno discurso da singeleza racial dos hebreus, seu desapego às questões materiais, sua humilde origem pastoral e agrícola, seu horror à vaidade, seu senso de utilidade. Pantar, pastorear pareça ser em fim o direito tão reivindicado por gerações e gerações de hebreus... O bucólico direito de plantar e criar suas ovelhas, vivificando os "desertos" da terra prometida num shalom universal após a expulsão, pelas armas, se preciso, ou o extermínio dos palestinos. Não cheguemos a tanto, como fizeram os filhos de Jacob após o evento envolvendo sua irmã Dina. Ou quando David tomou pelas armas Jerusalém que não lhe pertencia. Shalom.
Fico pensando então de onde vieram estes bens, dinheiro e ouro, em quantidades tão fabulosas que cinqüenta e tantos anos depois continuam a ser procurado pelo mundo todo. Não consigo imaginar que seja uma mera questão de justiça, afinal, nas guerras, cometem-se tantas injustiças, e esquece-se delas tão rapidamente, conforme o interesse dos povos vencedores.
Eu me pergunto: haverá maior riqueza que a vida?
Sempre pobres, indefesos, e perseguidos os judeus, pelo menos os casados, haveriam de ter, durante a guerra, ao menos uma aliança de ouro. Pobres, privados da saúde, vivendo nos guetos fétidos, haveriam de ser, não digo a maioria, bem carentes de dentes, que é claro, seriam substituídos por próteses em ouro. Aí esta outra fonte de riquezas. Outro ouro, em quantidade, isto é, outra fonte de "bens" dentro da Alemanha tão arredia, tão cheia de problemas sociais desde a primeira grande guerra é difícil entender, justificar, explicar... Terras? ... Objetos de arte?...Livros? Tudo possível... Mas grandes quantidades de ouro? E guardados na Suíça? Bem, na verdade nunca se sabe em que negócio está metido um hebreu.
Vamos tomar, para fim de calculo, o maior número. Por exemplo, seis milhões de judeus. Vamos colocar na mão de cada um deles, casados ou não, uma aliança de dois gramas em ouro (lembrem-se eles eram pobres e desapegados por isso haveriam de usar alianças leves,) ou um anel de quatro gramas, e alguns dentes de ouro. Podemos encontrar, assim, também alguns relógios, e correntes, e umas trinta moedas de prata. Feitas as contas, na ponta do lápis, não encontraremos quantia maior que vinte e poucas toneladas de ouro. Não é pouco. Só aqui no Brasil desprezamos quantidades como estas. O Brasil, coitado, tem exportado oficialmente uma média de quatorze toneladas de ouro por ano, ouro que pertence ao Estado brasileiro e ao pobre e sempre explorado povo brasileiro. No entanto ninguém entre os brasileiros criou o Brazil B' rith Internacional para saber e rastrear a quem tem enriquecido este ouro, tão nosso, e que nos é tirado sem guerra. O povo brasileiro, certamente não enriqueceu com ele.
Agora, para quem não sabe, com a venda da Companhia Vale do Rio Doce, as jazidas do Morro do Alemão, que é a jazida mãe daquela explorada em Serra Pelada (quem não sabe o que isto significa procure se informar), que é infinitamente maior em quantidade de ouro, vai sendo vendida a preço de banana para um judeu de nome Oppenheimer monopolista internacional do comércio de ouro. Não será ele parente também parente de Jacob Oppenheimer, outro judeu norte-americano que dirigiu o Centro de Pesquisas de Energia Atômica de Los Alamos? Não foi por isto que a Merryl Linck deixou de informar a presença de urânio nas jazidas que serão transferidas pela venda da Vale. Energia atômica é monopólio do Estado.
Acho que nosso presidente, sempre tão bem intencionado, aconselhado por sua esposa de sangue oriundo da "diáspora”, ou por Abrão Leventhal e pelo ideal de Nahum Goldemann, e ainda pelo ministro da justiça Nelson Jobim (o castor), que fazendo parte desta comissão de investigação do ouro judeu, foram convencidos, que o ouro dos judeus, todo ele, foi escondido no Brasil e enterrado, o que gerou, pela quantidade enterrada, o "MORRO DO ALEMÃO". O morro de um alemão nazista, certamente.
Só pode ser isto.
Não me chamem de cínico, nem de nazista, nem de anti-semita, porque não sou. Apenas amo o meu país e me sinto profundamente escandalizado pelo silêncio de todos os políticos de expressão, combativos, incluindo aqueles envolvidos com a CPI dos precatórios, pois se apegam ao cisco e deixam a trava passar. Seguram a mosca dos precatórios para deixar passar o elefante da Vale.
Se ainda existissem homens da tempera dos gregos para enfrentar os "elefantes" persas.
E o que dizer de José Sarney, que em 84, pouco mais pouco menos, recebeu segundo nos conta Fábio Proença Doyle, jornalista e ex.- funcionário graduado da Usiminas, que, em artigo publicado no jornal Tribuna da Imprensa de 6 de dezembro de 96, denuncia dos japoneses, uma proposta de um grupo de seus empresários e financistas que teriam se comprometido a pagar "crash" a dívida externa brasileira em troca de uma concessão exclusiva por trinta anos das minas de Carajás. E o Sarney não diz nada. Ninguém diz nada. Quem é o Mentiroso? O que mudou?
Não quero saber onde anda o ouro dos avós de meu filho por linha materna que certamente era pouco, um par de alianças talvez, quero antes saber, e isto é essencial para mim, onde anda, por onde tem circulado, a quem tem enriquecido e porque entregar as riquezas do subsolo do Brasil deste modo ao capital internacional, que esta, tão bem articulado, nas mãos, e todo semi-alfabetizado sabe, destes senhores desapegados, destes pastores e agricultores hebreus? Lembro aqui, com toda a malícia possível as palavras da Chefe de Estado dos EUA, que é judia; disse a senhora Albright: "Não devemos nos envergonhar de defender os nosso interesse diante do mundo..." e os americanos pensaram que eram os interesse do povo americano... Que ingênuos. Margareth Albright se dizia católica, assim como John Davidson Rockfeller, o maior monopolista de petróleo do mundo se dizia protestante e era judeu.
Ouro judeu,... enterrado sob o "Morro do Alemão" parece piada ... Cinismo meu, mas uma vez vendida a Vale, não será este ouro do Sr. Oppenheimer? Então porque não procurar o ouro brasileiro e para os brasileiros. Para desenvolver o Brasil e não o Israel.
Não acreditem que o Estado é incompetente para operar a exploração econômica de alguns setores, porque se for, o Estado também incompetente para gerir a educação, a saúde, a coisa publica, e estaremos aceitando a auto-gestão que num mundo de capitais concentrados é o mesmo que aceitar a escravidão das massas. Há quem diga que não muda muito, a grande maioria deste mundo vive na miséria e na escravidão.
Em visita a New York quando da celebração dos 500 anos do descobrimento da América, visitei uma exposição, sobre o tema "América 500 anos", realizada no interior do porta-aviões "Infinity" , ancorado ali, no final da 49 St., onde se dizia que Colombo só descobriu a América porque havia alguns sábios judeus por detrás. Logo, logo, estarão reivindicando o Brasil. Digamos que já o fizeram com os EUA usando-o como braço armado de seus interesses, e agora, já afirma que o comércio do pau-brasil e do açúcar, era feito por judeus, (e era, como também, eu pergunto quem respondia pelo comércio de escravos para trabalhar nos canaviais) e sem eles não seria possível o enriquecimento de Portugal. O que lhes da o direito sobre o Brasil. Afinal o primeiro arrendatário do Brasil, Fernando de Noronha, era judeu. E não foram eles, e são eles mesmos que afirmam que traíram, no bom sentido é claro, por causa da lei, o Brasil- Português colonial, facilitando a invasão holandesa, porque estes últimos, os holandeses, propagavam a liberdade de culto religiosa. E não são eles que dizem que partiram para a América do Norte depois da derrota de Mauricio de Nassau.
Vitima eternas, este povo tão sofrido, Fundamenta sua religião na raça e na aliança circunciso- nacionalista, e vive um "perushim" (separação do que é estrangeiro ou impuro) israelita.
Na verdade querem os filhos de Cam a servi-los como escravos de seus escravos, e os de Jefet, a servi-los no interior de suas tendas, e o mundo todo a seus pés e a seu serviço, pois somos todos, como diz o Torah, descendentes dos filhos de Noé. Sem, o escolhido, semita, de onde vem o povo hebreu, Cam, vítima do porre de Noé e da imprudência de sua pouca idade e Jefet.
Ou seria apenas, nesta novidade publicitária, divulgada pela Assessoria de Imprensa da Presidência da República, uma desculpa para justificar mais este proselitismo de raça e de injustiça universal movendo o sentimento profundo da comunidade judia e seus meios de comunicação, provocando a união e estimulando o seu espírito corporativista em favor da venda do "ouro alemão" da Vale, afinal estamos endividados para com eles, e movendo o povo hebreu pela "simpática" e corajosa atitude do presidente FHC (o presidente abreviado) em defender abertamente e contra os interesse do povo, o ouro judeu, sobretudo aquele soterrado sob o "Morro do Alemão", justamente porque, agora, quem sabe, os padres católicos defendem com sua vigorosa estrutura, o Brasil, neste momento de entrega e traição aos interesses da pátria?
Entrega que desta vêz não é feita aos holandeses em nome da liberdade de culto, é preciso que se diga. Há algo mais brilhante sob o solo do Brasil que a brilhante estrela de David.

Wallace Requião de Mello e Silva
O autor trabalhava em Brasília em 1996

Racismo velado.

Racismo se esconde na omissão.

Lindo o novo parque Alemão. Uma agradável homenagem feita aos alemães e à sua substancial contribuição à vida de Curitiba, aqui, perfeitamente expressa pela obra do executivo municipal. Lindo o parque ucraniano. Poético o polonês. Simpática a “Praça do Japão”.
No entanto, sempre marcou a minha consciência e escandalizou os meus sentidos a ausência omissa na questão dos negros e mestiços na formação étnica e cultural da Cidade de Curitiba.
Folhetos editados pelo poder público, livros sobre o Paraná e Curitiba, manuais fotográficos, comentários sobre a arquitetura, a música e os costumes, dão sempre a impressão que o negro foi uma figura ausente na formação de nossa cidade.
Alemães, Italianos, Poloneses e Ucranianos são, por assim dizer, o emblema falso que todas estas publicações usam para definir o povo curitibano. Mais recentemente se acrescentou, via status, o povo Japonês ao “cardápio”, que apesar de tardiamente ter emigrado ao Brasil, pois não faz cem anos que aqui estão e já ocupam destaque nas fotos emblemáticas que mostram as tradições e folclores do paranaense e curitibano. Sem desmerecê-los, vejo nisto um pouco de exagero. E negros, onde estavam os negros?
Hoje, fazendo uma pesquisa encomendada pelo deputado Maurício Requião vai encontrar no inventário sobre a cidade de Curitiba, transcrito na obra do professor Ernani Straube, que nos diz, que em 1693, Curitiba possuía uma população de 5.819 pessoas sendo que 4102 eram brancos, 955 mulatos e pardos frutos de miscigenação e 762 negros. Ora, isto significa que, nada mais nada menos que trinta por cento da população curitibana era negra ou mestiça ao momento de sua fundação. Como então podemos desconsiderar este fato? Como podemos omitir nos manuais, folders, livros e guias a presença dos negros na vida de nossa cidade?
Que tipo de sentimento desenvolve tamanha cegueira? Que tipo de ingratidão cívica é responsável pela omissão que faz vistas grossas ao esforço e a contribuição dos negros em nossas vidas? Que nos dirá o IBGE nos dias de hoje? Qual o percentual de negros na população de Curitiba,... e de mestiços?
Sei que no passado próximo o poder público inaugurou a Praça do Zumbi numa tentativa de resgatar um pouco desta cegueira crônica, infelizmente não acho que esta caricatura de rebeldia reivindicatória esboce com fidelidade a contribuição negra na vida cultural e no processo civilizatório brasileiro.
Sinceramente eu interpreto estas omissões como um racismo velado.

Wallace Requião de Mello e Silva.

Muita gente à época não acreditou.

REQUIÃO REAFIRMA: LERNER QUEBROU O PARANÁ POR ISSO SONEGA INFORMAÇÕES AO SENADO DA REPÚBLICA

O senador Roberto Requião respondeu ontem às críticas do governador Jaime Lerner sobre sua postura na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado exigindo informações sobre a situação financeira do Estado. “Lerner se negou a prestar esclarecimentos sobre a real situação financeira do Estado e está tentando esconder uma realidade muito séria que é o desequilíbrio entre receita e despesa do governo”. O governador está emocionalmente abalado e parte para os ataques pessoais, quando deveria prestar as informações solicitadas pelos senadores, em decisão unânime da Comissão de Assuntos Econômicos -CAE, arrematou Requião.
Se o governador está preocupado com os pequenos produtores rurais porque extinguiu o programa Panela Cheia, que financiava os agricultores com equivalência em milho ? Questionou Requião. O senador paranaense ressaltou que está cumprindo o seu dever de fiscalizar o governador e apoiar o Paraná. “Tenho o dever de evitar que o Lerner faça com o Paraná o mesmo que o Quércia e o Fleury fizeram com São Paulo”.
O Paraná passa por dificuldades financeiras que o governo tenta ocultar e essa postura gerou indignação no Senado, disse Requião. O Senador paranaense informou que somente em agosto o governo do Estado vendeu R$ 138 milhões em ações da Copel para cobrir o furo no caixa do Estado. “O Lerner está transferindo os títulos podres do grupo Atalla para o Fundo de Desenvolvimento do Estado- FDE-, para com isso maquiar o balanço do Banestado. O melhor exemplo do “desgoverno” do Paraná é o aluguel de um jatinho para servir o governador que custa R$ 250 mil por mês, enquanto isso entrega a Ferroeste por R$ 69 mil”,comparou Roberto Requião.
ATAQUES PESSOAIS
O Senador Roberto Requião lamentou que o governador Jaime Lerner tenha partido para os ataques pessoais na tentativa de encobrir a realidade econômica do Paraná. Ele lembrou que o atual governador recebeu o Estado equilibrado financeiramente, a ponto de executar, com recursos próprios, obras de responsabilidade do governo federal como é o caso da duplicação da BR 376 (Curitiba/Joinville) a ponte de Guaíra e a própria Ferroeste. Para Roberto Requião, o Senado está tomando medidas para que no futuro não seja acusado de negligência, como vem ocorrendo com os títulos de Santa Catarina, Pernambuco, São Paulo e Alagoas, que deram origem a uma CPI.
“Se o Collor em Alagoas, Quércia e Fleury em São Paulo, quebraram os Estados quando estavam no governo, não vou permitir que o Lerner quebre o Paraná, para atender suas vaidades”, afirmou Requião. A única transformação que os paranaenses estão vendo é um Estado que era exemplo de administração, ser lançado num burraco negro da inconsequência, finalizou Requião.

Escravidão da Mulher

Observando um grande peixe nadar voraz em direção à isca, e depois debater-se, lutar, para enfim cansado descobrir-se preso pelo anzol e próximo da morte, tivemos uma visão clara, quase literal, uma verdadeira dissertação sobre o movimento de libertação da mulher.

Obras como: A História da Vida Privada de Phillipe Ariès e a A Família nas Diversas Sociedades de Starcke, poderiam ajudar o leitor a melhor entender a maneira como evoluiu o pensamento da mulher e a sua condição social através do tempo histórico. Todavia é difícil encontrar em diferentes períodos uma escravidão tão sutil, uma perda tão profunda da dignidade da mulher como nos dias em que vivemos.

É verdade que a cultura judaico-cristã foi sem dúvida a que mais elevou e libertou a mulher. Toda a estima e alta dignidade da mulher, toda a liberdade e autonomia de sua vontade, a nosso ver, está muito bem expressada na imagem cristã do Deus, todo poderoso, quando, pediu consentimento à Maria para gerar-lhe um filho. Do mesmo modo o conjunto dos ideais cristãos atribuiu um novo sentido e definiu o amor. Assim como Nilton definiu a lei da gravidade (fenômeno existente), mal comparando, o cristianismo definiu as leis do amor. Compromisso, responsabilidade, proteção e o ato de prover passaram a ser quase que sinônimos do conceito de amor.

Nesta condição pode-se dizer que em momento algum da história a mulher foi mais digna, segura e amparada, materialmente, afetiva e sexualmente do que quando inserida numa sociedade e numa família cristã. Nada nestes últimos séculos depunha contra o testemunho desta imensa multidão de mulheres felizes que assumiram o ideal cristão.

Todavia a índole tirana e abusiva de alguns homens modernos, que imaginam viver a licenciosidade dos tempos primitivos, lançou uma isca, retornando a um antigo ideal, já muito usado, onde não importa o compromisso entre homem e mulher, mas sim a expressão máxima da paixão. Paulatinamente levantaram a dúvida quanto à felicidade afetivo-sexual da mulher inserida no ambiente cristão, não verdadeiramente preocupados com elas, mas, num retorno ao paganismo apaixonado, que os permita viver as suas próprias voracidades e falsas liberdades. Assim, ainda que a mulher não admita, os homens criaram a isca, a linha ideológica e o anzol que submeteria a mulher moderna mais uma vez à escravidão que a tirará de sua natureza para implodi-la na “liberdade” de um hedonismo estéril.

A olhos vistos a mulher moderna vive, luta e debate-se num mecanismo de rebeldia e depressão, sofrendo a trágica conseqüência da perda de sua dignidade, com a violência à sua natureza afetiva e maternal. A cada dia é menos amada e mais passional. Mais explorado, mais comercializado, mais utilizado por uma sociedade de homens perversos que tripudiam sobre elas, inspirados por forças de ordem quase sobrenatural.

Nisto há como uma semente, um grito de morte e ingratidão ao dom da vida.

Cada dia que passa é maior o número das mulheres que se arrastam em uma luta sem tréguas e sem descanso, mal provendo seus filhos, reclamando e desencorajando a maternidade e mesmo o casamento, desejando um amor que já não encontram, satisfazendo suas pequenas paixões em relações de risco, abandonando ou negligenciando seus filhos e muitas vezes abortando, ou ainda, em ato de desespero, assumem a anticoncepção ou a esterilidade permanente para viverem a fantasia da “liberdade do prazer” ou “o prazer que liberta” numa ação semelhante ao usuário do álcool ou da cocaína que depois da euforia descobre que no vício vive, na realidade, a escravidão.

Se nós, homens modernos, não cremos mais no compromisso, na estabilidade das relações, como então proteger, amparar prover e educar? Sem compromisso e sem estabilidade, é inútil qualquer esforço, e isso leva a cairmos num individualismo crônico, num hedonismo estéril, que por vezes nos mostra sexualmente satisfeitos, mas dificilmente seguros, correspondidos ou amados, salvo naquela exceção que é o narcisismo, o amor de si mesmo, a solidão mais profunda, a perfeita escravidão.



Wallace Requião de Mello e Silva.


Curitiba, 11 de novembro de 1.995

O mito das cidades.

O mito das cidades.

Olhar o mundo pela TV e ouvi-lo pelas rádios, cria um fenômeno semelhante ao que observamos quando olhamos por um tubo. Nossa percepção fica limitada ao pequenino espaço-imagem concentrado no final do tubo. Tudo o mais desaparece.
Quando nos libertamos desta visão dirigida pela mídia encontramos um mundo riquíssimo, enorme, apesar dos esforços que a tecnologia, bem representada pela telefonia, pelos satélites e os aviões fazem para reduzi-lo e as suas distancias. O mundo é imenso.
Foi quando, pensando no mito que se quer criar da Cidade de Curitiba aos seus próprios habitantes, que me inspirei a investigar velhas cidades míticas como : Nazareth, Belém, Jerusalém, Vaticano, Meca e outras, e o que tinham de especial.
Não se pode julgar sem critérios. E foi partindo da simplória hipótese de que se pode reconhecer o tamanho do animal pelo diâmetro de sua toca, que julguei possível de se estabelecer uma medida de um povo pelas suas habitações, sua indústria e sua arte.
Porém não se pode fazer este julgamento deslocado no tempo, e a cada época devemos desenvolver uma ciência comparada de cidades julgando-as às suas contemporâneas, sem excluir do rol aquelas que a despeito de serem milenares ainda sobrevivem com características muito próprias.
Mas o mundo é imenso, seus povos, fora da ótica da mídia, são como pérolas em águas profundas, riquíssimo tesouro de costumes que nos deleitam a imaginação e nos ocupará a mente, ainda, por muito tempo.
Enquanto eu pinço hipotéticos critérios tais como extensão dos serviços públicos por habitante, área construída versus número de habitantes, ou saneamento por habitante, e ainda, o quanto custa ao cidadão o exercício de seu trabalho considerando-se transporte, alimentação, etc... Fico imaginando se todas as pessoas têm consciência de que o mundo e seus hábitos urbanos não ficaram desvendado com a viagem de Marco Polo, ou com as narrações do sueco Sven Hedim descendo o rio Tamir na Ásia.
Lia a história dos jesuítas portugueses que partindo da Índia, passando pelo Afeganistão encontraram o caminho de Marco Polo e o seguindo chegaram a pé na China tendo o padre Góes explorado a Tartárea chinesa e o padre Antônio de Andrade explorado o Tibet de onde tinha conhecimento que encontraria vestígios do cristianismo inicial, e de cujas viagens narra , quando voltou em 1625, a fundação de uma igreja, os costumes, a religião e os segredos desta misteriosa região do globo na sua obra:
“ Novo descobrimento do Grão Catay ou das ruínas do Tibet”.
No universo das cidades místicas, cuja amostragem julguei ser menor, o problema dos critérios para compará-las
Já é enorme, quanto mais difícil será a criteriologia para as cidades comuns, cujo universo é infinitamente superior.
Afora isto, deparei-me com a cidade templo de Lhaza, existente na planície do Tibete, construída no cume de um morro rombudo e cercada por todos os lados por altíssimas montanhas. O Tibete por si só, é isolado do mundo, primeiro pelas cordilheiras do Himalaia, depois pelos rios Indo e Brahamaputro, em seguida por mais uma cordilheira, os montes Karakorun que isolam o leste e o sul. Ao norte fica protegido pelos montes Kuen-Lun e ao oeste pelas desconhecidas e inabitadas cordilheiras Chinesas do Rio Young- Tse- Kiang. Pois bem ali, aos cinco mil metros de altitude, talvez visível do cume do Everest, esta a cidade proibida de Lhaza onde vive o Dalai-Lama, espécie de rei e pontifício conselheiro, carro chefe do budismo moderno e aríete de um “deus” escondido na escuridão com fisionomia amarela.
Dizem que ali vivem vinte mil “monges” budistas, sob os seus telhados de ouro, imerso em riquezas de arte sem conta e isolado de toda a influencia da mídia ocidental... mas todavia, há quem defenda, que aqueles orientais influenciam no "ton" da mídia ocidental.
Lá, no longínquo Tibete cada família cede pelo menos um filho para as ordens do Dalai. Viverão então não só isolados do mundo, mas também do seu povo, como o fazem Catuchos e Trapistas na Igreja Católica.
Talvez por desconhecer ou por relativa ignorância, o nosso bom povo ainda não caluniou as suas riquezas, ou as suas tradições, como fazem com a Igreja Católica. Vejam que nem sempre o senso comum tem critérios de julgamento.
Enquanto outra cidades místicas, hoje em ruínas, como Angkor Wate, dão testemunho arqueológico de culturas do passado, e Aristóteles da antiguidade clássica grega defendia que qualquer cidade que passasse dos 10.000 habitantes era uma anomalia, modernamente, por outros motivos, o Chefe de Defesa dos EUA defende a tese de que grandes cidades são um cancro e um alvo fácil para as bombas atômicas inimigas. Poucos anos atrás se calculava, no caso de uma guerra com a Rússia, de que, na troca de bombas, os EUA perderiam 40% mais população do que a Rússia, isto dado porque, a segunda potência, tem sua população mais pulverizada.
Há mesmo quem defenda que num futuro próximo, analisadas as progressões geométricas do avanço da AIDS, para a necessária salvação da humanidade, vítima da grande epidemia moderna, as cidades devem ser abandonadas, evitando-se as suas promiscuidades oriundas da densidade populacional, voltando os sobreviventes com saúde da população para os campos, e para a produção de alimentos.
Afora isto economistas de gabinete e donos do macro capitalismo internacional decidem estratégias de controle da natalidade das nossas e das estranhas populações, que habitam isoladamente desconhecidas regiões do globo ou tiranamente pensam na necessidade de seus extermínios, como donos de pombos, patos ou galinhas decidem a conveniência de que vivam ou não, como se fossem eles a tê-las criado.
Na verdade como existem riquezas além do nosso pequeno nariz, fora das telinhas, para entreter espíritos otimistas e pessimistas, porém, por enquanto, para não passar por herege, e nadar contra a corrente, aceito contra a minha razão, que Curitiba é a “melhor cidade do mundo”, um caro mito local, uma “mística” ilusão vendida pela corte aos cortesãos e mendicantes. Uma bela plataforma política.

Wallace Requião de Mello e Silva.