sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Um jogo para preparar a opinião pública mundial.
Essas imagens oriundas de um jogo, espelham uma realidade, que já deu até uma CPI inconclusa, denuncia a compra de terras por capitais estrangeiros na Amazônia Legal Brasileira. Recentemente outro documento distribuido em larga escala denuncia multinacionais adquirindo enormes áreas de terra em território brasileiro.Trata-se da cartilha da EBA ( Empresa Brasileira de Agroenergia). Pense um pouquinho, procure se informar, pesquise em documentos oficiais.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
O G 23 olha o pensamento Ocidental.
O pensamento ocidental visto do meu Ponto.
Quando me foi proposto esse trabalho de pronto me lembrei de Santo Agostinho, naquela passagem em que ele conta que um menino tentava colocar o oceano em um buraquinho na areia. Presunção, onipotência infantil, impossibilidade real. Então congelei diante da tarefa de fazer um resumo do Pensamento Ocidental, me pareceu uma tarefa impossível para um escultor, sim porque a minha preocupação central é o senso estético e o manuseio das matérias primas, sobremodo o barro. Sou um oleiro, palavra dinamarquesa que deu origem a palavra Holanda. Pensei em alguém que pudesse me ajudar, e me lembrei que o amigo Wallace estudou Filosofia e Teologia e fui buscar ajuda.
Wallace, você que estudou Filosofia... – Não ninguém estudou Filosofia, a filosofia no sentido clássico é uma busca constante e intima por algum tipo de sabedoria, daí ser chamada amizade da sabedoria. È um estudo sem fim, e deve ser conjugado no tempo presente. Passado, não. E você já entenderá o motivo. Mas vamos lá, que tipo de ajuda você quer, para sabermos, se dá para ajudar?
O mestre quer um resumo em três laudas do Pensamento Filosófico Ocidental, com uma passagem pela Mitologia, Religião e História ate os nossos dias.
Parece uma tarefa um tanto difícil, muitos já tentaram, o único que conseguiu foi Moises( embora não fosse ocidental), isso porque Deus lhe entregou uma síntese, os demais se perderam na presunção, aliás, nesse momento eu estou sendo presunçoso. Mas veja Luis, Ocidente o que é? É uma convenção Européia bem recente. Para os Egípcios, no norte da África, os Hebreus eram orientais, para os gregos os egípcios eram orientais, e para nós Brasileiros, os europeus são orientais. Isso concretamente, todavia nós, do lado de cá, aceitamos como convenção histórica que a antiguidade clássica Greco Romana, é a ocidental, e o que não lhe dizia respeito, eram culturas orientais, tudo muito relativo, mas assim é. Um resumo do pensamento filosófico nestes termos é uma presunção. Você lembra que fui estudar com os padres Claretianos, olhar aquela biblioteca magnífica, é uma lição clara (acobertada pelo mito das personalidades enciclopédicas) da impossibilidade de se ler, e meditar sobre o total do pensamento dos antigos. 365 livros por ano, se você ler um por dia. 3650 livros lidos em 10 anos, 36.500 livros lidos em 100 anos, e nós não chegamos à metade, da metade dos livros da biblioteca publica por exemplo. Isso é presunção. Nesse dedicar-se ao estudo dos outros, os homens abortam a criatividade na busca da sabedoria. Se você pensar bem, Salomon, rei hebreu, não conhecia os estudos de Ptáh-Hotep que viveu a cinco mil anos passados, nem Salomon conheceu os trabalhos do chinês Teng Shi e a história de Pan-Ku o primeiro homem, aliás para Salomon ( Salomão) as terras de Ur, de onde sai Abrão, eram reinos orientais. Veja como é. Quem haveria de ter lido o Velho mestre Chinês Lao Tzé? Ou a quem teria estudado o chinês MO –TI, ( dizem que vem daí a palavra motim); a quem se atribui, a frase : “é a ambição de poucos a desgraça de muitos” , ou ainda: “O egoísmo esta na base de todos os males”. Bem investigada a questão é ate possível que não soubesses ler, e algum escriba haveria de registrar os seus pensamentos, como de resto foi o caso do Grande Marco Pólo, que ditou suas aventuras na prisão. Como saber? Você talvez não concorde com o que vou dizer; A Igreja Católica é uma instituição viva, com quase dois mil anos, se formos criteriosos. Ela é uma testemunha da História desse período, produziu muitos grandes pensadores e você não vê ninguém ensinando esses nomes, nem discutindo os seus ensinamentos, seus métodos investigativos, sua lógica... nada, essa instituição viva, é negada. Fazem isso como fazem com a História, que é o testemunho escrito dos fatos, para preferirem em detrimento da história a pré história, as novidades que cabem aí, os tempos escuros, porque lá podemos esconder qualquer teoria, qualquer hipótese, qualquer tese. Veja bem Tales de Mileto viveu cerca de 600 anos antes de Cristo, Buda também (Buda era um príncipe Hindu). Quem dos dois estudou quem. Como você vê, nós vivemos o mito da presunção, queremos ser sábios, mas perdemos a simplicidade que é a sabedoria, a sabedoria é simples, inteligível, para qualquer e todos os homens. Cícero o grande orador dizia ironizando esses filósofos clássicos que tanto veneramos que : “Não há nada de mais absurdo do que o que encontramos nos livros dos Filósofos” No entanto só com o pensamento Demócrito descobriu a teoria atômica (a-tomo= indivisível) 2500 anos antes de Cristo.
Estou fugindo do assunto?
Não, eu acho que está bem interessante: nunca me disseram as coisas dessa forma.
Posso continuar? Claro.
Hegesias,filosofo grego, muito pouco conhecido, levou grande numero de jovens ao suicídio, enquanto ele mesmo, jamais tentou. Sócrates o Grande, o homem que ampliou o pensamento ocidental, possivelmente não escrevia, e nada deixou escrito. Conhecemos alguma coisa pelo testemunho de terceiros, e há quem o negue como indivíduo histórico, como alias há quem negue a Cristo, o Cristo Histórico. Sócrates este “mito” da Filosofia chamava a si mesmo de moscardo e, dizem os cronistas ser ele o autor da Maiêutica, palavra que quer dizer mais ou menos, parto do espírito, ou seja, pelo jogo de perguntas e respostas ele desenvolveu o método de fazer nascerem às luzes filosóficas. Sua mulher Xantipa, o traria em rédeas curtas. Há quem diga que ela mandava nele, enfim alguém tinha que fazer algo de concreto na vida. Foi condenado á morte, diante dos poderosos, como tantos outros, que assim morreram como santos, mártires e revolucionários sem nunca serem considerados Filósofos. Platão era Aristocrata, elite das altas, e dizem amigo de Sócrates, escreveu a Republica. Tal obra é considerada por muitos a primeira Utopia da História, eu prefiro como Utopia o livro dos Mortos dos egípcios, que eu nunca li. Na seqüência clássica e indispensável vem o mais versátil deles Aristóteles, que nós conhecemos, e por ele também conhecemos Sócrates e Platão, por causa da Igreja, foi a Igreja com Santo Tomas de Aquino, que lançou luzes e estudos sobre a Filosofia Aristotélica, nem mesmo Avicena, o Persa nascido em Afsana, teria lhe dado o prestigio que a Igreja lhe deu. Ele foi, todavia, tutor do Grande Alexandre filho de Felipe da Macedônia, que era Rei, e isso alavancou o seu gênio. O Império de Alexandre invadiu os territórios orientais em relação ao mundo grego. Aqui nesse tempo ainda se discutia as relações de poder em uma cosmovisão qualquer, e as pessoas aceitavam como nós aceitamos sem raciocinar sobre tudo o que a televisão nos fala. Uns falam outros ouvem. Temos um período que a coisa se desloca para uma visão mais personalizada, como o caso dos epicuristas, ou filósofos do Prazer, algo como o que estamos vivendo hoje. Essa filosofia da carne, do comer, do sentir, lhe levou a formular uma teoria do evolucionismo 2300 anos antes de Darwin, mais eu te pergunto Luis, que importância tem isso agora? Se você e eu estivéssemos em uma biblioteca especializada, para qualquer centímetro que olhássemos encontraríamos um livro, de um determinado filosofo de uma determinada época e de uma determinada escola de pensamento, e daí,... como já vimos, seria impossível estudá-los todos. Francis Bacon, Spinoza,Maimônides, Schopenhauer,Nietzsche,Bergenson, Groce,Russel,Santayana, Wilhem James e o pragmatismo, Jon Dewey, trocando o passado pela ciência, são visões de mundo tão importantes como a de qualquer outro homem. Você Luiz fez uma síntese de sua vida, você se diz e se identifica como escultor, e não como filósofo, você é um amigo do barro, e Deus, que curiosos, também era amigo do barro, porque fez do barro o primeiro Homem, e eu te pergunto: Houve, haverá alguém mais sábio que o criador dos homens?
Veja que nos já fomos bem longe nesse lero, lero.
Na verdade nós temos um problema que é resolver o seu trabalho quase impossível. E estamos dando uma solução humilde e possível, para uma questão insolúvel, imensa, estamos todos nós em busca da Sabedoria, e como a Sabedoria é atributo do próprio Deus, estamos em busca de Deus, o Deus dos simples, dos humildes dos pequeninos. Mas Deus se revela aos homens, ou seja, a sabedoria vem de encontro aos homens, a todos nós e se revela segundo as nossa luzes e experiências pessoais, mas a sabedoria nos procura. Assim lemos em Filipenses 2,13 Porque Deus é o que opera em vos tanto o querer como o efetuar” veja Luiz como isso é sábio, fácil, profundo e simples.
Wallace desculpe interromper, mas veja, ainda temos pela frente a questão que achei mais interessante, a questão de que se possível termos uma Ética para os tempos atuais. Sei, desculpe, eu acho que me alonguei de mais.
O que é a Ética? Que ética temos hoje? Bem a Ética de hoje é não termos Ética, ou seja, a Ética em vigor é não termos valores, isso é ético hoje. Isso é uma impossibilidade lógica, como aquela: é proibido proibir (já estamos proibindo). A ética sem ética é uma impossibilidade lógica, mas a lógica, não é invenção dos homens. Todos os valores devem ser transitórios nos dias de hoje, ou seja, conforme os costumes, ou como se diz no direito, serem consuetudinários (veja no dicionário Jurídico do Professor De Plácido e Silva o significado preciso). Ora, isso faz do valor, um valor sem Deus, um valor transitório, e o certo de hoje já não e certo amanhã. Assim, a nossa Ética, ao destruir os valores estáveis, destrói o senso de justiça, pois não havendo uma verdade, ou certo ou errado, não se lesa a justiça. Ou seja, negando Deus, negamos a verdade e a justiça, e entramos na ética da tolerância do erro, e do combate a verdade, aos valores estáveis, e a justiça. A ética diz D.Estevâo Bettencourt em seu Curso de Filosofia Tomista, ou melhor, acho que em sua introdução a Teologia Moral, difere da moral em um ponto insofismável. A ética parte, como pano de fundo do evolucionismo cego, sem Deus, e, portanto são um conjunto de valores consuetudinários frutos de um pacto social, obra do homem na construção do homem, num dado tempo, numa dada sociedade. A MORAL, assim com letra maiúscula, diz respeito à REVELAÇÃO, ou seja, dos valores inscritos no coração de todos os homens em todos os tempos e em todas as culturas, confirmados por Deus a Moises (Dez Mandamentos) e, diríamos ainda que errando, ou sendo imprecisos: referendados por Jesus Cristo Nosso senhor. Ou seja, para hoje, para ontem e para amanhã a única “ Ética” possível, é a moral cristã, não a Mosaica no sentido do Farisaismo, porque a Moral Cristã tem por objetivo a universalidade dos indivíduos e o Amor Universal, a Mosaica esta presa a religião-raça, e portanto peca pelo sectarismo e egoísmo, como muito bem observou sem o saber Mo-ti: “ O egoísmo esta na base de todos os males”.
Luiz eu publiquei recentemente no meu Blog, um texto titulado, Como podemos amar se não cumprimos os mandamentos? Ora , meu caro amigo e escultor, o amor é a arte da vida, e não há sabedoria, nem simplicidade, sem amor. Por quê? Porque Deus é amor, e sem Deus, estamos cegos, somos reduzidos à nossa anima “alma” no sentido anímico, aristotélico, quase materialista, ou seja, nos tornamos como anima+l (animal, animais, bestas). E Bestas não fazem esculturas. Não fazem Filosofia, nem Ética (Etos= caminho filosófico) nem compreendem a Moral caminho de Deus para todos os Homens.
Luiz vou te dar meu endereço de Blog, você copia esse texto que vai terminar com chave de ouro, essa nossa produtiva conversa, pelo menos penso eu, saiba trabalhar, moldar esse barro, e essa conversa, e eu acredito que seu professor, haverá de perceber que você pegou o espírito da coisa. Tenho certeza que ele vai gostar, seja para criticar, seja para elogiar.
Entrevista de Luis Alberto Lopes ao G 23 Wallace.
Quando me foi proposto esse trabalho de pronto me lembrei de Santo Agostinho, naquela passagem em que ele conta que um menino tentava colocar o oceano em um buraquinho na areia. Presunção, onipotência infantil, impossibilidade real. Então congelei diante da tarefa de fazer um resumo do Pensamento Ocidental, me pareceu uma tarefa impossível para um escultor, sim porque a minha preocupação central é o senso estético e o manuseio das matérias primas, sobremodo o barro. Sou um oleiro, palavra dinamarquesa que deu origem a palavra Holanda. Pensei em alguém que pudesse me ajudar, e me lembrei que o amigo Wallace estudou Filosofia e Teologia e fui buscar ajuda.
Wallace, você que estudou Filosofia... – Não ninguém estudou Filosofia, a filosofia no sentido clássico é uma busca constante e intima por algum tipo de sabedoria, daí ser chamada amizade da sabedoria. È um estudo sem fim, e deve ser conjugado no tempo presente. Passado, não. E você já entenderá o motivo. Mas vamos lá, que tipo de ajuda você quer, para sabermos, se dá para ajudar?
O mestre quer um resumo em três laudas do Pensamento Filosófico Ocidental, com uma passagem pela Mitologia, Religião e História ate os nossos dias.
Parece uma tarefa um tanto difícil, muitos já tentaram, o único que conseguiu foi Moises( embora não fosse ocidental), isso porque Deus lhe entregou uma síntese, os demais se perderam na presunção, aliás, nesse momento eu estou sendo presunçoso. Mas veja Luis, Ocidente o que é? É uma convenção Européia bem recente. Para os Egípcios, no norte da África, os Hebreus eram orientais, para os gregos os egípcios eram orientais, e para nós Brasileiros, os europeus são orientais. Isso concretamente, todavia nós, do lado de cá, aceitamos como convenção histórica que a antiguidade clássica Greco Romana, é a ocidental, e o que não lhe dizia respeito, eram culturas orientais, tudo muito relativo, mas assim é. Um resumo do pensamento filosófico nestes termos é uma presunção. Você lembra que fui estudar com os padres Claretianos, olhar aquela biblioteca magnífica, é uma lição clara (acobertada pelo mito das personalidades enciclopédicas) da impossibilidade de se ler, e meditar sobre o total do pensamento dos antigos. 365 livros por ano, se você ler um por dia. 3650 livros lidos em 10 anos, 36.500 livros lidos em 100 anos, e nós não chegamos à metade, da metade dos livros da biblioteca publica por exemplo. Isso é presunção. Nesse dedicar-se ao estudo dos outros, os homens abortam a criatividade na busca da sabedoria. Se você pensar bem, Salomon, rei hebreu, não conhecia os estudos de Ptáh-Hotep que viveu a cinco mil anos passados, nem Salomon conheceu os trabalhos do chinês Teng Shi e a história de Pan-Ku o primeiro homem, aliás para Salomon ( Salomão) as terras de Ur, de onde sai Abrão, eram reinos orientais. Veja como é. Quem haveria de ter lido o Velho mestre Chinês Lao Tzé? Ou a quem teria estudado o chinês MO –TI, ( dizem que vem daí a palavra motim); a quem se atribui, a frase : “é a ambição de poucos a desgraça de muitos” , ou ainda: “O egoísmo esta na base de todos os males”. Bem investigada a questão é ate possível que não soubesses ler, e algum escriba haveria de registrar os seus pensamentos, como de resto foi o caso do Grande Marco Pólo, que ditou suas aventuras na prisão. Como saber? Você talvez não concorde com o que vou dizer; A Igreja Católica é uma instituição viva, com quase dois mil anos, se formos criteriosos. Ela é uma testemunha da História desse período, produziu muitos grandes pensadores e você não vê ninguém ensinando esses nomes, nem discutindo os seus ensinamentos, seus métodos investigativos, sua lógica... nada, essa instituição viva, é negada. Fazem isso como fazem com a História, que é o testemunho escrito dos fatos, para preferirem em detrimento da história a pré história, as novidades que cabem aí, os tempos escuros, porque lá podemos esconder qualquer teoria, qualquer hipótese, qualquer tese. Veja bem Tales de Mileto viveu cerca de 600 anos antes de Cristo, Buda também (Buda era um príncipe Hindu). Quem dos dois estudou quem. Como você vê, nós vivemos o mito da presunção, queremos ser sábios, mas perdemos a simplicidade que é a sabedoria, a sabedoria é simples, inteligível, para qualquer e todos os homens. Cícero o grande orador dizia ironizando esses filósofos clássicos que tanto veneramos que : “Não há nada de mais absurdo do que o que encontramos nos livros dos Filósofos” No entanto só com o pensamento Demócrito descobriu a teoria atômica (a-tomo= indivisível) 2500 anos antes de Cristo.
Estou fugindo do assunto?
Não, eu acho que está bem interessante: nunca me disseram as coisas dessa forma.
Posso continuar? Claro.
Hegesias,filosofo grego, muito pouco conhecido, levou grande numero de jovens ao suicídio, enquanto ele mesmo, jamais tentou. Sócrates o Grande, o homem que ampliou o pensamento ocidental, possivelmente não escrevia, e nada deixou escrito. Conhecemos alguma coisa pelo testemunho de terceiros, e há quem o negue como indivíduo histórico, como alias há quem negue a Cristo, o Cristo Histórico. Sócrates este “mito” da Filosofia chamava a si mesmo de moscardo e, dizem os cronistas ser ele o autor da Maiêutica, palavra que quer dizer mais ou menos, parto do espírito, ou seja, pelo jogo de perguntas e respostas ele desenvolveu o método de fazer nascerem às luzes filosóficas. Sua mulher Xantipa, o traria em rédeas curtas. Há quem diga que ela mandava nele, enfim alguém tinha que fazer algo de concreto na vida. Foi condenado á morte, diante dos poderosos, como tantos outros, que assim morreram como santos, mártires e revolucionários sem nunca serem considerados Filósofos. Platão era Aristocrata, elite das altas, e dizem amigo de Sócrates, escreveu a Republica. Tal obra é considerada por muitos a primeira Utopia da História, eu prefiro como Utopia o livro dos Mortos dos egípcios, que eu nunca li. Na seqüência clássica e indispensável vem o mais versátil deles Aristóteles, que nós conhecemos, e por ele também conhecemos Sócrates e Platão, por causa da Igreja, foi a Igreja com Santo Tomas de Aquino, que lançou luzes e estudos sobre a Filosofia Aristotélica, nem mesmo Avicena, o Persa nascido em Afsana, teria lhe dado o prestigio que a Igreja lhe deu. Ele foi, todavia, tutor do Grande Alexandre filho de Felipe da Macedônia, que era Rei, e isso alavancou o seu gênio. O Império de Alexandre invadiu os territórios orientais em relação ao mundo grego. Aqui nesse tempo ainda se discutia as relações de poder em uma cosmovisão qualquer, e as pessoas aceitavam como nós aceitamos sem raciocinar sobre tudo o que a televisão nos fala. Uns falam outros ouvem. Temos um período que a coisa se desloca para uma visão mais personalizada, como o caso dos epicuristas, ou filósofos do Prazer, algo como o que estamos vivendo hoje. Essa filosofia da carne, do comer, do sentir, lhe levou a formular uma teoria do evolucionismo 2300 anos antes de Darwin, mais eu te pergunto Luis, que importância tem isso agora? Se você e eu estivéssemos em uma biblioteca especializada, para qualquer centímetro que olhássemos encontraríamos um livro, de um determinado filosofo de uma determinada época e de uma determinada escola de pensamento, e daí,... como já vimos, seria impossível estudá-los todos. Francis Bacon, Spinoza,Maimônides, Schopenhauer,Nietzsche,Bergenson, Groce,Russel,Santayana, Wilhem James e o pragmatismo, Jon Dewey, trocando o passado pela ciência, são visões de mundo tão importantes como a de qualquer outro homem. Você Luiz fez uma síntese de sua vida, você se diz e se identifica como escultor, e não como filósofo, você é um amigo do barro, e Deus, que curiosos, também era amigo do barro, porque fez do barro o primeiro Homem, e eu te pergunto: Houve, haverá alguém mais sábio que o criador dos homens?
Veja que nos já fomos bem longe nesse lero, lero.
Na verdade nós temos um problema que é resolver o seu trabalho quase impossível. E estamos dando uma solução humilde e possível, para uma questão insolúvel, imensa, estamos todos nós em busca da Sabedoria, e como a Sabedoria é atributo do próprio Deus, estamos em busca de Deus, o Deus dos simples, dos humildes dos pequeninos. Mas Deus se revela aos homens, ou seja, a sabedoria vem de encontro aos homens, a todos nós e se revela segundo as nossa luzes e experiências pessoais, mas a sabedoria nos procura. Assim lemos em Filipenses 2,13 Porque Deus é o que opera em vos tanto o querer como o efetuar” veja Luiz como isso é sábio, fácil, profundo e simples.
Wallace desculpe interromper, mas veja, ainda temos pela frente a questão que achei mais interessante, a questão de que se possível termos uma Ética para os tempos atuais. Sei, desculpe, eu acho que me alonguei de mais.
O que é a Ética? Que ética temos hoje? Bem a Ética de hoje é não termos Ética, ou seja, a Ética em vigor é não termos valores, isso é ético hoje. Isso é uma impossibilidade lógica, como aquela: é proibido proibir (já estamos proibindo). A ética sem ética é uma impossibilidade lógica, mas a lógica, não é invenção dos homens. Todos os valores devem ser transitórios nos dias de hoje, ou seja, conforme os costumes, ou como se diz no direito, serem consuetudinários (veja no dicionário Jurídico do Professor De Plácido e Silva o significado preciso). Ora, isso faz do valor, um valor sem Deus, um valor transitório, e o certo de hoje já não e certo amanhã. Assim, a nossa Ética, ao destruir os valores estáveis, destrói o senso de justiça, pois não havendo uma verdade, ou certo ou errado, não se lesa a justiça. Ou seja, negando Deus, negamos a verdade e a justiça, e entramos na ética da tolerância do erro, e do combate a verdade, aos valores estáveis, e a justiça. A ética diz D.Estevâo Bettencourt em seu Curso de Filosofia Tomista, ou melhor, acho que em sua introdução a Teologia Moral, difere da moral em um ponto insofismável. A ética parte, como pano de fundo do evolucionismo cego, sem Deus, e, portanto são um conjunto de valores consuetudinários frutos de um pacto social, obra do homem na construção do homem, num dado tempo, numa dada sociedade. A MORAL, assim com letra maiúscula, diz respeito à REVELAÇÃO, ou seja, dos valores inscritos no coração de todos os homens em todos os tempos e em todas as culturas, confirmados por Deus a Moises (Dez Mandamentos) e, diríamos ainda que errando, ou sendo imprecisos: referendados por Jesus Cristo Nosso senhor. Ou seja, para hoje, para ontem e para amanhã a única “ Ética” possível, é a moral cristã, não a Mosaica no sentido do Farisaismo, porque a Moral Cristã tem por objetivo a universalidade dos indivíduos e o Amor Universal, a Mosaica esta presa a religião-raça, e portanto peca pelo sectarismo e egoísmo, como muito bem observou sem o saber Mo-ti: “ O egoísmo esta na base de todos os males”.
Luiz eu publiquei recentemente no meu Blog, um texto titulado, Como podemos amar se não cumprimos os mandamentos? Ora , meu caro amigo e escultor, o amor é a arte da vida, e não há sabedoria, nem simplicidade, sem amor. Por quê? Porque Deus é amor, e sem Deus, estamos cegos, somos reduzidos à nossa anima “alma” no sentido anímico, aristotélico, quase materialista, ou seja, nos tornamos como anima+l (animal, animais, bestas). E Bestas não fazem esculturas. Não fazem Filosofia, nem Ética (Etos= caminho filosófico) nem compreendem a Moral caminho de Deus para todos os Homens.
Luiz vou te dar meu endereço de Blog, você copia esse texto que vai terminar com chave de ouro, essa nossa produtiva conversa, pelo menos penso eu, saiba trabalhar, moldar esse barro, e essa conversa, e eu acredito que seu professor, haverá de perceber que você pegou o espírito da coisa. Tenho certeza que ele vai gostar, seja para criticar, seja para elogiar.
Entrevista de Luis Alberto Lopes ao G 23 Wallace.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Print Screen do G 23 Original.


Esse, que é o irmão mais velho, dos nossos Blogs, teve pouco mais de 8.000 páginas lidas, mais de 3.000 acessos ( incluindo os internacionais) vindos de 161 ( 108 brasileiras) cidades e vinte países. Nós do G 23 agradecemos as visitas,e desejamos um Feliz Natal a todos. Devido a um erro de registro, o Google não estava registrando os acessos desse blog, que durante as últimas semanas registrava zero acessos. O erro foi nossso, não do Google Analytics.Infelizmente dado ao fato de acreditarmos que ele não vinha sendo acessado, nós não o atualizamos. Faremos isso agora. Lembre-se nós mantemos: www.grupog23deoutubro.blogspot.com; www.grupo23deoutubro.blogspot.com; e www.psicologiadocaboaorabo.blogspot.com.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Feliz Natal Pessoal.
É Dezembro. Natal. Você que nos deu a honra de escrever algo, sempre pensando em você que lê, receba os nossos votos de um Feliz Natal. Você já entendeu onde queremos chegar. Não leia apenas os nossos Blogues, leia o http://www.requiaopresidente.blogspot/ do advogado Acácio Filho, leia o http://www.facluberequiao/ de Shyrlei Ramos de Maringá, leia a página da Agência de Noticias do Governo do Estado do Paraná, leia a Página do PMDB do Paraná do Jornalista Gustavo Aquino, ótima, eficiente e objetiva; leia http://www.paranasocial.blogspot.com/ , leia http://www.trangenicos.pr.gov.br/, do Jornalista Pietrobelle, leia http://www.bempublico.com/ ótimas matérias coordenadas pelo Milani. Nós estamos fazendo a nossa parte.
Um Feliz Natal . Antes do dia 25 nós daremos ciência de um relatório do Google Analytics mostrando até onde estamos chegando com nossos Blogues. Com o tempo vamos corrigindo as nossas inperfeições, desculpem.
Tio Wallace, da fria cidade de "Abitiruc." Ammérrica do Surrrrrr
Um Feliz Natal . Antes do dia 25 nós daremos ciência de um relatório do Google Analytics mostrando até onde estamos chegando com nossos Blogues. Com o tempo vamos corrigindo as nossas inperfeições, desculpem.
Tio Wallace, da fria cidade de "Abitiruc." Ammérrica do Surrrrrr
O calo profissional.
Requião e o “Calo Profissional”. (escrito quando o Requião exercia o Senado)
Alguém reclamou da insensibilidade de Requião às farpas internas do PMDB. Outro reclamou das grosserias de Requião. Interessante essa fama de insensibilidade que pesa sobre o nosso Senador.
Ana Freud foi me parece, quem mais estudou os mecanismos de defesa do Ego. Antes dela Blaise Pascal, filósofo de intuição profunda já dizia no mesmo sentido: “o excesso de luz cega”. O excesso, qualquer excesso, de luz, de som, de prazer, lesa, machuca violenta. O conceito expresso em excesso já denuncia a sua inadequação, algo que transborda que é excessivo. Assim tampamos o ouvido com as mãos para proteger a integridade de nossos ouvidos, cerramos as pálpebras para defender os nossos olhos e nos defendemos com reflexos rapidíssimos de quase tudo que possa nos agredir. Como vemos, a verdade é que defendemos o arcabouço psicológico e também a integridade do corpo como muito bem nos faz notar José Ângelo Gaiarça em sua obra: “O que é o corpo”. O Corpo esse grande e desconhecido lar íntimo.
Mas no exercício da vida e das profissões, e profissão nada mais é do que a vida exercida de forma aplicada a uma ou algumas atividades especializadas, portanto, neste exercício, movemos todos os mecanismos de proteção, físicos ou psicológicos, seja em sutis mecanismos reflexos, interiores ou exteriores, e por esse meio procuramos preservar-nos.
Não me recordo agora o nome, mas nos primórdios da ciência psicológica, alguém publicou uma explanação sobre a primeira teoria da especialização seletiva dos sentidos e a diminuição da sensibilidade pelo “Calo Profissional”. O autor havia descoberto pela observação dos calos nas mãos de marceneiros e concluía que era uma adaptação de defesa que lhe permitia o exercício da profissão. Se sua mão fosse sempre frágil, as farpas e ranhuras da madeira e o uso das ferramentas, deixaria suas mãos com bolhas e machucados que lhe impediriam o exercício pleno de sua arte. Perde o marceneiro um tipo de sensibilidade para poder exercitar a sensibilidade criativa de sua arte. Esta especialização seletiva, ou adaptação seletiva dos sentidos estão enraizadas nos mecanismos de defesa mais primitivos e profundos chegando mesmo a determinar a escolha das profissões, ou seja, esse sutil amalgama de especializações profundas orienta as habilitações, os dons, as “vocações “profissionais e os estilos de vida, não só os mecanismos neuróticos como já se pensou.
As queixas feitas contra um político, um homem público, se vêm de seus inimigos não devem ser consideradas, enfim são inimigos. Agora se vêm dos amigos elas devem ser consideradas, porque os amigos (palavra que deriva de algum grau de amor ou admiração) idealizam as pessoas que admiram, e se frustram com a menor das grosserias ou desatenções. O homem público que nos representa, deve, na forma idealizada, nos representar, ou seja, ser uma espécie de espelho de nossas necessidades, mas sobre tudo, e isso poucos admitem, deve ser “como nós queremos que seja”: um representante de nossas fantasias idealizadas.
Pode ser que um sargento queira de um general um afago, um elogio, uma atenção especial. Mas parece ser um contra senso imaginar um general mimando os seus soldados. Igualmente se um político sai da esfera do exercício da contemporização entre interesses para o enfrentamento de interesses, age como um chefe, como um líder em batalha, como um general em guerra e esperar assim dele amenidades, gentilezas, atenções, é mergulhar de cabeça no campo das idealizações, é como imaginar-se as figuras paternas sem erros, sem enganos, sem punições ou pequenas injustiças e esvazia-las de autoridade real substituindo-as por uma figura mítica perfeita e impoluta.
As grosserias de Requião são o “Calo Profissional” que o permite sobreviver no exercício da política combativa. No exercício do enfrentamento. Também o marceneiro se lamenta vez ou outra do aspecto de suas mãos, também ele quereria ter mãos delicadas. Consola-se quando admira o resultado de seu trabalho artezanal.
O político com coragem para enfrentar, também sente falta do afeto, das gentilezas, das finezas do cotidiano, porém haverá de se consolar ao contemplar o resultado de seu trabalho, enfrentando interesses vorazes para minorar o sofrimento de massas injustiçadas, e por vezes massacradas.Se a grosseria é compensada com uma obra social digna, ela deve ser descontada no contexto.
Uma questão a ser considerada pelos sensíveis. Toquem as mãos dos pedreiros que executam os vossos projetos, as mãos das pessoas que fazem o seu alimento, as mãos dos que limpam os vossos banheiros, dos que cavam a terra para colocar à vossas disposições as riquezas, o petróleo, o carvão, o minério, o luxo. Por detrás dos calos encontrareis pessoas sensíveis e invariavelmente humilhadas.
Wallace Requião de Mello e Silva
Alguém reclamou da insensibilidade de Requião às farpas internas do PMDB. Outro reclamou das grosserias de Requião. Interessante essa fama de insensibilidade que pesa sobre o nosso Senador.
Ana Freud foi me parece, quem mais estudou os mecanismos de defesa do Ego. Antes dela Blaise Pascal, filósofo de intuição profunda já dizia no mesmo sentido: “o excesso de luz cega”. O excesso, qualquer excesso, de luz, de som, de prazer, lesa, machuca violenta. O conceito expresso em excesso já denuncia a sua inadequação, algo que transborda que é excessivo. Assim tampamos o ouvido com as mãos para proteger a integridade de nossos ouvidos, cerramos as pálpebras para defender os nossos olhos e nos defendemos com reflexos rapidíssimos de quase tudo que possa nos agredir. Como vemos, a verdade é que defendemos o arcabouço psicológico e também a integridade do corpo como muito bem nos faz notar José Ângelo Gaiarça em sua obra: “O que é o corpo”. O Corpo esse grande e desconhecido lar íntimo.
Mas no exercício da vida e das profissões, e profissão nada mais é do que a vida exercida de forma aplicada a uma ou algumas atividades especializadas, portanto, neste exercício, movemos todos os mecanismos de proteção, físicos ou psicológicos, seja em sutis mecanismos reflexos, interiores ou exteriores, e por esse meio procuramos preservar-nos.
Não me recordo agora o nome, mas nos primórdios da ciência psicológica, alguém publicou uma explanação sobre a primeira teoria da especialização seletiva dos sentidos e a diminuição da sensibilidade pelo “Calo Profissional”. O autor havia descoberto pela observação dos calos nas mãos de marceneiros e concluía que era uma adaptação de defesa que lhe permitia o exercício da profissão. Se sua mão fosse sempre frágil, as farpas e ranhuras da madeira e o uso das ferramentas, deixaria suas mãos com bolhas e machucados que lhe impediriam o exercício pleno de sua arte. Perde o marceneiro um tipo de sensibilidade para poder exercitar a sensibilidade criativa de sua arte. Esta especialização seletiva, ou adaptação seletiva dos sentidos estão enraizadas nos mecanismos de defesa mais primitivos e profundos chegando mesmo a determinar a escolha das profissões, ou seja, esse sutil amalgama de especializações profundas orienta as habilitações, os dons, as “vocações “profissionais e os estilos de vida, não só os mecanismos neuróticos como já se pensou.
As queixas feitas contra um político, um homem público, se vêm de seus inimigos não devem ser consideradas, enfim são inimigos. Agora se vêm dos amigos elas devem ser consideradas, porque os amigos (palavra que deriva de algum grau de amor ou admiração) idealizam as pessoas que admiram, e se frustram com a menor das grosserias ou desatenções. O homem público que nos representa, deve, na forma idealizada, nos representar, ou seja, ser uma espécie de espelho de nossas necessidades, mas sobre tudo, e isso poucos admitem, deve ser “como nós queremos que seja”: um representante de nossas fantasias idealizadas.
Pode ser que um sargento queira de um general um afago, um elogio, uma atenção especial. Mas parece ser um contra senso imaginar um general mimando os seus soldados. Igualmente se um político sai da esfera do exercício da contemporização entre interesses para o enfrentamento de interesses, age como um chefe, como um líder em batalha, como um general em guerra e esperar assim dele amenidades, gentilezas, atenções, é mergulhar de cabeça no campo das idealizações, é como imaginar-se as figuras paternas sem erros, sem enganos, sem punições ou pequenas injustiças e esvazia-las de autoridade real substituindo-as por uma figura mítica perfeita e impoluta.
As grosserias de Requião são o “Calo Profissional” que o permite sobreviver no exercício da política combativa. No exercício do enfrentamento. Também o marceneiro se lamenta vez ou outra do aspecto de suas mãos, também ele quereria ter mãos delicadas. Consola-se quando admira o resultado de seu trabalho artezanal.
O político com coragem para enfrentar, também sente falta do afeto, das gentilezas, das finezas do cotidiano, porém haverá de se consolar ao contemplar o resultado de seu trabalho, enfrentando interesses vorazes para minorar o sofrimento de massas injustiçadas, e por vezes massacradas.Se a grosseria é compensada com uma obra social digna, ela deve ser descontada no contexto.
Uma questão a ser considerada pelos sensíveis. Toquem as mãos dos pedreiros que executam os vossos projetos, as mãos das pessoas que fazem o seu alimento, as mãos dos que limpam os vossos banheiros, dos que cavam a terra para colocar à vossas disposições as riquezas, o petróleo, o carvão, o minério, o luxo. Por detrás dos calos encontrareis pessoas sensíveis e invariavelmente humilhadas.
Wallace Requião de Mello e Silva
Metrô em Foco II
O Metrô.
Presente de Grego.
Um rapaz presenteou a namorada com um filhotinho de cão. A moça que mora em um apartamento com os pais adorou o presente. Passados seis meses o cãozinho pesa 70 quilos e se tornou um problema. Um presente de grego.
Dizem que a expressão presente de grego vem daquele cavalo que a história imortalizou o "Cavalo de Tróia". Um cavalo recheado de espartanas surpresas. Dentro dele, estavam os soldados escondidos em segredo e que invadiram a cidade fortificada.
É possível que o "inocente" metrô ofertado sem discussão como uma boa solução à cidade de Curitiba, seja um presente de grego. É possível, como saber se não discutirmos?. Recheado de surpresas ou, como o filhote de cão citado acima, seja obrigado a crescer tornando-se um problema a ser assumido pelas próximas gerações. Seria um exagero pensar assim?
Durante o Seminário sobre o Sistema de Transporte Coletivo e o Projeto do Metrô - Propostas e Soluções, os expositores iluminaram com muita propriedade diversa aspectos do problema. Mas os defensores do projeto não estavam presentes para o contraditório. Como nós começamos a formar uma opinião mais técnica apoiamo-nos em dois depoimentos: o do Engenheiro de Transportes e ex-presidente do Metrô do Rio, Arnaldo Mouthé e o do Consultor de Engenharia de Transporte e Transito de São Paulo, Pedro Álvaro Szasz.
O primeiro chama a atenção para o fato de que uma vez escolhido o sistema e a tecnologia empregada, dado aos investimentos e as condições técnicas, a cidade se escraviza tecnicamente falando. Uma vez iniciada a implantação de um dado sistema e tecnologia, se os governantes forem responsáveis com o dinheiro publico, estarão obrigados a dar continuidade ao projeto implantando-lhe todas as outras necessárias linhas. A cidade fica escrava dessa tecnologia e sistema. Pior, fica escrava de um investimento, que sendo carta marcada, como disse o expositor, ou seja, tem endereço, nome e CPF, quer dizer o empréstimo esta vinculado à tecnologia. Assim não haverá recurso para outra tecnologia.
Pedro Álvaro, por sua vez, explica que o metrô é um troncal e que como linha tronco de grande vazão precisa ser alimentada com muitas e ágeis linhas alimentadoras e, se assim podemos chamar, desalimentadoras. Carga e descarga do sistema. Ou seja, de nada nos traria vantagem o sistema de grande vazão se ele não for carregado com rapidez e descarregado com rapidez, o que exige obras de vulto e alteração radical do percurso tradicional de linhas alimentadoras (basta olhar o mapa da cidade). Qualquer falha nessa carga e descarga embota a capacidade do sistema e anula as suas vantagens, Grande vazão e economia de tempo.
Bem colocado e bem entendido, o acima exposto, nós podemos fazer uma pequena introdução ao problema e tentar uma ordenação e discussão inicial de fatos. Salvo melhor conhecimento de causa, que, todavia não podemos ter, pois os técnicos do Poder Executivo, responsáveis pelo projeto, lamentavelmente não compareceram ao Seminário, nos obriga então, assim pouco informados, a pensar o caso metrô. Por exemplo: analisando a localização, a capacidade do sistema metrô; o negócio em si; o custo e comparativos; a necessidade futura e as alternativas em razão dos interesses da cidade e a incompatibilidade com sistemas já implantados ou a serem implantados.
Localização: Segundo o arquiteto e ex-presidente do IPPUC Luiz Forte Neto e o diretor de transporte, Germinal Pocca, haveria em Curitiba outros nichos de demanda que poderiam melhor localizar o metrô, no caso o projeto proposto pela atual prefeitura, o tornado momentaneamente útil para a cidade. Todavia os técnicos escolheram um lugar, que já fora pensado muito antes, antes de 1991, e que se incluía na urbanização do trecho da BR 116 que atravessa Curitiba no seu eixo norte-sul. Como vemos, desde muito tempo desejam vender algum tipo de tecnologia japonesa de grande vulto e de grande monta à cidade. Nada contra respeitado o processo que garanta os interesses da cidade. “Primeiro os bondes japoneses anunciados em 1991 pelo técnico do IPPUC Luiz Masaru Hayakawa que se referindo à restruturação da BR 116 diz em “Memória da Curitiba Urbana”, página 226:” A Minha experiência mostra que, quem está num cargo publico, não pode ter medo de errar (desde que o povo pague a conta) Qualquer erro pode ser corrigido. E o Jaime tem, e muito, coragem para ousar . É preciso aproveitar o momento para adotar a decisão. Agora por exemplo, foi o momento do "ligeirinho". E este é o momento do bonde. Não podemos perdê-lo. A estação tubo já é um ensaio para o bonde. E já vimos que dá certo. Se déssemos ouvidos as críticas e não implantássemos a estação tubo teríamos dúvidas sobre a sua eficácia para o bonde. Começaríamos do Zero. Assim, qualquer deficiência poderá ser sanada imediatamente...( depoimento colhido em abril de 1991, passados onze anos nada de bonde graças as críticas bem fundamentadas de setores da oposição, embora persista entre os “lernistas” o desejo de mais essa ousadia com dinheiro publico) e agora inclui-se o metrô de Cassio Tanigushi que são a prova cabal da ousadia com o dinheiro público, ou seja, a ousadia de errar. Seria bom lembrar que lá por 1992 houve uma conjunção do Banestado com um banco Judeu - Holandês, conforme noticiou o Correio de Notícia em 20 de agosto de 1992 , página 11, para viabilizar empréstimos junto ao Japão, aquela estrutura, infelizmente, permite hoje os empréstimos para o metrô como carta marcada .
Nossa opinião é que a escolha do local foi feita de caso pensado, não segundo a necessidade de demanda, nem em previsão dela, pois há intermediariamente o projeto bonde, mas visou à oportunidade de implantar um negócio, e, sobretudo pesou a vitrine publicitária, de tal modo que após a implantação e a publicidade oficial, a linha fique à beira da estrada à vista de grande número de viajantes nacionais e estrangeiros nessa BR que liga o Sul do Brasil, o Uruguai e a Argentina com o Norte e Nordeste brasileiro. Um metrô na vitrine para ser vendido. Pode ser exagero de nossa parte, mas como os técnicos dizem que ele seria mais útil em outros nichos de demanda, tomamos a liberdade de pensar assim. O projeto como bem disse o ex. presidente do Metrô do Rio, é carta marcada. Vindo "oficiosamente” como iniciativa do governo federal, fato que não nos parece real dado aos antecedentes históricos, embute o desejo talvez de venda da tecnologia japonesa em pacote conjunto com a venda da alocação do recurso financeiro por um intermediário, para, quem sabe, todas as cidades do Brasil ou do Cone Sul que comportem ou possam vir a se interessar, pois, via imprensa, o Japão já manifestava em 1992, a intenção de fundar instituto de pesquisa em Curitiba. Perguntamos-nos, pesquisas em que setor, transporte? Nada contra desde que o município tenha uma contrapartida clara e previamente discutida pela Câmara.
Capacidade: Publicação distribuída durante o Seminário nos dá uma boa idéia da capacidade do projeto de metrô. O projeto tem 35 quilômetros e corta a cidade no eixo norte sul desde o Atuba ao terminal CIC Sul. A primeira etapa compreende 13,9 quilômetros. Trata-se de implantação de quatro carros ou vagões com capacidade para transportar 420 passageiros cada com possibilidade de transportar 12.000 pessoas por hora, ou aproximadamente 180.000 pessoas dia. Essa é a capacidade nominal o que não quer dizer que haverá essa demanda para o trajeto. Como já dissemos o troncal metrô deverá ser carregado com rapidez o que mobilizará as linhas da CIC Sul e grande numero de carros ônibus para alimentá-lo e viabilizá-lo. Assim como deverá ser construída à altura do viaduto da Marechal, região conhecida como Autolândia, um terminal de redistribuição - integração sem o que não haverá velocidade de transferência. Se esse projeto inicial tem 13,9 Km, e a segunda etapa deverá completar 35 km, duas vezes e meia maior, (Já estamos falando, se bem entendemos, em algo em torno de 1,1, bilhão de dólares) assim não podemos esquecer que a cidade possui projeto para metro para o eixo Leste Oeste e comportando também mais um troncal Sudoeste Norte, completando um trajeto futuro de mais de cem quilômetros. Ampliado em muito se desejarmos ligar as Regiões Metropolitanas. Iniciado o uso dessa tecnologia devemos pensar num custo de 24 milhões de dólares o quilometro, (deduzidos dos 343 milhões de dólares pelos 13,9 quilômetros iniciais), ou seja, teremos numa perspectiva futura de no mínimo pelo menos (24 x 100 = 24 bilhões de dólares). Some-se a isso a consideração que não deve ser descartada de que como disse o ex. presidente do Metro do Rio: “o metrô não elimina ou diminui na pratica a necessidade de alimentadores ágeis, ou seja, pode desenvolver demanda aumentando o número de carros alimentadores em até três vezes”. E se esses alimentadores forem os bondes? A que preço? Se não forem o problema de poluição continuará e circulação de veículos pode ser prejudicada ou será incrementada. Então, o tempo, que hoje se apresenta como única vantagem já correrá algum risco, pois, se o metrô como está sendo proposto terá de ser alimentado por estações intermediárias no percurso deixando de ser propriamente um tronco de alta demanda, ou seja, será, salvo melhor explicação, diminuída em muito, por essas estações intermediárias, a sua velocidade de transporte como demonstra Pedro Álvaro. Cai por terra à vantagem da velocidade principal argumento em favor de investimentos bilionários.
O negócio em si: O negócio parece bom. Sem discutir os preços pode-se dizer como diz o povo: cavalo dado não se olha os dentes. Mas não é verdade. Cavalo doente pode ser um prejuízo monumental e devemos sim analisar muito bem o presente. O fato de 60% de o empréstimo ser contratado pelo governo federal nessa primeira etapa, não garante para as futuras, que teremos garantias de que os empréstimos serão garantidos pelo governo federal. Assim, como dinheiro federal, e é preciso lembrar, acaba sendo pago por todos os brasileiros, do Amazonas ao Rio Grande, mais responsabilidades temos diante do projeto, pois um sergipano esta contribuindo com a nossa ousadia. Lembre dos processos de implantação das ferrovias no Brasil, como bem registra a nossa história, o governo federal começou etapas, mas não suportando retirava-se do processo. Ou seja, perguntamos publicamente, estará o Município de Curitiba seguro das vantagens, e seguro das fontes de recurso futuros para a implantação da continuidade do projeto, ou será mais um modal, "perdido" entre outros como uma experiência de quem não tem medo de errar? O povo pagará isso é sempre certo.
Outro ponto que não podemos deixar de mencionar, é o de que esse volume de recursos será em breve gerido ou operado por um pequeno número de pessoas, um grupo privado que irá operar o sistema. Nós do PMDB achamos um abuso. Porque os atuais defensores liberais da privatização de bens públicos e dos serviços públicos, não assumem por sua própria conta e risco, eles mesmos o empréstimo, o custo da obra, e o risco do sistema? Dando no contrair o empréstimo garantias privadas
Preço: Heis aqui uma questão delicada. A urbanista de Porto Alegre, afirmava que 400 micros ônibus levam naquela cidade a mesma quantidade de pessoas que leva a primeira experiência e primeira linha do metrô de Porto Alegre. Assim, os milhões de dólares, segundo a senhora Bianchi, não se justificaram no investimento do metrô, sendo que pequenos ônibus fazem o mesmo serviço e custando 60.000 reais cada um, oferecendo mais mobilidade e conforto por preço infinitamente menor.
Preço elevado. Com o montante total do empréstimo contraído junto ao Japan Bank, se pagássemos 100.000 dólares (que é mais do que custam) por ônibus, poderíamos comprar com aqueles 343 milhões de dólares, nada mais que 3.430 ônibus, quase triplicando a atual frota. Esses treze quilômetros custarão mais caros do que custou a FERROESTE em seus 240 quilômetros, com desapropriações, viadutos, pontes, túneis, terraplanagens, drenagens e aterros mais infra-estrutura. Obra cara a do nosso projeto de metro.
Necessidades futuras e integração dos modais: Germinal Pocca, poderá demonstrar que o número de usuários no sistema, segundo as estatísticas da Prefeitura, permaneceu o mesmo nos últimos dez anos. Se não houve aumento de demanda não houve saturação do sistema, não há porque investir num novo modal a toque de caixa. Ou seja, houve um acréscimo de 500 ônibus, mas o número de usuários permaneceu o mesmo. Cerca de 850.000 passageiros dia.
Como vemos, em primeira hipótese, tal informação poderá indicar que aquele troncal metrô não transportará na prática 180 mil pessoas dia. Salvo, se as estatitisticas da atual prefeitura omitam informação, com a intenção de justificar o elevado preço das tarifas - apresentando maiores custos com mesmo numero de passageiros - ou, o mesmo numero de passageiros é fato verdadeiro, demonstrando assim que a pouca estratégias de aldeamento implantadas em Curitiba possivelmente desafogaram o sistema. Isso seria muito interessante pesquisar. De qualquer modo o sistema coletivo em uso em Curitiba pode ser aperfeiçoado e expandido “ene” vezes sem necessidade de grandes investimentos.
Que uma administração assuma, em nome das administrações futuras, e das gerações futuras, um investimento e um compromisso para ser projetado para vinte ou trinta anos sem discussão com a comunidade, sem dar satisfação a uma das prerrogativas do Legislativo Municipal, que é fiscalizar os atos do Executivo, é que nos assusta. Stênio Jacob, ex. presidente da Sanepar, lembra que a Prefeitura de Lerner, pleiteava 250 milhões de dólares junto ao banco mundial através do Governo do Estado para solucionar a questão do saneamento básico da RMC. Investimentos pesados foram feitos e o problema sobrevive.
Ora, um investimento importantíssimo (os milhões do metrô) e um problema que persiste em Curitiba (o do saneamento básico) precisam ser comparados sim, a cidade tem problemas emergênciais. Criaram-se dívidas desnecessárias, chutamos para longe a possibilidade de resolver esses problemas emergências, e a comunidade pagará mais uma vez pelas conseqüências reais. Mas dirá o técnico, para isso (saneamento) não temos o empréstimo, mas o temos para o metrô. Ora, heis aí o presente de grego, um endividamento atrelado ao futuro de gerações a que vem pesarem aos cofres do município por varias administrações, sem a justificativa de real necessidade para o momento, Uma necessidade comercial que supera os desejos da cidade, uma pressão de “lobistas” sempre em detrimento de obras emergências e do melhor interesse popular. Essa é a questão que alertamos e abrimos para o debate publico.
Alternativas: Muito melhor do que o PMDB a própria prefeitura bem conhece as alternativas. Melhor do que o prefeito conhecem as alternativas os técnicos do IPPUC. Melhor ainda, conhecem as alternativas os ex. presidentes como Alcidino Pereira, Luiz Forte Neto, Osmar Akel, ou gente do ramo como Euclides Rovani, Garrone Reck, Ricardo Betin, Germinal Pocca, José Carlos Xavier, Pedro Álvaro Szasz e tantos outros.
O que queremos é um debate frontal entre esses cidadãos técnicos com os atuais técnicos e os "Mentores do Projeto Metrô”.
Do resultado que vença o melhor para a cidade e para o futuro, sem que os interesses de "lobe” prevaleçam depositando ainda maior peso nas costas e no bolso do cidadão. Discussão clara e jogo limpo. Só isso. ( desculpem todos os erros, eu não vou corrigir).
Wallace Requião de Mello e Silva
Diretório Estadual do PMDB
Presente de Grego.
Um rapaz presenteou a namorada com um filhotinho de cão. A moça que mora em um apartamento com os pais adorou o presente. Passados seis meses o cãozinho pesa 70 quilos e se tornou um problema. Um presente de grego.
Dizem que a expressão presente de grego vem daquele cavalo que a história imortalizou o "Cavalo de Tróia". Um cavalo recheado de espartanas surpresas. Dentro dele, estavam os soldados escondidos em segredo e que invadiram a cidade fortificada.
É possível que o "inocente" metrô ofertado sem discussão como uma boa solução à cidade de Curitiba, seja um presente de grego. É possível, como saber se não discutirmos?. Recheado de surpresas ou, como o filhote de cão citado acima, seja obrigado a crescer tornando-se um problema a ser assumido pelas próximas gerações. Seria um exagero pensar assim?
Durante o Seminário sobre o Sistema de Transporte Coletivo e o Projeto do Metrô - Propostas e Soluções, os expositores iluminaram com muita propriedade diversa aspectos do problema. Mas os defensores do projeto não estavam presentes para o contraditório. Como nós começamos a formar uma opinião mais técnica apoiamo-nos em dois depoimentos: o do Engenheiro de Transportes e ex-presidente do Metrô do Rio, Arnaldo Mouthé e o do Consultor de Engenharia de Transporte e Transito de São Paulo, Pedro Álvaro Szasz.
O primeiro chama a atenção para o fato de que uma vez escolhido o sistema e a tecnologia empregada, dado aos investimentos e as condições técnicas, a cidade se escraviza tecnicamente falando. Uma vez iniciada a implantação de um dado sistema e tecnologia, se os governantes forem responsáveis com o dinheiro publico, estarão obrigados a dar continuidade ao projeto implantando-lhe todas as outras necessárias linhas. A cidade fica escrava dessa tecnologia e sistema. Pior, fica escrava de um investimento, que sendo carta marcada, como disse o expositor, ou seja, tem endereço, nome e CPF, quer dizer o empréstimo esta vinculado à tecnologia. Assim não haverá recurso para outra tecnologia.
Pedro Álvaro, por sua vez, explica que o metrô é um troncal e que como linha tronco de grande vazão precisa ser alimentada com muitas e ágeis linhas alimentadoras e, se assim podemos chamar, desalimentadoras. Carga e descarga do sistema. Ou seja, de nada nos traria vantagem o sistema de grande vazão se ele não for carregado com rapidez e descarregado com rapidez, o que exige obras de vulto e alteração radical do percurso tradicional de linhas alimentadoras (basta olhar o mapa da cidade). Qualquer falha nessa carga e descarga embota a capacidade do sistema e anula as suas vantagens, Grande vazão e economia de tempo.
Bem colocado e bem entendido, o acima exposto, nós podemos fazer uma pequena introdução ao problema e tentar uma ordenação e discussão inicial de fatos. Salvo melhor conhecimento de causa, que, todavia não podemos ter, pois os técnicos do Poder Executivo, responsáveis pelo projeto, lamentavelmente não compareceram ao Seminário, nos obriga então, assim pouco informados, a pensar o caso metrô. Por exemplo: analisando a localização, a capacidade do sistema metrô; o negócio em si; o custo e comparativos; a necessidade futura e as alternativas em razão dos interesses da cidade e a incompatibilidade com sistemas já implantados ou a serem implantados.
Localização: Segundo o arquiteto e ex-presidente do IPPUC Luiz Forte Neto e o diretor de transporte, Germinal Pocca, haveria em Curitiba outros nichos de demanda que poderiam melhor localizar o metrô, no caso o projeto proposto pela atual prefeitura, o tornado momentaneamente útil para a cidade. Todavia os técnicos escolheram um lugar, que já fora pensado muito antes, antes de 1991, e que se incluía na urbanização do trecho da BR 116 que atravessa Curitiba no seu eixo norte-sul. Como vemos, desde muito tempo desejam vender algum tipo de tecnologia japonesa de grande vulto e de grande monta à cidade. Nada contra respeitado o processo que garanta os interesses da cidade. “Primeiro os bondes japoneses anunciados em 1991 pelo técnico do IPPUC Luiz Masaru Hayakawa que se referindo à restruturação da BR 116 diz em “Memória da Curitiba Urbana”, página 226:” A Minha experiência mostra que, quem está num cargo publico, não pode ter medo de errar (desde que o povo pague a conta) Qualquer erro pode ser corrigido. E o Jaime tem, e muito, coragem para ousar . É preciso aproveitar o momento para adotar a decisão. Agora por exemplo, foi o momento do "ligeirinho". E este é o momento do bonde. Não podemos perdê-lo. A estação tubo já é um ensaio para o bonde. E já vimos que dá certo. Se déssemos ouvidos as críticas e não implantássemos a estação tubo teríamos dúvidas sobre a sua eficácia para o bonde. Começaríamos do Zero. Assim, qualquer deficiência poderá ser sanada imediatamente...( depoimento colhido em abril de 1991, passados onze anos nada de bonde graças as críticas bem fundamentadas de setores da oposição, embora persista entre os “lernistas” o desejo de mais essa ousadia com dinheiro publico) e agora inclui-se o metrô de Cassio Tanigushi que são a prova cabal da ousadia com o dinheiro público, ou seja, a ousadia de errar. Seria bom lembrar que lá por 1992 houve uma conjunção do Banestado com um banco Judeu - Holandês, conforme noticiou o Correio de Notícia em 20 de agosto de 1992 , página 11, para viabilizar empréstimos junto ao Japão, aquela estrutura, infelizmente, permite hoje os empréstimos para o metrô como carta marcada .
Nossa opinião é que a escolha do local foi feita de caso pensado, não segundo a necessidade de demanda, nem em previsão dela, pois há intermediariamente o projeto bonde, mas visou à oportunidade de implantar um negócio, e, sobretudo pesou a vitrine publicitária, de tal modo que após a implantação e a publicidade oficial, a linha fique à beira da estrada à vista de grande número de viajantes nacionais e estrangeiros nessa BR que liga o Sul do Brasil, o Uruguai e a Argentina com o Norte e Nordeste brasileiro. Um metrô na vitrine para ser vendido. Pode ser exagero de nossa parte, mas como os técnicos dizem que ele seria mais útil em outros nichos de demanda, tomamos a liberdade de pensar assim. O projeto como bem disse o ex. presidente do Metrô do Rio, é carta marcada. Vindo "oficiosamente” como iniciativa do governo federal, fato que não nos parece real dado aos antecedentes históricos, embute o desejo talvez de venda da tecnologia japonesa em pacote conjunto com a venda da alocação do recurso financeiro por um intermediário, para, quem sabe, todas as cidades do Brasil ou do Cone Sul que comportem ou possam vir a se interessar, pois, via imprensa, o Japão já manifestava em 1992, a intenção de fundar instituto de pesquisa em Curitiba. Perguntamos-nos, pesquisas em que setor, transporte? Nada contra desde que o município tenha uma contrapartida clara e previamente discutida pela Câmara.
Capacidade: Publicação distribuída durante o Seminário nos dá uma boa idéia da capacidade do projeto de metrô. O projeto tem 35 quilômetros e corta a cidade no eixo norte sul desde o Atuba ao terminal CIC Sul. A primeira etapa compreende 13,9 quilômetros. Trata-se de implantação de quatro carros ou vagões com capacidade para transportar 420 passageiros cada com possibilidade de transportar 12.000 pessoas por hora, ou aproximadamente 180.000 pessoas dia. Essa é a capacidade nominal o que não quer dizer que haverá essa demanda para o trajeto. Como já dissemos o troncal metrô deverá ser carregado com rapidez o que mobilizará as linhas da CIC Sul e grande numero de carros ônibus para alimentá-lo e viabilizá-lo. Assim como deverá ser construída à altura do viaduto da Marechal, região conhecida como Autolândia, um terminal de redistribuição - integração sem o que não haverá velocidade de transferência. Se esse projeto inicial tem 13,9 Km, e a segunda etapa deverá completar 35 km, duas vezes e meia maior, (Já estamos falando, se bem entendemos, em algo em torno de 1,1, bilhão de dólares) assim não podemos esquecer que a cidade possui projeto para metro para o eixo Leste Oeste e comportando também mais um troncal Sudoeste Norte, completando um trajeto futuro de mais de cem quilômetros. Ampliado em muito se desejarmos ligar as Regiões Metropolitanas. Iniciado o uso dessa tecnologia devemos pensar num custo de 24 milhões de dólares o quilometro, (deduzidos dos 343 milhões de dólares pelos 13,9 quilômetros iniciais), ou seja, teremos numa perspectiva futura de no mínimo pelo menos (24 x 100 = 24 bilhões de dólares). Some-se a isso a consideração que não deve ser descartada de que como disse o ex. presidente do Metro do Rio: “o metrô não elimina ou diminui na pratica a necessidade de alimentadores ágeis, ou seja, pode desenvolver demanda aumentando o número de carros alimentadores em até três vezes”. E se esses alimentadores forem os bondes? A que preço? Se não forem o problema de poluição continuará e circulação de veículos pode ser prejudicada ou será incrementada. Então, o tempo, que hoje se apresenta como única vantagem já correrá algum risco, pois, se o metrô como está sendo proposto terá de ser alimentado por estações intermediárias no percurso deixando de ser propriamente um tronco de alta demanda, ou seja, será, salvo melhor explicação, diminuída em muito, por essas estações intermediárias, a sua velocidade de transporte como demonstra Pedro Álvaro. Cai por terra à vantagem da velocidade principal argumento em favor de investimentos bilionários.
O negócio em si: O negócio parece bom. Sem discutir os preços pode-se dizer como diz o povo: cavalo dado não se olha os dentes. Mas não é verdade. Cavalo doente pode ser um prejuízo monumental e devemos sim analisar muito bem o presente. O fato de 60% de o empréstimo ser contratado pelo governo federal nessa primeira etapa, não garante para as futuras, que teremos garantias de que os empréstimos serão garantidos pelo governo federal. Assim, como dinheiro federal, e é preciso lembrar, acaba sendo pago por todos os brasileiros, do Amazonas ao Rio Grande, mais responsabilidades temos diante do projeto, pois um sergipano esta contribuindo com a nossa ousadia. Lembre dos processos de implantação das ferrovias no Brasil, como bem registra a nossa história, o governo federal começou etapas, mas não suportando retirava-se do processo. Ou seja, perguntamos publicamente, estará o Município de Curitiba seguro das vantagens, e seguro das fontes de recurso futuros para a implantação da continuidade do projeto, ou será mais um modal, "perdido" entre outros como uma experiência de quem não tem medo de errar? O povo pagará isso é sempre certo.
Outro ponto que não podemos deixar de mencionar, é o de que esse volume de recursos será em breve gerido ou operado por um pequeno número de pessoas, um grupo privado que irá operar o sistema. Nós do PMDB achamos um abuso. Porque os atuais defensores liberais da privatização de bens públicos e dos serviços públicos, não assumem por sua própria conta e risco, eles mesmos o empréstimo, o custo da obra, e o risco do sistema? Dando no contrair o empréstimo garantias privadas
Preço: Heis aqui uma questão delicada. A urbanista de Porto Alegre, afirmava que 400 micros ônibus levam naquela cidade a mesma quantidade de pessoas que leva a primeira experiência e primeira linha do metrô de Porto Alegre. Assim, os milhões de dólares, segundo a senhora Bianchi, não se justificaram no investimento do metrô, sendo que pequenos ônibus fazem o mesmo serviço e custando 60.000 reais cada um, oferecendo mais mobilidade e conforto por preço infinitamente menor.
Preço elevado. Com o montante total do empréstimo contraído junto ao Japan Bank, se pagássemos 100.000 dólares (que é mais do que custam) por ônibus, poderíamos comprar com aqueles 343 milhões de dólares, nada mais que 3.430 ônibus, quase triplicando a atual frota. Esses treze quilômetros custarão mais caros do que custou a FERROESTE em seus 240 quilômetros, com desapropriações, viadutos, pontes, túneis, terraplanagens, drenagens e aterros mais infra-estrutura. Obra cara a do nosso projeto de metro.
Necessidades futuras e integração dos modais: Germinal Pocca, poderá demonstrar que o número de usuários no sistema, segundo as estatísticas da Prefeitura, permaneceu o mesmo nos últimos dez anos. Se não houve aumento de demanda não houve saturação do sistema, não há porque investir num novo modal a toque de caixa. Ou seja, houve um acréscimo de 500 ônibus, mas o número de usuários permaneceu o mesmo. Cerca de 850.000 passageiros dia.
Como vemos, em primeira hipótese, tal informação poderá indicar que aquele troncal metrô não transportará na prática 180 mil pessoas dia. Salvo, se as estatitisticas da atual prefeitura omitam informação, com a intenção de justificar o elevado preço das tarifas - apresentando maiores custos com mesmo numero de passageiros - ou, o mesmo numero de passageiros é fato verdadeiro, demonstrando assim que a pouca estratégias de aldeamento implantadas em Curitiba possivelmente desafogaram o sistema. Isso seria muito interessante pesquisar. De qualquer modo o sistema coletivo em uso em Curitiba pode ser aperfeiçoado e expandido “ene” vezes sem necessidade de grandes investimentos.
Que uma administração assuma, em nome das administrações futuras, e das gerações futuras, um investimento e um compromisso para ser projetado para vinte ou trinta anos sem discussão com a comunidade, sem dar satisfação a uma das prerrogativas do Legislativo Municipal, que é fiscalizar os atos do Executivo, é que nos assusta. Stênio Jacob, ex. presidente da Sanepar, lembra que a Prefeitura de Lerner, pleiteava 250 milhões de dólares junto ao banco mundial através do Governo do Estado para solucionar a questão do saneamento básico da RMC. Investimentos pesados foram feitos e o problema sobrevive.
Ora, um investimento importantíssimo (os milhões do metrô) e um problema que persiste em Curitiba (o do saneamento básico) precisam ser comparados sim, a cidade tem problemas emergênciais. Criaram-se dívidas desnecessárias, chutamos para longe a possibilidade de resolver esses problemas emergências, e a comunidade pagará mais uma vez pelas conseqüências reais. Mas dirá o técnico, para isso (saneamento) não temos o empréstimo, mas o temos para o metrô. Ora, heis aí o presente de grego, um endividamento atrelado ao futuro de gerações a que vem pesarem aos cofres do município por varias administrações, sem a justificativa de real necessidade para o momento, Uma necessidade comercial que supera os desejos da cidade, uma pressão de “lobistas” sempre em detrimento de obras emergências e do melhor interesse popular. Essa é a questão que alertamos e abrimos para o debate publico.
Alternativas: Muito melhor do que o PMDB a própria prefeitura bem conhece as alternativas. Melhor do que o prefeito conhecem as alternativas os técnicos do IPPUC. Melhor ainda, conhecem as alternativas os ex. presidentes como Alcidino Pereira, Luiz Forte Neto, Osmar Akel, ou gente do ramo como Euclides Rovani, Garrone Reck, Ricardo Betin, Germinal Pocca, José Carlos Xavier, Pedro Álvaro Szasz e tantos outros.
O que queremos é um debate frontal entre esses cidadãos técnicos com os atuais técnicos e os "Mentores do Projeto Metrô”.
Do resultado que vença o melhor para a cidade e para o futuro, sem que os interesses de "lobe” prevaleçam depositando ainda maior peso nas costas e no bolso do cidadão. Discussão clara e jogo limpo. Só isso. ( desculpem todos os erros, eu não vou corrigir).
Wallace Requião de Mello e Silva
Diretório Estadual do PMDB
Metrô em foco.
Metrô uma decisão a ser considerada.
Hoje sei que a cidade de Paris tem Metrô, mas não tem adequado sistema de esgoto. Paris tem graves dificuldades com o abastecimento de água e com o esgoto, mas tem um metrô considerado histórico. Vaidade da capital francesa? Não sei. A cidade Luz tem problemas, mas têm Metrô
Curitiba prepara-se para “receber” o seu Metrô, e como Paris tem ainda, graves problemas com a coleta de esgotos. Vaidade de Curitiba? Não sei.
“““ “““ Não me parece ser algo descabido discutir esta questão e comparar alguns custos de soluções de problemas imediatos da cidade com a obra do “Metrô Curitibano”, ainda que os técnicos digam:” Para o Metrô temos financiamento, para o esgoto não”. Ou seja, não há porque discutir dizem eles.
Nosso Metrô tem um orçamento para sua execução na ordem de 343 milhões de dólares. Como a linha experimental que será implantada mede 13,9 Km, treze vírgula nove quilômetros, teremos um custo aproximado de 24 milhões de dólares o quilômetro. Isso é uma obra cara? Ainda não sei. Como comparar? Com que valores nós poderíamos comparar esse orçamento para saber se a obra é cara ou não?
Fui procurar em meus arquivos e encontrei o seguinte: Correio de Noticias de 28 de fevereiro de 1993: “Governo do Estado prevê 365 milhões de dólares para duplicação da “Rodovia da Morte” ( BR 376/101 estrada de Joinville)”. Encontrei também em 6 de outubro de 92: “Paraná empresta 300 U$ milhões do BIRD para Educação, projeto para ser aplicado em 4 anos”; encontro em 29 de dezembro de 1992: “Estado aplica 14 U$ milhões na agricultura para preservação e conservação do solo”. Vejo ainda: 6 de janeiro de 1992: “BIRD diz que vai emprestar 400 U$ milhões para duplicação da BR 101/ 376”( Joinville), empréstimo que acabou não se concretizando e o governo do estado executou a obra com recursos próprios. Num caderno nacional, prestem a atenção, encontrei registrado em 30 de janeiro de 1992: “Brasil tem acordo com o Japão e emprestam 2 5 U$ Bilhões dos quais 180 U$ milhões estão destinados a construção do Metrô de Fortaleza”. Finalmente encontro em 23 de março de 1993 a seguinte notícia: “Governo do Estado libera verba para reinicio da construção do Contorno Norte, o trecho entre a BR 277 e a Rodovia dos Minérios custará U$ 9 milhões tendo 14 quilômetros; e o trecho Colombo - Castelo Branco custará 10,2 U$ milhões tendo 11,9 quilômetros.
Como vemos os 13 quilômetros do “Metrô Curitibano” custará o dobro do que custou o Metrô de Fortaleza. A surpreendente relação de equivalência (a estrada U$ 365 milhões e o Metrô U$ 343 milhões) encontrada entre a duplicação da estrada de Joinville que têm trechos de pista dupla e engenharia de infra estrutura em etapas de mais de 100 quilômetros denuncia por si só o excessivo custo de nosso Metrô. Posso dizer também que com esse dinheiro, 343 milhões de dólares poderiam aplicar pelo menos 25 vezes mais o que o governo aplicava em conservação e preservação de solo em algum período de 1992, ano em que a agricultura obteve especial atenção do governo. Finalmente poderemos observar que com o preço de apenas um quilômetro do Metrô (24 U$ milhões) poderíamos construir 23,1 Km de Contorno Norte, ou seja, com o valor total de implantação da linha experimental do Metrô, 343 U$ milhões, faríamos mais de 310 km de vias contorno. Nesse novo contorno daríamos com folga pelo menos três voltas na cidade de Curitiba. Comparativamente a obra do Metrô é cara. Segundo o Seminário levado a termo na Câmara Municipal é também de aplicabilidade discutível.
Passo para você, amigo, a palavra. Manifeste-se.
Wallace Requião de Mello e Silva
Hoje sei que a cidade de Paris tem Metrô, mas não tem adequado sistema de esgoto. Paris tem graves dificuldades com o abastecimento de água e com o esgoto, mas tem um metrô considerado histórico. Vaidade da capital francesa? Não sei. A cidade Luz tem problemas, mas têm Metrô
Curitiba prepara-se para “receber” o seu Metrô, e como Paris tem ainda, graves problemas com a coleta de esgotos. Vaidade de Curitiba? Não sei.
“““ “““ Não me parece ser algo descabido discutir esta questão e comparar alguns custos de soluções de problemas imediatos da cidade com a obra do “Metrô Curitibano”, ainda que os técnicos digam:” Para o Metrô temos financiamento, para o esgoto não”. Ou seja, não há porque discutir dizem eles.
Nosso Metrô tem um orçamento para sua execução na ordem de 343 milhões de dólares. Como a linha experimental que será implantada mede 13,9 Km, treze vírgula nove quilômetros, teremos um custo aproximado de 24 milhões de dólares o quilômetro. Isso é uma obra cara? Ainda não sei. Como comparar? Com que valores nós poderíamos comparar esse orçamento para saber se a obra é cara ou não?
Fui procurar em meus arquivos e encontrei o seguinte: Correio de Noticias de 28 de fevereiro de 1993: “Governo do Estado prevê 365 milhões de dólares para duplicação da “Rodovia da Morte” ( BR 376/101 estrada de Joinville)”. Encontrei também em 6 de outubro de 92: “Paraná empresta 300 U$ milhões do BIRD para Educação, projeto para ser aplicado em 4 anos”; encontro em 29 de dezembro de 1992: “Estado aplica 14 U$ milhões na agricultura para preservação e conservação do solo”. Vejo ainda: 6 de janeiro de 1992: “BIRD diz que vai emprestar 400 U$ milhões para duplicação da BR 101/ 376”( Joinville), empréstimo que acabou não se concretizando e o governo do estado executou a obra com recursos próprios. Num caderno nacional, prestem a atenção, encontrei registrado em 30 de janeiro de 1992: “Brasil tem acordo com o Japão e emprestam 2 5 U$ Bilhões dos quais 180 U$ milhões estão destinados a construção do Metrô de Fortaleza”. Finalmente encontro em 23 de março de 1993 a seguinte notícia: “Governo do Estado libera verba para reinicio da construção do Contorno Norte, o trecho entre a BR 277 e a Rodovia dos Minérios custará U$ 9 milhões tendo 14 quilômetros; e o trecho Colombo - Castelo Branco custará 10,2 U$ milhões tendo 11,9 quilômetros.
Como vemos os 13 quilômetros do “Metrô Curitibano” custará o dobro do que custou o Metrô de Fortaleza. A surpreendente relação de equivalência (a estrada U$ 365 milhões e o Metrô U$ 343 milhões) encontrada entre a duplicação da estrada de Joinville que têm trechos de pista dupla e engenharia de infra estrutura em etapas de mais de 100 quilômetros denuncia por si só o excessivo custo de nosso Metrô. Posso dizer também que com esse dinheiro, 343 milhões de dólares poderiam aplicar pelo menos 25 vezes mais o que o governo aplicava em conservação e preservação de solo em algum período de 1992, ano em que a agricultura obteve especial atenção do governo. Finalmente poderemos observar que com o preço de apenas um quilômetro do Metrô (24 U$ milhões) poderíamos construir 23,1 Km de Contorno Norte, ou seja, com o valor total de implantação da linha experimental do Metrô, 343 U$ milhões, faríamos mais de 310 km de vias contorno. Nesse novo contorno daríamos com folga pelo menos três voltas na cidade de Curitiba. Comparativamente a obra do Metrô é cara. Segundo o Seminário levado a termo na Câmara Municipal é também de aplicabilidade discutível.
Passo para você, amigo, a palavra. Manifeste-se.
Wallace Requião de Mello e Silva
sábado, 13 de dezembro de 2008
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