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sábado, 15 de agosto de 2009

Porto de Paranaguá.

Carros Fox fabricados em São Paulo exportados por Paranaguá.







Estacionamento de caminhôes fora da área portuaria.


Silo público.




Vista aérea geral.







Navio Draga em posição.












Terminal Publico de Alcool.












Vista de Paranaguá desde grande altura.








Terminal público de Alcool







Vista tomada desde o mar.











Vista aérea do conjunto portuário.











sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Companhia Vale do Rio Doce.

Vale do Rio Doce, outro pulo do gato?
via grupog23 de Grupo G23 em 29/08/08

Vale do Rio Doce: O pulo do Gato.

Estou um tanto desatualizado quanto ao andamento da temática Companhia Vale do Rio Doce. Quero deixar claro que quando estiver definida a data do plebiscito, vou votar pela reestatização da companhia. Todavia, por ter feito, a pedido do Deputado Federal Maurício Requião, em 1996, rigoroso texto baseado em densa pesquisa sobre a companhia, quero alertar a possibilidade de haver, embutido, também, nesse momento, outro “pulo do gato” na reestatização da companhia.
Salvo melhor informação, quero aqui externar minha preocupação. Como a Vale foi uma estatal, digamos positivamente monopolista do setor, pois segundo a Constituição Brasileira, nosso subsolo e suas riquezas pertencem à União, nada mais justo que o Estado, provido de recursos próprios, ou seja, recurso do povo explore maximamente as riquezas, distribuindo os lucros, que, por definição, pertencem ao conjunto da população brasileira, a União Brasileira.
Sendo assim, a Companhia Vale, acumulou, em 30 anos como estatal, sob sua responsabilidade a grande maioria de direitos sobre as jazidas brasileiras, direitos de pesquisa e direito de lavra. Ou seja, sem exagero, a Companhia, salvo pequenas exceções, detinha o direito de exploração de, digamos; 80% de todas as riquezas brasileiras. Privatizada a Companhia Vale esse direito, mesmo pertencendo à União, passou aos privados, “compradores da companhia”. Ou seja, 80%, mais os 20% que já era explorada por privados, significou a privatização de todas as riquezas do subsolo nacional, exceptuando-se, apenas, aquilo que era reservado à Petrobrás. Mais fácil e mais seguro, seria assegurar os direitos sobre as jazidas. Elas é que é a VERDADEIRA RIQUEZA.
Uma matéria datada de 12 de junho de 2007, assinada por Ricardo Balthazar, no jornal Valor Internacional, titulada “Para poder competir, America Latina deve melhorar infra-estrutura” me chama a atenção. Se lermos o livro de Eduardo Galeano, “Veias Abertas da America Latina”, notamos que as riquezas do subsolo de toda a America do Sul, quiçá, também da Central, foram sempre exploradas pelo capital privado a serviço do interesse de nações estrangeiras, há exemplo, como o que foi feito também com a África, restando para aqueles povos e para os nossos apenas a pobreza. Então, Ricardo Balthazar nos alerta, que agora, quando há uma crise de matéria prima, incluindo os energéticos foceis, no “Primeiro Mundo”, ou mundo desenvolvido, eles nos vendem o discurso que devemos investir recursos públicos, contratados pelo nosso governo junto aos diversos “serviços” de credito internacional, para criar infra-estrutura de exportação, para melhorar e facilitar o saque. Ora, isso pode estar acontecendo também com a Companhia Vale. Pois no momento em que os privados precisam investir em infra-estrutura, eles “permitem” a reestatização, pois as jazidas, que é o que interessa, já estariam deslocadas para o domínio privado. Assim, nós os brasileiros retomaríamos as estruturas da companhia, portos, navios, ferrovias, já mais ou menos sucatados, onde sem duvida alguma, é preciso investimentos monstruosos. Ora, nós, novamente nos endividaríamos, a todos, para, em seguida. Premidos pela dívida, entregarmos ou continuaríamos entregando, a preço vil, as nossas riquezas ainda restantes, e transportando para eles, à custa da fome do povo, constituindo nisso, e somente nisso, a tão falada “competitividade” propagada, e alertada nas entrelinhas por Ricardo Balthazar. A responsabilidade de construir a infra-estrutura de exportação ficaria conosco, a infra-estrutura de circulação interna, a distribuição das riquezas, e desenvolvimento tecnológico, o aumento do poder aquisitivo do povo, a educação, ficaria, como sempre, para o futuro.
Alerto para a necessidade de uma analise mais apurada do domínio das jazidas. O simples domínio e controle das jazidas pelo Governo Federal recuperam, ou facilita a recuperação, para nós, povo brasileiro, com o definitivo resgate pela “anulação”, ou seja, pela declaração de nulidade da “privatização” da Companhia Vale do Rio Doce.

Wallace Requião de Mello e Silva.
Para o G 23 .



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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A redescoberta dos mares.


A descoberta dos mares.
Incrível.
Tenho observado que num país com 8.500 quilômetros de costas, infinitas praias marinhas e portos naturais, o povo não tenha consciência dos mares, nem projetos marítimos, nem aspirações marinhas, nem consciência dessa riqueza imensa, nem memória de sua história marinha, nem currículo escolar que trate do assunto, nem aspirações de comercio marítimo, ou profissões marítimas de nível superior, ou sonhos de expansão marítima econômica e sustentável. O caso seria, talvez, perguntar o motivo disso tudo?
O Estado brasileiro, sua economia, seu sistema de ensino têm que acordar para os mares.
Jose Bleger é um psicanalista argentino. Ele escreveu um raro livro: A Analise Institucional. Nele ele aborda as instituições, as organizações como se fosse personalidades em relacionamento uma com as outras, e através dos conceitos psicanalíticos tenta “tirar” suas conclusões sobre a dinâmica das instituições (maturidade, imaturidade, coerência intra psíquica, reciprocidade e justiça em suas relações, por exemplo.). O sentido é amplo de mais para tratar aqui, no entanto, poderíamos perguntar, qual é a do Estado Brasileiro? Como ele se relaciona, com os outros países fronteiriços, como ele se relaciona com o mar, e através dele (do mar) com os países longínquos em outros continentes.
Não vou tentar uma resposta, mas essa flagrante cegueira histórica do povo brasileiro para o mar é algo que deve ser estudado. Nós vemos o mar, pelo menos a maioria de nós, o vê como laser, beleza para os olhos. Consideramos a Marinha Armada, algo longínquo e desnecessário. A Marinha Mercante como coisa de grandes potências. As profissões marinhas, como a de pescador, são vistas como profissões menores, sem perspectiva econômica, ou mobilidade social. Jamais pensamos nas profundidades da águas e suas riquezas e mistérios. Jamais pensamos nas indústrias marinhas. Isso é assunto para empresas petroleiras, armadores multibilionários, assuntos alheios ao nosso cotidiano de “seres telúricos” e cidadãos obedientes.
O Mar, no entanto, tão amado e explorado, aproveitado e estudado por outros povos de território exíguo, começa a impor-se aos brasileiros. Todavia as dificuldades ainda são grandes. Todos querem ter um carro, quem quer ter um barco? Ou submarino? Ou uma sonda de profundidade? Quem que trabalhar no mar, ou do mar viver? Quem quer explorá-lo, ou nele comerciar? Quem quer estudá-lo? Quem imagina Grandes Lojas Navegantes repletas de produtos brasileiros viajando os mares, vendendo a cultura, o estilo brasileiro, seus produtos, a música, as artes nacionais, os saberes e sabores, o turismo e a alegre comunicação do brasileiro? Divulgando o Brasil, não vendendo o Brasil.
O transporte marítimo foi e é a base econômica de muitas nações e grupos econômicos fortíssimos, mas nós brasileiros parecemos ignorar isso tudo. Nós não queremos ser forte? Não queremos navegar?Não queremos lembrar que somos filhos de aventureiros, piratas, corsários, e predadores do mundo alheio. É melhor, então, nos considerar escravos, filhos de escravos, de índios arredios às novidades, de mansos empregados do capital alheio, e assim continuar, do que assumir o protagonismo da história universal?
Somos produtores de ferro e cimento, e o concreto e o aço, hoje, são as bases de construção de grandes cargueiros transoceânicos. O Paraná, por exemplo, produz cimento em quantidade. E ferro em quantidade. Possui na orla das suas baías espaço e profundidade pára operar e desenvolver estaleiros para construção de grandes navios feitos de cimento ou aço. Temos madeira, resinas e metais, e tecnologia, e combustíveis alternativos, além do antigo carvão mineral, para desenvolver uma forte prática de transportes fluviais e marítimos. Somos grandes produtores de alimento e grandes exportadores, e não nos interessamos pela construção de Navios, ou em explorar o comércio marítimo a nível universal. Estranho. É antinatural. Não é funcional. É pouco racional. Queremos enfiar a mão na terra, mas não queremos enfiar a mão no mar. É isso?
Quando?... Eu fico me perguntado, quando nós brasileiros construiremos os tais ”Grandes Barcos” em numero suficiente e os colocaremos no mar. Viemos pelo mar, do mar viemos, e por um fenômeno que não sei entender, negamos o mar, negamos a nossa relação com ele, negamos as nossas origens ultramarinas, nossa história de transbordos. Negamos as fazendas marinhas, (possíveis nas enseadas) com imensas criações de peixes e mamíferos marinhos. Negamos a agro-marinha. Negamos o mar, fonte de riquezas como o sal, a água potável, as chuvas, os vegetais comestíveis, proteínas de peixe e mamíferos marinhos, potencial de energia descomunal, depuração ambiental constante, e superfície coberta de três quartas partes do planeta. Essa imensidão não nos interessa? Não acredito. Estamos dormindo?
Solicito às televisões, escolas e outros meios de comunicação, que despertem para o mar. O mar do comercio nacional. O mar do comercio internacional. O mar da pesca. O mar do laser. O mar das criações. O mar do esporte. O mar da energia. O mar das soluções alimentares. O mar do repovoamento. O mar das comunicações entre os continentes. O mar do turismo. O mar da renovação do ar. O mar dos submarinos seres. O mar das relíquias históricas. O mar dos grandes transportes. O mar do petróleo submerso. O mar das cidades flutuantes. O mar das cidades submersas. O mar das minas. O mar evaporado em águas doces. O mar fonte principal das chuvas. O mar das chegadas e das partidas. O mar do hidrogênio. O mar congelado. O mar revoltoso. O mar imenso como o desconhecido dos homens.

Wallace Requião de Mello e Silva.
Para o G 23 de Outubro.
Defendendo o Brasil.