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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A FAS, finge que faz..




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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Obrigado Japão pelas vistas.

我々は、日本からは、G 23訪問に感謝感謝


Postado por andre Rodrigues.
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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Petróleo na Amazônia X

Nesse ultimo artigo, eu piso em ovos. Tomarei todo o cuidado para não se mal interpretado.
Digamos que o petróleo estivesse nos seus últimos suspiros, e os EUA descobrisse uma enorme jazida em suas terras ou águas territoriais, a pergunta é: Eles chamariam o Brasil, a Inglaterra, a França, para em concessão, contrato de risco ou partilha, explorá-la?
Você já ouviu o Brasil reivindicar direitos sobre o petróleo, peruano, boliviano, venezuelano? Então porque achamos natural que outras nações tenham direitos sobre as nossas jazidas? EUA quer comprar óleo, paguem por ele, não foi o que fizemos sempre?
Você já viu postos de gasolina com bandeiras venezuelanas, peruanas, bolivianas, argentinas no Brasil? Então me expliquem o porquê somente as grandes companhias de petróleo têm essa reserva de mercado em nosso país? O que seria mais justo, termos em nome da integração bandeiras brasileiras naqueles países vizinhos e permiti-las no Brasil, ou, continuar “vendendo”( concedendo, partilhando) nosso petróleo para as nações ricas?
A descoberta do Pré Sal, retira o petróleo da categoria de riquezas não renováveis, e, portanto finitas? Então porque esse: Oba, Oba para explorá-las e comercializá-las? Qual, de que volume são as nossas reservas estratégicas, qual a necessidade Brasileira para os próximos 100 anos?
Quando o Ministro de Minas e Energia e o atual presidente da Petrobrás, em encontro Nacional, se apóiam em “Informações da Imprensa” para fundar a justificativa de investimentos na ordem de um quarto de trilhão de dólares, não há algo de errado nisso? Planejam sob suposição?
E se as jazidas não corresponderem ao esperado, o país ficará com essa divida? Ou eles, os recurso serão tomadas junto aos investidores estrangeiros que hoje, possuem 50% pouco mais pouco menos, das ações da Petrobrás?
Não responderei as perguntas feitas. Mas te pergunto algo um pouco mais grave, o uso da mulher. Você prefere fazer uso da sua mulher, prefere ter um uso compartilhado (promiscuo), ou dar carta de repudio (divórcio) a ela para que em concessão outro faça uso dela? Como, em que medida, você terá responsabilidades sobre os frutos do uso de sua mulher?
Quando temos a jazida (mulher), a broca (tecnologia e competência), e óleo e gás (fruto da jazida) o que seria o mais prudente? Monopólio (matrimonial), parceria (promiscuidade), arrendamento e concessão de uso (perda de soberania sobre a mulher, a jazida).
O interesse da Nação deve ser preservado, fiscalizado e exigido pelo Estado, a União. Ora, mas num Estado Democrático e Representativo, o Estado deve ser fiscalizado pelo povo, diretamente, ou representativamente. Quando não há presença de povo, não há fiscalização dos atos do Estado, e, portanto o Estado pode, ou não, estar cuidando dos interesses da Nação. Um poço de petróleo no meio do mar, ou isolado no meio da selva amazônica, pode ou não, informar o quanto esta produzindo. Não há o olho popular sobre os fatos. Uma empresa, seja ela estatal ou não; pode estar produzindo e comercializando muito mais do que está contabilizando, e isso estará ocorrendo longe dos olhos do povo e de seus representantes, e até de seus técnicos e operários, que não podem, por falta de instrumentação adequada, aquilatar a produção. Isso é uma hipótese real, que se aplicada ao petróleo, riqueza das mais cobiçadas, que tem “permitido” que países invadam países, não pode ser desprezada. O Petróleo pode desde muitas décadas estar sendo evadido e sonegado. Seja no mar, seja em terra. No entanto essa riqueza pertence constitucionalmente a União e, portanto, por princípio, a todos os brasileiros. Sonegá-las, e vende-las simplesmente, é e será sempre desguarnecer e desrespeitar os interesses da Nação Brasileira e o seu futuro. O Óleo Brasileiro, aqui deveria ser refinado, aqui armazenado, e aqui, em liberdade, ser vendido na medida dos interesses nacionais. Essa a verdade dura e crua, que seria usada por qualquer país Petro-dependente. Menos pelo Brasil, que parece ser o país mais cristão entre todos os países do planeta, todos podem vir partilhar promiscuamente ( não que o cristianismo ensine isso), embora, nenhum país nos permita partilhar nada, a não ser ao custo de dependência econômica, escravização do povo e endividamento da Nação.
Eu quero reproduzir aqui um trecho dessa longa e muito bem escrita matéria já disponibilizada, em inteiro teor, em um de nossos Blogs, de autoria do ex chefe do SNI da Amazônia, e ex. Adido Militar do Brasil no Peru e Bolívia, Cel. Roberto Monteiro de Oliveira, um velho guerreiro.

“Coerente com a sua própria lógica interna, esta NOVA IDEOLOGIA é necessariamente antinacionalista, como o comprova a insistente pregação dos seus corifeus, orquestrando as teses indemonstradas da inexorabilidade e excelência da ”globalização”, da interdependência entre as Nações, da “soberania relativa”, e/ou da “administração compartilhada”, e de outras teses correlatas que negam, ou extenuam, alguns dos conceitos e valores essenciais à sobrevivência do Estado e da Nação, tais como a SOBERANIA, a INDEPENDÊNCIA, a UNIÃO NACIONAL, a autodeterminação dos povos, etc., e onde já se inclui até mesmo - ainda de forma velada e oblíqua - a dissolução das Forças Armadas ou a modificação de sua destinação constitucional. Essas teses heterodoxas, os ideólogos da ”globalização” as vêm repetindo “ad nauseam”, através dos Órgãos de Comunicação de Massa (OCMs) internacionais e nacionais, por intermédio dos quais eles difundem, usando processos dialéticos, os conceitos, valores e proposições pragmáticas que induzem à aceitação, sem reações ou objeções, das teses internacionalistas que, afinal, irão facilitar o domínio das NAÇÕES PRINCIPAIS sobre as NAÇÕES PERIFÉRICAS ou SECUNDÁRIAS, entre estas o Brasil”.

Esse genial texto do Coronel, disponibilizado em um de nossos Blogs sob o título SIVAM E AS AMEAÇAS POTENCIAIS A SOBERANIA BRASILEIRA DA AMAZÔNIA, nos diz apenas uma coisa, nós mais uma vez estamos sendo “enquadrados”, portanto, aqui nos bastidores, eu não posso aquilatar, se os partilhamentos (promiscuidade) sobre o petróleo brasileiro são o resultado de uma “Curra”, uma violência comercial, ou armada, que nos levaria a uma situação parecida com a do Iraque, ou seja, entregamos os anéis (petróleo) para não entregar - mos os dedos, ou diferentemente, essa entrega desavergonhada vem de uma índole desavergonhada, cafetina, orgástica que faz da própria mulher meio de ganhar a vida. A verdade sobre o petróleo Brasileiro é a revelação de uma dura realidade: Somos ou não, uma nação SOBERANA?

Simples idéias para os próximos presidentes?

Simples idéias para os próximos presidentes do BRASIL.
O Brasil possui hoje, além dos oito milhões de quilômetros quadrados em terras secas, mais 3,4 milhões de terras submersas sob sua jurisdição, ampliáveis para 4,4 milhões de quilômetros quadrados de terras submersas e oceanos.
A pergunta que eu faço é qual o percentual de jovens brasileiros sendo formados para as profissões exercidas diretas ou indiretamente nas águas? Qual o percentual de cursos universitários que preparem para o exercício científico dessas profissões? Qual o nível de interesse dos empreendedores brasileiros no que diga respeito aos oceanos e as terras submersas brasileiras.
Finalmente qual o nível de consciência da opinião publica sobre a importância dessas riquezas incomensuráveis.
O mar, senhores, não diz respeito só a pesca, o laser e o turismo. O mar diz respeito ao transporte e comércio exterior. O mar ditas regras sobre as profissões portuárias. O mar indica profissões ligadas à engenharia naval, a siderurgia, a eletronica e eletrotécnica. O mar exige frotas militares armadas e redireciona a Ideologia de Segurança Nacional. O mar e suas terras submersas produzem petróleo, sal e outros minerais considerados estratégicos. O mar pode acomodar cidades flutuantes, e flutuantes universidades de pesquisa. O mar, como a terra seca, permite a criação de fazendas de animais mamíferos marinhos e peixes e outras espécies marinhas. O mar esconde segredos. O mar exige o preparo de advogados peritos em direito naval e comercial marítimo e internacional. O mar exige mergulhadores e pesquisadores submarinos. O mar exige sinalizações precisas. O mar produz, por fotossíntese mais de 80% do oxigênio do globo. O mar exige alta capacitação na condução de navegação de cabotagem e longo curso. O mar não pode ser o grande esgoto da humanidade. Todos os minerais encontráveis em terras secas são também encontráveis no mar, e nos oceanos que cobrem ¾ de planeta. Bem eu não vou tentar exaurir a questão que é imensa, mas já podemos ver que o brasileiro, e o Governo Brasileiro, não têm olhado para o mar, suas relações com o homem, a indústria e a ciência relacionada ao mar, sua defesa e fiscalização, seu estudo e pesquisa com a proporção que ele tem representado na vida nacional desde a sua descoberta.

Cremos que cabe anexo ao Ministério da Marinha, um Ministério multifacetado, como uma interface de ligação das ciências do mar, à formação da juventude brasileira nas profissões marinhas, e nas suas relações de exercício em terra firme.
Eduardo Requião quando superintendente do Porto de Paranaguá, projetou, mas não pode viabilizar, uma Universidade Latino Americana de Profissões Portuarias, nas belíssimas instalações do antigo e abandonado Porto Matarazzo em Antonina.

Quando se pensou, eu te pergunto, em construir as grandes Plataformas Marítimas de Comércio? Navios Shopping, que navegam com amostras da produção brasileir pelo mundo, divulgando o nosso comercio, a nossa industria, o nosso turismo, o nosso povo, a nossa produção agricola. Quando? Navios equipados com telecomunicações de ponta, e representação diplomatica, para ordenar pedidos de todas as especies possíveis. ( ver nesse Blog texto: As Grandes Plataformas de Comércio Maritimo.)

Parece pouco, mas apenas esse olhar frontal, poderá nos despertar, pois que sendo o Brasil o maior produtor e exportador de diversos tipos de grãos, os transporta por mar num índice de nacionalização igual a ZERO, ou seja, sem navios brasileiros, equipagens brasileiras, sem nave peças brasileiras ( industria de manutenção de navios), sem interesse nesse seguimento. Gastamos pouco mais de 20 bilhões de dólares em frete marítimo... Enquanto os brasileiros dormem em berço esplêndido, como canta o nosso Hino Nacional, cegos para essa realidade. Parte da produção de exportação, parte dos royalties do petróleo e do gás, parte da arrecadação dos 40 portos brasileiros, parte do lucro da industria automotiva, da industria siderurgica, deverá fomentar a Indústria Naval Mercante e de Guerra em solo brasileiro.( ver nesse Blog: Os desmanches de navios na India)
Quanto o Brasil gasta, por exemplo, eu me pergunto, com a exportação de petróleo, aço, minério de ferro, alumínio e madeira de lei? Quanto gasta com o que importa?Quanto investe em navegação fluvial? Que mapeamento econômico o Brasil tem de seus mares e rios navegáveis? Quando em que tempo o Governo contratou as universidades e tecnicos para fazer esse mapeamento?
Há muito a fazer pelo "Brasil Submerso". Como o chama a Marinha do Brasil: A Amazônia Azul.

OBS melhorar esse texto com pesquisa de dados mais relevantes. É obvio, como não sou um perito no assunto, que muita dessas coisas já estejam em andamento ou existam. Mas um indice ZERO no transporte marinho, é mais do que vergonha nacional, é OMISSÃO CRIMINOSA.

domingo, 25 de outubro de 2009

O Petróleo na Amazônia IX



Espetacular.
Cada dia mais eu acredito na Providência Divina. Não que ela seja um socorro providencial para resolver nossos problemas do dia a dia, mas é um socorro providencial para construção do bem. E quando a construção do bem converge para a solução de nossos pequenos problemas, também é um socorro pessoal. Por isso se diz, cuide das coisas de Deus (o construtor do Bem) que ele providenciará as tuas. O Bem construido te socorrerá.


Recebi de meu irmão mais novo, o Conselheiro Mauricio Requião, um raro exemplar, colhido entre a coleção de obras raras da Biblioteca Nacional, edição de 1951.


Ao abrir o volume, já na página 7, e logo adiante, na página 41, me surpreendi com um curioso texto que tratava da Constituição de um Condomínio Internacional sobre o Rio Amazonas. Vejam que há gente que tenta por todos os meios ( agora se compreende o porque) esconder essas tentativas de internacionalização das riquezas amazônicas. Corria então o ano de 1855 (mil oitocentos e cinqüenta e cinco). Já citei em outro texto (As Riquezas Minerais da Amazônia) e em "Atentados Contra a Soberania Nacional na Amazônia" excepcional texto de autoria do Coronel Roberto Monteiro de Oliveira, outros episódios, todavia quero ressaltar nesse texto um evento citado pelo General de Brigada e ex. comandante militar da Amazônia Thaumaturgo Sotero Vaz, que nos conta o episódio em que o Governo Norte Americano exigiu do presidente Epitácio Pessoa a entrega daquela área amazônica (1918), lembrando que o primeiro poço de petróleo foi furado na Amazônia em 1917. Thaumaturgo alerta para um problema um pouco mais delicado, ele afirma que as recentes resoluções da ONU, dariam salvaguarda a uma possível invasão de potência estrangeira ao Brasil suportada em cinco argumentos: Narcotráfico; proteção aos povos indígenas; ambientalismo violado, imigração ilegal, e interesse econômicos, considerados de interesse da humanidade.

Esses seriam os pretextos que vêm sendo deliberadamente construídos na Pan Amazônia.

Você não sabe o que é a Pan Amazônia? É uma área internacional, que envolve Brasil, Peru, Bolívia, Equador, Colômbia, Venezuela e Guianas. è area mais abrangente qua a Amazônia Legal Brasileira. Essa área segundo eles, é PATRIMONIO DA HUMANIDADE, área de interesse imternacional.

O embaixador Araujo Castro, em 1971, em Washington denunciava um cerceamento por pressão internacional no desenvolvimento da região e da diminuição instrumentalizada do poder do Estado sobre a região, e ressaltava: "quando falamos em poder, não estamos falados apenas em poder militar, falamos poder político, poder econômico, poder científico e tecnológico". Essa surpreendente e corajosa afirmação eu encontrei no site do Exército Brasileiro. Isso corrobora com uma antiga afirmação que venho fazendo: Regiões preservadas do planeta ( e no Brasil, via de regra) escondem grandes reservas energéticas e minerais.

E terminava o embaixador: Nenhum país escapa ao seu destino, e o Brasil, feliz ou infelizmente está destinado à grandeza” 1971.

O Brigadeiro Sergio Xavier Ferola, que foi Ministro do Tribunal Militar, na Revista Farol, número 100, faz uma resenha dessas tentativas estrangeiras, passando por holandeses e ingleses, para demonstrar a cobiça internacional, pretendendo aqui fazer o que foi feito com a África um loteamento econômico, um Condominio.

Em 2004 o coronel Roberto de Paula Avelino, ao defender o aumento de efetivo para a Calha Norte sob sua gerência, defende o que hoje já é quase um consenso, que as forças armadas, além de suas atribuições, e de outras que vinha executando, haveria de construir na região hospitais e escolas em parceria com os municípios. Reclamava, porém dos parcos recursos militares para executar a representação do Estado Nacional, nas regiões mais afastadas, em todos os seus poderes, fazer o correio, o transporte de gêneros essenciais, a guarda das fronteiras, a segurança civil da região, e outras atividades, como pesquisa, levantamentos topográficos, auxilio a conservação de estradas, radio comunicação, abertura de pistas de pouso, criação de vilas militares, socorro em catástrofes, etc.

Sob o ponto de vista civil:

A legislação deverá ser autorisativa e não proibitiva, ou seja, o que se pode fazer e até que limites. A lei, portanto, é um incentivo e um plano de ação das possibilidades econômicas da área e não um cerceamento do desenvolvimento, imposto, como acima denunciava o embaixador.

Os incentivos aos pequenos e médios empreendedores é uma necessidade na Região. Os APLs (Arranjos produtivos locais e regionais têm dado bons resultados no Paraná). O plano diretor das vilas e cidades é de necessidade extrema na área. Fábrica de embarcações baratas e seguras, com motores nacionais, urge na Amazônia. O uso de pequenos zepelins pode viabilizar outro eficiente tipo de fiscalização, pesquisa e controle. Projetos de educação suportados pela cooperação federada, onde estados mais populosos, enviam pessoal e recursos, poderiam definitivamente alavancar a educação e competência daquelas populações. O exército, marinha e aeronautica, com o serviço militar obrigatório, sem aceitar o excesso de contingente, ao menos na região, poderia desenvolver capacitações e dar os instrumentos, para formar uma juventude mais engajada, operante e nacionalista.

A transferência temporária da Capital Brasileira, como prevê a Constituição Federal, levaria o Estado para o centro da região, acabando com a noção de que aquela área está na periferia do Brasil Nação. A documentação civil dos indígenas que vivem em território brasileiro, lhes daria cidadania plena, direitos e deveres, afastando o fantasma de nações indígenas independentes.

A construção de uma Estrada de Ferro, circular, no trajeto já projetado para a segunda etapa das estradas Amazônicas, circundando toda a região, até o Amapá, colocaria definitivamente a região sobre a proteção fisica e econômica do Estado Brasileiro. A poda criteriosa da floresta é capaz de gerar todo o material primário em termos de madeira, e celulose para as necessidades da indústria brasileira e o excedente para exportação. Laboratórios bioquímicos nacionais, ligados às nossa universidades, espalhados pelo imenso território pesquisariam remédios e produtos químicos úteis. A água-cultura nos lagos e igarapés seriam verdadeiras fábricas geradoras de pescados e outras espécies aquáticas para equilíbrio e consumo. A produção de petróleo deverá ser expandida, ou aquilatada e ou reservada. Os minérios devem ser explorados em planos racionais, pois de nada adianta a hipocrisia preservacionista aos brasileiros, enquanto grandes mineradoras estrangeiras, madeireiras asiáticas, companhias químicas estrangeiras e laboratórios de patentes estrangeiros, vão dominando há mais de cinqüenta anos toda a região, com imensas quantidades de extração de minério e outras riquezas.

Cada área racionalmente ocupada na Amzônia terá obrigatoriamente uma correspondente área restaurada em outras regiões do Brasil. Ou seja, qualquer projeto desenvolmentista apresentado para a Amazônia dependerá da previa destinação de área e recursos para sua preservação, em uma outra região brasileira, o que equivale a um remanejamento ambiental visando a sutentabilidade ambiental.

Petróleo na Amazônia VIII.

Nesse ante penúltimo texto sobre o assunto Coari( numa serie de dez), mostramos essa matéria do BNDS datada de 2007. Ela não responde a questão do gasoduto proposta abaixo. Você verá nela algumas contradições com o que já foi dito. No entanto a matéria indica alguns grupos econômicos que podem ser pesquisados de modo que o leitor compreenda a "Rede" que existe, sempre que se trata do verbete Energia.O resultado do dinheiro público aplicado em infra-estrutura milionária ou bilionária acaba , direta ou indiretamente, em mãos privadas.( exemplo pedágio, etc)

O texto:

BNDES aprova financiamento de R$ 2,49 bilhões para construção do gasoduto Coari-Manaus (AM)
Notícia do site do BNDES
• Projeto vai substituir óleo diesel importado por gás natural de origem nacional.
• Empreendimento do PAC vai gerar cerca de 36 mil empregos
O BNDES aprovou financiamento de R$ 2,49 bilhões à Transportadora Urucu Manaus S/A (TUM) para a implantação,
no Estado do Amazonas, do gasoduto de transporte de gás natural Coari-Manaus, com cerca de 383 quilômetros de
extensão. O projeto prevê ainda a construção de nove ramais de distribuição de gás natural para atender a sete
municípios amazonenses localizados ao longo do traçado do gasoduto tronco, além da instalação de um duto para
transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP duto), de 279 quilômetros de extensão, ligando o Pólo Arara, em Urucu,
ao Terminal de Solimões (Tesol), em Coari.
O empreendimento, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, deverá
gerar cerca de 36 mil novos empregos durante a fase de implantação, sendo nove mil empregos diretos.
O gasoduto Coari-Manaus terá capacidade para transportar 5,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.
Essa capacidade de transporte, no entanto, poderá ser ampliada em fases subseqüentes, de acordo com o
desenvolvimento do mercado, para até 10 milhões de metros cúbicos/dia, mediante a instalação de mais estações de
compressão ao longo de seu traçado.
A construção do Gasoduto Coari-Manaus permitirá que o gás natural produzido em Urucu, hoje reinjetado e
queimado, chegue até a capital do Amazonas e a outros sete municípios (Coari, Codajás, Anori, Anamã, Caapiranga,
Manacapuru e Iranduba) para geração termelétrica e demais usos, em substituição aos derivados de petróleo,
principalmente o óleo combustível e o óleo diesel.
Entre os méritos do projeto, que implicará forte inserção do gás natural na matriz energética regional, destacam-se:
ganhos econômicos pelo aproveitamento comercial do gás natural produzido em Urucu; ganhos ambientais pela
substituição do consumo de óleo diesel e combustível por gás natural, com menor concentração de óxidos de
nitrogênio e de enxofre; e economia de divisas, ao possibilitar substituição de volume significativo de óleo diesel, em
grande parte importado, por gás natural de origem nacional.
A Transportadora Urucu Manaus S/A é uma sociedade de propósito específico (SPE) criada para desenvolver o
gasoduto, visando permitir o aproveitamento econômico das reservas de gás natural da Petrobras, na Bacia do
Solimões.
Meio Ambiente
A Petrobras firmou parceria com o governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento
Sustentável (SDS), no valor de R$ 42,4 milhões, para a implantação de programas de promoção do desenvolvimento
sustentável nas comunidades da área de influência do projeto. Entre esses programas, destacam-se os voltados às
cadeias produtivas de castanha, mel, farinha de mandioca e madeira (planos de manejo florestal).
O projeto do Gasoduto Coari-Manaus conta com licença de instalação concedida pelo Instituto de Proteção Ambiental
do Estado do Amazonas (IPAAM). O processo de licenciamento ambiental do Gasoduto Coari-Manaus envolveu
amplo diálogo com os órgãos governamentais do Amazonas, movimentos sociais, organizações ambientalistas,
entidades de classe, empresas públicas e privadas, profissionais, pesquisadores e lideranças políticas da área de
influência do gasoduto. Para a realização do EIA-RIMA, a Petrobras contratou a Universidade Federal do Amazonas
(UFAM), que formou uma equipe composta por 57 pesquisadores.
Mercado
A Unidade de Exploração e Produção da Bacia do Solimões , localizada na Província Petrolífera de Urucu, a 650
quilômetros a sudoeste de Manaus, é responsável pela produção média de 60 mil metros cúbicos/dia de petróleo,
além de 9,5 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural associado. Esse volume faz do Amazonas o segundo maior
produtor nacional de óleo equivalente e, do município de Coari, o maior produtor brasileiro.
O petróleo de Urucu é de alta qualidade, sendo o mais leve dentre os óleos processados nas refinarias do País. Em
Urucu, encontra-se a maior Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Brasil que, em conjunto com
outras duas unidades existentes na região, têm capacidade diária de processamento de 1,5 mil toneladas de GLP e
9,6 milhões de metros cúbicos de gás natural.

Petróleo na Amazônia VI

O Inicio da Construção do Gasoduto em Coarí-Manaus ( 2006).
O texto procura mostrar os entraves e revezes da obra.
(26/06/2006 )

texto

Representantes dos petroleiros, o presidente Lula e a deputada Vanessa em Urucu
Com a presença do presidente Lula, foi dado início as obras do gasoduto Coari-Manaus que vai transportar o gás natural da região de Urucu até a capital amazonense. O combustível será fundamental para a mudança da matriz energética da região. A deputada Vanessa vem lutando desde 2001 para que o projeto fosse consolidado.
A obra pode gerar quase 3,5 mil empregos diretos e 10 mil indiretos. O custo estimado para os cerca de 670 quilômetros do gasoduto é de de US$ 1 bilhão. A obra era anunciada desde 1998.

"Faz 20 anos que a Petrobras descobriu a reserva de 48 milhões de metros cúbicos de gás natural no Solimões", lembrou o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. "Demorou para que essa reserva fosse explorada porque governantes anteriores tinham dúvidas para quem iria essa riqueza. Podia se pensar em um gasoduto Coari-Campinas, mas a gente garantiu que o gás fosse do próprio estado".

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou rapidamente. Gripado e visivelmente abatido, Lula destacou a demora para tirar o projeto do papel. "A Amazônia tem 20 milhões de habitantes, que precisam estudar e trabalhar. Entre querer fazer e conseguir iniciar essa obra o intervalo foram de dois anos [o termo de compromisso para construção do gasoduto foi assinado em 2004]. A gente enfrentou muitas dificuldades".

Em Coari, o presidente deu o primeiro ponto de solda da construção do gasoduto, que deverá estar terminado apenas em março de 2008. As obras devem gerar 3.400 empregos diretos e 10 mil empregos indiretos, com o compromisso de que 60% dessa mão de obra direta seja contratada no estado.
Entenda o caso
Década de 80
As primeiras jazidas comerciais na região do Urucu (Coari-AM) de petróleo e gás natural foram descobertas em 1986. Nos anos seguintes foram feitas várias perfurações com sucesso: Leste do Urucu em 1987, Sudoeste do Urucu em 1988. Carapanaúba, Cupiúba em 1998 e Igarapé Marta em 1990. Em conjunto, elas formam a província de petróleo e gás natural do Urucu. As reservas provadas chegam a 51.465,40 milhões de metros cúbicos (7,05 milhões m³/dia) e as reservas totais 84.361,43 milhões de metros cúbicos (11.56 milhões m³/dia).
Dados da Eletrobras no dia 24 de abril em audiência pública na Câmara dos Deputados.
Década de 90
Passou-se a estudar o aumento da produção de petróleo e gás e o aperfeiçoamento do sistema de transporte das riquezas. O projeto original que resultou desses estudos envolvia a ampliação da produção de gás natural para 5 milhões de m³/dia e o transporte de gás natural por gasoduto de Urucu a Coari. Em 98, o projeto foi substancialmente modificado e trocado pelo gasoduto Coari-Manaus.
Em 04 de junho de 1999, em Urucu, no município de Coari, na presença do presidente Fernando Henrique Cardoso, foram assinados dois Termos de Compromisso envolvendo os estados do Amazonas e Rondônia. No caso do Amazonas, o Termo de Compromisso envolveu a Gaspetro, Petrobras, Eletronorte e Cigás, tendo como intervenientes os governos do Amazonas e o Ministério das Minas Energia, para a construção do gasoduto Coari-Manaus.
Segundo a direção da Petrobras a partir da assinatura dos dois Termos de Compromisso as negociações foram paralisadas pelo Governo do Estado do Amazonas, o que inviabilizou de imediato a construção da obra
Após uma viagem aos Estados Unidos, o então governador Amazonino Mendes fez a Cigás publicar em 30 de julho de 2001 um Edital de Chamamento Empresarial na época conhecido como edital alfaite. Ou seja, feito sob medida para impedir que a Petrobras participasse da licitação que nitidamente favorecia a empresa norte-americana American Commerce Line International (ACL).
A multinacional foi a única a se enquadrar nos critérios, uma vez que a Petrobras foi expressamente proibida de participar da "licitação". A Fogás, que tinha interesse em participar do empreendimento, também foi alijada do processo pelo edital alfaiate do governador, pois além de ter atividade concorrente com a Cigás, não possuía patrimônio superior ou igual a quatro vezes o valor da proposta (quase US$ 2 bilhões), critérios expressos no edital.
O Ipaam, órgão ambiental estadual, é pressionado para fazer politicagem e não permitir que a Petrobras construa o gasoduto entre Urucu e Porto Velho. Ao contrário do Amazonas, os contratos de Compra e Venda, Transporte e Fornecimento de Gás Natural para Porto Velho (RO) estavam em fase adiantada de negociação. Em janeiro de 2001, a Petrobrás protocolou junto ao IBAMA, o pedido para licenciamento prévio para a construção do mesmo, mas o governo do Amazonas, por meio do ofício do Ipaam nº 288 de 10.05.01(ratificado pelo ofício nº 421 de 22.06.01), encaminhado ao Ibama, se recusou a aceitar o gasoduto, porque grande parte do projeto passava por terras do Estado.
A correspondência tinha cunho político. Isso porque não houve sequer análise técnica do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Estudo de Impacto Ambiental – EIA/RIMA do gasoduto vizinho.
O governador Amazonino ultrapassa as fronteiras do Estado e das leis com o único objetivo de prejudicar nosso vizinho impedindo a consolidação do projeto. Neste caso o governador prejudica também o Amazonas que deixa de recolher o ICMS relativo à venda do gás.
Em 22 de agosto de 2001, a deputada federal Vanessa Grazziotin, o deputado estadual Eron Bezerra, ambos do PCdoB, e a representação sindical dos petroleiros, ingressam na Justiça Federal do Estado do Amazonas com uma Ação Popular cujo o principal objetivo foi declarar a nulidade do edital.
Entre as base da peça jurídica, destacavam-se: o governo estadual não tem poder nem autorização para definir e dirigir o processo de transporte de gás natural, pois de acordo com a Constituição Federal, artigo 177, inciso IV, o transporte de petróleo e gás natural é monopólio da União, que poderá atuar diretamente ou conceder à terceiros. Aos Estados, por sua vez cabe, nos termos do § 2º do artigo 25 da Carta Magna, "explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para sua regulamentação".
O Chamamento Empresarial também não poderia ser feito porque está em vigor o Termo de Compromisso assinado em 1999 para a construção do gasoduto Coari-Manaus, uma vez que ele só perderia a validade caso uma das partes manifestasse desistência, o que não aconteceu.
Outra grave inconstitucionalidade foi a exclusão de empresas estatais do processo, no caso a Petrobrás. Diz o edital: "Não poderão participar neste Chamamento Empresarial, isoladamente ou como empresa líder do consórcio, empresas estatais ou controladas por ente estatal".
O edital foi feito sob medida, era alfaiate. Tinha com o único objetivo beneficiar só um modelo de transporte, o feito por barcaças. O edital premiava, com uma quantidade superior de pontos, as empresas que apresentassem proposta para esse meio de transporte enquanto que os pontos dados a modalidade gasoduto eram muito inferiores.
No dia 31 de agosto, o juiz federal Marcelo Motta de Oliveira, respondendo pela 4ª Vara Federal do Amazonas, concedeu liminar favorável aos parlamentares suspendendo os efeitos jurídicos do Edital de Chamamento Empresarial. Reconhecendo o aspecto inconstitucional do edital, diz um trecho do despacho do juiz: "O Estado do Amazonas não pode, assim, conceder à CIGÁS – COMPANHIA DE GÁS DO AMAZONAS, aquilo que não lhe é atribuído pela Constituição da República. Não pode, ainda, selecionar e conceder tal serviço a terceiros sem autorização da Agência reguladora".
O magistrado também destacou a ilegalidade do item 4.2.3 do edital que proíbe a participação de empresas estatais, destacando: "quanto à cláusula que veda a participação isolada ou como empresa líder de consórcio, de empresas estatais ou controladas por ente estatal, é aparentemente tão ilegal, abusiva e contrária ao interesse e à moralidade públicos que o Estado do Amazonas, em sua manifestação não encontrou um único argumento para defendê-la".
Coube ao governo do Estado recorrer ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, requerendo a suspensão da medida liminar deferida pelo juiz federal no Amazonas. No dia 11 de setembro, o presidente do TRF, juiz Tourinho Neto, determinou que o Ministério Público Federal fosse consultado antes de apreciar a suspensão da liminar, autorizando somente o recebimento das propostas, não permitindo entretanto o exame das mesmas.


Século XXI
Em 2002, após sua posse, o presidente Lula, juntamente com a Petrobras, tomou a decisão de construir o gasoduto e apesar dos muitos problemas, todas as etapas estão sendo cumpridas.
Situação atual do gasoduto
Termo de referência assinado em 14/10/2003
Estudos Ambientais concluídos 14/10/2003
Licença Prévia 22/04/2004
Licença de Instalação 26/04/2004
Autorização de Construção 29/11/2004
Decreto de Utilidade Pública 22/04/2005
Outras atividades concluídas
Armazenamento dos tubos nas clareiras
Próximas etapas
Previsão de início de enterramento de tubos: julho de 2006;
Previsão da conclusão de construção e montagem: dezembro de 2007 e;
Previsão de operação comercial: março de 2008.

Pequisa do G 23 ( blog da deputada Vanessa).

Petróleo na Amazônia V

Gás e Petróleo em debate na Câmara Federal.

Idéias para o brasileiro pensar.


Senhor Presidente, Sras. e Sres. Deputados,

Infelizmente, ocupo esta tribuna hoje para denunciar. Denunciar que o Brasil vem perdendo 500 milhões de reais por ano. Isso mesmo: 500 milhões de reais por ano. Dinheiro que daria para pagar mensalmente um salário mínimo para 100 mil pessoas durante um ano. Esta denúncia não é nova. Ela foi protocolada no dia 24 de outubro do ano passado no gabinete do Presidente da República e até agora nenhuma resposta foi dada. A bacia petrolífera de Urucu, no Amazonas, já ultrapassou a barreira dos 9 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia produzidos e processados. Porém, nenhuma molécula deste gás foi aproveitada pela população local, nem por qualquer outro brasileiro. Todo esse gás foi queimado e devolvido ao subsolo.
Para que se tenha uma idéia do que representa esses 9 milhões de metros cúbicos de gás/dia, basta lembrar que a soma de todo o consumo de gás natural veicular no Brasil é de 7,1 milhões de metros cúbicos/dia. Ou seja, poderíamos vender todo o gás consumido pelos automóveis brasileiros a custo zero que o prejuízo ainda seria menor. Este volume de gás corresponde a 30% do que importamos da Bolívia, a preços altos e suprimento incerto. De todo o gás importado da Bolívia, 3% foi utilizado para gerar energia em Cuiabá, cuja energia, nos últimos meses, tem sofrido restrições em função do bloqueio no suprimento do gás por parte do governo boliviano.

É isso mesmo, Senhor Presidente! A Usina Termelétrica de Cuiabá vem sistematicamente tendo que ser desligada por falta do gás vindo da Bolívia. A explicação oficial do governo boliviano é de as interrupções resultam de problemas operacionais nos compressores de uma estação do gasoduto na região do Rio Grande. Coincidentemente, isso tudo está ocorrendo justamente no momento em que a usina negocia um novo contrato de compra do gás com a YPFB – empresa estatal petroleira do governo de Evo Morales. Além do mais, já é de conhecimento de todos nós o aumento do preço do gás – de pelo menos 7% - imposto ao Brasil pelos bolivianos.

Clamo por uma ação firme e urgente junto ao Ministério de Minas e Energia para que se mostre as verdadeiras razões que impedem o uso de nossas riquezas. O Gasoduto Urucu-Porto Velho precisa ser reconhecido pelo governo federal como um empreendimento de infra-estrutura, de utilidade pública e redutor das desigualdades regionais. E eu vou mais longe: o Gasoduto Urucu-Porto Velho precisa ser visto como uma obra estratégica de defesa e preservação da soberania nacional.

Em recente reunião da Bancada de Rondônia com o Senhor Presidente da República, na presença da Ministra Dilma Roussef, nos foi dito que não há gás na Província de Urucu e Juruá para abastecer o gasoduto, e consequentemente, atender o Estado de Rondônia. Isso é o mais completo absurdo, uma falta de respeito com o povo rondoniense. Esta afirmação, vinda de membros da mais alta cúpula do governo, nos preocupa muito, tanto em relação ao nosso Estado quanto em relação à Petrobrás. A Petrobrás é sócia da empresa de distribuição de gás natural em Rondônia, e participa de uma empresa com o propósito exclusivo de construir e operar o gasoduto Urucu-Porto Velho. A Petrobrás assinou vários compromissos com o Estado de Rondônia visando disponibilizar o gás natural àquele Estado. Recentemente, a empresa encaminhou correspondência para a Eletronorte, a Eletrobrás e ao Ministério de Minas e Energia disponibilizando o gás em volume suficiente para atender todo o Estado de Rondônia, na qual solicita a assinatura do contrato de compra e venda do gás.

A Agência Nacional do Petróleo confirma a existência de gás natural na Província de Urucu e Juruá em quantidade suficiente para atender 9 milhões de metros cúbicos de gás/dia durante 20 anos. Isto é fato, todos sabemos! E agora vêm nos dizer que não há gás, que o gás acabou, que o gás sumiu? Isso é piada de mau gosto!

Diante disso tudo, ficam os questionamentos: se a Petrobrás, a ANP e as próprias empresas termelétricas afirmam que tem gás na bacia de Urucu, onde está a verdade? Como é que autoridades do governo vêm agora dizer que não há gás depois que o próprio governo gastou milhões para fazer o projeto? E mais: como pode o Gasoduto Urucu-Porto Velho estar incluído no PAC como obra em estudo, depois de o presidente da República ter baixado decreto tornando de utilidade pública toda a área atingida pelo projeto, tendo inclusive desapropriado terras? São inconveniências desse governo que não consigo compreender.

Só posso concluir, Senhoras e Senhores, telespectadores que me assistem, que o povo de Rondônia está sendo enganado pelo governo. Ou será que o Presidente Lula também vai dizer que não sabe de nada?

Assumi com o meu Estado de Rondônia vários compromissos, entre eles o de defender, intransigentemente, o interesse público; de trabalhar pela redução das desigualdades regionais - que em nosso caso são ainda gritantes – e, sobretudo, de não me calar diante de qualquer agressão ou desrespeito para com os rondonienses. Por isso, alio-me aos estudantes de Rondônia. Queremos e exigimos o Gasoduto já, pois, acima de tudo, ela é uma obra de interesse do Brasil.

Era o que tinha a dizer, Senhor Presidente.

Muito obrigado.

Petróleo na Amazônia IV

Gazeta Mercantil( 4 de Setembro de 2001) apenas para reforçar.



URCU AUMENTA A PRODUÇÃO DE PETRÓLEO E GLP EM AGOSTO
MANAUS, 4 de Setembro de 2001 - A Petrobras registrou, no mês passado, crescimento de 4,1% na extração de
petróleo e de 9% na produção de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) na bacia petrolífera de Urucu, no Amazonas, a segunda
maior reserva em terra do País. A oferta de petróleo na província de Urucu, no município amazonense de Coari (a 370
quilômetros de Manaus), passou de 50,3 mil barris por dia (Bbl/dia) em julho para 52,4 mil Bbl/dia em agosto. E a produção
de GLP, de 836 toneladas para 911 toneladas no período analisado.
Em termos nominais, a extração de petróleo e a produção de GLP em agosto foram ainda maiores. A de petróleo
chegou ao recorde de 58,6 mil Bbl. Em maio deste ano, a Petrobras havia registrado uma extração de 56 mil Bbl, produção
que considerava até então sua capacidade máxima de extração do mineral diante da infra-estrutura que mantém na
província petrolífera de Urucu.
Quanto ao GLP, o popular gás de cozinha, chegou a 1.005 toneladas em agosto, 20,2% que a média de julho, de 836
toneladas. O produto atende à demanda dos estados da Amazônia Ocidental (Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima), mais
o Pará, Amapá e as cidades de São Luiz e Imperatriz, no Maranhão. Sua maior oferta credencia a estatal a intensificar o
atendimento de estados hoje abastecidos parcialmente, como Maranhão e Amapá.
A expectativa da companhia, informa o gerente de ativo de produção de Urucu, Mauro Mendes, é que a produção até
o final deste ano se mantenha na média de 54 mil Bbl/dia. Segundo ele, o fato de a produção em julho não ter alcançado
esse patamar no mês passado foi porque os equipamentos do complexo de Urucu passaram por manutenção. ´Nossa
capacidade nominal de extração é de 54 mil barris. A meta é alcançá-la a partir deste mês, mantendo-a até o final deste
ano´.
Segundo Mendes, até o momento não há previsão para a realização de novos investimentos que proporcionem o
aumento da extração de petróleo em Urucu. Ele afirma que a Petrobras está na expectativa da definição do tipo de
transporte do gás natural para Porto Velho e Manaus para realizar investimentos no setor.
A oferta atual do gás é de aproximadamente 6 milhões de metros cúbicos por dia. A oferta é pelo menos 50% maior
que a demanda dessas duas capitais para os primeiros anos de utilização da nova matriz energética. A companhia estima
que a demanda de Manaus está entre 2,5 milhões e 3 milhões de metros cúbicos por dia. E de Porto Velho, de até 1,5
milhões de metros cúbicos diários.
O gerente comercial da Refinaria de Manaus Isaab Sabbá (Reman), Ítalo Reis, disse que, por enquanto, a empresa
também não tem projetos para ampliação de sua capacidade de refino, atualmente de 46 mil Bbl de petróleo por dia. ´Os
projetos de Urucu e Reman foram concebidos para igualar capacidade de extração e de refino´. Segundo o gerente, por
esse motivo não há por enquanto necessidade de ampliações. (Hudson Braga, Gazeta Mercantil Amazonas)

Petróleo na Amazônia III

Aqui, em Breve foto de satélite mostrando as regiões de Petróleo na Amazônia Legal. (estou tendo dificuldade em salvar esse documento Landsat/Petrobrás).




ESPECIAL Petróleo no ACRE ( Diário do Comercio)

PROSPECÇÃO DE GÁS E PETRÓLEO –
Uma economia sólida para o Acre.

O estado está inserido na mesma bacia sedimentar do Rio Solimões, visitada pelo senador Tião Viana junto com comitiva acreana
Foto da Petrobras mostra com mais detalhes a inclusão do Acre na bacia sedimentar do Solimões

Texto: Romerito Aquino
Fotos: Petrobras
O fato de estar inserido na bacia sedimentar do Solimões, onde a Petrobras explora hoje muito gás natural e petróleo na Província de Urucu, no Amazonas, confere ao Acre grande probabilidade ( la existem alguns posso furados e lacrados)da existência desses dois produtos em seu território, com tendência a ter mais gás natural, considerado 40% mais limpo do que o petróleo.
Essa é a estimativa feita pelos técnicos da Petrobras durante a visita que a delegação acreana, liderada pelo senador Tião Viana (PT-AC), fez semana passada à Província Petrolífera de Urucu, situada no município amazonense de Coari, para ver de perto os resultados da produção de petróleo e gás em plena floresta amazônica.
“As rochas que temos no Amazonas vão até o Acre. Tem parte de rochas daqui que não vão até lá. Mas o Acre está inserido no contexto da bacia do Solimões. Do ponto de vista técnico, aqui tem mais óleo do que lá ( em Urucú). A princípio, a tendência lá (no Acre, porém em outro estudo publicado por nós,( Froés de Abreu) os geologos acreditavam que quanto mais ao Oeste, maior a probabilidade) é ter mais gás natural”, destacou o geólogo Ronaldo Bressani, gerente de Planejamento da Petrobras na bacia sedimentar do Solimões.

Naquela região(Urucu) da floresta amazônica, a Petrobras produz hoje diariamente, numa área desmatada de menos de 100 hectares e com o mínimo de impacto ambiental, 60 mil barris de petróleo e 10 milhões de metros cúbicos de gás natural. Essa produção resultou no ano passado no repasse para o Amazonas da ordem de R$ 1 bilhão em pagamento de royalties e de impostos como o ICMS e o ISS. Segundo o geólogo da Petrobras, a previsão para este ano é que o repasse para o vizinho estado cresça para R$ 1,2 bilhão por conta do aumento do preço do petróleo no mercado internacional.

Segundo Ronaldo Bressani, a quantidade de gás e de petróleo que pode ser encontrada no Acre só poderá ser conhecida ( ver no Mesmo Diário do Comercio, e Tribuna do Acre de 14 abril de 2006, materia sobre os antigos poços lacrados em 1936) após a realização de estudos acurados no estado. “Sem dúvida, há perspectiva de haver gás e petróleo no Acre. Na verdade, o nosso problema lá hoje eu diria que é o nível de conhecimento, que ainda é pequeno ( profundadade dos anti clinais). A verdade é que na atividade de prospecção de petróleo você trabalha muito com métodos indiretos e a nossa maior evidência e a forma de comprovar é furando um poço”, assinalou o geólogo.
De acordo com o geólogo, hoje os métodos indiretos são muito incipientes e o pouco que foi feito no Acre, particularmente no Vale do Juruá, data de muitos anos atrás. “Depois que quebrou o monopólio, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) nunca ofertou áreas ali que pudessem ser trabalhadas. Agora é que a gente está se preocupando nesse sentido”, completou Bressani.

Petrobrás elogia ineditismo do debate acreano

O chefe do escritório da Petrobrás em Brasília, Carlos Alberto Figueiredo, que acompanhou a delegação acreana levada a Urucu pelo senador Tião Viana, autor dos recursos disponibilizados no orçamento da União para a ANP promover este ano a prospecção de gás e petróleo no Acre, fez questão de elogiar a decisão da sociedade acreana de discutir a indústria petrolífera antes mesmo de o estado saber se possui ou não combustíveis fósseis. (?)

Ao falar da comitiva acreana que foi a Urucu no dia dois de abril, que era formada pelo vice-governador César Messias, deputados federais, deputados estaduais, vereadores e representantes da indústria e dos trabalhadores urbanos e rurais, além de ambientalistas e jornalistas, Carlos Figueiredo destacou o ineditismo da coesão do Acre em querer conhecer de perto a produção de combustíveis na floresta.

“Considero muito positiva essa iniciativa. É uma alternativa econômica para o Estado do Acre. No próximo leilão, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) está considerando colocar alguns blocos para serem leiloados e creio que o primeiro caminho é exatamente este. É a sociedade organizada do Acre, o poder público do estado, seus parlamentares, seus senadores, discutirem essa indústria na sua complexidade social, ambiental e econômica”, destacou Figueiredo, após ressaltar que o contato da Petrobrás com a comitiva acreana só faz engrandecer a companhia no debate petrolífero. “Nós temos muito a agradecer essa visita, a esse grupo que aqui veio”, completou. ( esse comentário é do G 23: antes da divulgação do pré -sal, se tentou reduzir a faixa de aguas territoriais Brasileiras, vocés devem lembrar, entregando a totalidade dessa possibilidades do Pre Sal, para aguas internacionais, depois se optou pala venda internacional de ações da Petrobras. Deve-se ainda, salientar, que geologos de companhias estrangeiras pesquisam no Amazonas Legal desde 1917. E que nas fronteiras do Acre, fora do território nacional se explora petrõleo , consultar Landsat).

Segundo Figueiredo, a iniciativa do Acre é raramente vista no mundo da indústria do petróleo. “Vocês estão se organizando para receber a indústria do petróleo. Acredito que vocês vão ser exitosos, independente de ter ou não ter petróleo no Acre. Vocês estão conhecendo a indústria. Ou seja, se vier a ter petróleo no Acre, a sociedade vai estar preparada para isso”, destacou o funcionário da Petrobrás.
Ele também elogiou as preocupações da comitiva acreana em analisar os impactos de se produzir petróleo e gás em plena selva amazônica. “Vocês estão avaliando os impactos. É claro que uma indústria desse porte tem impactos positivos e negativos. Vocês verão que o resultado dos impactos é positivo. Quer dizer, os impactos negativos são bem menores do que os impactos positivos.

Do ponto de vista econômico, a rentabilidade é alta. Do ponto de vista socioambiental, se a atividade for explorada adequadamente, dentro dos padrões de Urucu, que reconhece as comunidades, as culturas e os saberes locais, os impactos positivos que a indústria pode trazer para a região são muito positivos”, completou Figueiredo. Ele informou que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) não autoriza prospecção de petróleo e gás em qualquer área indígena ou unidade de conservação do país, muito menos estando estas situadas na região amazônica. (R.A.)

Extremos cuidados ambientais minimizam riscos

Foi de exatos 253 hectares o tamanho da área que a Petrobrás reflorestou na Província Petrolífera de Urucu desde o ano de 1992, três anos depois de chegar na região para estudar a existência de gás e petróleo. A recuperação florestal dessa área, que correspondente a mais de dois terços do que foi desmatado desde 1989, foi feita com a ajuda de instituições de pesquisa como a Embrapa, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e o Museu Emílio Goeldi, além de instituições de ensino e pesquisa como as Universidades Federais do Amazonas e da Amazônia (PA) e Universidade Estadual do Amazonas.

“A função aqui dos institutos e pesquisas e das instituições de ensino e pesquisa é gerar tecnologia. Para qualquer recuperação de área degradada, existe falta de tecnologia e de metodologia para que sejam seguidas. Então, a função dessas instituições é gerar essas tecnologias para cá e para toda a Amazônia”, assinalou o engenheiro florestal Nilton Silva Benjamin Pardo, que coordena os trabalhos do gigantesco viveiro de plantas nativas.

Segundo o engenheiro florestal Nilton Pardo, o reflorestamento em Urucu começou a partir de 1992 com o objetivo de diminuir o passivo ambiental que existia na região. “Hoje, a gente faz apenas manutenção, pois toda aquela área aberta já foi recuperada, já foi plantada. Foram reflorestados 253 hectares de floresta. Hoje existe menos de 100 hectares abertos. Neste período, foram plantadas mais de dois milhões de mudas de 40 espécies endêmicas que só ocorrem na região amazônica”, assinalou Nilton Pardo.

O engenheiro explicou que o replantio da floresta contou com a participação e o conhecimento da população local, além de mateiros e trepadores, que usam as técnicas de escalada em árvores pelo método do rapel e o uso da peçonha. “Nós usamos o conhecimento das comunidades tradicionais aliado àquilo que já existe de tecnologia voltada para a recuperação de áreas degradadas. Com isso, reduzimos ao mínimo o impacto da exploração do petróleo ao meio ambiente florestal”, destacou Pardo.
Sobre o reflorestamento, o engenheiro lembrou que em Urucu, a Petrobrás procura imitar a natureza e o que ela faz para recompor as áreas degradadas. “Nós utilizamos espécies de diversas categorias ecológicas. São espécies pioneiras e espécies clímax. Pioneiras são aqueles que se estabelecem primeiro em qualquer ambiente degradado e as espécies clímax são as que precisam de um ambiente com menor luminosidade e temperatura. São espécies melhoradas. O que a gente procura fazer aqui é imitar a natureza, o que a natureza faz”, assinalou.

A Petrobrás também mantém uma central de reciclagem em Urucu que tem por objetivo gerenciar todos os resíduos gerados da base petrolífera tanto de origem doméstico quanto de origem industrial. Ali, é gerada diariamente uma tonelada de lixo, sendo 60% de resíduos orgânicos e 40% de material reciclável e rejeitável, que é a parcela que não tem característica de reaproveitamento. (R.A.)

OBS, apenas a exploração de Urucu, fez da Bacia Sedimentar do Solimôes a segunda produtora de óleo do Brasil, superada apenas pela Bacia de Campos. ( pré Sal ainda é sugeita a investigações) Vejam, que a prefuração na Amazônia Legal Brasileira, embora feita por décadas está apenas no começo. Resta dizer, que essa área que corresponde a 60% do território Nacional, possui mais de 90%da base de sustentação primaria da economia Brasileira para os proximos anos, precisa sim ser incorporada ao Uso economico pelo Brasil) sem contar, que ali estão 50% da biodiversidade do planeta, e uma imensa quantidade de água potável. Isso diz respeito a saúde e garantia de vida dos homens, não apenas a saúde das maquinas". Até agora, o uso economico da região, longe dos olhos dos brasileiros tem sido de proveito de mineradoas estrangeiras, laboratórios estrangeiros, madereiras asiáticas, "Petrolera" estrangeiras que exploram na Amazônia Colombiana, Bolivian, Equatoriana, etc. Quando nós vamos acordar? Urge a transferência da Capital Brasileira para o Coração da Amazônia.

Ver em nosso Blogs Ongs e Oscipes ferramentas de demolição das Soberanias Nacionais.

G 23 pesquisa.

Petróleo na Amazônia II



A foto que vocâ acaba de ver é o Grande Complexo Petrolheiro em Aráras, Amazônia Brasil. Não é a Refinaria de Manaus nem a plataforma de Urucú, nem o Porto de Coari, ou Tefé ( as Esferas de Tefé) que são outras grandes estruturas de petróleo e gás existentes na Amazônia.
OBS: Acabo de receber um E-mail afirmando que o complexo de Aráras é o mesmo de Urucu, fica então a minha dúvida, pois as fotos que tenho não correspondem.



– A aventura na selva ( breve história do petrõleo na Amazônia)
Lugares e memórias – A Petrobrás de todos nós
No Amazonas, nas profundezas da mata, está um dos
maiores exemplos do pioneirismo da Petrobrás. Tudo começou
em 1917, quando foi perfurado o primeiro poço na Amazônia.
Em 1954, já criada a Petrobrás, nossos exploradores
descobriram as primeiras reservas de petróleo na região. Em
1986, descobriu-se óleo e gás na região próxima ao rio Urucu,
hoje conhecida como Província Petrolífera de Urucu, cuja
produção média diária é de 57 mil barris de petróleo e 10
milhões de metros cúbicos de gás natural. Com isso, o
Amazonas é o segundo maior produtor nacional de barris de
óleo equivalente, e o município de Coari é o maior produtor
terrestre em nosso país.
Numa região do mundo em que o processo de destruição
da natureza é violento, a Petrobrás implantou o que se poderia
chamar de “Desmatamento zero”. Cada clareira aberta para a
escavação do poço é mais tarde, quando o poço pára de
produzir, reflorestada com as mesmas plantas que lá existiam.
Todo o lixo do Urucu é transformado em adubo ou reciclado e
o dinheiro arrecadado, doado para instituições de caridade.
Programas sociais ensinam populações ribeirinhas a produzir
preservando. Graças ao apoio da Petrobrás, o Instituto
Nacional de Pesquisas Amazônicas conseguiu a primeira
reprodução em cativeiro do peixe-boi fluvial em todo o
mundo.
A dois quilômetros do encontro das águas dos rios Negro
e Solimões, em Manaus, a Refinaria Isaac Sabbá – Renan –
ergue-se como uma visão de futuro. Produz nove tipos de
derivados e, para enfrentar as variações das águas do Rio
Negro, conta com três portos flutuantes. Seu Centro de Defesa
Ambiental tem os mais modernos equipamentos contra os
acidentes ecológicos. A Petrobrás no Amazonas prova que não
há limites para o sonho dos homens
.
Será que é porisso que não se quer pessoas na Amazônia? Que notícias vocês têm das minas de urânio?


G 23 pesquisa.

Petróeo na Amazônia I

Rafael Frazão (Franz+ão) foi o primeiro engenheiro de produção a assumir a direção da Petrobras na Amazônia. É natural de Salvador - Baía, descendente de italianos, casado, três filhos (um carioca, um paraense e uma amazonense, naturalidades que identificam algumas das regiões por onde trabalhou na Petrobras).
Em 1958, quando tinha cinco anos, mudou-se para Niterói com os pais. Nesta cidade fez o curso primário no Grupo Escolar Joaquim Távora; o secundário no Colégio Salesiano Santa Rosa; e o superior na Universidade Federal Fluminense, onde se formou em Engenharia Civil, em 17 de dezembro de 1974.
Em 2 de janeiro de 1975, foi admitido na Petrobras, logo fazendo o curso de Engenharia de Petróleo até maio de 1976, no Setor de Ensino da Bahia (SENBa). Nesse período, estagiou nos poços da Bacia de Campos, no navio-sonda Petrobras II e na plataforma Penrod 62, no Rio de Janeiro, e nos poços terrestres de Catu, Candeias, Mataripe, na Baía. Em maio de 1976, foi para os campos terrestres de Miranga e Araçás.
Especializou-se em Engenharia de Produção de Petróleo e ficou trabalhando na Baía. Diz ele: “Escolhi trabalhar na minha terra por ser, naquele tempo, a maior escola de petróleo do Brasil, quase todos os técnicos da Petrobras tinham que passar obrigatoriamente por ela. Hoje, a grande escola é a bacia de Campos”.
A partir de maio de 1977, participou da Força Tarefa, baseada em Salvador, criada para dar assistência profissional à Bacia de Campos que se desenvolvia rapidamente.
Em 1979, já com experiência em engenharia de produção de petróleo – especialidade esta carente na Petrobras, principalmente no mar - foi chamado para trabalhar no escritório do Rio de Janeiro para acompanhar as operações de completação dos poços da Plataforma Continental, desde o litoral da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, até a Bacia de Potiguar, no Rio Grande do Norte.
Em 1981, o diretor do Departamento de Produção (DEPRO), Engenheiro Orfila Lima dos Santos, indicou-o para instalar e dirigir o Setor de Operações da área Norte (SETAN), com sede em Manaus, Estado do Amazonas, ligado à Divisão de Completação, Restauração e Estimulação de Poços (DICRES), no Rio de Janeiro. Contudo, meses depois, relata as dificuldades da capital amazonense¹ comparando-as com as facilidades da capital paraense, Belém, sugerindo à direção do DEPRO que a base do SETAN fosse transferida para a segunda capital.
A partir de 1982, o SETAN passou a funcionar em Belém, Estado do Pará, na Base do Tapanã. Formando-se, assim, o embrião da história da futura região de produção da Petrobras na Amazônia.
Em 1986, Frazão foi transferido para o Rio de Janeiro e o poder de decisão do SETAN foi para Natal, Rio Grande do Norte. Meses depois deste mesmo ano, retornou a Belém para implantar e dirigir a Coordenadoria de Produção da área Norte (COPAN) ligada diretamente à Superintendência do DEPRO².
Em 1988, com o aumento sucessivo da produção de petróleo no campo de Urucu e adjacências, foram criados com base em Manaus mais dois distritos, além do DENOC já existente: o Distrito de Produção da Amazônia (DIAM), do qual foi superintendente, e o Distrito de Perfuração da Amazônia (DPAM), dirigido por Rafael Dória. Em Belém, a COPAN foi extinta e o DPAZ transformou-se em Coordenação de Apoio Terrestre (CAT).
Permaneceu como Superintendente de Produção da Amazônia até julho de 1992, tendo neste período implantado as bases de um trabalho de proteção ambiental hoje reconhecido em toda a Petrobras. Convênios com instituições de pesquisas, contratação de especialistas, programas de reflorestamento e recuperação de áreas foram ações que fazem hoje da Província do Rio Urucu, isolada no meio da Floresta Amazônica, a pioneira em gestão ambiental no Brasil.
Em julho de 1992, Rafael foi transferido para Natal para dirigir a Região de Produção do Nordeste Setentrional (RPNS). Naquela Unidade, a segunda maior produtora de petróleo do país, ajudou a consolidar importante trabalho de qualidade empresarial, atingindo no ano de 1993 a maior pontuação da Companhia segundo os critérios do Prêmio Nacional da Qualidade.
Em 1995, foi para a Região de Produção da Bahia, em Salvador, onde permaneceu até agosto de 1999, como responsável pela produção de petróleo nos campos mais antigos da Petrobras.
Em agosto de 1999, retornou a Belém como Gerente Geral da Unidade de Exploração e Produção da Amazônia - EP-AM, contribuindo para a transformação e consolidação da mesma como a 3ª maior produtora de petróleo e a 2ª maior produtora de gás natural do Brasil.
No ano 2000, com o desmembramento das atividades de E&P na Amazônia e a estruturação das Unidades de Negócio da Petrobras, transferiu-se para Manaus onde assumiu a UN-BSOL, responsável pela produção de petróleo nas bacias do Solimões, Amazonas e Acre.
Com muito empenho, conseguiu para todos os colaboradores transferidos para esta nova Unidade uma vantagem diferencial, o auxílio permanência com valor fixo em Manaus por 8 anos, adicionalmente às vantagens normais como auxílio residência, instalação, ajuda de custo complementar, etc.
Com sua visão inovadora, compatível com o atual cenário da indústria do petróleo no Brasil, exerce hoje a liderança necessária para que a Companhia alcance bons resultados empresariais e sociais, consolidando na Amazônia o papel da Petrobras como empresa cidadã.
Muito importante na vida profissional do engenheiro Schettini foi o fato de que quando ainda fazia o curso para ingressar no quadro de Engenheiros de Petróleo da Petrobras. Ele relutava em permanecer nesta empresa ou em exercer engenharia civil, campo que já tinha emprego garantido com bom salário. Em conversa com Rolf Janke, engenheiro que deu a partida na primeira Unidade de Destilação Atmosférica da Petrobras, na RLAM em 1950, o mesmo lhe disse: “Se você pensa assim, saia da Petrobras; porém se quiser ficar na Petrobras vá para perto do seu produto, quanto mais perto você estiver dele mais chances terá de crescer dentro da Petrobras”.
Características pessoais
Homem sereno, sincero, católico, acredita no destino. Nunca fumou. Gosta de vinho, cinema e praia. Adora o Flamengo. Deixou de jogar tênis por motivos de saúde.
Tem bom relacionamento com os trabalhadores e com o sindicato, o que o faz benquisto entre os petroleiros e respeitado pelos colegas de profissão.
Defende que todos os trabalhadores, sem exceção, devem ter as mesmas oportunidades de crescimento profissional e que estas chances só podem ser encontradas quando procuradas realmente.
Vê a Petrobras como uma empresa fruto da aspiração nacional. Sempre acreditou na Amazônia como uma grande região produtora.
Em conversa, tem-se a impressão de que em suas artérias corre petróleo em vez de sangue, tal é o seu entusiasmo pelo crescimento da Petrobras e a dedicação à sua profissão.
Atividades ambientais
Um dos pontos mais importantes, talvez o que tenha sido fundamental para que a atividade de produção de petróleo na Amazônia tivesse hoje um destaque nacional, sendo mesmo exemplar nos aspectos de segurança e cuidados ambientais, foi a participação da sociedade belenense desde o início do empreendimento.
Com a descoberta do campo de URUCU, através do pioneiro 1-RUC-1-AM, com vazão de teste da ordem de 1.000 bbl/dia e a confirmação através dos primeiros poços de delimitação de que se tratava de uma importante acumulação, foram traçadas as diretrizes para implantação do projeto de produção.
Na elaboração destas diretrizes é que a Petrobras teve a clarividência de convocar a sociedade local para participar, através dos organismos da Amazônia de reconhecido conhecimento sobre a região. Participaram o Museu Emílio Goeldi, Instituto de Pesquisas da Amazônia (INPA), Universidade Federal do Amazonas, Fundação Nacional de Saúde, dentre outras...
Desde aquela ocasião até hoje, a Petrobras tem mantido convênios com estas entidades, as quais são consideradas parceiras.


Notas
1. Entre outros, os aspectos abordados no relatório foram:

– Todos os órgãos importantes da Petrobras estavam sediados em Belém, como o Distrito de Exploração do Norte (DENOR) e Distrito de Perfuração da Amazônia (DPAZ);
– Todas as atividades operacionais, sondas, tubulações e tubos de perfuração, cimento, material de lama, dependiam de Belém;
– O alto comando das plataformas continentais (Amapá, Pará, Maranhão) tinha seu poder de decisão instalado na Base do Tapanã, em Belém;
– Enquanto no campo de Juruá só tinha o setor de avaliação da exploração de poço aberto, que furava, testava a produção de gás, e lacrava o poço para futuro aproveitamento;
– Na bacia da Foz do Amazonas, na plataforma continental, havia a perspectiva de uma província petrolífera, a partir do PAS-11, que estava produzindo mil barris por dia, e aumentar a produção com a instalação de um sistema antecipado de produção similar ao da bacia de Campos;
– Montagem de um sistema antecipado de produção para todos os poços considerados anti-econômicos, nas bacias do continente.

2. Necessidade de cada gota

Com o Brasil cada vez mais dependente do seu petróleo, devido aos altos custos no mercado internacional, tornavam-se necessários que poços considerados produtores anti-econômicos já descobertos pela Petrobras fossem colocados em produção, pois cada gota deste combustível era vital para seu parque industrial.
Assim, a direção da COPAN fez o poço PAS-11 na plataforma do Pará produzir antecipadamente, por processo similar ao usado na Bacia de Campos, durante um ano, começando com 3200 barris/dia até 800 barris/dia e ser fechado com este último número de produção. Dentro dessa lógica de produção, os poços terrestres da Bacia de Barreirinhas, São João, Oeste de Canoas, foram postos a produzir aproveitando-se a infra-estrutura montada pela Exploração naquela região. Um porto chegou a ser construído em Maranhão, o Porto de Caeté, para escoar o petróleo produzido em terra.
2004 Copyright © Eliezer de Oliveira Martins
maju@amazon.com.br

G 23 pesquisa

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

G23 cai de paraquedas no PMDB

Brincadeirinha, né. Em 1969 eu não era nascido! Rssssssssssssssssssssssssssss
23 de Outubro, hoje três anos do Grupo de Estudos 23 de Outubro PQDistas.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Riquezas Minerais e Petroliferas na Amazônia.

Porto de Coarí na Amazonia Brasileira. Vejas as fotos primeiro e leia o longo texto, vale a pena.
Ver para crer, depois ler, para aprender.
Minério, bauchita e outros minerais.
Mina de Ferro, uma das maiores jazidas do Mundo.
Garimpo de ouro em Serra Pelada.
Minas de ouro na Amazonia assinaladas pelos Jesuitas.

Transamazonica, estrada, Veja o volume do corte da madeira. Alternativa Amazonica, energia Eólica.

Amazônia Legal Brasileira e seus nove estados federados.
Fabrica de celulose no rio Jarí. Montada na Amazonia e construida inteiramente no Japão. Trem carregado de madeira na Amazônia. Trilhões de dolares em madeira.

Madeira desce o Rio empurradas ou guiadas po canoas no alto Solimões. Gasoduto da Amazônia comprova o grande volume de Gás de Petróleo e Óleo.

Minerio e ouro em Serra Dourada.
Torre de Petroleo na Bolivia fronteira com o Brasil.
Urucú, petroleo em exploração em plena Floresta, 60.000 barris dia. Poço pioneiro do petróleo de Urucù, aqui começa a história das riquezas Amazônicas.

Wallace Requião de Mello e Silva
Governava o país , o PMDB, com José Sarney. A enorme jazida de urânio encontrada na Serra do Cachimbo na Amazônia Legal seria em breve, segundo os técnicos do IPEN (Instituto de Pesquisas Energéticas de São Paulo), enriquecido a 20% permitindo a realização de antigos e altos vôos do projeto energia nuclear (atômica) do governo brasileiro. Vinte anos se passaram e nunca mais ouvimos sobre o assunto. Quem teria explorado essa jazida? Como andariam as pesquisas no IPEN? O plutônio, desenvolvido pelo IPEN, que uso e que destinação teve? Qual a empresa que explora a Serra do Cachimbo?
Eduardo Galeano, autor uruguaio, em seu conhecido livro faz uma acusação um tanto seria. Diz ele: Na Década de 60 numerosas empresas norte-americanas, conduzidas pelas mãos de aventureiros e contrabandistas profissionais se lançaram ao rush febril sobre essa selva gigantesca. O autor não se referia apenas a Amazônia Brasileira, mas também, a Amazônia Boliviana, Peruana, Colombiana, Venezuelana e Guiana. Em seguida o autor diz: Com aviões da Força Aérea Americana sobrevoou e fotografou a região. Utilizavam equipamentos como cintilômetros (para detectar jazidas de minerais radioativos) e eletromagnet
rometros (para descobrir e medir o ferro, assim como o petróleo) e a extensão e profundidade das riquezas secreta da Amazônia. Tudo muito curioso, possível, pois em 1964, a ideologia dava essa prerrogativa ao Exercito Americano, que em nome da defesa da democracia, e do avanço das guerrilhas e da ideologia judeu marxista, (Marx era judeu alemão) que visitava com freqüências as nossas florestas e as florestas de países vizinhos. Enquanto empresas com capital internacional, curiosamente, exploravam metais preciosos na Região. Mas o mais curioso é o silencio e desconhecimento do brasileiro comum, aos quais me incluo, sobre as riquezas e potenciais dessa imensa área que nos pertence. Com o avanço da tecnologia, satélites estudam o solo do planeta, mapeando suas riquezas, e sonegando essas informações aos povos que as possuem.
Igualmente a revista Veja de oito de Abril de 1987 anunciava a descoberta de petróleo, no Amazonas. Imensa jazida se somava às muitas outras jazidas descoberta na Amazônia, como os campos de gás do Acre (onze poços), a jazida de Igarapé da Cuia, ou Igarapé Açu. As jazidas de Barreiros, Nova Olinda e ilha de Marajó são outros poços que uma vez descobertos ficaram anos lacrados ate serem novamente re-explorados. Agora, também os poços terrestres e marítimos do Amapá surgem numa região dita antes estéril. Passados vinte anos, a região Amazônica de Urucu, no alto rio Amazonas, possui algo em torno de 16 poços ativos, que produzem algo, somente na região do rio Urucu e Tefé, em torno de 60.000 barris dia. (na data em que escrevo o barril esta custando $ 77 dólares). Recentemente Blogs e o Site da Petrobrás, anunciam o investimento de quase dois bilhões de dólares, para perfuração de mais cem (100) poços na região Amazônica. (O investimento já nos dá uma idéia da expectativa da Petrobras na Amazônia) O petróleo na Amazônia foi negado, por mais de quarenta anos, pelos organismos internacionais, embora, a Petrobrás faça ali, em silêncio pesquisas desde o ano de 1954 um ano após ter sido criada. Essa convicção de existência de petróleo na Amazônia foi defendida pelo escritor Monteiro Lobato, em 1920. E foi na localidade de Itaituba, no Pará que o antigo SGMB (Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil) encontrou gás natural de petróleo no ano de 1925. Mas, se nessa região (Urucu Tefé) de mais de 100 quilômetros quadrados, hoje se produz petróleo suficiente para a auto-suficiência de toda a Região, e é apenas o começo, ali também se produz milhões de metros cúbicos de gás por dia. O leitor aprendeu que gás é uma riqueza menor, e surpreendentemente se sente decepcionado, cada vez que alguém anuncia a descoberta de Gás Natural, num poço de petróleo, como se Gás Natural não fosse um subproduto de alto poder energético, e comercial, oriundo e natural do petróleo. O poço que tem gás natural de petróleo tem óleo.
Numa síntese geral, pode-se dizer que os sítios indicativos da presença de petróleo na Região seriam esses: no Pará, a jazida de Itaituba, descoberto em 1925. Em Marajó, jazidas descobertas em 1950 e em exploração. Nova Olinda e no baixo Rio Madeira descobertos ainda na década de 50, poços ainda lacrados e promissores. No Maranhão os poços de Barreirinhas em 1968, lacrados por muitos anos e agora em produção. Em Cruzeiro do Sul no Acre, vários poços promissores e ainda lacrados, descobertos em 1936. Em Urucu, Tefé, e Juruá, descobertos em 1987 e em produção considerável. A Foto mostra o poço pioneiro de Urucu, o LUC-1.




Na foto de jornal acima vemos o mesmo poço pioneiro de Urucu, LUC 1, que produz hoje 60.000 barris dia de óleo na Amazônia. Afora o gás.
As bacias sedimentares do Norte de Brasil são como a própria Petrobras diz: bem promissoras. A Bacia paleozóica do Amazonas que percorre toda a extensão do Rio Amazonas e Solimões, desde o Acre ate a Ilha de Marajó são promissoras. Nela, hoje, se explora petróleo e gás nas duas pontas, (oeste e leste) e na região mediana, lembrando, todavia, que pouco mais a Oeste (na bacia do Solimões), na fronteira com a Amazônia Brasileira, o petróleo no Peru é explorado há anos por empresas como: Petrolera Fiscal (uma estatal peruana) e IPC; Peruvian Gulf ; Belco Petrolium; Texas Petrolium e British Petrolium, que exploram petróleo em nossas fronteiras há trinta anos como se tivessem uma reserva de mercado para a área. No Brasil nada. A Bacia paleozóica do Maranhão que cobre todo o estado do Maranhão e parte do Pará, onde, hoje, também se explora petróleo, confirma velhas teses. Desde muitos anos Orlando Valverde, do Conselho Nacional de Geografia, em “O Quadro Físico da Amazônia” e Sylvio Froés de Abreu em “Recursos Naturais do Brasil” vêm anunciando a maior probabilidade de se encontrar óleo a oeste do Brasil Amazônico, em razão de suas condições geológicas, do que a Leste, mas tudo indica, nós respeitamos timidamente a “reserva” de área das empresas estrangeiras na fronteiras da Bolívia, do Peru ( Acre) e Colômbia As jazidas que ultrapassam no subsolo as fronteiras, são exploradas como se nada tivessem com o Brasil..
As Fotos mostram atividade de extração de petróleo na Fronteira do Brasil com a Bolívia.





O petróleo no Acre.
A Tribuna do Acre, em 15 de Abril de 2007, diz: Em 1936 as primeiras notícias da existência de Petróleo no Acre chegaram aos ouvidos do governo federal. (...) Em 1938 os geólogos Pedro de Moura e Alberto Wanderley, depois de pesquisas em Cruzeiro do Sul, fizeram um relatório em que apontavam a existência de petróleo e a sua viabilidade econômica. Foi uma das primeiras contestações dos relatórios estrangeiros que desprezavam a Amazônia como região produtora de óleo.
Em 1959, o Jornal do Acre, também de Cruzeiro do Sul, (Norte do Acre e fronteira com o estado do Amazonas) relatava outra expedição e novamente a confirmação da existência do Produto (WWW.adbl.org.br). Nessa região os seringueiros lembram o cheiro forte de gás e da água quente jorrando dos poços. O engenheiro Newton Reis Monteiro, da ANP (Agência Nacional de Petróleo) estima que o Acre deva gerar três milhões de barris por ano, óleo de boa qualidade, e afirmou também que essa jazida era conhecida desde muito tempo, e que há, no Acre, onze poços furados e lacrados e que só não foram explorados à época por uma conjugação de fatores. Atribui principalmente às facilidades dos poços marítimos e políticas internas da Petrobrás a sua não exploração. Alem do gado, o Acre produz ouro na Serra do Divisor, e grande quantidade de argila, que pode subsidiar, com a energia dos poços de gás, indústrias cerâmicas e porcelanas finas. A Indústria madeireira é forte na região, carecendo de planejamento de sustentabilidade florestal.
Por falar em Gás Natural do Petróleo na região, é preciso lembrar que o Jornal Estado de São Paulo, de terça feira, seis de Dezembro de 2005, trás um mapa do caminho do gás na Região Amazônia, cujo gasoduto, percorre do norte do Peru, passando por Rio Branco no Acre, até Porto Velho em Rondônia, dali subindo a Urucu, com um ramo ate Juruá, de Urucu a Coari e dali ate Manaus. Também trás um estudo de um gasoduto que sai de Manaus a Macapá (no Amapá onde recentemente foram confirmadas as descobertas de jazidas de petróleo) e dali até a localidade de Tucuruí, no Pará. Como vemos esse gasoduto interliga as varias regiões petrolíferas da Amazônia Legal. Não só liga as diversas fontes de gás e óleo entre si, mas garante a comunicabilidade de combustível para as diversas indústrias de mineração através de termoelétricas a gás. As cifras são assustadoras e atingem muitos TRILHÕES de metros cúbicos de gás de petróleo. O valor do investimento também denuncia a certeza da viabilidade das jazidas amazônicas. Acontece que jazidas de gás intercomunicadas, pela teoria dos vasos comunicantes, não só “equilibram“ as riquezas, como tornam indiscriminadas as suas fontes, e portanto prejudica a quantificação da produção por fonte, e do seu uso e fonte original, operação das mais espertas, que dá o controle do comercio ao grupo transportador.

O petróleo no Amapá.
Além das reservas de manganês da Serra do Navio, explorada por concessão, concedida por cinqüenta anos pelo grupo “ICOMI”, subsidiaria “nacional” da mineradora Bethlehem Steel, e do xisto betuminoso (de alto poder), abre-se agora essas novas realidades, petróleo e gás explorado pela teoria dos vasos comunicantes.
Adeildo Bezerra e Chico Araujo da Agencia Amazônia (www.agenciaamazonica.com.br) afirmam que em 1987 que além das jazidas de Marajó, anteriormente descobertas, a presença de óleo e gás numa área que vai da costa do Piauí ate o Cabo Norte no Amapá é uma realidade incontestável. Dizem os autores que além da Petrobras outras empresas estrangeiras exploram a região como a BP Amoco (British Petrolium) que pesquisa em uma região tem 33 mil quilômetros quadrados. Recentemente a Petrobras anunciou a viabilidade dos poços marítimos do Amapá. Além da exploração em Macapá, e na Ilha de Marajó espera-se o anuncio de outros poços terrestres do Amapá. Poços exploratórios segundo esse Site estão em Santana e Mazagão. Deve-se lembrar que ali também existem jazidas de xisto. Alias falando em Xisto, esse mineral permite a retirada de todos os subprodutos do óleo de petróleo. Embora um tanto mais caro, o xisto permite total aproveitamento de suas jazidas. Na Amazônia Legal, existem as seguintes jazidas de Xisto, todas conhecidas e quantificadas: A jazida de xisto cretáceo do Maranhão; a jazida de xisto do Amapá; as jazidas de xisto devoniano do Pará e Amazonas, que são capazes, juntas, de produzir alguns bilhões de barris de petróleo e asfalto.

Madeira, uma riqueza de pelo menos seis trilhões de dólares.
Foi às margens do rio Jarí, entre o Amapá e o Pará, que se estabeleceu a indústria de celulose do projeto Jarí, hoje conduzido pelo Grupo CAEMI e Banco do Brasil. O Amapá, através da paralisada estrada Macapá-Oiapoque é a porta mais curta do Brasil através da Guiana Francesa como acesso ao Mercado Comum da União Européia.
A grande derrubada de madeira, sem remanejamento, ocorre de maneira ilegal e por madeireiras Asiáticas. Principalmente as madeireiras da Indonésia, China e Malásia. As fotos que seguem dão uma idéia do ritmo do processo. Todavia não são só eles.







Fabrica de Celulose à beira do Rio Jarí. Toda montada no Japão.

Amazônia Legal.
Você talvez esteja se perguntando por que pulo do Acre para o Amapá e o que tem isso com a Amazônia? Acontece que o conceito de Amazônia Legal, envolve nove estados da região norte do Brasil. A Amazônia Legal criada por leis da década de 50 e pela lei federal de 1966 compreende os estados do Maranhão, Pará; Tocantins; Amapá; Amazonas; Acre; Roraima; Rondônia e Mato Grosso Na verdade é uma preparação para a Pan Amazônia, uma área internacional, com soberania relativa ou limitada.
Quando estivermos falando das riquezas destes estados brasileiros, estaremos falando de 60% do território nacional, do mais rico subsolo totalmente desconhecido dos brasileiros do sul, o melhor filão do território brasileiro. Seja pela água, seja pelo gás, seja pelo Petróleo, seja pelo Urânio, seja pelas matas ou fauna, esse Brasil tem sido sistematicamente escondido dos olhos dos Brasileiros, escondido pela astucia dos capitais exploradores, que escondem do Brasil, a consciência de sua riqueza, e pelos meios de comunicação dificultam uma amadurecida e atualizada imagem da região, quase como se ele estivesse em paragens tão longínquas e inacessíveis, como se estivesse à parte do Brasil que amamos. Veremos nesse texto que ela esta mais próxima dos países estrangeiros, do que do alcance da iniciativa dos brasileiros empreendedores. Acobertada pelo manto da “prevenção ambiental” ela esta ali isolada dos brasileiros, ( dos olhos dos brasileiros) e livre para a exploração pouco fiscalizada de grupos estrangeiros.
Estabelecida uma imagem de mapa da região, podemos começar a avaliar o que esta em discussão quando tratamos da região Amazônica ( 60% do solo pátrio). Estamos chamando a atenção de que em manuais sobre a Amazônia se omite sempre as riquezas energéticas, como potencial hidráulico, capacidade de produção de álcool, materiais radiativos e óleo ou gás. Nunca se fez também, para a região, uma boa avaliação da geração de energia com geradores eólicos, pois sendo a região uma grande planície ela tem certamente as condições para o desenvolvimento da energia eólica. (eólica= geração de energia pela força dos ventos).
Cabe aqui fazer algumas considerações sobre o Hidrogênio e as Células de Energia, algo que eleva essa área de 60% do nosso território a um dos principais potenciais energéticos do mundo. ( ver o livro “ Hidrogênio, uma solução para o futuro da humanidade”)


Outro tema que nos passa despercebido é a questão do álcool na Amazônia. O álcool, como todos sabem, é um subproduto da fermentação. A fermentação tem dois subprodutos energéticos o álcool e o biogás. Toda matéria orgânica em fermentação produz em quantidades proporcionais o álcool e o biogás. Assim os dejetos da floresta, galhos e folhas que caem, produzem uma biomassa capaz de gerar álcool e biogás quando fermenta. Não só a cana, e outros grãos como o milho, ou tubérculos como a batata e beterraba produzem álcool.
O conceito de combustível, ou seja, aquilo que pega fogo, ou gera combustão, amplia em muito o espectro energético da Amazônia, pois a, madeira (hoje estimada em mais de seis trilhões de dólares), o carvão vegetal, o álcool da madeira, o álcool de tubérculos, da matéria residual ou biomassa em decomposição ou da cana, o linhito, o carvão mineral, o xisto, e o óleo combustível oriundo de grãos oleaginosos, vêm somar-se ao conjunto dos combustíveis viáveis para o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal Brasileira.
Feita essa ressalva, encontramos, quase sempre desatualizadas informações sobre outras riquezas brasileiras na região Amazônica tais como: reservas de ferro; bauxita; sal gema; manganês; calcário; cassiterita; gipsita; linhita (OU LINHITO, UMA EXESSÃO à regra dos energéticos, pois a linhita (linhito encontrada ali em trilhões de toneladas) é hoje, moderno combustível para aviões a jato (desenvolvido na Universidade da Califórnia, USA) além de ter poder calorífico 40% superior à hulha, viabilizando a siderurgia local); o cobre; estanho; chumbo; caulim; diamante; níquel e ouro. Omite-se como se fosse uma heresia o petróleo e o gás natural. Como você vê e verá adiante, esses itens, apenas os não omitidos, e suas quantidades, por si só, são dignos de mover o país, embora essas riquezas venham sendo tiradas do Brasil durante os últimos quarenta anos sem a devida atenção do conjunto da Sociedade Brasileira. A Amazônia para os brasileiros deve permanecer intocada, velada, para os estrangeiros não.
Veja você: Hoje, os homens têm condições de avaliar a composição do solo de marte, ou a presença de água ou não em Saturno. Estações espaciais e satélites artificiais analisam o solo do planeta constantemente. Indícios são pesquisados em loco por cientistas disfarçados ou não, que vão mapeando as riquezas do planeta em silencio. Lutas políticas, e armadas são promovidas motivadas por essas riquezas “secretas”. Somente os brasileiros permanecem alheios as suas riquezas, quando, pelo contrário, o mundo todo as cobiça e em silencio as carrega. O brasileiro sequer é capaz de levantar os olhos cobiçosos sobre as riquezas alheias, é no mínimo interessante o fenômeno.
Quando Eduardo Galeano publicou seu livro “As Veias Abertas da America Latina ”, escrevia: “No Brasil as esplendidas jazidas de ferro do Vale do Paraopeba, derrubaram dois presidentes- Janio Quadros e João Goulart antes que o Marechal Castelo Branco, que tomou o poder em 1964 os cedesse a Hanna Mining Co. Outro amigo anterior do Embaixador dos Estados Unidos, o presidente Eurico Gaspar Dutra (1946-51) tinha concedido à Bethlehem Steel, alguns anos antes, os quarenta milhões de toneladas do estado do Amapá, uma das maiores jazidas do mundo, em troca de pouco mais de um por cento para o Estado Brasileiro sobre as rendas de exportação; desde então a Bethlehem Steel esta transferindo as montanhas para os Estados Unidos com tal entusiasmo que se teme que daqui a quinze anos o Brasil fique sem manganês para abastecer sua própria siderurgia (hoje internacionalizada e privatizada por testas de ferro brasileiras ao capital inglês). De resto, continua o autor, a cada dólar que a Bethlehem investe na extração de minerais, oitenta e oito centavos de dólar correspondem a uma gentileza do governo brasileiro,... as ditas isenções fiscais em nome do desenvolvimento regional”
A proxima foto mostra Imagem da Transamazonica em 1972.
Se a famosa estrada de ferro, São Paulo Rio Grande viabilizou-se com a retirada da madeira no Paraná, em Santa Catarina, e no Rio Grande, veja quanta madeira a Transamazonica tirou. Foram milhares de quilometros. Que se fez dessa riqueza?

Era o ano de 1972 quando Flavio Alcaraz Gomes, jornalista prestigiado que tendo acompanhado a construção da rodovia Transamazônica escreve que os minerais já identificados e os em exploração, todos citados, à época, pelos relatórios do Ministério dos Transportes que era o responsável pela obra. Alcaraz escreve em seu livro : “Segundo o relatório oficial na imensa região sudoeste do Pará avulta, com extraordinária importância, a reserva ferrífera da Serra dos Carajás (isso trinta anos atrás). Avalia-se que essa formação ferrífera seja superior a quatrocentos milhões de toneladas encontradas com espessura media em torno dos cem metros e afloramento numa extensão de oitenta quilômetros desde a Serra do Norte ate a Serra Sul”
Hoje sabemos que o Pará, de Norte a Sul, de Leste a Oeste é rico em jazidas minerais. Encontraram-se ali jazidas de ouro, (Já conhecidas e mapeadas pelos jesuítas nos anos 1600) reservas de alumínio (bauxita); imensas reservas de ferro e de estanho. No estado do Pará, além do ferro (quase todo explorado pela Companhia Vale do Rio Doce, recentemente privatizada ) produz também cobre manganês, bauxita e ouro que são exportados pelo porto de Itaqui; no Maranhão.

A Foto tirada de livro histórico mostra o mapa dos jesuítas, assinalando as minas de ouro. O mapa não é original, foi feito sobre o original, corrigindo distorções geológicas.



No Pará é que está localizado o imenso garimpo da Serra Pelada e a recém descoberta jazida de ouro da Serra Leste apresentada no Governo Fernando Henrique Cardoso como a maior jazida de ouro jamais descoberta no Brasil (1996 ). A avaliação inicial apresentava uma jazida de cento e quinze toneladas de ouro.

Na foto vemos garimpeiros de ouro no Pará. (Amazônia Legal)
Quanto ao minério de ferro diz Alcaraz: “trata-se, portanto de uma das maiores jazidas de ferro do mundo, seu teor supera os 69% o que a torna uma das mais ricas conhecidas”
A extração de minério de ferro na Amazônia é já uma realidade incontestável. Em 1972 a empresa Vale do Rio Doce extraia cerca de: 825 mil toneladas ano. Escrevi esse texto em 2004 o reescrevi em 2007. (calculem quanto já foi retirado) Em, 1980, o projeto Carajás produzia na Amazônia 100 milhões de toneladas de cobre; um milhão de toneladas de manganês e 35 milhões de toneladas de ferro por ano. A Serra de Carajás fica a sudoeste de Marabá, e essa riqueza era escoada pelos rios com imensa rapidez. São trinta e cinco anos de escoamento dessas riquezas. O que você sabe sobre isso? O resultado dessa lavra, como foi redistribuído ao povo brasileiro?






Continua o autor: “o município de Marabá também é rico em diamantes, e os garimpeiros, com métodos antiquados ou modernos conseguem extrair volumes razoáveis. Em concordância já em 1972, o Ministério do Transportes já dizia: Nas proximidades de Marabá e ao longo do Rio Tocantins desde São João do Araguaia ate Arumatema, encontra-se um dos mais importantes distritos diamantíferos do país, correspondendo a dez por cento da produção oficial nacional.
Paulo Schilling, em “Brasil Para estrangeiros” nos diz:” O Brasil perde a cada ano a mais de cem milhões de dólares somente pela evasão clandestina de diamante em bruto”. Seria tudo isso um boato? Multiplique por trinta e cinco anos. É assustador. Some a isso o ouro a prata, o urânio, o petróleo..., multiplique pelos anos históricos e veja se não é uma injustiça que o Brasil mantenha seu povo em tais conhecidas condições de pobreza e desinformação.


Segue Alacaraz: “alem do diamante a Amazônia possui minas de ouro de existência comprovada como diz o relatório oficial... O ouro de Tapajós ocorre em leito de cascalho mal selecionado cuja espessura é de vinte centímetros”. Com tecnologia o Tapajós poderia produzir uma grande quantidade de ouro (isso dito trinta anos atrás).
Recentemente o comandante da Amazônia, general Augusto Heleno Pereira, disse a jornal paulista: ” A política indigenista brasileira esta na contramão da sociedade, conduzida por pessoas e ONGs estrangeiras” Falando sobre Roraima ( Amazônia Legal) disse: “ As ONGs, internacionais usam os índios como fachada, para dominarem nossas imensas jazidas de urânio,nióbio, e ouro confirmadas naquela área”. E contesta Porque elas não se instalam onde não há minérios? No mesmo jornal poderemos ler o seguinte: Segundo dados do Ministério das Minas e Energia, as jazidas de ouro em Roraima é a maior do mundo, superando em muito todas as reservas de ouro dos Estados Unidos. A jazida de nióbio do estado possui 14 vezes todo o nióbio conhecido no planeta, com potencial de extração para ate 1200 anos. Ainda há jazidas de cassiterita ( estanho) e de diamantes e urânio, que ainda não foram totalmente mensurada mas que, a partir de primeiras medições superam as jazidas conhecidas do Brasil” è surpreendente tudo isso.
Bem, o que vemos ate aqui é a pontinha do iceberg. As riquezas e potenciais dessa imensa região, que como já dissemos representa 60% do total do solo brasileiro, são estonteantes. Hoje a região possui algumas hidroelétricas poderosas, e termoelétricas, não produzindo e sustentando as populações ribeirinhas espalhadas ao longo dos rios, que continuam à margem dos progressos, logo eles que garantiram historicamente a nossa soberania sobre a região, mas produzem energia para sustentar empresas internacionais como a Honda da Amazônia e Sharp, ou grandes grupos mineradores, ou pesquisadores e exploradores de petróleo, ou grandes madeireiras asiáticas. Eu particularmente tive a oportunidade de estar na Amazônia por três oportunidades, 1976, 1988, 1992, e pude sentir o evoluir dos acontecimentos, restando para a juventude da região apenas a prostituição e o uso ou comercio de drogas.
Transitam pelos rincões da Amazônia mais estrangeiros empreendedores do que brasileiros. A foto que você verá a seguir mostra Coari, um porto embarcadouro de petróleo, e com essa imagem introduzo com poucas palavras (a imagem mostra mais) o estado do Amazonas, um dos componentes mais promissores da “Amazônia Legal”. Essa surpreendente imagem já tem alguns anos, hoje seu aspecto é bem mais futurista.. Soluções: sim elas existem, alguns fatos a serem desenvolvidos em suas legislações e nas suas estratégias.
A) Transferência temporária da Capital Federal para o centro da Amazônia.
B) Serviço militar obrigatório exercido, ao menos em três quartos, na área de fronteira da região Amazônica.
C) Os 18 estados brasileiros, que não compõe a região da Amazônia Legal, devem destinar parte de seus orçamentos e recursos humanos para projetos na Amazônia.
D) Criação da Brigada Á érea Civil de proteção e defesa da Amazônia.
E) Criação da alfândega da Ilha de Marajó, controlando mercadorias e cargas nos navios que deixam ou entram no Rio Amazonas.
F) Criação de alfândega no alto rio Solimões.
G) Restauração e retificação do projeto Transamazônico, tornando-o, se possível, leito de ferrovia.
H) Fomento da pesquisa cientifica na área através de parcerias com as universidades brasileiras.
I) Fundação de dezoito cidades laboratório em áreas de fronteiras, cada uma sustentada inicialmente pelo estado que a apadrinha.
J) Estatização do Sejam.
K) Criação de nova legislação internacional sobre a região amazônica brasileira, com vistos de turista diferenciados para a área (de apenas trinta dias), obrigatoriedade de pedido de naturalização, para permanência maior, submetendo os indivíduos interessados á legislação brasileira, revisão do direito de posse sobre áreas vendidas a estrangeiros, desapropriação dessa área por interesse nacional, e reintegração delas no plano de soberania nacional sobre a Amazônia Legal Brasileira.
L) Respeito e efetivação dos 150 quilômetros de largura de faixa de fronteira.
M) Acréscimo de 10 X 1, o contingente militar e policial na Amazônia Legal.

Uma analise mais aprofundada talvez tragam melhores proposições que as que trazemos aqui. Resta-nos elaborar um inventario das riquezas da Amazônia Legal, tabulando informações antigas, com as levantadas pelo Ministério dos Transportes durante a construção da Transamazônica, informações colhidas pelo projeto RADAN, e pelo projeto SIVAN; claro que faltaria ainda um levantamento das publicações estrangeiras, e de relatório técnicos de prospecção executadas desde o espaço.



Wallace Requião de Mello e Silva
Para o G 23 de Outubro.
Defendendo o Brasil que amamos.