terça-feira, 27 de outubro de 2009
Petróleo na Amazônia X
Digamos que o petróleo estivesse nos seus últimos suspiros, e os EUA descobrisse uma enorme jazida em suas terras ou águas territoriais, a pergunta é: Eles chamariam o Brasil, a Inglaterra, a França, para em concessão, contrato de risco ou partilha, explorá-la?
Você já ouviu o Brasil reivindicar direitos sobre o petróleo, peruano, boliviano, venezuelano? Então porque achamos natural que outras nações tenham direitos sobre as nossas jazidas? EUA quer comprar óleo, paguem por ele, não foi o que fizemos sempre?
Você já viu postos de gasolina com bandeiras venezuelanas, peruanas, bolivianas, argentinas no Brasil? Então me expliquem o porquê somente as grandes companhias de petróleo têm essa reserva de mercado em nosso país? O que seria mais justo, termos em nome da integração bandeiras brasileiras naqueles países vizinhos e permiti-las no Brasil, ou, continuar “vendendo”( concedendo, partilhando) nosso petróleo para as nações ricas?
A descoberta do Pré Sal, retira o petróleo da categoria de riquezas não renováveis, e, portanto finitas? Então porque esse: Oba, Oba para explorá-las e comercializá-las? Qual, de que volume são as nossas reservas estratégicas, qual a necessidade Brasileira para os próximos 100 anos?
Quando o Ministro de Minas e Energia e o atual presidente da Petrobrás, em encontro Nacional, se apóiam em “Informações da Imprensa” para fundar a justificativa de investimentos na ordem de um quarto de trilhão de dólares, não há algo de errado nisso? Planejam sob suposição?
E se as jazidas não corresponderem ao esperado, o país ficará com essa divida? Ou eles, os recurso serão tomadas junto aos investidores estrangeiros que hoje, possuem 50% pouco mais pouco menos, das ações da Petrobrás?
Não responderei as perguntas feitas. Mas te pergunto algo um pouco mais grave, o uso da mulher. Você prefere fazer uso da sua mulher, prefere ter um uso compartilhado (promiscuo), ou dar carta de repudio (divórcio) a ela para que em concessão outro faça uso dela? Como, em que medida, você terá responsabilidades sobre os frutos do uso de sua mulher?
Quando temos a jazida (mulher), a broca (tecnologia e competência), e óleo e gás (fruto da jazida) o que seria o mais prudente? Monopólio (matrimonial), parceria (promiscuidade), arrendamento e concessão de uso (perda de soberania sobre a mulher, a jazida).
O interesse da Nação deve ser preservado, fiscalizado e exigido pelo Estado, a União. Ora, mas num Estado Democrático e Representativo, o Estado deve ser fiscalizado pelo povo, diretamente, ou representativamente. Quando não há presença de povo, não há fiscalização dos atos do Estado, e, portanto o Estado pode, ou não, estar cuidando dos interesses da Nação. Um poço de petróleo no meio do mar, ou isolado no meio da selva amazônica, pode ou não, informar o quanto esta produzindo. Não há o olho popular sobre os fatos. Uma empresa, seja ela estatal ou não; pode estar produzindo e comercializando muito mais do que está contabilizando, e isso estará ocorrendo longe dos olhos do povo e de seus representantes, e até de seus técnicos e operários, que não podem, por falta de instrumentação adequada, aquilatar a produção. Isso é uma hipótese real, que se aplicada ao petróleo, riqueza das mais cobiçadas, que tem “permitido” que países invadam países, não pode ser desprezada. O Petróleo pode desde muitas décadas estar sendo evadido e sonegado. Seja no mar, seja em terra. No entanto essa riqueza pertence constitucionalmente a União e, portanto, por princípio, a todos os brasileiros. Sonegá-las, e vende-las simplesmente, é e será sempre desguarnecer e desrespeitar os interesses da Nação Brasileira e o seu futuro. O Óleo Brasileiro, aqui deveria ser refinado, aqui armazenado, e aqui, em liberdade, ser vendido na medida dos interesses nacionais. Essa a verdade dura e crua, que seria usada por qualquer país Petro-dependente. Menos pelo Brasil, que parece ser o país mais cristão entre todos os países do planeta, todos podem vir partilhar promiscuamente ( não que o cristianismo ensine isso), embora, nenhum país nos permita partilhar nada, a não ser ao custo de dependência econômica, escravização do povo e endividamento da Nação.
Eu quero reproduzir aqui um trecho dessa longa e muito bem escrita matéria já disponibilizada, em inteiro teor, em um de nossos Blogs, de autoria do ex chefe do SNI da Amazônia, e ex. Adido Militar do Brasil no Peru e Bolívia, Cel. Roberto Monteiro de Oliveira, um velho guerreiro.
“Coerente com a sua própria lógica interna, esta NOVA IDEOLOGIA é necessariamente antinacionalista, como o comprova a insistente pregação dos seus corifeus, orquestrando as teses indemonstradas da inexorabilidade e excelência da ”globalização”, da interdependência entre as Nações, da “soberania relativa”, e/ou da “administração compartilhada”, e de outras teses correlatas que negam, ou extenuam, alguns dos conceitos e valores essenciais à sobrevivência do Estado e da Nação, tais como a SOBERANIA, a INDEPENDÊNCIA, a UNIÃO NACIONAL, a autodeterminação dos povos, etc., e onde já se inclui até mesmo - ainda de forma velada e oblíqua - a dissolução das Forças Armadas ou a modificação de sua destinação constitucional. Essas teses heterodoxas, os ideólogos da ”globalização” as vêm repetindo “ad nauseam”, através dos Órgãos de Comunicação de Massa (OCMs) internacionais e nacionais, por intermédio dos quais eles difundem, usando processos dialéticos, os conceitos, valores e proposições pragmáticas que induzem à aceitação, sem reações ou objeções, das teses internacionalistas que, afinal, irão facilitar o domínio das NAÇÕES PRINCIPAIS sobre as NAÇÕES PERIFÉRICAS ou SECUNDÁRIAS, entre estas o Brasil”.
Esse genial texto do Coronel, disponibilizado em um de nossos Blogs sob o título SIVAM E AS AMEAÇAS POTENCIAIS A SOBERANIA BRASILEIRA DA AMAZÔNIA, nos diz apenas uma coisa, nós mais uma vez estamos sendo “enquadrados”, portanto, aqui nos bastidores, eu não posso aquilatar, se os partilhamentos (promiscuidade) sobre o petróleo brasileiro são o resultado de uma “Curra”, uma violência comercial, ou armada, que nos levaria a uma situação parecida com a do Iraque, ou seja, entregamos os anéis (petróleo) para não entregar - mos os dedos, ou diferentemente, essa entrega desavergonhada vem de uma índole desavergonhada, cafetina, orgástica que faz da própria mulher meio de ganhar a vida. A verdade sobre o petróleo Brasileiro é a revelação de uma dura realidade: Somos ou não, uma nação SOBERANA?
domingo, 25 de outubro de 2009
O Petróleo na Amazônia IX
Espetacular.
Cada dia mais eu acredito na Providência Divina. Não que ela seja um socorro providencial para resolver nossos problemas do dia a dia, mas é um socorro providencial para construção do bem. E quando a construção do bem converge para a solução de nossos pequenos problemas, também é um socorro pessoal. Por isso se diz, cuide das coisas de Deus (o construtor do Bem) que ele providenciará as tuas. O Bem construido te socorrerá.
Recebi de meu irmão mais novo, o Conselheiro Mauricio Requião, um raro exemplar, colhido entre a coleção de obras raras da Biblioteca Nacional, edição de 1951.
Ao abrir o volume, já na página 7, e logo adiante, na página 41, me surpreendi com um curioso texto que tratava da Constituição de um Condomínio Internacional sobre o Rio Amazonas. Vejam que há gente que tenta por todos os meios ( agora se compreende o porque) esconder essas tentativas de internacionalização das riquezas amazônicas. Corria então o ano de 1855 (mil oitocentos e cinqüenta e cinco). Já citei em outro texto (As Riquezas Minerais da Amazônia) e em "Atentados Contra a Soberania Nacional na Amazônia" excepcional texto de autoria do Coronel Roberto Monteiro de Oliveira, outros episódios, todavia quero ressaltar nesse texto um evento citado pelo General de Brigada e ex. comandante militar da Amazônia Thaumaturgo Sotero Vaz, que nos conta o episódio em que o Governo Norte Americano exigiu do presidente Epitácio Pessoa a entrega daquela área amazônica (1918), lembrando que o primeiro poço de petróleo foi furado na Amazônia em 1917. Thaumaturgo alerta para um problema um pouco mais delicado, ele afirma que as recentes resoluções da ONU, dariam salvaguarda a uma possível invasão de potência estrangeira ao Brasil suportada em cinco argumentos: Narcotráfico; proteção aos povos indígenas; ambientalismo violado, imigração ilegal, e interesse econômicos, considerados de interesse da humanidade.
Esses seriam os pretextos que vêm sendo deliberadamente construídos na Pan Amazônia.
Você não sabe o que é a Pan Amazônia? É uma área internacional, que envolve Brasil, Peru, Bolívia, Equador, Colômbia, Venezuela e Guianas. è area mais abrangente qua a Amazônia Legal Brasileira. Essa área segundo eles, é PATRIMONIO DA HUMANIDADE, área de interesse imternacional.
O embaixador Araujo Castro, em 1971, em Washington denunciava um cerceamento por pressão internacional no desenvolvimento da região e da diminuição instrumentalizada do poder do Estado sobre a região, e ressaltava: "quando falamos em poder, não estamos falados apenas em poder militar, falamos poder político, poder econômico, poder científico e tecnológico". Essa surpreendente e corajosa afirmação eu encontrei no site do Exército Brasileiro. Isso corrobora com uma antiga afirmação que venho fazendo: Regiões preservadas do planeta ( e no Brasil, via de regra) escondem grandes reservas energéticas e minerais.
E terminava o embaixador: Nenhum país escapa ao seu destino, e o Brasil, feliz ou infelizmente está destinado à grandeza” 1971.
O Brigadeiro Sergio Xavier Ferola, que foi Ministro do Tribunal Militar, na Revista Farol, número 100, faz uma resenha dessas tentativas estrangeiras, passando por holandeses e ingleses, para demonstrar a cobiça internacional, pretendendo aqui fazer o que foi feito com a África um loteamento econômico, um Condominio.
Em 2004 o coronel Roberto de Paula Avelino, ao defender o aumento de efetivo para a Calha Norte sob sua gerência, defende o que hoje já é quase um consenso, que as forças armadas, além de suas atribuições, e de outras que vinha executando, haveria de construir na região hospitais e escolas em parceria com os municípios. Reclamava, porém dos parcos recursos militares para executar a representação do Estado Nacional, nas regiões mais afastadas, em todos os seus poderes, fazer o correio, o transporte de gêneros essenciais, a guarda das fronteiras, a segurança civil da região, e outras atividades, como pesquisa, levantamentos topográficos, auxilio a conservação de estradas, radio comunicação, abertura de pistas de pouso, criação de vilas militares, socorro em catástrofes, etc.
Sob o ponto de vista civil:
A legislação deverá ser autorisativa e não proibitiva, ou seja, o que se pode fazer e até que limites. A lei, portanto, é um incentivo e um plano de ação das possibilidades econômicas da área e não um cerceamento do desenvolvimento, imposto, como acima denunciava o embaixador.
Os incentivos aos pequenos e médios empreendedores é uma necessidade na Região. Os APLs (Arranjos produtivos locais e regionais têm dado bons resultados no Paraná). O plano diretor das vilas e cidades é de necessidade extrema na área. Fábrica de embarcações baratas e seguras, com motores nacionais, urge na Amazônia. O uso de pequenos zepelins pode viabilizar outro eficiente tipo de fiscalização, pesquisa e controle. Projetos de educação suportados pela cooperação federada, onde estados mais populosos, enviam pessoal e recursos, poderiam definitivamente alavancar a educação e competência daquelas populações. O exército, marinha e aeronautica, com o serviço militar obrigatório, sem aceitar o excesso de contingente, ao menos na região, poderia desenvolver capacitações e dar os instrumentos, para formar uma juventude mais engajada, operante e nacionalista.
A transferência temporária da Capital Brasileira, como prevê a Constituição Federal, levaria o Estado para o centro da região, acabando com a noção de que aquela área está na periferia do Brasil Nação. A documentação civil dos indígenas que vivem em território brasileiro, lhes daria cidadania plena, direitos e deveres, afastando o fantasma de nações indígenas independentes.
A construção de uma Estrada de Ferro, circular, no trajeto já projetado para a segunda etapa das estradas Amazônicas, circundando toda a região, até o Amapá, colocaria definitivamente a região sobre a proteção fisica e econômica do Estado Brasileiro. A poda criteriosa da floresta é capaz de gerar todo o material primário em termos de madeira, e celulose para as necessidades da indústria brasileira e o excedente para exportação. Laboratórios bioquímicos nacionais, ligados às nossa universidades, espalhados pelo imenso território pesquisariam remédios e produtos químicos úteis. A água-cultura nos lagos e igarapés seriam verdadeiras fábricas geradoras de pescados e outras espécies aquáticas para equilíbrio e consumo. A produção de petróleo deverá ser expandida, ou aquilatada e ou reservada. Os minérios devem ser explorados em planos racionais, pois de nada adianta a hipocrisia preservacionista aos brasileiros, enquanto grandes mineradoras estrangeiras, madeireiras asiáticas, companhias químicas estrangeiras e laboratórios de patentes estrangeiros, vão dominando há mais de cinqüenta anos toda a região, com imensas quantidades de extração de minério e outras riquezas.
Cada área racionalmente ocupada na Amzônia terá obrigatoriamente uma correspondente área restaurada em outras regiões do Brasil. Ou seja, qualquer projeto desenvolmentista apresentado para a Amazônia dependerá da previa destinação de área e recursos para sua preservação, em uma outra região brasileira, o que equivale a um remanejamento ambiental visando a sutentabilidade ambiental.
Petróleo na Amazônia VIII.
O texto:
BNDES aprova financiamento de R$ 2,49 bilhões para construção do gasoduto Coari-Manaus (AM)
Notícia do site do BNDES
• Projeto vai substituir óleo diesel importado por gás natural de origem nacional.
• Empreendimento do PAC vai gerar cerca de 36 mil empregos
O BNDES aprovou financiamento de R$ 2,49 bilhões à Transportadora Urucu Manaus S/A (TUM) para a implantação,
no Estado do Amazonas, do gasoduto de transporte de gás natural Coari-Manaus, com cerca de 383 quilômetros de
extensão. O projeto prevê ainda a construção de nove ramais de distribuição de gás natural para atender a sete
municípios amazonenses localizados ao longo do traçado do gasoduto tronco, além da instalação de um duto para
transporte de gás liquefeito de petróleo (GLP duto), de 279 quilômetros de extensão, ligando o Pólo Arara, em Urucu,
ao Terminal de Solimões (Tesol), em Coari.
O empreendimento, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, deverá
gerar cerca de 36 mil novos empregos durante a fase de implantação, sendo nove mil empregos diretos.
O gasoduto Coari-Manaus terá capacidade para transportar 5,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.
Essa capacidade de transporte, no entanto, poderá ser ampliada em fases subseqüentes, de acordo com o
desenvolvimento do mercado, para até 10 milhões de metros cúbicos/dia, mediante a instalação de mais estações de
compressão ao longo de seu traçado.
A construção do Gasoduto Coari-Manaus permitirá que o gás natural produzido em Urucu, hoje reinjetado e
queimado, chegue até a capital do Amazonas e a outros sete municípios (Coari, Codajás, Anori, Anamã, Caapiranga,
Manacapuru e Iranduba) para geração termelétrica e demais usos, em substituição aos derivados de petróleo,
principalmente o óleo combustível e o óleo diesel.
Entre os méritos do projeto, que implicará forte inserção do gás natural na matriz energética regional, destacam-se:
ganhos econômicos pelo aproveitamento comercial do gás natural produzido em Urucu; ganhos ambientais pela
substituição do consumo de óleo diesel e combustível por gás natural, com menor concentração de óxidos de
nitrogênio e de enxofre; e economia de divisas, ao possibilitar substituição de volume significativo de óleo diesel, em
grande parte importado, por gás natural de origem nacional.
A Transportadora Urucu Manaus S/A é uma sociedade de propósito específico (SPE) criada para desenvolver o
gasoduto, visando permitir o aproveitamento econômico das reservas de gás natural da Petrobras, na Bacia do
Solimões.
Meio Ambiente
A Petrobras firmou parceria com o governo do Estado do Amazonas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento
Sustentável (SDS), no valor de R$ 42,4 milhões, para a implantação de programas de promoção do desenvolvimento
sustentável nas comunidades da área de influência do projeto. Entre esses programas, destacam-se os voltados às
cadeias produtivas de castanha, mel, farinha de mandioca e madeira (planos de manejo florestal).
O projeto do Gasoduto Coari-Manaus conta com licença de instalação concedida pelo Instituto de Proteção Ambiental
do Estado do Amazonas (IPAAM). O processo de licenciamento ambiental do Gasoduto Coari-Manaus envolveu
amplo diálogo com os órgãos governamentais do Amazonas, movimentos sociais, organizações ambientalistas,
entidades de classe, empresas públicas e privadas, profissionais, pesquisadores e lideranças políticas da área de
influência do gasoduto. Para a realização do EIA-RIMA, a Petrobras contratou a Universidade Federal do Amazonas
(UFAM), que formou uma equipe composta por 57 pesquisadores.
Mercado
A Unidade de Exploração e Produção da Bacia do Solimões , localizada na Província Petrolífera de Urucu, a 650
quilômetros a sudoeste de Manaus, é responsável pela produção média de 60 mil metros cúbicos/dia de petróleo,
além de 9,5 milhões de metros cúbicos/dia de gás natural associado. Esse volume faz do Amazonas o segundo maior
produtor nacional de óleo equivalente e, do município de Coari, o maior produtor brasileiro.
O petróleo de Urucu é de alta qualidade, sendo o mais leve dentre os óleos processados nas refinarias do País. Em
Urucu, encontra-se a maior Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Brasil que, em conjunto com
outras duas unidades existentes na região, têm capacidade diária de processamento de 1,5 mil toneladas de GLP e
9,6 milhões de metros cúbicos de gás natural.
Petróleo na Amazônia VI
O texto procura mostrar os entraves e revezes da obra.
(26/06/2006 )
texto
Representantes dos petroleiros, o presidente Lula e a deputada Vanessa em Urucu
Com a presença do presidente Lula, foi dado início as obras do gasoduto Coari-Manaus que vai transportar o gás natural da região de Urucu até a capital amazonense. O combustível será fundamental para a mudança da matriz energética da região. A deputada Vanessa vem lutando desde 2001 para que o projeto fosse consolidado.
A obra pode gerar quase 3,5 mil empregos diretos e 10 mil indiretos. O custo estimado para os cerca de 670 quilômetros do gasoduto é de de US$ 1 bilhão. A obra era anunciada desde 1998.
"Faz 20 anos que a Petrobras descobriu a reserva de 48 milhões de metros cúbicos de gás natural no Solimões", lembrou o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. "Demorou para que essa reserva fosse explorada porque governantes anteriores tinham dúvidas para quem iria essa riqueza. Podia se pensar em um gasoduto Coari-Campinas, mas a gente garantiu que o gás fosse do próprio estado".
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou rapidamente. Gripado e visivelmente abatido, Lula destacou a demora para tirar o projeto do papel. "A Amazônia tem 20 milhões de habitantes, que precisam estudar e trabalhar. Entre querer fazer e conseguir iniciar essa obra o intervalo foram de dois anos [o termo de compromisso para construção do gasoduto foi assinado em 2004]. A gente enfrentou muitas dificuldades".
Em Coari, o presidente deu o primeiro ponto de solda da construção do gasoduto, que deverá estar terminado apenas em março de 2008. As obras devem gerar 3.400 empregos diretos e 10 mil empregos indiretos, com o compromisso de que 60% dessa mão de obra direta seja contratada no estado.
Entenda o caso
Década de 80
As primeiras jazidas comerciais na região do Urucu (Coari-AM) de petróleo e gás natural foram descobertas em 1986. Nos anos seguintes foram feitas várias perfurações com sucesso: Leste do Urucu em 1987, Sudoeste do Urucu em 1988. Carapanaúba, Cupiúba em 1998 e Igarapé Marta em 1990. Em conjunto, elas formam a província de petróleo e gás natural do Urucu. As reservas provadas chegam a 51.465,40 milhões de metros cúbicos (7,05 milhões m³/dia) e as reservas totais 84.361,43 milhões de metros cúbicos (11.56 milhões m³/dia).
Dados da Eletrobras no dia 24 de abril em audiência pública na Câmara dos Deputados.
Década de 90
Passou-se a estudar o aumento da produção de petróleo e gás e o aperfeiçoamento do sistema de transporte das riquezas. O projeto original que resultou desses estudos envolvia a ampliação da produção de gás natural para 5 milhões de m³/dia e o transporte de gás natural por gasoduto de Urucu a Coari. Em 98, o projeto foi substancialmente modificado e trocado pelo gasoduto Coari-Manaus.
Em 04 de junho de 1999, em Urucu, no município de Coari, na presença do presidente Fernando Henrique Cardoso, foram assinados dois Termos de Compromisso envolvendo os estados do Amazonas e Rondônia. No caso do Amazonas, o Termo de Compromisso envolveu a Gaspetro, Petrobras, Eletronorte e Cigás, tendo como intervenientes os governos do Amazonas e o Ministério das Minas Energia, para a construção do gasoduto Coari-Manaus.
Segundo a direção da Petrobras a partir da assinatura dos dois Termos de Compromisso as negociações foram paralisadas pelo Governo do Estado do Amazonas, o que inviabilizou de imediato a construção da obra
Após uma viagem aos Estados Unidos, o então governador Amazonino Mendes fez a Cigás publicar em 30 de julho de 2001 um Edital de Chamamento Empresarial na época conhecido como edital alfaite. Ou seja, feito sob medida para impedir que a Petrobras participasse da licitação que nitidamente favorecia a empresa norte-americana American Commerce Line International (ACL).
A multinacional foi a única a se enquadrar nos critérios, uma vez que a Petrobras foi expressamente proibida de participar da "licitação". A Fogás, que tinha interesse em participar do empreendimento, também foi alijada do processo pelo edital alfaiate do governador, pois além de ter atividade concorrente com a Cigás, não possuía patrimônio superior ou igual a quatro vezes o valor da proposta (quase US$ 2 bilhões), critérios expressos no edital.
O Ipaam, órgão ambiental estadual, é pressionado para fazer politicagem e não permitir que a Petrobras construa o gasoduto entre Urucu e Porto Velho. Ao contrário do Amazonas, os contratos de Compra e Venda, Transporte e Fornecimento de Gás Natural para Porto Velho (RO) estavam em fase adiantada de negociação. Em janeiro de 2001, a Petrobrás protocolou junto ao IBAMA, o pedido para licenciamento prévio para a construção do mesmo, mas o governo do Amazonas, por meio do ofício do Ipaam nº 288 de 10.05.01(ratificado pelo ofício nº 421 de 22.06.01), encaminhado ao Ibama, se recusou a aceitar o gasoduto, porque grande parte do projeto passava por terras do Estado.
A correspondência tinha cunho político. Isso porque não houve sequer análise técnica do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Estudo de Impacto Ambiental – EIA/RIMA do gasoduto vizinho.
O governador Amazonino ultrapassa as fronteiras do Estado e das leis com o único objetivo de prejudicar nosso vizinho impedindo a consolidação do projeto. Neste caso o governador prejudica também o Amazonas que deixa de recolher o ICMS relativo à venda do gás.
Em 22 de agosto de 2001, a deputada federal Vanessa Grazziotin, o deputado estadual Eron Bezerra, ambos do PCdoB, e a representação sindical dos petroleiros, ingressam na Justiça Federal do Estado do Amazonas com uma Ação Popular cujo o principal objetivo foi declarar a nulidade do edital.
Entre as base da peça jurídica, destacavam-se: o governo estadual não tem poder nem autorização para definir e dirigir o processo de transporte de gás natural, pois de acordo com a Constituição Federal, artigo 177, inciso IV, o transporte de petróleo e gás natural é monopólio da União, que poderá atuar diretamente ou conceder à terceiros. Aos Estados, por sua vez cabe, nos termos do § 2º do artigo 25 da Carta Magna, "explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma da lei, vedada a edição de medida provisória para sua regulamentação".
O Chamamento Empresarial também não poderia ser feito porque está em vigor o Termo de Compromisso assinado em 1999 para a construção do gasoduto Coari-Manaus, uma vez que ele só perderia a validade caso uma das partes manifestasse desistência, o que não aconteceu.
Outra grave inconstitucionalidade foi a exclusão de empresas estatais do processo, no caso a Petrobrás. Diz o edital: "Não poderão participar neste Chamamento Empresarial, isoladamente ou como empresa líder do consórcio, empresas estatais ou controladas por ente estatal".
O edital foi feito sob medida, era alfaiate. Tinha com o único objetivo beneficiar só um modelo de transporte, o feito por barcaças. O edital premiava, com uma quantidade superior de pontos, as empresas que apresentassem proposta para esse meio de transporte enquanto que os pontos dados a modalidade gasoduto eram muito inferiores.
No dia 31 de agosto, o juiz federal Marcelo Motta de Oliveira, respondendo pela 4ª Vara Federal do Amazonas, concedeu liminar favorável aos parlamentares suspendendo os efeitos jurídicos do Edital de Chamamento Empresarial. Reconhecendo o aspecto inconstitucional do edital, diz um trecho do despacho do juiz: "O Estado do Amazonas não pode, assim, conceder à CIGÁS – COMPANHIA DE GÁS DO AMAZONAS, aquilo que não lhe é atribuído pela Constituição da República. Não pode, ainda, selecionar e conceder tal serviço a terceiros sem autorização da Agência reguladora".
O magistrado também destacou a ilegalidade do item 4.2.3 do edital que proíbe a participação de empresas estatais, destacando: "quanto à cláusula que veda a participação isolada ou como empresa líder de consórcio, de empresas estatais ou controladas por ente estatal, é aparentemente tão ilegal, abusiva e contrária ao interesse e à moralidade públicos que o Estado do Amazonas, em sua manifestação não encontrou um único argumento para defendê-la".
Coube ao governo do Estado recorrer ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, requerendo a suspensão da medida liminar deferida pelo juiz federal no Amazonas. No dia 11 de setembro, o presidente do TRF, juiz Tourinho Neto, determinou que o Ministério Público Federal fosse consultado antes de apreciar a suspensão da liminar, autorizando somente o recebimento das propostas, não permitindo entretanto o exame das mesmas.
Século XXI
Em 2002, após sua posse, o presidente Lula, juntamente com a Petrobras, tomou a decisão de construir o gasoduto e apesar dos muitos problemas, todas as etapas estão sendo cumpridas.
Situação atual do gasoduto
Termo de referência assinado em 14/10/2003
Estudos Ambientais concluídos 14/10/2003
Licença Prévia 22/04/2004
Licença de Instalação 26/04/2004
Autorização de Construção 29/11/2004
Decreto de Utilidade Pública 22/04/2005
Outras atividades concluídas
Armazenamento dos tubos nas clareiras
Próximas etapas
Previsão de início de enterramento de tubos: julho de 2006;
Previsão da conclusão de construção e montagem: dezembro de 2007 e;
Previsão de operação comercial: março de 2008.
Pequisa do G 23 ( blog da deputada Vanessa).
Petróleo na Amazônia V
Idéias para o brasileiro pensar.
Senhor Presidente, Sras. e Sres. Deputados,
Infelizmente, ocupo esta tribuna hoje para denunciar. Denunciar que o Brasil vem perdendo 500 milhões de reais por ano. Isso mesmo: 500 milhões de reais por ano. Dinheiro que daria para pagar mensalmente um salário mínimo para 100 mil pessoas durante um ano. Esta denúncia não é nova. Ela foi protocolada no dia 24 de outubro do ano passado no gabinete do Presidente da República e até agora nenhuma resposta foi dada. A bacia petrolífera de Urucu, no Amazonas, já ultrapassou a barreira dos 9 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia produzidos e processados. Porém, nenhuma molécula deste gás foi aproveitada pela população local, nem por qualquer outro brasileiro. Todo esse gás foi queimado e devolvido ao subsolo.
Para que se tenha uma idéia do que representa esses 9 milhões de metros cúbicos de gás/dia, basta lembrar que a soma de todo o consumo de gás natural veicular no Brasil é de 7,1 milhões de metros cúbicos/dia. Ou seja, poderíamos vender todo o gás consumido pelos automóveis brasileiros a custo zero que o prejuízo ainda seria menor. Este volume de gás corresponde a 30% do que importamos da Bolívia, a preços altos e suprimento incerto. De todo o gás importado da Bolívia, 3% foi utilizado para gerar energia em Cuiabá, cuja energia, nos últimos meses, tem sofrido restrições em função do bloqueio no suprimento do gás por parte do governo boliviano.
É isso mesmo, Senhor Presidente! A Usina Termelétrica de Cuiabá vem sistematicamente tendo que ser desligada por falta do gás vindo da Bolívia. A explicação oficial do governo boliviano é de as interrupções resultam de problemas operacionais nos compressores de uma estação do gasoduto na região do Rio Grande. Coincidentemente, isso tudo está ocorrendo justamente no momento em que a usina negocia um novo contrato de compra do gás com a YPFB – empresa estatal petroleira do governo de Evo Morales. Além do mais, já é de conhecimento de todos nós o aumento do preço do gás – de pelo menos 7% - imposto ao Brasil pelos bolivianos.
Clamo por uma ação firme e urgente junto ao Ministério de Minas e Energia para que se mostre as verdadeiras razões que impedem o uso de nossas riquezas. O Gasoduto Urucu-Porto Velho precisa ser reconhecido pelo governo federal como um empreendimento de infra-estrutura, de utilidade pública e redutor das desigualdades regionais. E eu vou mais longe: o Gasoduto Urucu-Porto Velho precisa ser visto como uma obra estratégica de defesa e preservação da soberania nacional.
Em recente reunião da Bancada de Rondônia com o Senhor Presidente da República, na presença da Ministra Dilma Roussef, nos foi dito que não há gás na Província de Urucu e Juruá para abastecer o gasoduto, e consequentemente, atender o Estado de Rondônia. Isso é o mais completo absurdo, uma falta de respeito com o povo rondoniense. Esta afirmação, vinda de membros da mais alta cúpula do governo, nos preocupa muito, tanto em relação ao nosso Estado quanto em relação à Petrobrás. A Petrobrás é sócia da empresa de distribuição de gás natural em Rondônia, e participa de uma empresa com o propósito exclusivo de construir e operar o gasoduto Urucu-Porto Velho. A Petrobrás assinou vários compromissos com o Estado de Rondônia visando disponibilizar o gás natural àquele Estado. Recentemente, a empresa encaminhou correspondência para a Eletronorte, a Eletrobrás e ao Ministério de Minas e Energia disponibilizando o gás em volume suficiente para atender todo o Estado de Rondônia, na qual solicita a assinatura do contrato de compra e venda do gás.
A Agência Nacional do Petróleo confirma a existência de gás natural na Província de Urucu e Juruá em quantidade suficiente para atender 9 milhões de metros cúbicos de gás/dia durante 20 anos. Isto é fato, todos sabemos! E agora vêm nos dizer que não há gás, que o gás acabou, que o gás sumiu? Isso é piada de mau gosto!
Diante disso tudo, ficam os questionamentos: se a Petrobrás, a ANP e as próprias empresas termelétricas afirmam que tem gás na bacia de Urucu, onde está a verdade? Como é que autoridades do governo vêm agora dizer que não há gás depois que o próprio governo gastou milhões para fazer o projeto? E mais: como pode o Gasoduto Urucu-Porto Velho estar incluído no PAC como obra em estudo, depois de o presidente da República ter baixado decreto tornando de utilidade pública toda a área atingida pelo projeto, tendo inclusive desapropriado terras? São inconveniências desse governo que não consigo compreender.
Só posso concluir, Senhoras e Senhores, telespectadores que me assistem, que o povo de Rondônia está sendo enganado pelo governo. Ou será que o Presidente Lula também vai dizer que não sabe de nada?
Assumi com o meu Estado de Rondônia vários compromissos, entre eles o de defender, intransigentemente, o interesse público; de trabalhar pela redução das desigualdades regionais - que em nosso caso são ainda gritantes – e, sobretudo, de não me calar diante de qualquer agressão ou desrespeito para com os rondonienses. Por isso, alio-me aos estudantes de Rondônia. Queremos e exigimos o Gasoduto já, pois, acima de tudo, ela é uma obra de interesse do Brasil.
Era o que tinha a dizer, Senhor Presidente.
Muito obrigado.
Petróleo na Amazônia IV
URCU AUMENTA A PRODUÇÃO DE PETRÓLEO E GLP EM AGOSTO
MANAUS, 4 de Setembro de 2001 - A Petrobras registrou, no mês passado, crescimento de 4,1% na extração de
petróleo e de 9% na produção de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) na bacia petrolífera de Urucu, no Amazonas, a segunda
maior reserva em terra do País. A oferta de petróleo na província de Urucu, no município amazonense de Coari (a 370
quilômetros de Manaus), passou de 50,3 mil barris por dia (Bbl/dia) em julho para 52,4 mil Bbl/dia em agosto. E a produção
de GLP, de 836 toneladas para 911 toneladas no período analisado.
Em termos nominais, a extração de petróleo e a produção de GLP em agosto foram ainda maiores. A de petróleo
chegou ao recorde de 58,6 mil Bbl. Em maio deste ano, a Petrobras havia registrado uma extração de 56 mil Bbl, produção
que considerava até então sua capacidade máxima de extração do mineral diante da infra-estrutura que mantém na
província petrolífera de Urucu.
Quanto ao GLP, o popular gás de cozinha, chegou a 1.005 toneladas em agosto, 20,2% que a média de julho, de 836
toneladas. O produto atende à demanda dos estados da Amazônia Ocidental (Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima), mais
o Pará, Amapá e as cidades de São Luiz e Imperatriz, no Maranhão. Sua maior oferta credencia a estatal a intensificar o
atendimento de estados hoje abastecidos parcialmente, como Maranhão e Amapá.
A expectativa da companhia, informa o gerente de ativo de produção de Urucu, Mauro Mendes, é que a produção até
o final deste ano se mantenha na média de 54 mil Bbl/dia. Segundo ele, o fato de a produção em julho não ter alcançado
esse patamar no mês passado foi porque os equipamentos do complexo de Urucu passaram por manutenção. ´Nossa
capacidade nominal de extração é de 54 mil barris. A meta é alcançá-la a partir deste mês, mantendo-a até o final deste
ano´.
Segundo Mendes, até o momento não há previsão para a realização de novos investimentos que proporcionem o
aumento da extração de petróleo em Urucu. Ele afirma que a Petrobras está na expectativa da definição do tipo de
transporte do gás natural para Porto Velho e Manaus para realizar investimentos no setor.
A oferta atual do gás é de aproximadamente 6 milhões de metros cúbicos por dia. A oferta é pelo menos 50% maior
que a demanda dessas duas capitais para os primeiros anos de utilização da nova matriz energética. A companhia estima
que a demanda de Manaus está entre 2,5 milhões e 3 milhões de metros cúbicos por dia. E de Porto Velho, de até 1,5
milhões de metros cúbicos diários.
O gerente comercial da Refinaria de Manaus Isaab Sabbá (Reman), Ítalo Reis, disse que, por enquanto, a empresa
também não tem projetos para ampliação de sua capacidade de refino, atualmente de 46 mil Bbl de petróleo por dia. ´Os
projetos de Urucu e Reman foram concebidos para igualar capacidade de extração e de refino´. Segundo o gerente, por
esse motivo não há por enquanto necessidade de ampliações. (Hudson Braga, Gazeta Mercantil Amazonas)
Petróleo na Amazônia III
ESPECIAL Petróleo no ACRE ( Diário do Comercio)
PROSPECÇÃO DE GÁS E PETRÓLEO –
Uma economia sólida para o Acre.
O estado está inserido na mesma bacia sedimentar do Rio Solimões, visitada pelo senador Tião Viana junto com comitiva acreana
Foto da Petrobras mostra com mais detalhes a inclusão do Acre na bacia sedimentar do Solimões
Texto: Romerito Aquino
Fotos: Petrobras
O fato de estar inserido na bacia sedimentar do Solimões, onde a Petrobras explora hoje muito gás natural e petróleo na Província de Urucu, no Amazonas, confere ao Acre grande probabilidade ( la existem alguns posso furados e lacrados)da existência desses dois produtos em seu território, com tendência a ter mais gás natural, considerado 40% mais limpo do que o petróleo.
Essa é a estimativa feita pelos técnicos da Petrobras durante a visita que a delegação acreana, liderada pelo senador Tião Viana (PT-AC), fez semana passada à Província Petrolífera de Urucu, situada no município amazonense de Coari, para ver de perto os resultados da produção de petróleo e gás em plena floresta amazônica.
“As rochas que temos no Amazonas vão até o Acre. Tem parte de rochas daqui que não vão até lá. Mas o Acre está inserido no contexto da bacia do Solimões. Do ponto de vista técnico, aqui tem mais óleo do que lá ( em Urucú). A princípio, a tendência lá (no Acre, porém em outro estudo publicado por nós,( Froés de Abreu) os geologos acreditavam que quanto mais ao Oeste, maior a probabilidade) é ter mais gás natural”, destacou o geólogo Ronaldo Bressani, gerente de Planejamento da Petrobras na bacia sedimentar do Solimões.
Naquela região(Urucu) da floresta amazônica, a Petrobras produz hoje diariamente, numa área desmatada de menos de 100 hectares e com o mínimo de impacto ambiental, 60 mil barris de petróleo e 10 milhões de metros cúbicos de gás natural. Essa produção resultou no ano passado no repasse para o Amazonas da ordem de R$ 1 bilhão em pagamento de royalties e de impostos como o ICMS e o ISS. Segundo o geólogo da Petrobras, a previsão para este ano é que o repasse para o vizinho estado cresça para R$ 1,2 bilhão por conta do aumento do preço do petróleo no mercado internacional.
Segundo Ronaldo Bressani, a quantidade de gás e de petróleo que pode ser encontrada no Acre só poderá ser conhecida ( ver no Mesmo Diário do Comercio, e Tribuna do Acre de 14 abril de 2006, materia sobre os antigos poços lacrados em 1936) após a realização de estudos acurados no estado. “Sem dúvida, há perspectiva de haver gás e petróleo no Acre. Na verdade, o nosso problema lá hoje eu diria que é o nível de conhecimento, que ainda é pequeno ( profundadade dos anti clinais). A verdade é que na atividade de prospecção de petróleo você trabalha muito com métodos indiretos e a nossa maior evidência e a forma de comprovar é furando um poço”, assinalou o geólogo.
De acordo com o geólogo, hoje os métodos indiretos são muito incipientes e o pouco que foi feito no Acre, particularmente no Vale do Juruá, data de muitos anos atrás. “Depois que quebrou o monopólio, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) nunca ofertou áreas ali que pudessem ser trabalhadas. Agora é que a gente está se preocupando nesse sentido”, completou Bressani.
Petrobrás elogia ineditismo do debate acreano
O chefe do escritório da Petrobrás em Brasília, Carlos Alberto Figueiredo, que acompanhou a delegação acreana levada a Urucu pelo senador Tião Viana, autor dos recursos disponibilizados no orçamento da União para a ANP promover este ano a prospecção de gás e petróleo no Acre, fez questão de elogiar a decisão da sociedade acreana de discutir a indústria petrolífera antes mesmo de o estado saber se possui ou não combustíveis fósseis. (?)
Ao falar da comitiva acreana que foi a Urucu no dia dois de abril, que era formada pelo vice-governador César Messias, deputados federais, deputados estaduais, vereadores e representantes da indústria e dos trabalhadores urbanos e rurais, além de ambientalistas e jornalistas, Carlos Figueiredo destacou o ineditismo da coesão do Acre em querer conhecer de perto a produção de combustíveis na floresta.
“Considero muito positiva essa iniciativa. É uma alternativa econômica para o Estado do Acre. No próximo leilão, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) está considerando colocar alguns blocos para serem leiloados e creio que o primeiro caminho é exatamente este. É a sociedade organizada do Acre, o poder público do estado, seus parlamentares, seus senadores, discutirem essa indústria na sua complexidade social, ambiental e econômica”, destacou Figueiredo, após ressaltar que o contato da Petrobrás com a comitiva acreana só faz engrandecer a companhia no debate petrolífero. “Nós temos muito a agradecer essa visita, a esse grupo que aqui veio”, completou. ( esse comentário é do G 23: antes da divulgação do pré -sal, se tentou reduzir a faixa de aguas territoriais Brasileiras, vocés devem lembrar, entregando a totalidade dessa possibilidades do Pre Sal, para aguas internacionais, depois se optou pala venda internacional de ações da Petrobras. Deve-se ainda, salientar, que geologos de companhias estrangeiras pesquisam no Amazonas Legal desde 1917. E que nas fronteiras do Acre, fora do território nacional se explora petrõleo , consultar Landsat).
Segundo Figueiredo, a iniciativa do Acre é raramente vista no mundo da indústria do petróleo. “Vocês estão se organizando para receber a indústria do petróleo. Acredito que vocês vão ser exitosos, independente de ter ou não ter petróleo no Acre. Vocês estão conhecendo a indústria. Ou seja, se vier a ter petróleo no Acre, a sociedade vai estar preparada para isso”, destacou o funcionário da Petrobrás.
Ele também elogiou as preocupações da comitiva acreana em analisar os impactos de se produzir petróleo e gás em plena selva amazônica. “Vocês estão avaliando os impactos. É claro que uma indústria desse porte tem impactos positivos e negativos. Vocês verão que o resultado dos impactos é positivo. Quer dizer, os impactos negativos são bem menores do que os impactos positivos.
Do ponto de vista econômico, a rentabilidade é alta. Do ponto de vista socioambiental, se a atividade for explorada adequadamente, dentro dos padrões de Urucu, que reconhece as comunidades, as culturas e os saberes locais, os impactos positivos que a indústria pode trazer para a região são muito positivos”, completou Figueiredo. Ele informou que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) não autoriza prospecção de petróleo e gás em qualquer área indígena ou unidade de conservação do país, muito menos estando estas situadas na região amazônica. (R.A.)
Extremos cuidados ambientais minimizam riscos
Foi de exatos 253 hectares o tamanho da área que a Petrobrás reflorestou na Província Petrolífera de Urucu desde o ano de 1992, três anos depois de chegar na região para estudar a existência de gás e petróleo. A recuperação florestal dessa área, que correspondente a mais de dois terços do que foi desmatado desde 1989, foi feita com a ajuda de instituições de pesquisa como a Embrapa, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e o Museu Emílio Goeldi, além de instituições de ensino e pesquisa como as Universidades Federais do Amazonas e da Amazônia (PA) e Universidade Estadual do Amazonas.
“A função aqui dos institutos e pesquisas e das instituições de ensino e pesquisa é gerar tecnologia. Para qualquer recuperação de área degradada, existe falta de tecnologia e de metodologia para que sejam seguidas. Então, a função dessas instituições é gerar essas tecnologias para cá e para toda a Amazônia”, assinalou o engenheiro florestal Nilton Silva Benjamin Pardo, que coordena os trabalhos do gigantesco viveiro de plantas nativas.
Segundo o engenheiro florestal Nilton Pardo, o reflorestamento em Urucu começou a partir de 1992 com o objetivo de diminuir o passivo ambiental que existia na região. “Hoje, a gente faz apenas manutenção, pois toda aquela área aberta já foi recuperada, já foi plantada. Foram reflorestados 253 hectares de floresta. Hoje existe menos de 100 hectares abertos. Neste período, foram plantadas mais de dois milhões de mudas de 40 espécies endêmicas que só ocorrem na região amazônica”, assinalou Nilton Pardo.
O engenheiro explicou que o replantio da floresta contou com a participação e o conhecimento da população local, além de mateiros e trepadores, que usam as técnicas de escalada em árvores pelo método do rapel e o uso da peçonha. “Nós usamos o conhecimento das comunidades tradicionais aliado àquilo que já existe de tecnologia voltada para a recuperação de áreas degradadas. Com isso, reduzimos ao mínimo o impacto da exploração do petróleo ao meio ambiente florestal”, destacou Pardo.
Sobre o reflorestamento, o engenheiro lembrou que em Urucu, a Petrobrás procura imitar a natureza e o que ela faz para recompor as áreas degradadas. “Nós utilizamos espécies de diversas categorias ecológicas. São espécies pioneiras e espécies clímax. Pioneiras são aqueles que se estabelecem primeiro em qualquer ambiente degradado e as espécies clímax são as que precisam de um ambiente com menor luminosidade e temperatura. São espécies melhoradas. O que a gente procura fazer aqui é imitar a natureza, o que a natureza faz”, assinalou.
A Petrobrás também mantém uma central de reciclagem em Urucu que tem por objetivo gerenciar todos os resíduos gerados da base petrolífera tanto de origem doméstico quanto de origem industrial. Ali, é gerada diariamente uma tonelada de lixo, sendo 60% de resíduos orgânicos e 40% de material reciclável e rejeitável, que é a parcela que não tem característica de reaproveitamento. (R.A.)
OBS, apenas a exploração de Urucu, fez da Bacia Sedimentar do Solimôes a segunda produtora de óleo do Brasil, superada apenas pela Bacia de Campos. ( pré Sal ainda é sugeita a investigações) Vejam, que a prefuração na Amazônia Legal Brasileira, embora feita por décadas está apenas no começo. Resta dizer, que essa área que corresponde a 60% do território Nacional, possui mais de 90%da base de sustentação primaria da economia Brasileira para os proximos anos, precisa sim ser incorporada ao Uso economico pelo Brasil) sem contar, que ali estão 50% da biodiversidade do planeta, e uma imensa quantidade de água potável. Isso diz respeito a saúde e garantia de vida dos homens, não apenas a saúde das maquinas". Até agora, o uso economico da região, longe dos olhos dos brasileiros tem sido de proveito de mineradoas estrangeiras, laboratórios estrangeiros, madereiras asiáticas, "Petrolera" estrangeiras que exploram na Amazônia Colombiana, Bolivian, Equatoriana, etc. Quando nós vamos acordar? Urge a transferência da Capital Brasileira para o Coração da Amazônia.
Ver em nosso Blogs Ongs e Oscipes ferramentas de demolição das Soberanias Nacionais.
G 23 pesquisa.
Petróeo na Amazônia I
Em 1958, quando tinha cinco anos, mudou-se para Niterói com os pais. Nesta cidade fez o curso primário no Grupo Escolar Joaquim Távora; o secundário no Colégio Salesiano Santa Rosa; e o superior na Universidade Federal Fluminense, onde se formou em Engenharia Civil, em 17 de dezembro de 1974.
Em 2 de janeiro de 1975, foi admitido na Petrobras, logo fazendo o curso de Engenharia de Petróleo até maio de 1976, no Setor de Ensino da Bahia (SENBa). Nesse período, estagiou nos poços da Bacia de Campos, no navio-sonda Petrobras II e na plataforma Penrod 62, no Rio de Janeiro, e nos poços terrestres de Catu, Candeias, Mataripe, na Baía. Em maio de 1976, foi para os campos terrestres de Miranga e Araçás.
Especializou-se em Engenharia de Produção de Petróleo e ficou trabalhando na Baía. Diz ele: “Escolhi trabalhar na minha terra por ser, naquele tempo, a maior escola de petróleo do Brasil, quase todos os técnicos da Petrobras tinham que passar obrigatoriamente por ela. Hoje, a grande escola é a bacia de Campos”.
A partir de maio de 1977, participou da Força Tarefa, baseada em Salvador, criada para dar assistência profissional à Bacia de Campos que se desenvolvia rapidamente.
Em 1979, já com experiência em engenharia de produção de petróleo – especialidade esta carente na Petrobras, principalmente no mar - foi chamado para trabalhar no escritório do Rio de Janeiro para acompanhar as operações de completação dos poços da Plataforma Continental, desde o litoral da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, até a Bacia de Potiguar, no Rio Grande do Norte.
Em 1981, o diretor do Departamento de Produção (DEPRO), Engenheiro Orfila Lima dos Santos, indicou-o para instalar e dirigir o Setor de Operações da área Norte (SETAN), com sede em Manaus, Estado do Amazonas, ligado à Divisão de Completação, Restauração e Estimulação de Poços (DICRES), no Rio de Janeiro. Contudo, meses depois, relata as dificuldades da capital amazonense¹ comparando-as com as facilidades da capital paraense, Belém, sugerindo à direção do DEPRO que a base do SETAN fosse transferida para a segunda capital.
A partir de 1982, o SETAN passou a funcionar em Belém, Estado do Pará, na Base do Tapanã. Formando-se, assim, o embrião da história da futura região de produção da Petrobras na Amazônia.
Em 1986, Frazão foi transferido para o Rio de Janeiro e o poder de decisão do SETAN foi para Natal, Rio Grande do Norte. Meses depois deste mesmo ano, retornou a Belém para implantar e dirigir a Coordenadoria de Produção da área Norte (COPAN) ligada diretamente à Superintendência do DEPRO².
Em 1988, com o aumento sucessivo da produção de petróleo no campo de Urucu e adjacências, foram criados com base em Manaus mais dois distritos, além do DENOC já existente: o Distrito de Produção da Amazônia (DIAM), do qual foi superintendente, e o Distrito de Perfuração da Amazônia (DPAM), dirigido por Rafael Dória. Em Belém, a COPAN foi extinta e o DPAZ transformou-se em Coordenação de Apoio Terrestre (CAT).
Permaneceu como Superintendente de Produção da Amazônia até julho de 1992, tendo neste período implantado as bases de um trabalho de proteção ambiental hoje reconhecido em toda a Petrobras. Convênios com instituições de pesquisas, contratação de especialistas, programas de reflorestamento e recuperação de áreas foram ações que fazem hoje da Província do Rio Urucu, isolada no meio da Floresta Amazônica, a pioneira em gestão ambiental no Brasil.
Em julho de 1992, Rafael foi transferido para Natal para dirigir a Região de Produção do Nordeste Setentrional (RPNS). Naquela Unidade, a segunda maior produtora de petróleo do país, ajudou a consolidar importante trabalho de qualidade empresarial, atingindo no ano de 1993 a maior pontuação da Companhia segundo os critérios do Prêmio Nacional da Qualidade.
Em 1995, foi para a Região de Produção da Bahia, em Salvador, onde permaneceu até agosto de 1999, como responsável pela produção de petróleo nos campos mais antigos da Petrobras.
Em agosto de 1999, retornou a Belém como Gerente Geral da Unidade de Exploração e Produção da Amazônia - EP-AM, contribuindo para a transformação e consolidação da mesma como a 3ª maior produtora de petróleo e a 2ª maior produtora de gás natural do Brasil.
No ano 2000, com o desmembramento das atividades de E&P na Amazônia e a estruturação das Unidades de Negócio da Petrobras, transferiu-se para Manaus onde assumiu a UN-BSOL, responsável pela produção de petróleo nas bacias do Solimões, Amazonas e Acre.
Com muito empenho, conseguiu para todos os colaboradores transferidos para esta nova Unidade uma vantagem diferencial, o auxílio permanência com valor fixo em Manaus por 8 anos, adicionalmente às vantagens normais como auxílio residência, instalação, ajuda de custo complementar, etc.
Com sua visão inovadora, compatível com o atual cenário da indústria do petróleo no Brasil, exerce hoje a liderança necessária para que a Companhia alcance bons resultados empresariais e sociais, consolidando na Amazônia o papel da Petrobras como empresa cidadã.
Muito importante na vida profissional do engenheiro Schettini foi o fato de que quando ainda fazia o curso para ingressar no quadro de Engenheiros de Petróleo da Petrobras. Ele relutava em permanecer nesta empresa ou em exercer engenharia civil, campo que já tinha emprego garantido com bom salário. Em conversa com Rolf Janke, engenheiro que deu a partida na primeira Unidade de Destilação Atmosférica da Petrobras, na RLAM em 1950, o mesmo lhe disse: “Se você pensa assim, saia da Petrobras; porém se quiser ficar na Petrobras vá para perto do seu produto, quanto mais perto você estiver dele mais chances terá de crescer dentro da Petrobras”.
Características pessoais
Homem sereno, sincero, católico, acredita no destino. Nunca fumou. Gosta de vinho, cinema e praia. Adora o Flamengo. Deixou de jogar tênis por motivos de saúde.
Tem bom relacionamento com os trabalhadores e com o sindicato, o que o faz benquisto entre os petroleiros e respeitado pelos colegas de profissão.
Defende que todos os trabalhadores, sem exceção, devem ter as mesmas oportunidades de crescimento profissional e que estas chances só podem ser encontradas quando procuradas realmente.
Vê a Petrobras como uma empresa fruto da aspiração nacional. Sempre acreditou na Amazônia como uma grande região produtora.
Em conversa, tem-se a impressão de que em suas artérias corre petróleo em vez de sangue, tal é o seu entusiasmo pelo crescimento da Petrobras e a dedicação à sua profissão.
Atividades ambientais
Um dos pontos mais importantes, talvez o que tenha sido fundamental para que a atividade de produção de petróleo na Amazônia tivesse hoje um destaque nacional, sendo mesmo exemplar nos aspectos de segurança e cuidados ambientais, foi a participação da sociedade belenense desde o início do empreendimento.
Com a descoberta do campo de URUCU, através do pioneiro 1-RUC-1-AM, com vazão de teste da ordem de 1.000 bbl/dia e a confirmação através dos primeiros poços de delimitação de que se tratava de uma importante acumulação, foram traçadas as diretrizes para implantação do projeto de produção.
Na elaboração destas diretrizes é que a Petrobras teve a clarividência de convocar a sociedade local para participar, através dos organismos da Amazônia de reconhecido conhecimento sobre a região. Participaram o Museu Emílio Goeldi, Instituto de Pesquisas da Amazônia (INPA), Universidade Federal do Amazonas, Fundação Nacional de Saúde, dentre outras...
Desde aquela ocasião até hoje, a Petrobras tem mantido convênios com estas entidades, as quais são consideradas parceiras.
Notas
1. Entre outros, os aspectos abordados no relatório foram:
– Todos os órgãos importantes da Petrobras estavam sediados em Belém, como o Distrito de Exploração do Norte (DENOR) e Distrito de Perfuração da Amazônia (DPAZ);
– Todas as atividades operacionais, sondas, tubulações e tubos de perfuração, cimento, material de lama, dependiam de Belém;
– O alto comando das plataformas continentais (Amapá, Pará, Maranhão) tinha seu poder de decisão instalado na Base do Tapanã, em Belém;
– Enquanto no campo de Juruá só tinha o setor de avaliação da exploração de poço aberto, que furava, testava a produção de gás, e lacrava o poço para futuro aproveitamento;
– Na bacia da Foz do Amazonas, na plataforma continental, havia a perspectiva de uma província petrolífera, a partir do PAS-11, que estava produzindo mil barris por dia, e aumentar a produção com a instalação de um sistema antecipado de produção similar ao da bacia de Campos;
– Montagem de um sistema antecipado de produção para todos os poços considerados anti-econômicos, nas bacias do continente.
2. Necessidade de cada gota
Com o Brasil cada vez mais dependente do seu petróleo, devido aos altos custos no mercado internacional, tornavam-se necessários que poços considerados produtores anti-econômicos já descobertos pela Petrobras fossem colocados em produção, pois cada gota deste combustível era vital para seu parque industrial.
Assim, a direção da COPAN fez o poço PAS-11 na plataforma do Pará produzir antecipadamente, por processo similar ao usado na Bacia de Campos, durante um ano, começando com 3200 barris/dia até 800 barris/dia e ser fechado com este último número de produção. Dentro dessa lógica de produção, os poços terrestres da Bacia de Barreirinhas, São João, Oeste de Canoas, foram postos a produzir aproveitando-se a infra-estrutura montada pela Exploração naquela região. Um porto chegou a ser construído em Maranhão, o Porto de Caeté, para escoar o petróleo produzido em terra.
2004 Copyright © Eliezer de Oliveira Martins
maju@amazon.com.br
G 23 pesquisa
quarta-feira, 3 de junho de 2009
O G 23 exulta com a Amazônia Energética.
Como produzimos energia hoje?
(Um) Petróleo e derivados.
(Dois) Biogás,
(Três) Gás natural,
(Quatro) Carvão,
(Cinco) Etanol,
(Seis) Urânio,
(Sete) Energia Hidráulica,
(Oito) Biomassa,
(Nove) Lenha,
(Dez) Energia geotérmica,
(11) Energia eólica,
Tudo isso encontraremos na Amazônia.
Olhar a Amazônia, sob a ótica da energia, nos salta aos olhos. Em primeiro lugar vem à velha e tradicional lenha. Somente a renovação natural da floresta nos daria lenha e carvão vegetal para produzir muita energia. Em seguida nos salta aos olhos a quantidade de água, seja como vapor, seja como potencial hidroelétrico; ou como geradora de hidrogênio o combustível do futuro através de células a combustível, os números que se revelam são quase universais. Agora, já estamos cientes do seu alto rendimento em gás natural e petróleo (Urucu e Solimões e outras províncias petrolíferas) com jazidas promissoras. Para o biodiesel, e óleo vegetal combustível, existem oleaginosas conhecidas e desconhecidas. Para a geração eólica, a imensa planície Amazônica parece ser uma possibilidade colossal. Urânio, encontrado na maior jazida conhecida do planeta, garantirá aos brasileiros a energia atômica se assim quiserem. A fermentação dos dejetos naturais da floresta pode, e gera naturalmente, álcool e biogás em valores respeitáveis. No subsolo há carvão mineral e a linhita, ou linhito, mineral fóssil do qual se produz hoje combustível para aviões a jato em substituição ao querosene. (...). Por estar localizada, a planície amazônica, na confluência intertropical as suas grandes massas de correntes convectivas, poderão, com tecnologia adequada (as torres de convecção) e já conhecida, gerar também imensas quantidades de energia elétrica. O álcool, da madeira e tubérculos, é outra possibilidade combustível sem precedentes quando analisamos a Amazônia. Sua grande insolação e vaporização é outra fonte energética viável já bem discutida pelo Instituto Sol. Talvez as pessoas não saibam, mas na Amazônia se produz cana de açúcar. E por fim, ao se perfurar poços de petróleo, em alguns lugares se encontrou água sulfurosa quente e vapor, isso significa energia geotérmica à baixa profundidade, energia em que, em alguns países, já é usada para geração de força motriz, eletricidade, e aquecimento.
Todavia não nos parece que essa avidez seja prudente. Não devemos ir com sede ao pote. Um estudo sério com investimentos seguros e responsáveis, poderá ainda revelar coisas surpreendentes. Só como curiosidade, relato essa “novidade” que encontrei em livro. Existe na Amazônia uma árvore que produz uma resina que queima como gasolina, portanto é um combustível natural de alto poder calórico, e poderá ser aproveitado economicamente como foi feito com a borracha da seringueira (que alias esta lá esquecida). Ora, se isso existe, e poucos conhecem, imaginem o que existe naquela área imensa que corresponde, acredite, a mais da metade do Brasil e que possui, acreditam os técnicos, mais de cinco mil espécies de árvores.
Li em um livro da “Editora Brasil H2”, texto do engenheiro Emílio. H. Gomes Neto, que a Alemanha possui cata-ventos produzindo com a energia dos ventos (eólica) mais energia do que produz a ITAIPU (página 60). Ora, as correntes de vento da Amazônia podem produzir força mecânica (cata-ventos que captem do vento a força e a façam energia mecânica aproveitável) e elétrica através de geradores eólicos, em quantidades surpreendentes. Zepelins (suspensos pelo hidrogênio ou hélio) voarão na Amazônia, silenciosos e vagarosamente, quiçá pesquisando tudo, atendendo assim as necessidades de transporte, de pesquisa, de correio e socorro a saúde, assim como atendendo missões militares importantes permitindo e facilitando a interiorização.
Produtos químicos retirados do subsolo amazônico com prudência servirão para corrigir o PH do solo em todo o Brasil, ou como fertilizantes para a agricultura brasileira, e também, para o desenvolvimento da indústria, química e siderúrgica.
Na região amazônica esta a maior hidroelétrica brasileira (a ITAIPU é bi-nacional) que atende, em conjunto com outras hidroelétricas e termoelétricas as grandes mineradoras, que hoje não atendem propriamente os interesses nacionais. Quando falamos em riquezas não renováveis, não podemos pensar em balança comercial favorável, pois essas riquezas uma vez exportadas, a baixo custo, e sem valor agregado, por dinheiro nenhum poderão ser recuperadas. Assim, o subsolo Brasileiro, deve atender as grandes necessidades do povo brasileiro em primeiro lugar, depois serem beneficiados os minerais de maneira racional e não poluente, no Brasil, já atendidas às indústrias nacionais, a economia nacional, então haverá de atender, estrategicamente, como fazem ou fizeram todas as nações do mundo, o mercado internacional. Com a presença de trilhões de toneladas de minério de ferro na região, capacidade energética para instalação de pequenas ou grandes siderúrgicas, e rios navegáveis com calado para se instalar grandes estaleiros para produção naval e militar, esse Brasil promete.
Veja, abaixo, como esta a produção de petróleo na Amazônia.

Essa foto foi digitalizada de um jornal de 2003 e mostra o campo de petróleo de Urucu que já produz 60.000 barris por dia.
Tudo isso pode parecer uma heresia para os ambientalistas, todavia 60% do mais rico território brasileiro, não há de ser negligenciado, e desprezado pelos planejadores do Brasil diante das pressões de um mundo que entra em crise energética. Se nós apreendemos algo sobre sustentabilidade e equilíbrio ecológico, eis talvez, a hora certa de começarmos a mostrar ao mundo como se faz. O Brasil colheu indiscriminadamente a sua cobertura florestal, agora, com os conhecimentos oriundos dos erros que cometeu, deve replantar imensas áreas de florestas nativas, e cuidar da sustentabilidade da região amazônica. O Brasil não é promessa, o Brasil é certeza.
G Wallace Requião de Mello e Silva.
Grupo 23 de Outubro.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Um tema sempre atual.
Antes de tudo, quero observar que, tendo morado nos EUA, pude perceber que o critério para se estabelecer populações urbanas e rurais é diferente dos nossos. Eles chegam a dizer que apenas 25% de sua população é rural. Todavia essa distribuição se faz diferente da nossa. Pequenas cidades de menos de dez mil habitantes, aos milhares são espalhadas pelos interiores dos EUA, onde a vida e a economia é rural, mas a população é urbana. Assim eles dizem que 98% das propriedades rurais são assistidas pelo sistema de energia elétrica. Não é assim que encaramos a nossa distribuição populacional nem energética. O Brasil, esta desassistido, de energia elétrica, justamente no setor que produz a “energia” combustível humana, a comida, produzida pela agricultura e pecuária em pequenas propriedades familiares (80% da alimentação dos brasileiros). O modelo agrário é ideal, mas o energético não é o ideal.
Um modelo de pequenos sistemas autônomos, embora também assistidos pela rede de distribuição, aumentam a segurança energética, e a segurança nacional. Ou seja, uma interrupção provocada, proposital ou acidental, não compromete a produção de alimentos. E enquanto houver alimentos o homem pode reagir diante dos problemas, e uma nação pode lutar pela sua soberania.
A energia elétrica sempre foi tratada, na América do Sul, em grandes projetos caríssimos. Esquecemos que ela entrou no nosso país e em outros países sul-americanos com os bondes e trens.
A idéia de interligação dos sistemas desconsiderou as alternativas energéticas para o mundo e a vida rural, pois atendida a questão dos transportes passou para a indústria têxtil, e depois para a iluminação urbana. O campo visto como produtor de mateira prima para os centros urbanos, ficou desassistido, pois a indústria e o capital fincavam raízes nas cidades. Incrementar a dignidade e a produção, ou agregar valor aos produtos do campo nunca foi à idéia geral. Hoje é urgente essa retomada de posição, todavia sem cair no erro da monocultura, e no comercio de patentes de sementes que são como a questão energética, formas modernas de escravização.
Se você já visitou o museu da Copel, haverá de ter notado que as primeiras usinas paranaenses eram pouco mais que “Rodas de Água” e geradores, ou pequenas turbinas hidráulicas, com geradores mínimos. Algumas ainda funcionam no Paraná com essas mínimas proporções, como a usina do Marumbi.
Meu primo, fazendeiro em São Paulo, produz biogás, num biodigestor por ele fabricado há quase 20 anos. Sua elevada produção de frangos gera um volume de esterco monumental, que produz gás para aquecimento e iluminação dos galinheiros, mas poderia produzir eletricidade. A suinocultura também aproveitaria esse sistema com vantagens.
As baterias solares são uma alternativa em desenvolvimento, e os grandes Cata Ventos, movendo dínamos, também poderiam realizar o alevantamento da produção e da vida Rural. Quem lembra dos moinhos de vento, habituou-se a vê-los moendo grãos, numa utilização tipicamente espanhola divulgada por Miguel de Cervantes, porém na Holanda os “moinhos” são bombas que drenam água o tempo todo a baixíssimo custo. Essa parceria, vento e moinhos elevando o nível das águas ,e água represada movendo com peso constante rodas de água que movem geradores, podem produzir eletricidade barata. Álcool, de fermentação é bom combustível para motores , e motores alimentados com mistura de óleo vegetal extraído a frio misturado ao álcool, podem substituir o diesel em grupos geradores,. O reflorestamento energético (por cotas e replantio) é outra possibilidade negligenciada pelos planejadores e inventores nacionais, pois o carvão e lenha moveu, através do vapor, as locomóveis, que produziam no campo força mecânica para as serrarias, energia elétrica e calor, ao mesmo tempo em que podia ferver a água destinada ao consumo. Tudo isso ficou esquecido. Mais recentemente, como mais uma possibilidade tecnicamente viável, apareceram as Células de Energia de Hidrogênio. Agora entra em cena o “diesel” vegetal combustível que vem sendo desenvolvido no Paraná. Essa tecnologia não só agrega valor à vida rural, mas também pode ser alternativa para a produção de energia. O que acontece quando economizamos a energia dos sistemas de Hidroelétricas, é que diminuímos a necessidade de submergir terras férteis com grandes represas. Isso em si não é mal quando aproveitamos essas águas para a produção de peixes ou irrigação e para produção de umidade relativa do ar. Nesse rápido texto, quero chamar a atenção dos paranaenses visionários, de que há um leque de alternativas energéticas a serem desenvolvidas no Paraná que poderão garantir a vida dos produtores de alimentos se sobrevenha, como se fala, um "apagão", ou uma crise energética mundial.
Wallace Requião de Mello e Silva.
sexta-feira, 27 de março de 2009
Deputado Federal do PMDB do Paraná mostra serviço.
Durante a visita, que se estenderá até o dia 3 de abril próximo, a comitiva brasileira pretende estudar a geração de energia eólica espanhola em seus diversos aspectos: seu modo de implantação, desenvolvimento e maturidade; as políticas energéticas e industriais estrategicamente associadas a essa forma de geração de energia e as tecnologias de ponta utilizadas na produção de equipamentos.
O programa da delegação brasileira se iniciará em Pamplona, com uma visita ao Centro Nacional de Energias Renováveis, seguindo-se a uma visita ao Laboratório de Ensaios de Aerogeradores, na cidade de Sanguesa. Em Alcobendas a comitiva visitará o Centro de Controle da Rede Elétrica da Espanha e, em Toledo, o Centro de Controle de Energias Renováveis de Iberdrola.
Além de Rocha Loures, que é o presidente, também integrarão a comitiva o deputado Fernando Ferro, relator da Comissão Especial de Energias Renováveis, e mais os deputados Paulo Teixeira, José Nobre Guimarães, Henrique Lustosa e Beto Albuquerque, membros do colegiado.
Acredita o deputado paranaense que as observações que os parlamentares recolherão na Espanha serão de grande relevância para a elaboração do parecer da Comissão Especial sobre o projeto 630, de 2003 e as cerca de 20 proposições a ele apensadas, todas versando sobre o aproveitamento de energias renováveis na matriz energética brasileira, cuja tramitação ensejou a criação da Comissão Especial.
Segundo Rocha Loures, o fato do Presidente Lula ter associado o aproveitamento de energia solar e eólica no programa de construção de um milhão de casas, é uma forte indicação da importância que o governo está dando à utilização de energias renováveis no dia a dia dos brasileiros.
O parlamentar adiantou que vai apresentar uma emenda ao parecer da Comissão incluindo as energias renováveis no programa de habitação anunciado na terça-feira. Segundo ele, é possível dotar as novas casas de chuveiros e iluminação a partir de energias solar e eólica, portanto, limpas e abundantes.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Energia Rural

Wallace Requião de Mello e Silva.
Quem acompanhou as últimas notícias sobre a estiagem no Piauí, pode verificar as conseqüências da crise. Um caminhão pipa de 7 metros cúbicos esta custando, ou melhor, é vendido pelos atravessadores (lembrando que a água é bem fora do comércio) por um mínimo de 300 reais. Ou seja, estou querendo dizer que as crises de oferta criam a especulação e aumento incontrolável de preços e também, facilita o surgimento de crimes contra a economia popular.
Vejam vocês que se aproxima uma crise de combustíveis mundial que poderá levar ao mesmo fenômeno ocorrido no Piauí. A falta de combustíveis levantará os preços a níveis insuportáveis. Ora, mas antes de nos preocuparmos com os combustíveis das maquinas, haveremos, prudentemente de nos preocuparmos com os combustíveis dos seres vivos, entre eles, e sobre tudo, o “combustível” dos homens. Assim o cuidado com a produção de comida vem antes do cuidado com a produção de combustíveis. As maquinas servem os homens, e não os homens devem servir as maquinas.
Nesse contexto entra o conceito de Energia Rural. O que é? Em primeiro lugar a comida que alimenta a energia dos braços humanos. Depois segue, em ordem, (1) a lenha que produz fogo, (2) a força hidráulica que produz movimento por si só (roda d’água ou pequenas turbinas geratrizes) ou em combinação com o fogo (gerando vapor para maquinas a vapor), (3) a tração animal que ara a terra e move moendas, a eletricidade de uso infindável, e (4) os combustíveis industrializados (a palavra combustível quer dizer aquilo que gera combustão, fogo), ou seja, álcool, óleo vegetal combustível, o biogás, o biodiesel e os tradicionais derivados do petróleo (e ainda o xisto, o carvão mineral, o gás, e outros encontráveis e acessáveis nas áreas rurais.).
Assim o Governador Requião, em quatro de Abril de 1994, enviava a Assembléia Legislativa do Paraná uma mensagem criando a Copagás, convênio entre a Copel e Petrobrás, para instalação de infra-estrutura e distribuição de Gás. Dava andamento acelerado ao Programa de Eletrificação Rural, procurando ampliar as propriedades rurais atendidas, e procurava estabelecer uma malha mais fina na Telefonia Rural. Hoje praticamente todos os municípios do estado estão servidos por fibras óticas (e os que restam, acessam a internet via parabólica).
Obviamente, no processo e nível tecnológico que estamos vivendo no Paraná, a instalação de energia elétrica em propriedades rurais é de máxima urgência. A política de preços da energia elétrica para as propriedades agrícolas também é fundamental. Nesse sentido é flagrante o esforço do Governo na oferta de serviços rurais, através da COPEL, ofertando a preços viáveis as instalações rurais, enquanto a Companhia e o governo se esforçam em manter tarifas especiais para consumo nas áreas produtivas da indústria e da produção rural (programa de irrigação noturna, por exemplo).
Quando o Governo do Paraná faz a aposta na Energia Rural, ele quer que a Agricultura e a pecuária do estado não sejam pressionadas pelos especuladores da Crise de Combustíveis (incluindo os fertilizantes químicos com base em derivados), e com isso, quer garantir, em primeiro lugar, a produção, armazenagem e distribuição de comida. (aqui a importância econômica do combate aos transgênicos).
Em primeiro lugar, e é o ideal devemos fragmentar as áreas de possível dependência (imensas áreas de monocultura), dando às pequenas e media propriedades a tecnologia necessária para a resistência contra os efeitos da crise e da ganância dos grupos exploradores internacionais, que trocarão, conforme a crise, um litro de gasolina por um bom pedaço de terra bem plantada. (o Paraná fomenta um programa de geração de óleo combustível frio, que já move tratores no nosso estado). Ou seja, na defesa de nossa economia, estamos fortalecendo os médios e pequenos produtores (consultem os relatórios do SEBRAE). Assim, destinar certas áreas de plantação para lenha é fundamental, embora todo cuidado seja necessário para a defesa ambiental. Pequenas usinas de energia elétrica (PCHs) devem ter o apoio do estado e da legislação, isso é projeto estratégico. A produção eólica, de eletricidade e moagem, é outra estratégia fundamental. A silagem de grãos e sementes é também condição estratégica. Por fim, a produção de óleo combustível tirado de grãos, processados nessas mesmas propriedades ou em cooperativas, para mover tratores e caminhões de abastecimento das sestas básicas, o que garantiria a viabilidade produtiva dos espaços, a sobrevivência das populações, é, como vemos, são outras das estratégias fundamentais. Finalmente o incentivo à nova distribuição (redirecionamento) demográfica, melhorando a vida no campo, tornando-o mais confortável, garantindo comunicação e informação, espalhando assim as populações pelo território estadual e no futuro, quiçá no território nacional.
Isso parece não estar sendo entendido por todos os cidadãos. Os programas de óleo combustível em andamento no Paraná, seja aquele desenvolvido pelos Cooperados da Witemarsum, sejam pelo TECPAR, pretendem divulgar e tornar acessível, aos cidadãos, tecnologia e minis plantas de produção de álcool, ou óleo combustível, como mais uma opção emergencial para a produção de Energia Rural. Não é atraso, não é retorno ao passado, nem enfrentamento das grandes corporações como, por exemplo, distribuidoras de petróleo, ou similares, mas é visão estratégica, prudente, pois agindo essas unidades, privadas ou publicas, como se fossem, batalhões de Bombeiros, à espera de um incêndio florestal ou urbano, eles ali estão para a segurança de todos, garantindo a mínima produção necessária para o abastecimento de comida à população em um momento emergencial. Assim, essa tecnologia desvinculada do macro capital, esta ali para garantir a segurança de todos, está pronta para produzir energia de socorro em época de crise. Como os bombeiros precisam manter seus equipamentos operantes e seu treinamento em dia, o Paraná, precisa também, à margem do interesse dos grandes capitais, instalar, produzir e manter esses “focos” de alternativa energética distribuídos estrategicamente em todo o estado, garantindo a produção e o armazenamento do essencial para a manutenção da vida dos paranaenses e demais brasileiros, se a crise mundial se agravar, principalmente tendo em vista a grande crise energética que se avizinha do mundo todo, e isso segundo a ONU. Antes de nos tornarmos aptos para encher os tanques dos automóveis de luxo nos países ricos, nós devemos nos tornar aptos para produzir nossa comida com diversidade de gêneros e abastecer nossos tratores, motores geradores e caminhões, pois não podemos nos esquecer, somos quase duzentos milhões de pessoas irmanadas no “problema” e nas soluções do Brasil que amamos.
Já disse alguém: “se as cidades queimarem o homem do campo virá e reconstruirá as cidades, porém, se os campos queimarem, os homens das cidades e os do campo, morrerão de fome.”
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Bacia de petróleo no Paraná
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Em duplicata só para você não procurar.
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) confirmou que encontrou, em março, petróleo durante perfurações que fazia no norte do Paraná em busca de água. Segundo a porta-voz da companhia, Ivanilde Muxfeldt Klais, o petróleo apareceu a 300 metros de profundidade, em um poço perto da cidade de Joaquim Távora. "Quando iniciamos os testes definitivos no poço em março, de repente apareceu petróleo", disse Klais, acrescentando que ainda não se sabe o tamanho da jazida.
O Instituto de Análises da Universidade Federal do Paraná executou testes iniciais e afirmou que o petróleo é pesado. Uma amostra também foi enviada à Agência Nacional do Petróleo (ANP), que deve fazer outras análises. Uma equipe da Sanepar e da Universidade vão iniciar hoje os estudos no local, que está dentro da bacia do Paraná. A região parece ter condições geológicas favoráveis à ocorrência de petróleo, segundo a empresa.
A Petrobras atualmente produz pouco mais de 6 mil barris por dia (b/d) de petróleo no Estado, sendo que metade deste total vem do solo. O volume é apenas uma pequena fração dos 1,524 milhões de b/d que a Petrobras produz nos campos brasileiros, a maioria em alto mar.
A produção de petróleo de outras companhias é pequena. O Royal Dutch/Shell Group produz cerca de 55 mil b/d dia de petróleo e a Marítima Petróleo e Engenharia produz 900 b/d do produto.
Copyright Agência Estado. Todos os direitos reservados.
Petróleo no Paraná
Na verdade não importa se o Paraná tem ou não petróleo, o Brasil tem, e basta. Eu particularmente estou convencido da presença de petróleo no Paraná, mas isso não significa que você fará um buraco no fundo do quintal, e retirará o gás de sua cozinha, a gasolina do seu carro, a tinta de suas paredes, o querosene de seu avião. Na verdade, o máximo que se retirará do fundo de seu quintal seriam os míseros royalties.
Algumas perguntas, todavia, como termino aqui a serie de minha autoria sobre o petróleo no Paraná, ficarão sem resposta, tais como:
1) Se em 1970, já havíamos perfurado de 4214 poços de óleo no Brasil, dos quais, 2103 produziam óleo, e 117 o gás, gerando 130 mil metros cúbicos de óleo por dia, quantos poços existem hoje em operação, e quantos metros cúbicos, se produz por dia? Em 70 o Brasil não produzia 50% do que consome; hoje com um consumo n vezes à maior, somos auto-suficientes, por então as pessoas não sabem disso? De todos esses poços apenas 227 eram marinhos, por que então se paralisou a pesquisa em terra que vinha se revelando muito melhor e mais barata?
2) Se o poço mais profundo furado no Brasil em Dias D’Ávila, atingiu os 5.033 metros de profundidade, por que nunca se venceu a camada ígnea da bacia do Paraná que tem 1200 metros?
3) Se, é verdade, que a Fronape, (* Frota Nacional de Petroleiros), que tinha 39 navios em 1974 esta hoje sucatada, com poucos navios em operação, obrigando, no ano passado (2005), o investimento na construção de navios, para melhorar uma frota que ficou “parada” por 32 anos, eu pergunto: que navios, e de que bandeiras transportam esses bilhões de litros produzidos no Brasil?
Todos têm como destino os terminais e refinarias brasileiras, ou navegam, para outros países, e águas do Caribe? Quem controla isso?
4) Como sabemos que por “Contrato de Risco” há poços em exploração pertencentes a transnacionais, explorando petróleo no Brasil, em terra e na Plataforma Continental Brasileira, quantos são, quanto exploram, quanto estão levando embora?
5) Por que a Petrobrás esta adquirindo em leilões cota de exploração que por força da Constituição já lhes pertencia?
6) Finalizando, por que não dizem ao povo, que quando acabar o petróleo no mundo, ainda haverá nas jazidas do mundo todo, ¾ partes de óleo nas jazidas, ou seja, quando se esgotar o óleo explorado pela atual tecnologia, ficará no subsolo três das quatro partes do petróleo hoje existente?
7) Se for, verdade que 86% das bacias sedimentares brasileiras foram abertas nos anos passados aos contratos com clausula de risco à companhias estrangeiras, e hoje, abertas aos leilões internacionais, pode-se acreditar que 86% da real possibilidade de exploração de petróleo no país estará sob responsabilidade de companhias como British Petroleum Company; Pennzoil; Agip SPA; Marathon, Chevron; Exxon Corporation; Shell Oil Company; Elf - Aquitaine; Grupo Pecten e outros, então eu pergunto: o que resta para nós do monopólio da Petrobrás?
Voltando ao Paraná: O que é Petróleo? A palavra latina diz: Petrus Oleum, ou seja, óleo de pedra. E o Xisto? É Petróleo, ou seja, é um tipo de rocha embebida em óleo betuminoso fóssil, é óleo semelhante ao do poço, obtido quando se aquece a temperaturas elevadas a rocha chamada de Xisto. Existem dois tipos de Xisto, o betuminoso e o piro betuminoso. O Óleo de poço, à medida que vai sendo tirado da jazida, vai sendo compensado pela injeção de água ou gás, o Xisto necessita da movimentação de milhões de toneladas de minério, e após o tratamento há sobra de rejeito, digo, após a retirada do petróleo do Xisto, sobra o rejeito.
A retortagem* (técnica da retorta) do Xisto produz gás combustível, gás liquefeito de petróleo (GLP), nafta, enxofre e óleo*. Da refinação do óleo do Xisto pode-se obter toda a gama de produtos obtido do óleo de poço. Ou seja, o resultado é o mesmo.*
E o Paraná tem Xisto? Sim o Paraná tem grande quantidade de Xisto. Então o Paraná tem Petróleo, sim, de xisto e de jazida, o segundo, o óleo de jazida provavelmente debaixo de capa Ígnea,( rocha ignea) em fase de avaliação para exploração econômica, embora, é verdade, a Sanepar tenha encontrado óleo a baixa profundidade no Norte Pioneiro do Paraná, e a Petrobrás ja explore gás de petróleo em Pitanga, município paranaense localizado no centro do estado.
Wallace Requião de Mello e Silva.
Pesquisador.
Transgênicos e Energia.
Quando o mágico quer preparar o seu truque, ele desvia a atenção para uma das suas mãos, enquanto prepara o truque com a outra. A ONU faz isso na questão dos transgênicos, distraí a atenção desviando os debates de questões centrais. É um grande teatro, onde os brasileiros são os montadores do palco e as vitimas estultas do drama que se encena.
Na Gazeta do Paraná de 1 de abril de 2005, dia da mentira, o relator das ONU, Jean Ziegler, critica a liberação do plantio de transgênicos no Brasil.
Hoje, pelo contrario, já se aceita, com o silêncio da ONU o plantio, com ou sem rótulo, como se ele não contaminasse as lavoras, e como se não fosse essa, a contaminação programada, a verdadeira intenção dos seus “mentores”.
Para o relator da ONU: “a produção mundial de alimentos já é três vezes superior às necessidades de alimentação da população mundial e não seria necessário o uso da trangenia”. Mas nós, (leio eu nas entrelinhas o desejo do governo mundial), precisamos da fome, da idéia de produção e lucro para os países pobres, ela é a ponte pela qual e em nome da qual, podemos intervir em territórios soberanos, detentores de minérios necessários, e dominar os povos.
Percebemos nas entrelinhas que logo, logo, os transgênicos serão proibidos para uso humano. Mas suas plantações já terão conquistado imensas áreas pelo plantio e contaminação. Na verdade nunca se quis os transgênicos para uso humano. A fome, foi apenas o argumento, o Cavalo de Tróia para a introdução dos transgênicos nos paises pobres e em desenvolvimento para dominar-lhes o solo fértil. Promessa de incremento na produção, lucro e comida, a formula mágica empregada na sedução. Esses países pobres, providencialmente os detentores de grandes territórios agriculturaveis, localizados em zonas tropicais, podem, ou reúnem condição para o plantio de grandes quantidades de grãos oleaginosos. A questão primeira é a patente genética que produz royalties e o controle absoluto sobre as sementes, e também a dependência tecnológica de químicos e insumos produzidos em grandes laboratórios para uso especifica, para exploração e controle pelos detentores de suas patentes. Você dirá, mas por quê?
A própria ONU em 1995, produziu um relatório sobre a crise mundial de petróleo e de seus derivados, que, dizia: “em espaço menor do que 100 anos haveremos de atingir o mundo como um todo com a crise do petróleo”. Você pode avaliar o que isso significa?
Mudar o padrão energético do planeta não é fácil.
No modelo energético mais próximo, na escala de mudanças de padrão, a solução está no álcool combustível e no bio-diesel, ou seja, nos bio-combustíveis e na eletricidade. Ora, os países pobres, com o clima favorável, e grandes áreas passíveis de utilização agrícola, estariam aptos para a produção de grãos. Aptos e capazes, portanto, da produção de bio-combustíveis, e isso faria, ou provocaria com uma grande possibilidade, uma mudança no padrão de desenvolvimento da economia desses países, uma revolução das relações de poder mundial, um fomento “circunstancial” que se apresenta como ironia do destino, alimentado e dirigido para os paises pobres, que preservaram suas áreas, porque não puderam explorá-las, e poderiam agora começar a vislumbrar as suas independências econômicas e soberanias territoriais, enquanto, outros, os mais ricos, ou pelo clima, ou pela ausência de áreas, tenderiam a mergulhar na grave crise energética.
Uma revolução no mundo das “cartas” dos jogos econômicos. Ora, a solução encontrada pela cúpula foi controlar o setor agrícola por meio de patentes genéticas e tecnologias de domínio, que acabariam frustrando qualquer tentativa de soberania e independência sobre os bio- combustíveis. O mercado mundial energético estará antecipadamente dominado pelo grande capital que se apropriou tecnicamente, e por antecipação, das fontes energéticas do futuro, os bio- combustíveis e o potencial hidroelétrico.
Agora, em seqüência, iniciaremos a falsa discussão orquestrada sobre as águas, não por causa da vida humana, porque os pobres, as grandes massas populacionais do planeta, a história comprova, abandonadas através de séculos de pratica expropriatória e dominação, que se fodam,... Se morrerem seria melhor, como chegou a propor Kinsinger, que queria eliminar um terço da população do México, mas, pelo contrario, as águas, por causa da sua livre utilização como fonte energética, provocam o mesmo fenômeno, a possibilidade de mudança do padrão energético de paises pobres e isso diz respeito ao poder e ao controle do poder mundial. “Assim as chamadas hidroelétricas, os rios, as águas subterrâneas, devem ser “dominadas” por leis espertas, com rotulagem” ambiental controladora das águas; do uso do solo, do subsolo, que devem ser redirecionadas, furtando-se do controle dos interesses nacionais de nações emergentes e dirigindo-se para os interesses do macro capital sem bandeira.
Por ultimo, quem algum dia viu ou leu os trabalhos de Pavlov, o fisiologista russo autor da psicologia baseada nos reflexos condicionados, sabe que pós a Segunda Grande Guerra, baseados nas teses de Pavlov, começaram a surgir teorias do controle das populações, primeiro pela genética, pelo controle da natalidade das populações, depois pelo controle do alimento e da água, consideradas por muitas como armas alimentares, e meio de manipulação das massas. Livros foram escritos sobre a possibilidade de se usar os alimentos como arma de controle de nações inteiras, ou seja, pela tese do reforço (água, alimento e privação), podemos moldar o comportamento humano, submetendo multidões. De qualquer forma a “apropriação da vida”, na forma do registro de “patentes genéticas” e insumos tecnológicos, e esperto controle dos recursos naturais pelo “governo mundial”, que a cada dia se aproxima, estará levando as populações de todos os paises para a mais completa servidão que a humanidade conheceu. Em nome da “bio diversidade” cultural a imposição da tirania ambiental.
O show esta já montado, as discussões foram criadas para distrair. A ONU é uma ferramenta. O critério do consenso, ou seja, o da maioria absoluta é totalmente antidemocrático, pois privilegia as minorias, como você viu 170 paises estavam a favor da rotulagem, bastaram três discordar, e as minorias venceram, três venceram 170, além de que, como já dissemos, os temas de discussão são absolutamente falsos.
Você certamente não acredita. Estará pensando quem será esse pretensioso?
Então você dirá quem é esse caipira suburbano que ousa criticar tão ilustres visitantes, conceituados técnicos de fama internacionais promovidos e financiados e acobertados pela ONU, e eu respondo: um homem simples que tem olhos para ver, ouvidos para ouvir e caneta para escrever. Publiquem esse texto para ver no futuro, quem tinha razão. O tempo dirá.
Wallace Requião de Mello e Silva.
Para o G 23
Energia Rural
Wallace Requião de Mello e Silva.
Quem acompanhou as ultimas noticias sobre a estiagem no Piauí, pode verificar as conseqüências da crise. Um caminhão pipa de 7 metros cúbicos esta custando, ou melhor, é vendido pelos atravessadores (lembrando que a água é bem fora do comércio) por um mínimo de 300 reais. Ou seja, estou querendo dizer que as crises de oferta criam a especulação e aumento incontrolável de preços e também, facilita o surgimento de crimes contra a economia popular.
Vejam vocês que se aproxima uma crise de combustíveis mundial que poderá levar ao mesmo fenômeno ocorrido no Piauí. A falta de combustíveis levantará os preços a níveis insuportáveis. Ora, mas antes de nos preocuparmos com os combustíveis das maquinas, haveremos, prudentemente de nos preocuparmos com os combustíveis dos seres vivos, entre eles, e sobre tudo, o “combustível” dos homens. Assim o cuidado com a produção de comida vem antes do cuidado com a produção de combustíveis. As maquinas servem os homens, e não os homens devem servir as maquinas.
Nesse contexto entra o conceito de Energia Rural. O que é? Em primeiro lugar a comida que alimenta a energia dos braços humanos. Depois segue, em ordem, (1) a lenha que produz fogo, (2) a força hidráulica que produz movimento por si só (roda d’água ou pequenas turbinas geratrizes) ou em combinação com o fogo (gerando vapor para maquinas a vapor), (3) a tração animal que ara a terra e move moendas, a eletricidade de uso infindável, e (4) os combustíveis industrializados (a palavra combustível quer dizer aquilo que gera combustão, fogo), ou seja, álcool, óleo vegetal combustível, o biogás, o biodiesel e os tradicionais derivados do petróleo (e ainda o xisto, o carvão mineral, o gás, e outros encontráveis e acessáveis nas áreas rurais.).
Assim o Governador Requião, em quatro de Abril de 1994, enviava a Assembléia Legislativa do Paraná uma mensagem criando a Copagás, convênio entre a Copel e Petrobrás, para instalação de infra-estrutura e distribuição de Gás. Dava andamento acelerado ao Programa de Eletrificação Rural, procurando ampliar as propriedades rurais atendidas, e procurava estabelecer uma malha mais fina na Telefonia Rural. Hoje praticamente todos os municípios do estado estão servidos por fibras óticas (e os que restam, acessam a internet via parabólica).
Obviamente, no processo e nível tecnológico que estamos vivendo no Paraná, a instalação de energia elétrica em propriedades rurais é de máxima urgência. A política de preços da energia elétrica para as propriedades agrícolas também é fundamental. Nesse sentido é flagrante o esforço do Governo na oferta de serviços rurais, através da COPEL, ofertando a preços viáveis as instalações rurais, enquanto a Companhia e o governo se esforçam em manter tarifas especiais para consumo nas áreas produtivas da indústria e da produção rural (programa de irrigação noturna, por exemplo).
Quando o Governo do Paraná faz a aposta na Energia Rural, ele quer que a Agricultura e a pecuária do estado não sejam pressionadas pelos especuladores da Crise de Combustíveis (incluindo os fertilizantes químicos com base em derivados), e com isso, quer garantir, em primeiro lugar, a produção, armazenagem e distribuição de comida. (aqui a importância econômica do combate aos transgênicos).
Em primeiro lugar, e é o ideal devemos fragmentar as áreas de possível dependência (imensas áreas de monocultura), dando às pequenas e media propriedades a tecnologia necessária para a resistência contra os efeitos da crise e da ganância dos grupos exploradores internacionais, que trocarão, conforme a crise, um litro de gasolina por um bom pedaço de terra bem plantada. (o Paraná fomenta um programa de geração de óleo combustível frio, que já move tratores no nosso estado). Ou seja, na defesa de nossa economia, estamos fortalecendo os médios e pequenos produtores (consultem os relatórios do SEBRAE). Assim, destinar certas áreas de plantação para lenha é fundamental, embora todo cuidado seja necessário para a defesa ambiental. Pequenas usinas de energia elétrica (PCHs) devem ter o apoio do estado e da legislação, isso é projeto estratégico. A produção eólica, de eletricidade e moagem, é outra estratégia fundamental. A silagem de grãos e sementes é também condição estratégica. Por fim, a produção de óleo combustível tirado de grãos, processados nessas mesmas propriedades ou em cooperativas, para mover tratores e caminhões de abastecimento das sestas básicas, o que garantiria a viabilidade produtiva dos espaços, a sobrevivência das populações, é, como vemos, são outras das estratégias fundamentais. Finalmente o incentivo à nova distribuição (redirecionamento) demográfica, melhorando a vida no campo, tornando-o mais confortável, garantindo comunicação e informação, espalhando assim as populações pelo território estadual e no futuro, quiçá no território nacional.
Isso parece não estar sendo entendido por todos os cidadãos. Os programas de óleo combustível em andamento no Paraná, seja aquele desenvolvido pelos Cooperados da Witemarsum, sejam pelo TECPAR, pretendem divulgar e tornar acessível, aos cidadãos, tecnologia e minis plantas de produção de álcool, ou óleo combustível, como mais uma opção emergencial para a produção de Energia Rural. Não é atraso, não é retorno ao passado, nem enfrentamento das grandes corporações como, por exemplo, distribuidoras de petróleo, ou similares, mas é visão estratégica, prudente, pois agindo essas unidades, privadas ou publicas, como se fossem, batalhões de Bombeiros, à espera de um incêndio florestal ou urbano, eles ali estão para a segurança de todos, garantindo a mínima produção necessária para o abastecimento de comida à população em um momento emergencial. Assim, essa tecnologia desvinculada do macro capital, esta ali para garantir a segurança de todos, está pronta para produzir energia de socorro em época de crise. Como os bombeiros precisam manter seus equipamentos operantes e seu treinamento em dia, o Paraná, precisa também, à margem do interesse dos grandes capitais, instalar, produzir e manter esses “focos” de alternativa energética distribuídos estrategicamente em todo o estado, garantindo a produção e o armazenamento do essencial para a manutenção da vida dos paranaenses e demais brasileiros, se a crise mundial se agravar, principalmente tendo em vista a grande crise energética que se avizinha do mundo todo, e isso segundo a ONU. Antes de nos tornarmos aptos para encher os tanques dos automóveis de luxo nos países ricos, nós devemos nos tornar aptos para produzir nossa comida com diversidade de gêneros e abastecer nossos tratores, motores geradores e caminhões, pois não podemos nos esquecer, somos quase duzentos milhões de pessoas irmanadas no “problema” e nas soluções do Brasil que amamos.
Já disse alguém: “se as cidades queimarem o homem do campo virá e reconstruirá as cidades, porém, se os campos queimarem, os homens das cidades e os do campo, morrerão de fome.”



