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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Para pensar e divulgar, ou contestar.

Um texto para ser contestado.
via grupog23 de Grupo G23 em 03/09/08

Ong e Oscips.
Ferramentas de demolição dos Estados Nacionais.

Desde que as nações ricas e poderosas da terra, principalmente aquelas que exploraram inescrupulosamente as riquezas naturais da África, ao descobrirem-se dependentes de riquezas existentes em nações pobres, passaram a arquitetar, após as duas grandes guerras, modos e maneiras de corromper os Estados Nacionais e o conceito de soberania territorial, muitas foram então às estratégias testadas como balões de ensaio. A primeira delas, propostas pelas nações ricas foi uma necessidade de fundir grupos de nações em comunidades econômicas submetidas a uma lei geral, para ampliar o espaço territorial e como conseqüência o subsolo, fato com o qual esperavam criar uma “tendência a aceitar um governo mundial”. Desta estratégia encontramos um testemunho claro na Constituição Federal do Brasil, artigo quatro parágrafo único: “A Republica Federativa do Brasil buscará a integração política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações”. Não se fala territorial, embora seja essa a finalidade oculta no amalgama das leis e culturas. Como conseqüência, tivemos na América Latina uma serie de “tijolos”, para a construção de um governo mundial.
A segunda estratégia, mais eficiente e sutil, foi à política ambiental, pois essa cria uma legislação que permite a intervenção dos paises ricos, em nome do meio ambiente, agindo sobre o uso do solo de paises soberanos em nome da preservação ambiental do planeta, ou seja, interfere-se gradativamente na liberdade de uso das riquezas naturais de um Estado Soberano (Brasil, por exemplo). Nesse pacote, montado como uma escada com diversos degraus vieram às noções de “Patrimônio da Humanidade”. Ele foi introduzido em primeiro lugar pela necessidade de preservar sítios históricos, os chamados tombamentos da Unesco por exemplo. E com ele entrava a ideologia intervencionista de socorro. Hoje, quem quiser pesquisar, encontrará provas seguras de intervenção sobre o uso do solo dentro da Comunidade Européia, (Portugal, por exemplo, já não usa o seu território com liberdade). A Comunidade Européia é outro bloco de construção estratégica de um governo único e Mundial.
Em terceiro lugar, foi a criação e apresentação ao mundo das ONGS e OSCIPES concomitantemente com a dita “democratização” e universalização dos meios de comunicação. Não, para que as nações pobres se comunicassem com as ricas, mas para as ricas venderem livremente a ideologia corruptora dos Estados Nacionais. Derrubando, assim, as resistências. Ora, toda firma, ou empresa privada, é em ultima analise uma organização não governamental, todavia elas restringem-se a lei fiscal e aos limites impostos pelos Estados Nacionais de modo a defender os interesses das nações livres e soberanas.
As ONGS (Organizações não Governamentais) são o fruto de uma figura jurídica internacional, criada em laboratório econômico-sociológico que foge aos regimes fiscais e aos interesses nacionais, (Não Governamental) e permite ate mesmo o ingresso de capital estrangeiro e compra de áreas de terra por potências estrangeiras dentro de territórios soberanos de Estados Nacionais Autônomos, minando a sua soberania, sem tiros e gradativamente. O mesmo se diga das OSCIPs, “Organizações da Sociedade Civis de Interesse Publico” como mais uma alternativa para quebrar as regras de defesa das licitações e concessões públicas, por exemplo. Se considerarmos que os Estados Nacionais vivem dos impostos dos cidadãos, todo o dispositivo criado para a sonegação fiscal, e liberação da transferência de numerário ou riquezas, enfraquece o poder do estado, incluindo os recursos para manter as suas forças armadas, seus exércitos; garantia militar de suas soberanias territoriais. A nação já não é dona do território, mas grupos privados nacionais e internacionais tornam-se donos do Estado. É justamente aí que entram as ONGS, burlando ate mesmo os mais elementares direitos trabalhistas, operando salários fora do regime, por exemplo, trabalhista brasileiro, ou fiscal, assim corrompendo a ideologia de soberania. Como você vê vamos transferindo gradativamente a jurisdição nacional para esferas internacionais, onde o julgamento de nossas causas e interesses não será feito na antiga “Liga das Nações”, ou na “ONU”, sua natural conseqüência, pois ambas fizeram parte explicita deste mesmo projeto imperialista, mas, diferentemente, serão julgadas pelo capital internacional sem fronteiras ou bandeiras, gerido por um grupo, racial, e objetivamente identificável. Ora, por exemplo, as nações ricas, não assinaram o tratado de Kioto, para reduzir a produção e a poluição, porque não podem parar e precisam dos minerais e fontes energéticas de outros países, enfim, fontes e matérias primas pelas quais não querem pagar, mas tomar sem restrições. Apropriar. Todavia algumas nações, em suas atitudes, denunciam a inviabilidade de um mundo sem fronteiras, pois as fronteiras garantem a liberdade dos povos, garantindo com elas a jurisdição de suas leis, portanto de seus costumes e tradições, e liberdades nacionais. A Lei Nacional impera dentro do território nacional. Enquanto o cinema estrategicamente, largamente orquestrado, empresta argumentos às leis internacionalistas, ditas “Espaciais”, ou seja, normas das guerras entre planetas deslocando o problema das fronteiras e induzindo a união global contra um inimigo espacial comum (ao mais perfeito estilo de Maquiavel), e assim propondo as “vantagens” de uma liderança mundial, um “Governo Mundial” enquanto no mundo real contraditoriamente nós assistimos Israel, por exemplo, construindo um muro de concreto para separar-se de palestinos. Ou, assistimos os EUA invadindo o Iraque para lhe tomar o vital petróleo. Um “Governo Mundial” será, infelizmente, a oficialização global da injustiça social e o fim das liberdades individuais. Todos os povos, e nações, deverão viver sob um regime monetário único, uma mesma fé e ideologia e um mesmo costume (Ethos), e quem ousar contrapor-se serão considerados TERRORISTAS. Nada será de todos, e todos obedecerão a algum grupo privado com poder econômico, seremos empregados de empresas e não cidadãos cooperadores de nações.
Os paises ricos não se desarmam, os pobres vêem seus exércitos sucatados por falta de recursos que são sangrados continuamente até as raízes através de dívidas externas impagáveis, e vêem o continuado desvio das riquezas naturais das nações pobres, (do Brasil, por exemplo) enquanto assistem omissos, ao desarmamento de suas populações, sejam civis ou militares. Os ricos se armam, não só de poderosas armas de destruição ao estilo de uma policia internacional, mas também, de tecnologia de prospecção e identificação das riquezas, e constroem laboratórios sócios econômicos de domínio. Assistimos a implantação de um verdadeiro “colonialismo imperialista”. Se, tomarmos como base, o que foi feito na África, pelas nações ocidentais e algumas orientais, não podemos ter uma mínima esperança de justiça social num regime de governo Mundial, pois da África tiraram e continuam tirando tudo sem a mínima preocupação dos povos que ali vivem. Os últimos conflitos mundiais também apontam diretamente para essa realidade. Esse é o quadro nada sutil da “exploração sem fronteiras” em um “mundo sem fronteiras para as riquezas, mas com fronteiras econômicas para as pessoas” da chamada economia global. A única fronteira que permanecerá é a que distingue os ricos dos pobres. Os poderosos dos subservientes. E as pessoas estarão impedidas de migrarem de um lado ao outro do planeta, como os pobres estão impedidos de freqüentar ou transitar nas propriedades e nas casas dos ricos. Assim, as fronteiras da exclusão e a imobilidade interclasses serão congeladas, pois será preciso, dada a necessidade de serviço, preservar os serviçais. O gado humano. Só não será gado o nacionalista, que lutará ao lado de seus irmãos pelos interesses nacionais e pela liberdade de autodeterminação dos povos contra os grupos empresariais transnacionais. E aqueles que resistirão à imposição de um governo mundial.

Wallace Requião de Mello e Silva.



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sábado, 13 de dezembro de 2008

A Integração da América do Sul.




Integração da América do Sul.

Imagine um grande navio, um enorme navio que fizesse uma viagem que durassem 600 anos. Os marinheiros falavam línguas originais, variadas, e os passageiros, o latim, o espanhol e o português. Um grupo ficou na popa, outro na proa, os marinheiros espalhados em pequenos grupos pelo navio. Ao meio uma grande torre com as chaminés (Cordilheira dos Andes), não propriamente separavam, mas dificultavam a circulação. Assim o grupo de portugueses, habituou se a freqüentar um lado do navio, e o de espanhóis o outro. Casaram-se entre si, e com os marinheiros, geraram filhos, agruparam. O mesmo sucedendo com o grupo de espanhóis casaram-se entre si, e com os marinheiros (homens e mulheres originais do navio). Nessa longa viagem, temos claro, que todos tinham e tem um destino comum, um porto futuro. Mas não é só isso, eles estão no mesmo barco, na mesma plataforma marítima, pisam sobre o mesmo solo.
Vamos então contemplar a America do Sul, o primeiro elo de integração é a Plataforma geopolítica, a base territorial onde se desenvolve a história dos povos sul americanos. O segundo elo de integração é a língua, de base latina mesclada com as diversas línguas autócnes. O terceiro elo de integração é a cultura. A definição mais genial que encontrei sobre a cultura é a palavra “Kultour”, que define tudo o que acontece em torno (tour) do culto (Kult), ou seja, tudo que os homens em comum, fazem no entorno do culto da mesa do sacrifício, onde se transfere a vida. Se assim é, o quarto elo de integração é a fé, posto que os valores principais de integração venham da fé, ou seja, daquilo que se acredita em função da fé ser o certo ou errado, portanto o quarto elo é a fé cristã, que determina valores sobre a família, os costumes, a propriedade, o respeito ao que é de outro, a herança, o direito sobre o território (Uso Possidetis) possuído, as noções de bem e mal. O quinto elo de integração vem da compreensão da necessidade de jurisdição territorial das leis, e, portanto das constituições nacionais, e interesses nacionais, mesmo em grupos que estão sobre a mesma plataforma geopolítica isso é necessário.
Assim, em resumo, a Integração da America do Sul, se orienta pala integração de repúblicas independentes (que não tenham vinculo colonial ( caso das Guianas, por exemplo). Cuja base lingüística seja latina. Com respeito aos seus territórios históricos, soberania territorial, e liberdade e soberania sobre o uso do subsolo. A integração Sul Americana se fundamenta na fé cristã de absoluta maioria católica. Se fundamenta no livre transito na plataforma continental Sul Americana, respeitadas as legislações nacionais. Na criação de uma infra-estruturar de transporte mais fortalecida e eficiente entre as nações, via hidrovias, ferrovias, rodovias, aéreas, e marítimas. Uma legislação comum e que garanta bases de um comercio justo, recíproco e solidário, tendo em vista a necessidade de desenvolvimento de todos os povos, entre as nações sul americanas. Por fim uma grande rede de comunicação bilíngüe, de base espanhola e portuguesa, via radio, TV, telefonia e Internet. Jamais, construiremos na integração sul americana um enfraquecimento das fronteiras nacionais, a intervenção sobre o uso do solo ou subsolo das nações, a intervenção sobre os símbolos nacionais, a identidade e intimidade da vida nacional, na política e no exercício da soberania política seja sob o ponto de vista do sistema, forma ou regime de governo, imperando o principio da não intervenção. São excludentes da União Sul Americana, o declínio da liberdade nacional e soberania com submissão colonial, o declínio da fé e valores cristãos, o declínio das línguas de base latina que devem ser afirmadas nas Constituições Nacionais, a perda e omissão da prática de solidariedade Sula Americana. Todo o esforço será feito pelas nações da União Sul Americana, para promover a independência das nações vinculadas, e para que aquelas que não tenham base lingüística latina ou cultural não cristã venham a assimila-las. Essa é sem duvida a base, a plataforma ideológica para a União Sul America sem se submeter a um governo Mundial, nem a um mercado Mundial, nem a perda de suas diversas identidades e bases geopolíticas nacionais.
G1 Brasil;
G2 Argentina;
G3 Chile;
G4 Paraguai
G5 Bolívia;
G6 Equador;
G7 Venezuela;
G8 Uruguai;
G9 Perú;
G10 Colômbia;
(O caso das Guianas Holandesa, Inglesa e Francesa, deve ser bem estudado, pois aqui estarão os: G 11; G 12, G13), somam-se ainda o territórios correspondentes a cada uma dessas nações na Antártida.
Uma demorada contemplação do mapa geopolítico da America do Sul nos mostra a fragilidade da malha de integração e transporte. O primeiro passo é viabilizar o comercio marítimo, e a construção naval em todos os países da America. Por acordo arbitrado pela União Sul Americana, deve-se dar acesso ao mar à Bolívia e melhorar a condição do Paraquai, que tem acesso ao mar via fluvial. Daí a necessidade das grandes plataformas Marítimas de comércio Sul Americano. Para isso necessitamos de um acordo sobre a Cabotagem, e regulação do comércio Marítimo e pesqueiro na America do Sul. A transferência da capital do Brasil para a Amazônia fará um núcleo integrador da America do sul via fluvial, posto que depois do transporte marítimo o fluvial, é o mais barato e eficiente. Com o fortalecimento do comercio marítimo e fluvial, as nação começarão a construção e otimização de uma malha rodoviária, todavia antes, haverá de ser estudada a malha integradora ferroviária, ou seja, a malha circular sulamericana. Assim, com o fomento da construção de aeronaves leves de serviço, agrícolas, monitoras ambientais, policiais e militares, em todas as nações sul americanas, teremos dado a viabilização física de transporte de mercadorias e pessoas. A questão de uma malha de intercomunicação de dados, imagem, voz, correspondência, é mais uma questão política do que técnica diante da tecnologia usada e disponível hoje. O intercambio militar, universitário, logístico, bi-linguistico, diplomático e comercial, formam esse poderoso bloco cultural econômico Sul Americano. Assim estará concretizado o PARLASULINO.
Wallace Requião de Mello e Silva para G 23