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terça-feira, 10 de novembro de 2009

Paraná Alfabetizado recebe prêmio Ibero Americano.

Programa Paraná Alfabetizado vence Prêmio Ibero-americano - 29/07/2009 17:30:00
O Programa Paraná Alfabetizado, da secretaria da Educação, recebeu nesta quarta-feira (29) o Prêmio Ibero-Americano de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos como a mais relevante experiência de alfabetização no Brasil. A premiação aconteceu durante o Encontro de Alfabetizadores e Educadores de Jovens e Adultos, que reuniu representantes de 22 países.A superintendente da Educação, Alayde Digiovanni, destacou a experiência do Governo do Paraná no processo de alfabetização de jovens e adultos. “ A experiência paranaense está em consonância com a Declaração de Salamanca, assinada por todos os países iberoamericanos no ano de 2005, que pretende declarar a região como território livre de analfabetismo entre o ano de 2008 e 2015”.Promovido pela Organização dos Estados Iberoamericanos e pelo Ministério da Educação e Cultura do Paraguai, o encontro tem como objetivo facilitar o intercâmbio de experiências entre alfabetizadores de jovens e adultos promovendo a identificação de práticas que vem sendo desenvolvidas e aplicadas por todo o país. Participaram educadores e representantes de organizações internacionais que trabalham na área da alfabetização da Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, República Dominicana, Equador, El Salvador, Peru, Portugal, Uruguai e VenezuelaPRÊMIOS - A premiação faz parte do conjunto de ações do Programa de apoio de mesmo nome, que tem o propósito de universalizar a alfabetização em todos os países ibero-americanos no menor tempo possível, antes de 2015. O Programa Paraná Alfabetizado foi criado pela secretaria da Educação em agosto de 2004 e é desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação, com as prefeituras e com organizações da sociedade civil. Participaram, de agosto de 2004 a junho de 2009, cerca de 332 mil jovens, adultos e idosos não alfabetizados em todos os municípios paranaenses. O processo de alfabetização, inspirado nos círculos de cultura de Paulo Freire, já contou com cerca de 16 mil alfabetizadores e coordenadores locais que, além de alfabetizar, tem o papel de incentivar os educandos adultos alfabetizados para que continuem estudando nos cursos da Educação de Jovens e Adultos organizados pelas Secretarias Municipais de Educação.Inspirados pelas experiências de superação do analfabetismo em Cuba e Venezuela, o Governo do Paraná também assumiu essa meta no território paranaense, investindo esforços e recursos para alfabetizar o maior número de pessoas, buscando elevar o IDH e reconhecer o Paraná como território livre de analfabetismo até o ano de 2.010.O Paraná Alfabetizado já foi reconhecido pelo Ministério da Educação por meio do Prêmio Medalha Paulo Freire entregue no ano de 2005, sendo o Governo do Paraná o único estado a ser premiado e pela UNESCO em sua publicação “Alfabetização de jovens e adultos no Brasil: lições da prática” (2008) ao reconhecer diversos aspectos relevantes na experiência paranaense; “O Prêmio Iberoamericano de Alfabetização vem coroar, reconhecer e celebrar os esforços e compromissos assumidos e realizados pelo Governo do Paraná em conjunto com toda a população paranaense, para superar o analfabetismo e elevar a qualidade de vida de toda a nossa população”, disse o chefe do departamento da diversidade da secretaria, Wagner Roberto do Amaral.

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Educação do Paraná é destaque nos EUA

Experiência do Paraná com tecnologias da informação nas escolas é destaque nos EUA - 15/09/2009 18:11:59
O uso de tecnologias na rede pública estadual de ensino foi o tema da palestra da superintendente da Secretaria da Educação do Paraná, Alayde Digiovanni, na tarde desta terça-feira (15), em Washington (EUA). Ela participou, a convite do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Seminário Reinventar a Aula: Impacto Social e Educativo da Incorporação de TI na Educação. O evento visa a troca de experiências de incorporação da tecnologia da informação e comunicação nos sistemas educacionais. As ações vinculadas ao Programa Paraná Digital, desenvolvido pelo governo estadual, foram destacadas pela superintendente como parte de uma forte política educacional. “No Paraná, todas as 2.100 escolas estaduais estão conectadas à internet por meio de 44 mil computadores. Essas e outras ações interligadas permitem a implementação da política que visa a universalização do acesso ao ensino, a garantia de permanência na escola e a qualidade de ensino”, relatou Alayde Digiovanni.A superintendente explicou a uma platéia de representantes do setor de Educação dos países latino-americanos que o Paraná tem promovido uma revolução tecnológica na educação pública no estado, com o uso ferramentas como Portal Dia a Dia Educação, TV Multimídia – presente em todas as salas de aula da rede estadual, TV Paulo Freire, Multimeios. O professor da rede estadual tem acesso ao computador para realizar pesquisas e preparar suas aulas. A variedade do material obtido na internet pode ser conjugado ao produzido pela área Multimeios – animações, vídeos, áudios. “O pen drive tornou-se parceiro do professor, que pode usar os conteúdos veiculados pela TV Paulo Freire, Portal Dia-a-Dia Educação e outras fontes de informação para elaborar aulas mais ricas em conteúdo e criatividade”, informou a superintendente. A superintendente explicou que Portal da Educação tem quatro interfaces - Educadores, Alunos, Escola e Comunidade - e publica informações sobre eventos, notícias, artigos e dissertações, além de textos narrados, entrevistas e músicas. Charges, simuladores e gráficos produzidos pela área Multimeios estão disponíveis para complementar e apoiar o processo de ensino e aprendizagem, ressaltou.O uso da TV Paulo Freire, com sua programação concebida exclusivamente para a comunidade escolar do Estado do Paraná também foi destacado por Alayde Digiovanni. Assim como os cursos ofertados regularmente para a capacitação dos professores para usar essas tecnologias. “TV Multimídia - Pesquisando e Gravando Conteúdos no Pen Drive” é um manual que procura ensinar a integrar o uso das tecnologias utilizadas nas escolas do Paraná - o laboratório de informática, o pen drive, as TVs Multimídias e o Portal Dia-a-Dia Educação, onde estão disponíveis os conteúdos digitais educacionais”, finalizou.


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Luta contra os transgênicos, obra politica do Governo Requião.

O tempo ja esta mostrando quem tinha Razão, se a imprensa ou o governador.

Pesadelo assombra os produtores de soja transgênica.

A presença do sorgo resistente ao glifosato, em lavouras no norte da Argentina, já foi reconhecida pelo principal organismo encarregado de vigiar as ervas daninhas resistentes a herbicidas. Essa descoberta é um pesadelo que se tornou realidade para os produtores de soja transgênica. O glifosato é o herbicida seletivo de maior venda no mundo e sua expansão acelerou-se com os cultivos transgênicos como os da soja Roundup Ready, da Monsanto. O resultado era previsível: cedo ou tarde, apareceriam espécies resistentes às estratégias desenhadas e implementadas por este modelo de agricultura. O artigo é de Alejandro Nadal.Alejandro Nadal - La JornadaUm fantasma percorre os campos do Chaco, norte da Argentina. Após meses de investigação e acaloradas disputas, confirmou-se a existência de uma variedade de sorgo (Sorghum halepense – também conhecido no Brasil como capim Massambará, Pasto Russo ou Erva de São João) resistente ao herbicida glifosato, na província de Salta. É o primeiro caso de uma variedade de sorgo resistente ao glifosato desde que esse herbicida começou a ser usado no mundo, há três décadas. A difusão desta erva daninha através das colheitadeiras que circulam por todos os lados após cada safra não é um bom augúrio.
A presença do sorgo resistente ao glifosato já foi reconhecida pelo principal organismo encarregado de vigiar as ervas daninhas resistentes a herbicidas (http://www.weedscience.org/). Essa descoberta é um pesadelo que se tornou realidade para os produtores de soja transgênica. É também uma lição para a Sagarpa (organização mexicana de proteção fitossanitária), que acaba de autorizar ilegalmente as primeiras plantações experimentais de milho transgênico no México. É o primeiro passo no caminho para autorizar a plantação comercial e consolidar a liberação do milho geneticamente modificado no México, centro de origem deste cultivo de importância mundial.
Vamos por partes. O Sorghum halepense é uma das dez principais ervas daninhas que afetam a agricultura de climas temperados. É uma erva daninha perene, dotada de grande capacidade de reprodução e sobrevivência ao controle por meios mecânicos. A ironia é que em muitos países, incluindo a Argentina, foi introduzido como uma espécie forrageira, por sua alta produtividade e capacidade de adaptação. Em poucos anos, converteu-se em uma praga cujo combate com agentes químicos teve grandes custos para os agricultores e para a biodiversidade.
Na luta contra essa “erva daninha perfeita” vinha se usando o glifosato, herbicida de amplo espectro que destrói, em plantas superiores, a capacidade de sintetizar três aminoácidos essenciais. É o herbicida seletivo de maior venda no mundo e sua expansão acelerou-se com os cultivos transgênicos como os da soja Roundup Ready, da Monsanto, geneticamente modificada para aumentar sua resistência ao glifosato. Hoje, a soja transgênica é plantada em cerca de 18 milhões de hectares na Argentina. Esse cultivo transformou a paisagem rural do pampa, transtornando as relações sociais que permitiam a pequena agricultura e abrindo as portas para o agronegócio em grande escala. As exportações de soja são o principal sustento da política fiscal Argentina: 18% da receita fiscal total vêm do imposto sobre as vendas de soja ao exterior. Mas o colapso desta bolha da soja é uma questão de tempo. A aparição do sorgo resistente ao glifosato é só um aviso. A soja transgênica usa um pacote tecnológico de plantio direto (ou lavragem mínima), onde se deixa o mato cobrir a terra para protegê-la da chuva e do vento. Isso reduz os riscos de erosão, mas deve ser acompanhado de um incremento no uso de herbicidas. Esse tipo de cultivo está associado a um crescimento espetacular do uso destes insumos: em apenas dez anos, o consumo de glifosato passou de 15 a 200 milhões de litros.
O resultado, no final do caminho, era de se esperar: cedo ou tarde, apareceriam espécies resistentes às estratégias desenhadas e implementadas por este modelo de agricultura comercial. Com a difusão do pacote tecnológico da soja transgênica, essa resistência apareceria mais rapidamente, pois o processo de co-evolução (que, no fundo, é o que rege esse fenômeno) iria se acelerando. É o que acontecerá também com o milho transgênico cujo plantio está sendo autorizado agora no México. A aparição de insetos resistentes à toxina produzida nos cultivos transgênicos Bt é uma questão de tempo.
Ainda não há registro de grandes populações resistentes à toxina Bt, mas em parte isso se deve à estratégia que consiste em deixar refúgios de plantas não transgênicas nas áreas plantadas. Nos Estados Unidos, essa prática tem sido acompanhada pelo uso complementar de inseticidas. Mas a advertência de ecólogos e agrônomos segue vigente: essas estratégias só retardam o processo de aparição de insetos resistentes ao Bt, não o detém. O cultivo de milho transgênico no México aumentará a probabilidade de surgimento de populações de insetos resistentes ao Bt em um menor espaço de tempo. Esse não é o único problema, mas o exemplo do sorgo na Argentina é um sinal que não devemos ignorar.
A trajetória tecnológica dos cultivos geneticamente modificados nos conduz a um beco sem saída. É claro que, para as empresas e seus cúmplices no governo, este é um bom instrumento para tornarem-se donas do campo, transformando-o em seu espaço de rentabilidade. Para a Sagarpa e o governo (falando aqui do caso mexicano) nada deve se interpor entre as companhias transnacionais e a rentabilidade, nem sequer a débil legislação sobre biossegurança que foi desenhada para servir aos interesses dessas mesmas empresas.
Alejandro Nadal é economista, professor pesquisador do Centro de Estudos Econômicos, no Colégio do México. Colaborador do jornal La Jornada, onde este artigo foi publicado originalmente dia 20 de outubro.
Tradução: Katarina Peixoto


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