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domingo, 31 de julho de 2011

Indio é cidadão brasileiro, ponto final.

Índio é cidadão brasileiro, com todos os seus direitos e deveres.



Pesquisando em meu arquivo encontrei esse texto seguido de recorte de Jornal que vem aprofundar ainda mais uma antiga questão já tratada nesse Blog, às riquezas da Amazônia e a cidadania indígena. Hoje o General Augusto Heleno Pereira esta reformado. (lamentável, pois os homens que ainda têm testículos nesse país são castrados pelos interesses “ocultos”)

Impressionante as declarações do General Augusto Heleno Pereira, comandante da Amazônia.

Em declarações publicadas pelo jornal paulista “Hora do Povo” de 22 de Abril de 2008, o comandante da Amazônia afirma que ONGS estrangeiras ameaçam soberania brasileira na região.

Com essa impressionante declaração o prestigiado general paranaense coloca-se á disposição do presidente da Republica para dar as devidas explicações e apresentar provas: diz o jornal: O general afirmou “as ONGs internacionais usam os índios como fachada pára dominarem nossas imensas jazidas de urânio, nióbio, e ouro confirmadas naquela região” e contesta, porque elas não se instalam onde não há jazidas minerais? O Mapa de presença e localização das ONGs internacionais confunde-se com o mapa das riquezas minerais do Brasil. (o que confirma minha tese sobre as áreas pertencentes às ONGs no Paraná, sobre tudo na área da serra do Mar).

Segundo o Ministério das Minas e Energia, diz o mesmo jornal, as jazidas de ouro em Roraima é a maior do mundo, superando em muito todas as reservas em ouro dos EUA. Isso é muito importante sob o ponto de vista da economia monetária clássica. A Jazida de nióbio daquele estado possui 14 vezes todo o nióbio conhecido em todo o mundo. Com um potencial de extração pelos próximos 1200 anos.  A presença de urânio e diamantes, ainda não totalmente avaliados, já indica pelas primeiras medições, que superam o volume de todas as jazidas conhecidas no Brasil.

2008 a 2011, o que se fez?


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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Lugo declara voto em Requião.

Se eu fosse brasileiro e votasse no Brasil, em 2010 votaria para presidente em Requião.
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sábado, 23 de maio de 2009

Para a História.

O massacre dos cristãos. (segundo Septimio)
Estes trechos da carta de Septimio, romano, endereçada a Flavio, romano, são tidos como verdadeiros, embora o texto que reproduzo aqui tenha algo de adaptação para facilitar a compreensão de alguns conceitos. A seqüência de imperadores romanos: Julio César, Otavio, Péricles e Augusto, que morreu em 14 depois de Cristo; Tibério, Calígula, Claudio e Nero. Claudio iniciou a conquista da Britânica, depois chamada Inglaterra, e Nero o mais perverso dos Imperadores: Mandou matar a própria mãe e a esposa, envenenou seu irmão Britânico, e culpou os cristãos pelo incêndio de Roma mandando perseguir violentamente os adeptos dessa nova doutrina[1]. Vejamos então:
“Uma espécie de gente, muito característica, Flavio, apareceu no Estado. Encontram-se as ocultas e recusam-se a queimar incenso diante dos deuses oficiais. Não saúdam César quando ele passa. Diz-se que essas pessoas adoram divindades estranhas e praticam estranhos ritos.”
“O imperador Claudio mandou prender milhares delas para pasto dos leões. Nero Mandou atá-las em postes e cobri-las com um traje untado de breu e piche. E depois certa noite, ateou-lhes fogo e fê-las desfilar pela cidade como tochas ardentes. E aquela gente sofria silenciosamente, ao que parece. Nossos imperadores experimentaram prazer em torturar homens, mulheres e crianças, que morrem sem nenhuma palavra de protesto”.
“Meu amigo Petrônio me disse que têm suspeitas de que esses indivíduos são confortados por poderoso espírito que paira sobre eles. Na ultima semana quando Petrônio foi ver uma moça que ia ser queimada numa estaca. Ficou bem perto dela, no momento que a amarraram e pôde ouvi-la murmurar:” Virgem mãe”. Petrônio imagina que são palavras mágicas, de tal poder que tornam os seguidores de “Crestos” capazes de morrer tão bravamente. Essa gente diz ele deve ser encantada. Suportam os maiores suplícios com rosto impassível. Muitos deles retiram-se para os desertos, a viver sozinhos em furnas, flagelando-se e rezando. Cada vez aumenta mais o numero de romanos que procuram esse cristãos, que lhes prometem salvá-los das orgias dos Césares e mostrar-lhes um reino muito maior do que o Império. Eles negariam a divindade de César, esses rebeldes que partem o pão e oferecem vinho e cochicham estranhas palavras quando se encontram.”
“Ainda ontem, nova turma foi lançada aos leões, no Coliseu. O odor de sangue e das entranhas dilaceradas dominou o perfume dos árabes com que o Coliseu havia sido banhado. O espetáculo era repugnante. Contudo exerceu mágico efeito sobre os espectadores. Muitos deles desceram para a arena, junto aos cristãos.”
“Que poder humano, ou divino, Flavio, sustenta esse homens? E que conta mágica é esse que conserva seu numero sempre em aumento, a despeito de serem milhares deles queimados nas estacas e devorados pelas bestas selvagens?
“Ontem assisti a uma função noturna, no circo. Nero arranjou novo sistema de iluminação para o espetáculo. Em lugar das costumeiras tochas, o circo foi iluminado pelo clarão dos cristãos em chamas... vi com os meus próprios olhos e uma estranha luz brilhou em mim. Sinto... não diga isso a ninguém... que me estou tornado cristão!”
[1] Tirado do Livro: Esplendores da Grécia e de Roma, citando: “The Conquest of Civilization” de James Breasted.






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O massacre dos cristãos. (segundo Septimio)
Estes trechos da carta de Septimio, romano, endereçada a Flavio, romano, são tidos como verdadeiros, embora o texto que reproduzo aqui tenha algo de adaptação para facilitar a compreensão de alguns conceitos. A seqüência de imperadores romanos: Julio César, Otavio, Péricles e Augusto, que morreu em 14 depois de Cristo; Tibério, Calígula, Claudio e Nero. Claudio iniciou a conquista da Britânica, depois chamada Inglaterra, e Nero o mais perverso dos Imperadores: Mandou matar a própria mãe e a esposa, envenenou seu irmão Britânico, e culpou os cristãos pelo incêndio de Roma mandando perseguir violentamente os adeptos dessa nova doutrina[1]. Vejamos então:


“Uma espécie de gente, muito característica, Flavio, apareceu no Estado. Encontram-se as ocultas e recusam-se a queimar incenso diante dos deuses oficiais. Não saúdam César quando ele passa. Diz-se que essas pessoas adoram divindades estranhas e praticam estranhos ritos.”
“O imperador Claudio mandou prender milhares delas para pasto dos leões. Nero Mandou atá-las em postes e cobri-las com um traje untado de breu e piche. E depois certa noite, ateou-lhes fogo e fê-las desfilar pela cidade como tochas ardentes. E aquela gente sofria silenciosamente, ao que parece. Nossos imperadores experimentaram prazer em torturar homens, mulheres e crianças, que morrem sem nenhuma palavra de protesto”.
“Meu amigo Petrônio me disse que têm suspeitas de que esses indivíduos são confortados por poderoso espírito que paira sobre eles. Na ultima semana quando Petrônio foi ver uma moça que ia ser queimada numa estaca. Ficou bem perto dela, no momento que a amarraram e pôde ouvi-la murmurar:” Virgem mãe”. Petrônio imagina que são palavras mágicas, de tal poder que tornam os seguidores de “Crestos” capazes de morrer tão bravamente. Essa gente diz ele deve ser encantada. Suportam os maiores suplícios com rosto impassível. Muitos deles retiram-se para os desertos, a viver sozinhos em furnas, flagelando-se e rezando. Cada vez aumenta mais o numero de romanos que procuram esse cristãos, que lhes prometem salvá-los das orgias dos Césares e mostrar-lhes um reino muito maior do que o Império. Eles negariam a divindade de César, esses rebeldes que partem o pão e oferecem vinho e cochicham estranhas palavras quando se encontram.”
“Ainda ontem, nova turma foi lançada aos leões, no Coliseu. O odor de sangue e das entranhas dilaceradas dominou o perfume dos árabes com que o Coliseu havia sido banhado. O espetáculo era repugnante. Contudo exerceu mágico efeito sobre os espectadores. Muitos deles desceram para a arena, junto aos cristãos.”
“Que poder humano, ou divino, Flavio, sustenta esse homens? E que conta mágica é essa que conserva seu numero sempre em aumento, a despeito de serem milhares deles queimados nas estacas e devorados pelas bestas selvagens?
“Ontem assisti a uma função noturna, no circo. Nero arranjou novo sistema de iluminação para o espetáculo. Em lugar das costumeiras tochas, o circo foi iluminado pelo clarão dos cristãos em chamas... vi com os meus próprios olhos e uma estranha luz brilhou em mim. Sinto... não diga isso a ninguém... que me estou tornado cristão!”
[1] Tirado do Livro: Esplendores da Grécia e de Roma, citando: “The Conquest of Civilization” de James Breasted.



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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Documento memorial sobre a Vale do Rio Doce.

Pesquisa & Texto
Wallace Requião de Mello e Silva

Editoração
Marlise Bassfeld (Reg. Prof. 938/06/PR)






Câmara dos Deputados, Anexo IV, Gabinete 635
CEP 70160-900 - Fone/fax (061) 318.3635
Brasília - DF

Escritório Político no Paraná
Av. Vicente Machado, 344, Centro
CEP 80420-010 - Fone/fax (061) 225.2911
Curitiba - PR

IMPRESSO NO BRASIL
PRINTED IN BRAZIL
VERÃO DE 1997



Sumário










Abertura .................................................................................... 5

Introdução ................................................................................ 6

Argumentos ............................................................................... 8

Congresso Nacional: guardião dos interesses nacionais ................. 20

Os recursos não-renováveis e os interesses internacionais .............. 22

Preservar as jazidas ....................................................................... 25

Minerais estratégicos e conflito armado ...................................... 26

A paz no Mundo e a globalização ............................................... 29

Estrangeiros têm reservas minerais no Brasil? ................................ 31

Quanto Vale? ............................................................................. 32

A Cartilha do BNDES: uma vergonha ........................................... 34

Quem é a favor, quem é contra: alguns nomes ............................. 41

Conclusão ............................................................................. 43











Manifesto

do Deputado Federal
MAURÍCIO REQUIÃO
(PMDB-PR)


Contra a privatização da Companhia Vale do Rio Doce

A Companhia Vale do Rio Doce foi criada
pelo Decreto- Lei 4.532, de 1.º de junho de 1942.

Brava gente brasileira, longe vá o temor servil,
Ou ficar a pátria livre, ou morrer pelo Brasil.
Hino Nacional Brasileiro
A você, cidadão brasileiro:
Tomando por base um estudo feito por minha assessoria, e apoiado em informações obtidas junto à Subsecretaria de Edições Técnicas do Senado; na Constituição Federal; em Constituições Estrangeiras; no Código de Mineração; nos documentos produzidos pelo Coronel Roberto Monteiro de Oliveira (ex-chefe do SNI do Amazonas); pelos depoimentos do Almirante Gama e Silva; pela Cartilha do BNDES; nos documentos produzidos pelo Movimento de Defesa da Vale do Rio Doce; nas publicações: Companhia Vale do Rio Doce, uma Investigação Truncada, Editora Paz e Terra (1987), do Senador e ex-ministro Severo Gomes; no livro Small is Beautifull, Editora Zahar, de E.F.Schumacher; na publicação: Dois Anos de Luta Contra a Privatização da Vale do Rio Doce, Editora do Senado, obra do Senador José Eduardo Dutra e, finalmente, fundamentado nos documentos produzidos pela Associação dos Empregados da CVRD (Aval), quero comunicar minha posição diante da privatização da Companhia Vale do Rio Doce.
Que este documento faça laços com todos os clamores em defesa da soberania nacional. Por um Brasil livre, solidário e justo!
Maurício Requião
Introdução

Se corrermos os olhos pela história do Brasil, não poderemos deixar de notar que um dos motivos incentivadores da descoberta e colonização foi, entre outros, o desejo de encontrar ouro, prata, pedras preciosas e outras riquezas. Posto assim, compreendemos que a questão mineralógica foi primordial na nossa história[1].
Muito antes dos clássicos ciclos econômicos do Brasil, tais como o do pau-brasil, da cana-de-açúcar, do gado e da mineração, a questão mineralógica já determinava, por uma certa decepção inicial, as estratégias de colonização. Arrendamento, expedições, Capitanias Hereditárias, Governos-Gerais, invasões, submissão à Espanha, entradas e bandeiras, tudo desembocava na questão mineralógica.
Dizem alguns historiadores que Portugal saiu-se endividado e empobrecido (1640) dos anos de submissão a Espanha, que este foi um dos motivos da Casa de Bragança oferecer aos bandeirantes honrarias e recompensas se descobrissem minérios preciosos importantes nos sertões brasileiros. Assim Garcia Rodrigues Pais acha ouro em Minas Gerais, Borba Gato acha as minas de Sabará, Pascoal Moreira as de Cuiabá. A notícia se espalha e as regiões crescem.
Ainda não era o tempo de dar importância ao ferro, ao petróleo, de uso tão recente, e aos radiativos. As questões da produção e da energia ainda sequer eram cogitadas, mas já se impunham como potências européias explorando e colonizando estas paragens.
Calcula-se que, entre 1700 e 1770, o Brasil fornecera tanto ouro quanto o resto da América havia produzido em 350 anos que precederam este período. Todavia, isto era um nada diante da produção de ouro do Brasil de hoje.
Mesmo assim, além de financiar os problemas brasileiros, alguns querem que este ouro tenha financiado a reconstrução de Lisboa em 1755, pago as dívidas externas de Portugal, quase todas com a Inglaterra, que tenha financiado a guerra contra a França e, acreditem, que contribuiu em larga medida para a industrialização da Inglaterra.
Quem quiser aprofundar-se na questão, poderá achar ingleses envolvidos nas independências dos Vice-Reinos de Espanha, na questão escravista, na história política que desatou na República Brasileira, sempre, é claro, cuidando de seus próprios interesses.
Mas, aos poucos, foi surgindo deste povo miscigenado uma consciência nacional, fruto possível de características culturais, lingüísticas, éticas e econômicas. Surgia um Brasil, esboçava-se uma nação. Ainda assim, somente estrangeiros levavam as nossas riquezas para além de nossas fronteiras. Pode-se dizer que, ao fim do Império, apenas estrangeiros exploravam minas neste Brasil.
Somente em 1930, pouco mais, pouco menos, Getúlio começava a conscientização da necessidade de nacionalizar os capitais circulantes no Brasil, e começava a impor um programa de nacionalização das minas e dos bancos fazendo transparecer este desejo no texto constitucional de 1934 e 37.
É licito, está claro, que todo brasileiro espere o verdadeiro desenvolvimento mineralógico do Brasil, e que queira presenciar e contribuir no beneficiamento destas riquezas. Mas não vemos isto.
O Código de Mineração, datado de 1967, tinha defasagens com relação à Constituição de 1988. Alterou-se, por medidas provisórias, (MPs) alguns conceitos como o de empresa nacional, monopólio do petróleo, serviço de cabotagem, distribuição de gás etc., numa manobra que, entendo, faz a Nação Brasileira voltar aos padrões de subserviência de seus anos iniciais.
Lamento. Somente grandes grupos estrangeiros têm condições de fazer as regras do jogo econômico, e o Brasil - como faziam os franceses no passado, em troca de contas de vidros, de benesses tecnológicas de consumo - entrega seu capital insubstituível, deixando o sonho de ser uma nação desenvolvida por um compromisso de subserviência como país fornecedor de matérias primárias.
É isto que tentarei demonstrar neste manifesto.

Argumentos

Conceito de propriedade

"Não cobiçarás a casa de teu próximo
(...) nem nada do que lhe pertence."
Êxodo, 20-17(Bíblia Sagrada)

Propriedade, do latim, propietus, de propius - particular, peculiar, próprio -, genericamente designa a qualidade que é inseparável de uma coisa ou que a ela pertence em caráter permanente.
Pode-se dizer, então, que o subsolo é próprio do solo.
A jazida é uma das propriedade do solo. Todo bem do solo tem ou terá destinação econômica; esta é uma de suas propriedades.
As sutilezas dos conceitos, no entanto, ao invés de aceitar, como se aceita o espaço aéreo enquanto extensão da propriedade do solo e o subsolo enquanto extensão do solo, faz distinção e desloca o domínio do proprietário para o Estado, a União.
Propriedade na linguagem jurídica[2], em sentido comum, sem fugir ao sentido originário, é a condição em que se encontra a coisa, que pertence em caráter próprio e exclusivo à determinada pessoa. É um bem que pertence exclusivamente a alguém.
A propriedade é compreendida como o próprio direito exclusivo ou o poder absoluto e exclusivo, que se tem sobre a coisa que pertence ao sujeito.
Deste modo, o direito de propriedade, que se assegura em toda a sua plenitude, sofre restrições advindas do respeito a direitos alheios ou fundada no próprio interesse coletivo, em face dos princípios jurídicos que transformam a propriedade numa "função social", com destino ligado ao bem-estar do próprio povo.
No Direito de Propriedade, encontram-se integrados os direitos de uso da coisa, a quem pertence; o de fruir e gozar a coisa; tirando dela as utilidades (proveitos, benefícios e frutos) que dela possam ser produzidos e de dispor dela transformando-a, consumindo ou alienando-a.

A propriedade privada difere da propriedade pública, que é, a denominação dada a toda a coisa ou bem que pertence ao domínio do Estado, seja do domínio público do Estado ou do domínio privado do Estado.

Desse modo, a propriedade pública é a que pertence ao Estado independentemente do destino que tenha. A propriedade pública opõe-se, nesta razão, ao sentido de propriedade individual ou privada.
A propriedade pública, evidencia-se bem, está fora do comércio. E pela afetação legal que sobre ela pesa não está sujeita à prescrição. É, portanto, inapropriável e imprescritível.
Posto isto, vejamos o que diz a Constituição Federal.

Artigo Primeiro da Constituição Federal: A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Muni-cípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamento: 1) a soberania; (....).

Conceito de Soberania

Em face desses aspectos é que se diz, em primeiro lugar, que a ordem jurídica estatal, atuando soberanamente em determinado território, esta protegida pelo principio da impenetrabilidade, o que significa reconhecer ao estado o monopólio de ocupação de determinado espaço, sendo impossível que no mesmo lugar e ao mesmo tempo convivam duas ou mais soberanias.
Dalmo de Abreu Dalari

Um dos elementos principais da estrutura para toda a humanidade é, naturalmente, o Estado. E um dos principais elementos ou instrumentos de estruturação são as fronteiras, fronteiras nacionais.
E.F. Schumacher.

Sem território não pode haver estado.
O segundo elemento essencial à existência do
Estado é o território.
Darcy Azambuja

Soberania é o ponto de partida de nosso posicionamento[3].
O que é a soberania? Para o Dicionário de Vocabulário Jurídico, do Prof. Dr. De Plácido e Silva, soberania vem do latim Superanus - sobre, em cima, superior -, logo, diz do que possui autoridade suprema.
No seu sentido jurídico, é o poder que se sobrepõe ou está acima de qualquer outro. Diz respeito à soberania do Povo, da Nação, do Estado. O poder soberano é a qualidade de toda a autoridade que não esteja sujeita ou sob o regime de outro poder (exceto a sujeição ao poder de Deus). É nítida, portanto, a noção de que o poder soberano não se subordina a outro poder.
A soberania da Nação Brasileira é a sua independência, sua autonomia, sua capacidade de manter-se livre da ingerência de outros estados tanto em seus negócios como em suas leis. Diz, assim, respeito à autodeterminação dos povos, limitada apenas pelos acordos internacionais que voluntária e livremente tenha aceitado.
É certo também que quando uma nação percebe os prejuízos de um acordo assumido por má interpretação ou avaliação incompleta dos fatos - exemplo ocorrido com o Chile em 1977 quando abandonou o Pacto Andino -, nada há de ilícito que um tal país lute para corrigir seus erros ou, em nome de sua soberania, de sua independência política ou econômica, lute por desassumi-los.
Posto isto, voltamos ao Artigo primeiro de nossa Constituição, parágrafo único.

Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos, ou diretamente, nos termos desta Constituição.

Logo, o povo é soberano no seu território. O território é essencial para o exercício da soberania. É nos limites das fronteiras do Brasil que termina o alcance das leis brasileiras. Mas é também nos limites das nossas fronteiras que devem cessar quaisquer pretensões de ingerência ou gerência de interesses estrangeiros sobre o patrimônio material e cultural de nosso povo. Incluindo o subsolo.
A indefinição e imprecisão destes limites ideológicos e legais, igualmente destas fronteiras geográficas essenciais, permitindo assim a sobreposição de interesses, é o que chamamos perda da SOBERANIA.
O povo exerce a sua soberania pelo plebiscito, pelo referendo e pela iniciativa popular (ação popular) como reza o artigo 14, I, II , III de CF, sendo estes os meios para garantir a sua autonomia. A representação (referendo) é por assim dizer o meio mais racional de expressão da vontade popular.
O povo elege seus representantes para que exerçam a sua representação. O Congresso Nacional é, por assim dizer, o guardião dos interesses nacionais.
Quando a representação popular, por meio de seus representantes, está prejudicada, como é o caso da Lei 8031 do governo Collor de Mello, que deixou o Senado Federal manietado no caso das privatizações, cabe ao povo, justificadamente, o plebiscito ou a ação popular. Tratam-se de instrumentos lícitos e Constitucionais.
Voltemos então à Constituição Federal.

Propriedade do subsolo

Considera-se jazida toda massa individualizada de substância mineral ou fóssil, aflorando à superfície ou existente no interior da terra, e que tenha valor econômico; mina, a jazida em lavra, ainda que suspensa ( à superfície).
(Capítulo I, artigo 4, Código de Mineração)

A Constituição Brasileira traz, em seu Artigo quinto, XXII, o seguinte: é garantido o direito de propriedade; XXIII: a propriedade atenderá a sua função social;
E está no Artigo 176:

As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta do solo, para efeito de exploração e aproveitamento, e pertencem à União ( o termo União, no Direito Brasileiro, é especialmente destinado para designar o Estado brasileiro, a União.), garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra.


Por sua vez, o Código de Mineração, Capítulo III, Artigo 34, é categórico:

Entende-se por lavra o conjunto de operações coordenadas objetivando o aproveitamento industrial da jazida desde a extração das substâncias minerais úteis que contiver, até o beneficiamento das mesmas.

Ora, se o subsolo não se confunde com a propriedade do solo, julgamos que o legislador quis, salvo interesse pouco explícito, ou resquício do poder monárquico[4], neste conceito, dizer que a riqueza mineral e outras não pode ser privilégio de um ou outro proprietário particular, mas que pertence a todo o povo por meio da União. Fica assim justificada tanto a exploração econômica pelo Estado, como também justifica-se o regime de monopólio, como no caso dos minerais atômicos, energéticos etc. no interesse do Estado, do bem comum.
Observe-se que aqui entram duas questões bem definidas.
A primeira é a prerrogativa constitucional de o Estado legislar sobre a questão mineral. Outra, bem diferente, é a questão da prerrogativa constitucional que dá propriedade ao Estado sobre todo o subsolo, propriedade que ele não pode abrir mão, que ele não pode transferir.
Ainda que encontremos autores radicais como LABAND que defende que o Estado possa dispor de seu território e riquezas, haverá de dispor em beneficio de seu povo, do bem comum, ou seja, deverá privilegiar brasileiros e empresas brasileiras, pois o texto constitucional diz que a propriedade (no caso o subsolo) do Estado é pública e pertence ao povo brasileiro.
O princípio demonstra uma contradição constitucional, que retira a propriedade do subsolo dos donos do solo para pô-la em mãos do Estado, que ao invés de vender, beneficiar ou alienar estas riquezas sempre com o máximo de lucro para o povo brasileiro, cede em concessão (a estrangeiros e empresas estrangeiras) confundindo serviços de pesquisa e extração com a propriedade destas riquezas.
O que fica em contrapartida?
Ficam impostos que não substituem à altura recursos oriundos de riquezas não-renováveis em valores infinitamente superiores às contrapartidas deixadas. No caso da Petrobrás, deixam 8,2 bilhões em impostos. E quanto levam em riquezas insubstituíveis? Cinqüenta anos de direitos adquiridos pela Companhia Vale do Rio Doce sobre lavra e jazidas envolvem um patrimônio estimado de 3 trilhões de dólares. Vale lembrar: cada trilhão soma mil bilhões.
Tradicionalmente, o direito sobre a propriedade da lavra é garantido no Brasil até a extinção das jazidas e o Capítulo V, do Código de Mineração, que reza das Sanções e das Nulidades, é ideologicamente submisso.
Assim, conclui-se que direito de lavra transferido para empresa estrangeira de mineração é o mesmo que transferência de jazida até a extinção.
Quando o texto constitucional, historicamente, garantia a propriedade do produto da lavra, somente o Estado (o povo) e a empresa nacional, de capital nacional, podiam servir-se destas riquezas. Hoje, não.
Ora, parece de senso deformado, que o concessionário privado de exploração ou aproveitamento das riquezas minerais e outras, (principalmente os estrangeiros) citadas no texto constitucional, sejam os proprietários de riquezas que pertencem a todo o povo por meio do Estado. Pior: o proprietário estrangeiro não deixa uma contrapartida à altura da riqueza que explora [5].
Ainda assim, acrescente-se a função social da propriedade que, entre as muitas que possa ter - a primeira e a mais importante é organizar a sociedade e garantir direitos -, aqui neste manifesto é entendida como redistribuição do “lucro” das riquezas exploradas em solo brasileiro à toda a população, pois estas riquezas, em última análise, pertencem ao povo brasileiro.
Neste sentido, o Estado, a União, não pode fazer um "negócio prejudicial" aos interesse da Nação. Muito mais grave é a situação quando lembramos que estas riquezas insubstituíveis, reais, são substituídas por "riquezas virtuais" como crédito, programas de empréstimo, rolagem de dívidas internacionais, promessas de participação em programas de desenvolvimento global etc..


Interesses diferentes

Mas os ricos raramente subsidiam os pobres; mais amiúde, exploram-nos. Podem não fazê-lo diretamente mas o fazem em termos de comércio. Podem camuflar um pouco a situação com uma certa redistribuição da arrecadação dos impostos ou caridade em pequena escala, mas a última coisa que quererão fazer é separar-se dos pobres.
E.F. Schumacher

Se o proprietário do solo não pode ser o proprietário do subsolo, é estranho que o concessionário, ainda mais o ESTRANGEIRO, possa ter garantido a posse do produto da lavra, uma riqueza do povo, representada pelo Estado.
A lavra deveria ser propriedade do Estado, como bem claro fica no Artigo 176 da Constituição Federal.
Parece que esta contradição tem origem no fato de que depois de Getúlio é firme a convicção de que somente empresa brasileira de capital nacional poderia fazer uso destas riquezas.
O parágrafo primeiro do Artigo 176 da C.F., antes das mudanças impostas por FHC, garantia que o aproveitamento, a pesquisa e a lavra só podiam ser exercidas por brasileiros - nada mais lógico - ou empresas brasileiras de capital nacional.
Isto foi mudado como, também, mudou o conceito de Empresa Nacional (MP). Assim, um brasileiro não pode possuir o subsolo do lote que possui, salvo como empresa individual de mineração, mas um estrangeiro, ou empresa estrangeira de grande capital pode possuir o produto da lavra, (sem uma lei reguladora que privilegie o interesse nacional sobre bens insubstituíveis) o que é contrário ao Artigo 20 da CF; Inciso IX que diz: são bens da União os recursos Minerais, inclusive os de subsolo.
No Código de Mineração, artigo 79, parágrafo 1, encontra-se a afirmação seguinte:
Os componentes da firma ou sociedade a que se refere o presente artigo (Empresas de Mineração) podem ser pessoa física ou jurídica, nacionais e estrangeiras, mas nominalmente representa-das no instrumento de constituição da Empresa.

No Artigo 80, parágrafo 1.º do inciso III, lê-se:

As pessoas jurídicas estrangeiras comprovarão sua personalidade, apresentando os seguintes documentos, legalizados e traduzidos: a) Escritura ou instrumento de constituição, b) estatutos se exigidos no pais de origem, c) certificado de estarem legalmente constituídos na forma das leis do país de origem.

A Constituição alertava de forma bem clara para esta importância essencial de se ter “sob o domínio nacional” o produto da lavra, de tal forma que no Artigo 177, Inciso V, parágrafo 1:

O Monopólio previsto neste artigo inclui riscos e resultados decorrentes das atividades nele mencionadas, sendo vedada à União ceder ou conceder qualquer tipo de participação, em espécie ou em valor, na exploração de jazidas de petróleo (....).

Não poderia, em nível de princípio ser diferente com outras riquezas minerais do subsolo. Assim entendo e tentarei justificar adiante.
Ao observar o que dizem as Constituições Brasileiras, manifesto a seguinte opinião: um estrangeiro ou empresa estrangeira não podem ser proprietários do resultado da lavra que pertence ao Estado, exceto por contrato de concessão de serviços que difira em tudo dos privilégios conferidos a uma estatal.
Por outro lado, muitos autores vêm alertando que a ideologia global já não defende este ponto de vista. Ao contrário, pressupõe que o subsolo, assim como não pertence ao dono do solo (cidadão brasileiro) - em uma visão de microescala -, também não pertence ao Estado Brasileiro numa visão em macroescala.
Sob uma visão de grande escala, o subsolo brasileiro não pertenceria ao Brasil e a seu povo, (pelo texto constitucional, como já dissemos, sem sombra de dúvida, o povo é o dono histórico do solo e subsolo pátrio) mas, que este subsolo seria um patrimônio da Humanidade [6]. Aqui está a semente de um socialismo de capital, gerido por um Estado Virtual[7], um Comitê Global.
Como tentarei demonstrar, podemos perceber que as Constituições Brasileiras, desde pelo menos 1937, já reconheciam a importância estratégica, econômica e militar das riquezas minerais, dos combustíveis fósseis como o petróleo e o carvão, potenciais hidrelétricos, minerais e energéticos atômicos. Também o Código de Mineração reconhece tal principio com os conceitos de Reserva Nacional e áreas de Monopólio.
Desde a Constituição Imperial de 25 de março de 1824, cabia à Nação legislar sobre as riquezas do subsolo.
A Constituição de 24 de Fevereiro de 1891 - republicana - dava como atribuição para o Congresso legislar sobre o assunto (Artigo 34).
Em 16 de junho de 1934, a Constituição rezava, em seu Art. 5, Inciso XIX, J, a competência de legislar (....) e seu Artigo 20 dava como bens da União as riquezas do subsolo. Na mesma Constituição, os Artigos. 116, 117 e 118 falam das minas e no 119, em seu parágrafo quarto, da nacionalização progressiva.
Em 10 de dezembro de 1937, no governo de Getúlio, o Art. 143 da Constituição dava exclusividade a brasileiros na exploração destas riquezas; o Art. 144 a lei regulariam a nacionalização progressiva das minas e jazidas e industrias básicas e essenciais à defesa econômica ou militar da Nação; o Art. 145 tratava da nacionalização dos Bancos e o 146 regulava os bancos brasileiros.
Em 18 de Setembro de 1946, a Constituição mandava tributar as riquezas enviadas ao exterior e mantinha nos Artigos 152 e 153 a exclusividade de brasileiros sobre estas riquezas (do Estado).
Em 24 de janeiro de 1967, a Constituição, já sofrendo as conseqüências da Segunda Guerra, além do Capítulo II, Art. 8, Inciso XVII e Letras H e I, no Art. 161, mantinha a exclusividade de brasileiros ou sociedade organizada no país; no Art. 162, dizia que a pesquisa e lavra de petróleo são monopólio da União. O Art. 163 dizia que o Estado subsidiariamente exploraria atividade econômica e o Art. 166 vedava a empresa de comunicação a estrangeiros. Neste período, percebia-se toda a força do ideário estrangeiro sobre o povo; no caso, o ideário comunista. Igualmente, pouco tempo antes, se reconhecia o ideário nazista mas, hoje, quer queiramos ou não, há o ideário globalizante ou o socialismo de capital ou ainda o neocolonialismo virtual.
Finalmente, a Constituição de 17 de outubro de 1969 - pós-revolucionária -, no Cap. I Artigos 4 e 5, assim como Capítulo II da competência da União, XVII Letras H, I, L legislam sobre minas, jazidas, recursos minerais, águas , telefonia, energia nuclear e sobre a transferência de valores para o exterior (ouro). No Art. 169 dizia que a pesquisa e lavra são monopólios da União assim como no Art. 174 afirmava que a propriedade dos meios de comunicação (formadora de opinião) é vedada a estrangeiros. Ora, o problema da comunicação, como disse, era bem entendido desde o advento do nazismo.
Hoje, mesmo com a interferência dos meios de comunicação interpondo-se por sobre as fronteiras, ainda justifica-se o seu controle, pois podem ocorrer colapsos estratégicos realizados em favor de estrangeiros, ou por estrangeiros detentores de companhias estabelecidas em solo nacional. A Comunicação era entendida diante da possibilidade de uma guerra como assunto de segurança nacional.
E assim é nos países formadores do Grupo dos Sete.
Para tanto, e por tudo isso, nossa Constituição atual prevê um Conselho de Defesa Nacional. Desta forma, voltando à Constituição Federal:
Artigo 91: O Conselho de Defesa Nacional (....) Parágrafo primeiro: Compete ao Conselho de Defesa Nacional: (....) III. Propor os critérios e condições (....) relacionadas com a preservação e a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo; IV. (....) garantir a independência nacional (....).

Com efeito, está posta a necessidade imperiosa de um relatório de tal Conselho, como passo preliminar no processo de intenção de venda da Companhia Vale do Rio Doce, principalmente supondo que a Vale seja comprada por estrangeiro.
É imperativa uma posição clara dos interesses militares, econômicos e sociais, enquanto defesa dos interesses nacionais.
Já vemos, portanto, que os fatos expostos até aqui demonstram a seriedade do assunto, a importância da independência decisória (econômica e militar) sobre estas riquezas, e a necessidade de que o assunto passe pelo Conselho de Defesa Nacional, formado, como diz a Constituição, pelo vice-presidente da República, pelo presidente da Câmara dos Deputados, presidente do Senado, pelo ministro da Justiça, pelos ministros militares, pelo ministro das Relações Exteriores, ministro do Planejamento, e, segundo entendo, tendo tudo controlado e fiscalizado pelo Ministério da Fazenda, como reza o artigo 237 das disposições constitucionais gerais.
Ali está dito que a fiscalização e o controle sobre o comércio exterior, (destas riquezas e outras) essenciais à defesa dos interesses fazendários nacionais serão exercidos pelo ministério da Fazenda e advogo, por fim, pelo Congresso Nacional, como um Guardião dos Interesses Nacionais.
O Código de Mineração em vigor sofreu a defasagem da Constituição de 1988, que defendia os interesses nacionais e sofreu brutal ampliação das facilitações aos interesses estrangeiros com as Medidas Provisórias de FHC, o que por si faz alertar que este código deveria ser revisto antes de qualquer tentativa de privatização.
Apenas como exemplo, é preciso lembrar que a Vale exportou para o exterior, em 1996, oficialmente, perto de 18 toneladas de ouro. Avalie-se então o volume de riquezas insubstituíveis que vem deixando a Nação sem uma contrapartida à altura.
Congresso Nacional:
guardião dos interesses nacionais

A última atribuição Constitucional essencial, no caso da Vale, que atribui ao Senado Federal a prerrogativa final sobre a privatização da Companhia, está limitada e impedida pela lei n.º 8031, de 12 de abril de 1990, do governo Fernando Color de Mello.
Cabe perguntar: quer o Congresso recuperar esta prerrogativa?
Caso contrário, se o Congresso abre mão de sua representatividade, cabe ao povo, à sociedade organizada, exigir o plebiscito.
Todavia, e isto sempre nos escandalizou, as recentes alterações da nossa Constituição, sobretudo no Capítulo da Ordem Econômica, feitas pelas Medidas Provisórias de FHC, e aprovadas pelo Congresso Nacional, demonstram, como muitos denunciaram, que elas vieram para facilitar a venda do patrimônio público ao capital internacional e facilitar de uma vez por todas o ingresso do capital internacional, em tais volumes que representam uma ingerência sobre os negócios do Estado.
Em outras palavras, a estratégia veio articulada desde fora do país, talvez até mesmo condicionada à eleição e à reeleição do Presidente da República e que o Senado Federal a despeito de todos os avisos, teimou em não enxergar.
Eis algumas citações de textos publicados pela imprensa brasileira:

EUA pedem ao Brasil abertura mais veloz: O governo norte-americano quer mais velocidade na abertura da Economia Brasileira. Stuart Eizenstat, subsecretário de Assuntos Econômicos, disse à Folha que o governo precisa "promover" uma genuína abertura para nossas (deles) indústrias"[8].

"Brasil é parceiro preferencial dos EUA. O representante dos EUA no Fórum Econômico Mundial, que se realiza em Davos, na Suíça, disse ontem que o Brasil é o principal parceiro de seu país no continente. ‘Não há relações bilaterais mais importantes na América Latina’, destacou Stuart Eizenstat, minimizando os incidentes que têm incorrido na área comercial.(....) Em uma reunião fechada, no entanto, Eizenstat havia reclamado muito da política do Brasil para as telecomunicações"[9].

"Não devemos ter medo de exercer ( nossa) liderança ou hesitar em defender nossos interesses" Madeleine Albright, Secretária de Estado dos EUA.[10]

"Para nós, o Brasil é de longe o parceiro comercial mais importante na América Latina." Gunter Rexrodt - Ministro da Economia Alemanha[11].

“Presidente dos EUA critica e intervém na intenção do Chile de comprar aviões de combate”[12].

O ministro Luís Felipe Lampréia denuncia que, ao mesmo tempo em que os EUA querem o afrouxamento de nossas barreiras comerciais, levantam barreiras econômicas aos produtos brasileiros.


Os recursos não-renováveis
e o interesse internacional

Sim, podemos supor a ingerência de interesses estrangeiros no caso das privatizações, o que vamos tentar demonstrar.
Tal afirmação hipotética fica demonstrada pelo que afirmava o Instituto Tecnológico de Massachusetts quando produziu o documento The Limits to Growth - Os limites para o crescimento -, encomendado pelo Clube de Roma. Diz:

“Dadas as atuais taxas de consumo (das riquezas não-renováveis), e o projetado crescimento das mesmas, a grande maioria dos atualmente importantes recursos não renováveis serão extremamente caras daqui a 100 anos”.

Concluo: quanto mais raros os recursos não-renováveis, maior o seu preço.
Em razão de que a Vale está sendo vendida com todos os seus direitos de lavra (conforme informa a Cartilha do BNDES), a hipervalorização de seu imobilizado ainda seria avaliar por baixo, ou seja, vendê-la é um mau negócio, mas acima disto é uma traição ao povo brasileiro.
Com efeito, diz SCHUMACHER em Small is Beaultifull:

Eles não acreditavam haver muito tempo antes que a indústria moderna, seriamente dependente de uma trama de convênios internacionais com os países fornecedores para o abastecimento de matérias primas, se veja defrontando-se com uma crise de proporções inauditas. (Recursos para a Indústria, Schumacher, p.105 Zahar Editores).
E segue:
(....) somadas à difícil questão econômica do destino de várias indústrias à medida que recurso após recurso torna-se proibitivamente dispendioso, existe a imponderável questão política dos relacionamentos entre nações produtoras e consumidoras, quando os recursos remanescentes se concentrarem em regiões geográficas específicas. A recente nacionalização das minas da América do Sul e as bem-sucedidas pressões do Oriente Médio na questão do petróleo sugerem que a questão política possa manifestar-se muito antes da questão econômica final.

E SCHUMACHER diz mais:

A sabedoria convencional daquilo que hoje é ensinado como Economia deixa de lado os pobres, aquelas pessoas para quem é preciso o desenvolvimento (....). Na Casa Branca, apela-se exigindo cada vez maiores esforços para pesquisar e explorar os restantes tesouros da terra.(....)Qualquer escassez de suprimentos, por menor que seja, imediatamente dividiria o mundo entre os que tem e os que não tem”
Schumacher era um economista inglês especialista em problemas de combustíveis. Serviu aos interesse das grandes potências quando pedia para as economias terceiromundistas que se mantivessem pequenas em nome da preservação ambiental. Seu grande mérito foi ter revelado ao Terceiro Mundo as verdadeiras intenções das grandes nações industrializadas e seus problemas. Faleceu em 1977, na Suíça.
Por sua vez, afirma o professor Breno Augusto dos SANTOS[13]:

As grandes potências de hoje, com raras exceções, terão exauridas suas próprias fontes de minérios nas próximas décadas tornado-se cada vez mais dependentes da produção dos países em desenvolvimento.

Por seu turno, Severo Gomes[14] defendeu que os recursos naturais estratégicos constituem, assim, o ponto central de uma análise estratégica global sob o poderio e a soberania de cada país no quadro mundial. A crescente dependência dos EUA, da Europa Ocidental e do Japão, em relação às importações de petróleo e de minerais é o elemento da maior fragilidade na correlação das forças internacionais que repousa no critério da “dependência estratégica” conceito com repercussões diretas nos Planos políticos e militares”.


















Preservar as jazidas

Aumenta cada vez mais a dependência dos EUA, Japão, Europa Ocidental, dos minerais estratégicos como: Manganês, Berilo, Tântalo, Tório, Níquel, Bauxita metalúrgica e refratária, estanho, cobre, titânio e nióbio. Severo Gomes

Não obstante o sistema industrial dos EUA não poder subsistir somente com seus recursos internos (muito menos o Japão) teve por isso de estender os seus tentáculos em torno do Globo para garantir seu suprimento de matéria prima.
E.F. Schumacher

A principal preocupação da nação americana suprir suas futuras necessidades minerais para manter o seu poderio militar e industrial.
Charles Weight, chefe do US Bureau of Mines, março de 1964


Ao lembrar que na Austrália pelo menos 50% do capital das mineradoras tem de ser nacional e, lá, onde a maioria das empresas mineradoras são inglesas, e é país que tem a rainha da Inglaterra como Chefe de Estado, o Almirante Gama e Silva diz:

“certamente eles perceberam que não era bom seguir a recomendação do G7, segundo a qual os países subdesenvolvidos precisam ceder os seus recursos naturais para quitar as dívidas que contraíram”. [15]

Eis a origem (semi-velada) da ideologia globalizante. Vejam os senhores que, em 1979, 5,6% da população mundial que habitava os EUA consumia 40% dos recursos primários do Mundo. O National Petroleum Council calculava que em 1985 os EUA teriam que cobrir 75% de suas necessidades com importações de petróleo. E assim foi.
Alemanha, Inglaterra e EUA possuem leis regulando reservas estratégicas (intocáveis) em solo nacional tanto de carvão, como de petróleo e de minério de ferro entre outras. Este conceito também existe no Código de Mineração brasileiro.
Pergunto: não deveríamos preservar as jazidas, e do produto da lavra tirar o máximo proveito em favor do povo Brasileiro? Quem pode ser contra isto?


Minerais estratégicos e conflito armado

A própria Companhia Vale do Rio Doce teve seu início de uma necessidade militar em 1942 como testemunham alguns documentos fornecidos pela Aval.
A Vale foi criada pelos acordos de Washington que estabeleceram a participação do Brasil na II Guerra com o envio da força expedicionária à Itália.
Num acordo entre a Inglaterra, EUA e Brasil, o Brasil reassumia o controle das jazidas de Itabira que era reclamada pela Itabira Iron, e iniciava assim a grande empresa de economia mista (que obedecia à estratégia de nacionalização gradativa de Getúlio). Nessa ocasião, recuperávamos autonomia sobre o que era nosso.
Lembrem-se, também, como um eloqüente argumento e prova da ingerência dos grandes sobre os pequenos, da guerra do Golfo pelo petróleo.[16]
O conceito de segurança e a necessidade de matérias-primas vêm de longe. Durante a Guerra da Coréia, sito aqui como exemplo, o governo norte-americano encomendou à CIA a
(....)proteção de todas as instalações de valor estratégico localizadas fora do território nacional norte-americano. Essa proteção incluiu empresas como: Union Miniére du Haut Katanga (Congo Belga), Internacional Nickel Co. do Canadá, as plantas de bauxita em Curaçao e Trinidad, a Nicaro Nickel Co., em Cuba, onde os EUA mantêm uma base militar, o Suriname, os campos petrolíferos da Venezuela , a Standard Oil em Aruba, a refinaria Barkel na Indonésia, as plantas de estanho da Bolívia, o manganês da África do Sul, no Zimbábue e em Moçambique.

Quem não percebe então a questão militar? Ainda mais agravada pelo fato de que no Brasil a Vale possuir portos e estradas de ferro?
O Escritório de Minas dos EUA elaborou um catálogo de 32 minerais considerados estratégicos e críticos para a defesa nacional norte-americana. Apenas oito requerem importação menor do que 50%. Ali, o Brasil aparece como abastecedor de nióbio, berilo, minério de ferro, manganês, tântalo, e tório.[17]
E quais seriam as dificuldades a que o Globo está exposto? Em termos ecossistêmicos, o Almirante Roberto Gama e Silva classifica quatro grandes carências: crise de energia, de alimentos, de água potável e de minerais.
Para ele, o Japão e EUA seriam os mais sensíveis à dependência de alguns minerais estratégicos.

Assim sendo, pode-se concluir, desde já, que a crise de matérias- primas da natureza mineral afeta em primeiro lugar 30% da humanidade assentada nas regiões desenvolvidas. Os demais seres humanos só serão atingidos indiretamente porque dos subsolos das regiões em que vivem é o lugar em que os países ricos tentarão extrair os bens minerais.(....) Eis pois delineada a divisão do Planeta pretendida pela “Nova Ordem”: os Estados Transformadores ou prósperos, e os Extratores ou subdesenvolvidos”. (trecho de matéria do Jornal Hora do Povo)

O governo brasileiro parece ser o único a acreditar que estas riquezas não-renováveis sejam infinitas, ao tratar, como já denunciava Schumacher, as riquezas não-renováveis como bens de renda, quando são bens de capital, insubstituíveis.
Somos os únicos a não enxergar todo o valor econômico e militar destas reservas, ou, o que também é importante, seu poder de barganha.
E o mais espantoso: mostra-se o governo, pelo menos diante dos documentos que tivemos acesso, subserviente, omitindo-se diante da independência econômica e da verdadeira possibilidade de desenvolvimento nacional.
É incrível que troquemos estes bens insubstituíveis por riquezas virtuais: dinheiro, papel, cartas de crédito, rolagem de juros, como se não fosse o ouro, para nós, os dinossauros da economia real, o lastro histórico dos meios de troca[18]. E produziremos em breve - nos próximos cem anos - trinta toneladas de ouro/mês, segundo informa Severo Gomes acerca dos objetivos da Companhia Vale do Rio Doce.
Assim, em nome de um Estado no lugar certo, e de um compromisso com a “modernidade”, vamos entregando tudo. Como se fosse possível para um país em desenvolvimento fazer frente ao problema da concorrência sofrida pelo acúmulo histórico da exploração mineralógica dos capitais dos países produtores sem o socorro do Estado, vamos entregando tudo.[19]



A paz no Mundo e a globalização


A Terra proporciona o bastante para satisfazer a necessidade de cada (povo) homem, mas
não a voracidade de todos os (povos) homens.
Mahatma Gandhi

A fronteiras são demarcação de poder político, cultural, racial e lingüistico. Os economistas lutam para impedir que tais fronteiras se transformem em obstáculos econômicos...daí a ideologia do "Livre Comércio". (....) Os combustíveis fósseis e os minerais são bens de capital, não bens de renda. Pelo menos assim deveríamos tratá-los. E.F.Schumacher.

Pergunto-me se é ilícito ao povo brasileiro desejar garantir as próprias riquezas.
É ilícito que o Senado recupere sua prerrogativa?
É ilícito rever com urgência as concessões de pesquisa e lavra, as leis específicas do setor?
É inútil, para o país, sobretudo diante dos privilégios oriundos do monopólio de exceção, impedir que o sistema de negócios e trocas característicos de uma estatal passe para privados estrangeiros?
É ilícito querer saber se a Vale pode ser negociada sob suspensão de seus direitos de lavra?
Podemos nos expor à privatização sem rever o Código de Mineração em vigor e fazê-lo defender nossos interesses?
Um homem de negócios não consideraria que uma firma resolveu seu problema de produção, tornando-se viável se a visse rapidamente seu capital consumido.
Vejamos o que diz Hélio GASPARI sobre a Globalização:
(....) os regimes globalitários são os sucessores dos regimes totalitários. Nesses o poder era exercido por um partido único que não admitia oposição organizada, subordinando o interesse da pessoa ao do Estado.
Os regimes globalitários repousam sobre os dogmas da globalização e de um pensamento exclusivo na formulação da política econômica subordinando os direitos sociais dos cidadãos a razão competitiva entregando à banca o controle das sociedades. (Gazeta do Povo, 19/01/97)

Empreendedores envolvidos com o Mercosul refletem[20]:

As fronteiras são demarcações do poder político, cultural, racial e linguístico. Os economistas lutam para impedir que tais fronteiras se transformem em obstáculos. E.F. Schumacher (Acrescento: ao grande capital internacional).

A união de blocos de países formando uma zona de livre comércio, um mercado comum ou uma união econômica, não é uma idéia nova nem isolada nem espontânea. Esta idéia tem sido diligentemente pregada e perseguida ao longo dos anos por iniciativas varias. Sua base doutrinária parte do pressuposto (raramente verdadeiro) da complementaridade dos Estados.

Assim, aí estão a Comunidade Econômica Européia (CEE), a Associação Latino Americana de Livre Comércio (Alalc), o Pacto Andino, o Mercosul, a North American Free Trade Agrement (Nafta), a Asia Pacific Economic Cooperation (Apec); General Agreement on Tariffs and Trad (Gatt), a Organização Mundial do Comércio (OMC), a Comissão Econômica da ONU para a América Latina etc..
Estrangeiros têm reservas
minerais no Brasil?


Disse J. W. Bautista Vidal:

O código de mineração limita cada pessoa, física ou jurídica, a cinco autorizações de pesquisa para cada substância mineral e, no máximo, a cinqüenta de cada classe.

Há fortes indicativos de risco dos brasileiros perderem sua soberania nacional:

(....) Frauda-se este preceito legal com a criação de “empresas de papel”, criadas apenas para burlar a lei. Conforme atesta R. Gama e Silva no seu livro, somente a British Petroleum controla diretamente 34 “empresas de papel” e, em associação com a Brascan, mais 58 dessas empresas fantasmas. Avalia-se que, por meio desta prática fraudulenta, imoralmente tratada pelas autoridades brasileiras, corporações estrangeiras já mantinham em 1984 cerca de 9.970 reservas de área, incluindo pedidos, autorizações de pesquisas e certidões concedidas, representando uma superfície de aproximadamente 35 milhões de hectares, equivalentes portanto, aos territórios de duas Alemanha providas de riquíssimos subsolos (....). [21]




Quanto Vale?


Enquanto detentora de direitos de lavra, a Companhia Vale do Rio Doce vale dois a três trilhões de dólares. E mais, muito mais: vale o futuro.
Sem discutir valores, uma vez avaliada a empresa, os senhores consideram que, por exemplo, as coligadas estrangeiras, em número de 26, mais as 18 controladas venderiam pelo valor da avaliação a suas participações que totalizam 49% do capital total da empresa?
Particularmente, acredito que se a União fizesse a proposta eles não abririam mão de tais perspectivas. Não venderiam.
Agora, comparemos os volumes de recurso que o governo federal diz pela imprensa que irá arrecadar com a CPMF e vejamos se nós, brasileiros, não poderemos ter a Vale completamente nacionalizada. Podemos ou não?
A imprensa vem anunciando a arrecadação bilionária oriunda da nova contribução. Os valores são maiores do que, acredita-se, o governo arrecadará com a privatização da Vale. Com isso, estamos afirmando que a economia brasileira tem condições de absorver a totalidade de ações da Vale, posição contrária à da Cartilha do BNDES.
Por outro lado, afirma-se não apenas que a Companhia Vale do Rio Doce tem investimentos da ordem de trinta bilhões de dólares, como, também, que é detentora de concessões de reservas minerais avaliadas hoje na ordem de dois trilhões de dólares. Sua avaliação estaria por volta de 1% desse valor. Além disso, afirma-se que a empresa é a maior produtora de ferro do mundo e uma das maiores produtora de ouro do mundo[22].
Ouro é lastro de moeda (há quem defenda o contrário) e não deveria sair das fronteiras nacionais se o país verdadeiramente quisesse ser independente.
O ferro, do mesmo modo, só deveria sair beneficiado pela siderurgia nacional para beneficiar o país.
Quem, sendo a favor da nação brasileira, deixaria de protestar contra isso[23]?

(....) A companhia Vale do Rio Doce vendeu no ano passado 17.532 quilos de ouro, apenas 4.778 quilos foram comercializados no mercado interno , o restante foi para o exterior.
(....) Verificam-se dezoito toneladas de ouro, segundo o relatório da Empresa, evadidas oficialmente por ano. Acrescida do contrabando, pode-se imaginar a quantidade de lastro monetário a deixar as fronteiras do país nos últimos 52 anos, para, quando muito, pagar a rolagem de dívidas.

A Auditora Merriyl Linck, do processo de privatização, ligada ao governo dos EUA, recebe 12 milhões de reais por mês; é o equivalente a uma tonelada de ouro ao preço de hoje (fevereiro de 1997), conforme informa o Coronel Roberto, ex-chefe do SNI da Amazônia.
Nada disto pode ser desconsiderado. Tais fatos representam o indicativo do péssimo negócio que será feito, uma vez que: Jazida descoberta em Carajás deve dobrar a reserva de ouro da Vale do Rio Doce. Ela passaria de 450 toneladas para 950. A jazida Corpo Alemão tem 500 toneladas[24].





A Cartilha do BNDES: uma vergonha

Vista assim, depois do exposto - e não há outro meio de obter melhores informações - a Cartilha passa a ser uma vergonha, quase uma traição.
Porém ela faz algumas afirmações úteis para o nosso raciocínio.
1) A vale é uma empresa lucrativa que não representa ônus para a União.
2) A Vale é mais que uma empresa, é um agente de desenvolvimento.
3) A Vale é um orgulho e um patrimônio nacional.
4) As minas exploradas e por explorar estão e estarão sob domínio da empresa a ser vendida e portanto tais direitos serão transferidos. Há minas a serem, ainda, exploradas por quatrocentos anos.
5) Que uma tonelada de ferro a ser extraída daqui a trinta anos valerá menos do que uma extraída atualmente; o que, tudo leva a crer, é falso.
6) Que os lucros das operações no Brasil “podem” ser reinvestidos no Brasil. Ora, as riquezas são nossas os lucros destas riquezas econômicas devem ser incondicionalmente aplicados no Brasil. O simples fato do estrangeiro ficar com um recurso não-renovável já o endivida perante a sociedade brasileira.
7) Que as ações ordinárias não serão vendidas de forma pulverizada, o que indica intenção de privilégio. A cartilha do BNDES alega falta de poder da economia nacional de levantar fundos. Por outro lado, a publicidade do Governo Federal apregoa as vantagens da CPMF afirmando que, somente com ela, serão arrecadados 6,5 bilhões de reais num ano, valor superior à parte que caberia à Nação pela venda da Vale.
8) Que não há obrigação de investimento na área social por parte dos “compradores”, nem em infra-estrutura de transportes, portuárias ou percentual mínimo de investimento no social. Fica tudo por conta dos “possíveis impostos”.
9) Nega que a companhia e as coligadas tenham informações estratégicas sobre os recursos minerais, o que transformaria a compra em negócio de risco, o que é falso - fato largamente negado pela imprensa e por técnicos do setor. Cabe aqui um comentário: o Código de Mineração reconhece o direito e as técnicas de prospecção aéreas. Entende estas técnicas como "Reconhecimento Geológico" e admite o direito de uma companhia ter estes instrumentos inscrevendo-se como detentora de direito à pesquisa e lavra. O espaço aéreo brasileiro é controlado. Todavia o Projeto Radan mapeou toda a Amazônia fazendo, entre outras missões, a prospecção aérea, informação que está de posse de estrangeiros. E o Sivan, não vem na mesma linha? Acontece que os países que se envolveram com as pesquisas espaciais desenvolveram apuradas e moderníssimas técnicas de avaliação a distância, tanto das atmosferas como solos e subsolos de distantes planetas, que consideram terras-de-ninguém e possíveis fontes de riquezas e energias. Aconteceu que, certo dia, voltaram estas técnicas desde o espaço para o solo do planeta Terra e, há quem afirme que puderam mapear com razoável segurança todos os tesouros existentes sobre a superfície explorável do Planeta. Isto nos coloca em profunda desvantagem. Esse "Reconhecimento Geológico" burlou as leis de concessão de pesquisa de todos os países do Planeta, o que, por si, é motivo de estudos de Direito Internacional.
10)Como nenhuma companhia estrangeira está vendendo direito de lavra no Brasil - e existem mais de nove mil reservas de áreas feitas por estrangeiros no Brasil[25] -, só o argumento de que o Estado estaria fora de sua função é argumento insuficiente para a venda da Companhia Vale do Rio Doce, mais ainda, considerando-se que o valor da venda cobrirá uns poucos meses de juros da dívida interna brasileira, chega a ser um absurdo a venda da Vale.



Recapitulando
Pergunto-me, diante do exposto, se haveria verdadeiro motivo para a venda da Companhia, além dos interesses de capitais estrangeiros.
Não seria a CVRD mais uma peça no programa de desnacionalização da economia? (Coroada pela alíquota zero para importação de auto-peças e o Banckrupt da Agricultura - ver CPI da Agricultura, 1993).
Quando Getúlio Vargas, manifestando suas intenções de nacionalização da economia no período entre 1934 e 1937, introduziu no texto da Constituição de 37, explícita, clara e textualmente, a necessidade de nacionalização da economia em nome da soberania do Estado e, naquela ocasião, dava-se algum tempo para bancos e empresas estrangeiras colocarem no mercado suas ações para que, uma vez adquiridas pelos cidadãos brasileiros, fizessem, assim, parte do patrimônio nacional junto com seus capitais.
Percebia-se nesta intenção o segundo grito de independência da Nação .
Como, naquelas constituições do passado, e na atual, as riquezas econômicas pertenciam e pertencem à Nação e ao Estado.
Trata-se de princípio que, semelhantemente encontramos nas Constituições de países como: Austrália, lei do uso do subsolo; Coréia, Artigos 119 e 120; Filipinas, Artigo XII seção 2; Áustria, Artigo 10 (1-4); Angola, Artigo 11; Cabo Verde, Artigo 11; Moçambique, Artigo 8; São Tomé e Príncipe, Artigo 4 (2); México, Artigo 27; Peru, Artigos 118, 122e 128 (os bens públicos, cujo uso é de todos, não são objeto de direitos privados); Portugal, Artigo 81, letras E e N; Alemanha, Artigo 74 (15).
Com efeito, o Estado detém a vantagem de explorar riquezas estratégicas, fazendo-nos concluir que são essenciais tanto a posse quanto os benefícios da exploração de nossas riquezas.
A Constituição dos EUA não fala diretamente dos minerais, mas o Escritório de Minas e Energia Americano prevê reservas estratégicas em solo nacional.
No nosso caso, a exploração, ainda que pelo Estado, no interesse da Nação, ou interesses privados, nacionalizados, que beneficiem estas riquezas aqui no Brasil, seria sempre vantajosa[26].
Isto chega a ser uma obrigação. Porém, não podemos esquecer que a recente mudança constitucional sobre o conceito de Empresa Nacional coloca na mão de estrangeiros a exploração privada em grande escala, o que nos inclina à defesa da manutenção da Estatal Vale do Rio Doce e à revisão do Código de Mineração brasileiro, que é anterior à Constituição de 1988.
Não, podemos admitir em nome da globalização a transformação do Brasil em paraíso de montadoras, tampouco num fornecedor escravizado de mão-de-obra e riquezas primárias.
No caso da indústria automobilística por exemplo, o Geimote, ao tempo de Juscelino, propunha a nacionalização da indústria por intermédio da gradativa nacionalização da indústria de peças.
Atualmente, as altas alíquotas para importação de veículos caros e sem concorrência no mercado sangra economias privadas de classe média e as alíquotas quase zero para importação de peças desestimula todo o parque industrial de peças automotivas.
Getúlio Vargas não confundia nacionalização com estatização mas também não negava a segunda. Isso nos permite inferir que ele defendia a soberania e o verdadeiro desenvolvimento tecnológico e social do Brasil.
Considerando que o Artigo 163 da Constituição de 1967 propiciou licitamente o surgimento das estatais com direito ao monopólio, não há ou houve inconveniente em criar e manter a Companhia Vale do Rio Doce.
Desde os tempos de Getúlio, as políticas de monopólio estatal não propunham, e não ousavam supor, como estão nos fazendo hoje, que este "desenvolvimento" e esta modernidade sejam, por assim dizer, uma participação dos “benefícios” oriundos dos Planos de Desenvolvimento e Sobrevivência das Economias das Nações Industrializadas.
Nosso desenvolvimento, nesta virada da história, tem de ser verdadeiro e, por isto, devemos pagar o preço da independência.
Fica claro para nós, que à época de Getúlio esperava-se, com a nacionalização da economia, um desenvolvimento livre e soberano do Brasil. Jamais se pretendeu, portanto, entregar as riquezas do país em troca de uma “melhoria” de nível das elites consumistas da nação ou de um poder político subserviente.
Uma companhia detentora de direitos de lavra acumulados de forma muito particular durante o longo período em que foi, na prática, quase o objeto de "monopólio" estatal, praticamente a única economia ativa do setor - sofreu a privatização branca, como afirma Severo Gomes tendo em certo período a minoria das cotas, tendo à época que intervir o presidente José Sarney -, exige, para ser privatizada enquanto companhia de risco e não estatal, a anulação de todos os direitos contratuais de exploração.
O que defendo aqui, que fique bem claro, é o meu posicionamento contra a entrega de riquezas brasileiras insubstituíveis.
Entrega-se tudo. O artigo 176 garante ao "consórcio" privado (dentro do novo conceito de Empresa Nacional) o produto da lavra?
Não podemos transferir um “mercado” licitamente privilegiado pelo status de estatal para o capital internacional.
Não podemos por à venda pelo preço mal equiparado do "capital imobilizado" da Vale riquezas em jazidas exploráveis até a exaustão. Isso porque o Estado - o povo - é o proprietário do produto da lavra.
Em 1987, Bautista Vidal denunciava mais de nove mil reservas estrangeiras totalizando uma área maior que duas Alemanhas medidas sobre o solo nacional, o que não pode ser entregue, desta maneira, ao capital internacional. Por quê?
Porque assim todo o Trade System obtido de maneira invulgar pelo privilégio de um quase monopólio estatal não pode ser transferido a interesses estrangeiros.
Este Trade System de privilégios característicos de estatal poderá se tornar, ou melhor, haverá de se tornar um Sweatin System (sistema que faz suar) explorando a mão de obra (e riquezas) a preços vis.
Assim, apoiado no fato de que o BNDES diz não acreditar na possibilidade de se colocar as ações da Companhia Vale no mercado interno[27] e que o próprio BNDES admite a lucratividade da empresa, não se justifica a sua venda. Tampouco pode ser justificada a venda, ainda que apenas de instalações, corpo técnico e tecnologia.
Nesse sentido, fica evidente o prejuízo dos cidadãos brasileiros ao acesso a capitais genuinamente brasileiros porque, impedidos pela Emenda Constitucional, como já dissemos, que alterou o conceito de Empresa Nacional, estarão prejudicados. Muito menos pode-se admitir uma administração compartilhada dos minerais e combustíveis energéticos, o que seria uma traição ao Brasil[28].
Além disso, é preciso destacar que portos, estradas, ferrovias, por serem bens de uso comum e importante para a segurança da nação e da economia, não devem ser privatizados, é possível privatizar apenas os seus serviços.
A submissão do governo federal na proteção dos interesses estrangeiros, acrescido de um exército enfraquecido - com riscos de nos próximos anos também ter disposições constitucionais modificadas descaracterizando a sua função -, de um povo manipulado pela mídia - que possui suas principais fontes em agências estrangeiras de notícias -, põe em risco sem dúvida a soberania nacional.
Tal submissão atrela o país aos ideais globalizantes os quais, segundo Hélio Gaspari, apresenta-se como a pior das escravidões: uma ideologia que não suporta mais qualquer oposição, um capital “virtual” gerido por um “Estado Virtual”, um estado global que não permitirá qualquer limite sobre o uso das riquezas do globo.
Contudo, trata-se de um "Estado Global", virtual, que não nos garante, nem poderá fazê-lo, acenar com qualquer sombra de justiça e equidade social.
Sinto que, cada vez mais, seremos condenados ao rol dos países fornecedores: tudo em troca, mais uma vez, de privilégios feitos entre elites desvinculadas - por livre opção - do bem comum.



























Quem é a favor,
quem é contra: alguns nomes


Durante a manipulação dos documentos citados acima, no caput deste manifesto, acrescidos da manipulação de jornais, pudemos localizar algumas personalidades que se manifestaram claramente a favor ou contra a privatização da Companhia Vale do Rio Doce. Julgamos útil enumerá-las:

A favor da privatização:
Fernando Henrique Cardoso, presidente da República; Fernando Collor de Mello, ex-presidente da República; Geraldo Mello, senador; Esperidião Amim, senador; Vilson Kleinubing, senador; José Roberto Arruda, senador; Luiz Carlos Mendonça de Barros, presidente do BNDES; João Nogueira; Paulo Soares; Jorge Lima; Paulo Sérgio Pinheiro, este último o mesmo que prefaciou o livro-denúncia do “falecido” Severo Gomes; Eliezer Batista, ex-presidente da Companhia Vale do Rio Doce.

Contra a privatização:
José Eduardo Dutra, senador; Severo Gomes, ex-senador, ex-ministro; Almirante Gama e Silva; Coronel Roberto Monteiro de Oliveira, ex-chefe do SNI do Amazonas; J.W. Bautista Vidal, ex-secretário do Ministério da Indústria e Comércio; Mauro Santos Ferreira, economista do Banco de Desenvolvimento de MG;
Fabrício Augusto, economista e professor da Unicamp; Milton José Martin Bueno, presidente da Metalbase; José Cardoso, jornalista de O Estado de São Paulo; Itamar Franco, ex-presidente da República; José Sarney, ex-presidente da República, ex-presidente do Senado; Luiz Inácio Lula da Silva, ex-deputado federal, ex-presidente do Partido dos Trabalhadores; José Greenhallgh, deputado federal; Benedita da Silva, senadora; Eduardo Suplicy, senador; Antonio Ermírio de Moraes, presidente do Grupo Votorantim; Euclides Panedo Borges, ex-presidente da Vale Sul; Aloysio Biondi, jornalista da Folha de São Paulo; Hélio Fernandes, jornalista; Oscar Niemeyer, arquiteto; Paulo Sérgio Pinheiro, há dez anos; José Aparecido de Oliveira, ex-ministro; Moacir Werneck de Castro; Luís Fernando Veríssimo, escritor; Darcy Ribeiro, senador falecido recentemente; José Carlos de Assis, economista; Ivan Alves Filho, historiador; Taka Siqueira, professor da UEMG; Barbosa Lima Sobrimho, jornalista; Leonel Brizola, ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro; Valdir Pires, ex-governador, ex-ministro; Maria Conceição Tavares, deputada federal; Socorro Gomes, deputada federal; Vicente Paulo da Silva, presidente da Centra Única dos Trabalhadores; Lúcio Alcântara, senador; Epitácio Cafeteira, senador; Ademir Andrade, senador; Pedro Simon, senador; Leo de Almeida Neves; Roberto Requião, ex-governador do Paraná, senador; entre tantos outros.



















Conclusão

Por ter como função representar o povo no Legislativo e fiscalizar os atos do Executivo Federal, lamento o difícil acesso e a inexistência de documentos disponíveis para análise, além dos aqui citados em conjunto com os dados fornecidos pela imprensa, o que prejudicou uma análise mais bem fundamentada deste trabalho.
Diante da importância do tema, tal fato denuncia, sobretudo, o descuido, a desinformação das autoridades e do povo. Todavia fica, mesmo assim, muito bem denunciada a fragilidade dos argumentos do Governo.
Desse modo, advogo:
1) sobre a necessidade do Senado Federal recuperar as suas prerrogativas (perdidas pela lei 8031) de dar a palavra final sobre a privatização da Vale;
2) sobre a necessidade de dar conhecimento ao Congresso Nacional do conteúdo do relatório do Conselho de Desestatização e exigir um relatório do Conselho de Defesa conforme explicita o texto Constitucional;
3) tomando por base as informações do senador José Eduardo Dutra de que há jazidas que serão exploradas ainda por quatrocentos anos, - caso de Carajás - defendo uma revisão (e não discuto se possível ou não) dos contratos de concessão, permissão e análise da legislação reguladora do setor, uma vez que muda o Trade System, revendo todo o sistema concedente de direitos de pesquisa e lavra, em nome dos interesses nacionais;
4) que o Ouro, por ser lastro monetário (histórico) e riqueza insubstituível, deveria ser impedido de sair do país. Há quem não concorde, todavia é necessário reconsiderar[29] tal conceito;
5) entendo que a privatização da Vale não é um bom negócio para a Nação e diante daquilo que foi exposto aqui pode-se supor a hipótese de que tudo seja orquestrado desde o exterior.
6) em nome da prudência e do bom senso, tendo em vista os capitais envolvidos e o tamanho do volume de riquezas não-renováveis a ser transferido ainda por um tempo indeterminado e um futuro incerto, para mãos estranhas aos interesses nacionais, aconselho que a Companhia Vale do Rio Doce deva permanecer como Estatal (majoritária) de Capital Misto com tendências à total nacionalização;
7) que não seja possível defender a transferência de tamanhas riquezas em nome da dívida interna. Muito menos em nome de possíveis recursos para saúde educação etc.. Depois de arrecadados mais de 11 bilhões de reais, nada se fez com este dinheiro pela educação, saúde etc..
Dos mais de quatro bilhões que o Estado receberia (caso fosse efetuada a venda) pela privatização da Vale, nada ou quase nada adiantaria para minimizar os juros da dívida interna como podemos deduzir dos seguintes textos.
Vejamos:
A dívida interna subiu 62,39%. De 108 bilhões passou para 176,173 bilhões. Desde 1994 com o inicio do plano Real a divida interna subiu 195,9 %. Seis bilhões é atribuído ao empréstimo feito aos bancos privados, a ajuda aos bancos respondem por 24,362 bilhões de reais. Cinco bilhões é de responsabilidade do Tesouro Nacional e 9,987 bilhões é identificada só pela entrada de moeda estrangeira que entrou no país no ano passado[30].

À mesma época, afirmou a jornalista Lillian WITTE FIBE:

O economista Paulo Guedes, de conhecida tendência liberal, não tem medo de dizer que, em dois anos e meio, o Governo conseguiu a proeza de “abrir um buraco” de US$ 100 bilhões nas contas públicas.

Por sua vez, o economista Paulo GUEDES tem outros números significativos:

O governo detinha em 1994 US$ 42 bilhões em participação nas empresas estatais e devia internamente mais ou menos uns US$ 50 bilhões. Defendia-se a venda das estatais para pagar os credores. Hoje, o valor de mercado das estatais (que sobraram) é estimado em perto de US$ 55 bilhões e a dívida pública mais do que triplicou e chega a US$ 170 bilhões.


Na esperança de que este trabalho amplie e fortaleça a convicção de todos aqueles que amam o Brasil para que defendam nosso patrimônio insubstituível - nossas fontes energéticas e minerais - para garantir o verdadeiro desenvolvimento do país, sou contra a privatização da Companhia Vale do Rio Doce.

Pelo bem-estar do povo brasileiro, de suas futuras gerações e por tudo o que foi dito
acima, sou CONTRA a privatização da
Companhia Vale do Rio Doce!






Maurício Requião
Deputado Federal (PMDB)
[1] Texto de apoio: BOXER C.R., A Idade do Ouro no Brasil. Companhia Editora Nacional, 1963.

[2] Texto de apoio: PLÁCIDO E SILVA, Dicionário de Vocabulário Jurídico, p. 1243-46

[3] Textos de apoio: AZAMBUJA, Darcy. Teoria Geral do Estado
DALARI, Dalmo de Abreu. Elementos da Teoria Geral do Estado

[4] Na obra Retrato do Brasil, Ed. Política, no cap. Espoliação Mineralógica, de autoria de Marcos Dantas, atribui-se esta separação constitucional entre propriedade do solo diferenciada da propriedade do subsolo como uma conseqüência da compra pelo inglês Muley Cotto, que, ao possuir informações privilegiadas, comprou, em 1909, extensas regiões de terra Itabira, onde organiza o Brazilian Hematite Syndicate, para exportar minério. Em 1911, seu sucessor, Percival Faquhar organiza a Itabira Iron e solicita o monopólio do transporte de minérios. Em 1939, Getúlio declara caducas essas concessões devido a seus interesses nacionalistas.
[5] Ver a denúncia feita pelo ex-Embaixador da Venezuela diante dos mais de quarenta anos de exploração do petróleo naquele país por empresas estrangeiras, sem deixar uma contrapartida à altura das riquezas exploradas e que são insubstituíveis.

[6] Entende-se esta humanidade conceptual, sempre, como as “necessidades de sobrevivência das nações desenvolvidas”.

[7] Ver: ROSECRANCE, Richard. O Surgimento do Estado Virtual - território um conceito ultrapassado. Universidade da Califórnia, Gazeta Mercantil, p. 33 e seguintes, 8 de novembro de 1996.

[8] Folha de São Paulo, 3 de fevereiro 1997, artigo de Clóvis Rossi:

[9] Folha de São Paulo (sem-data)

[10] Gazeta do Povo, 24 de janeiro 1997

[11] Gazeta do Povo, 26 de Janeiro de 1997

[12] Gazeta do Povo, 24 de Janeiro de 1997

[13] Citação extraída do livro de GOMES, Severo. Vale do Rio Doce: Uma Investigação Truncada. Ed. Paz e Terra.

[14] Citação de GOMES, no mesmo livro.

[15] Jornal Hora do Povo, 19 de dezembro de 1996.

[16] Ver o conceito de intervenção armada, do Coronel Roberto MONTEIRO, in: Ameaças à Soberania da Amazônia

[17] The United States and Global Struggle for Minerals, 1979, p. 150-1, editado pela Universidade do Texas

[18] Alguns autores negam "modernamente" a função do ouro como lastro monetário. Isto deve-se, tudo indica, ao fato de o ex-presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, haver declarado em 1973 a não-paridade ouro/dólar. Naquele momento começava o mercado internacional de papéis sem lastro. Nixon, o presidente do escândalo Watergate, cujo período de governo ficou conhecido como um exemplo de Estado contra o cidadão, deu-nos o mais forte argumento contra esse fenômeno mundial em substituir riquezas reais por riquezas virtuais. Texto de apoio: ARBEX JÚNIOR. A outra América, Editora Moderna, 1994.
[19] Ver o Estado Virtual, Capital sem Território e Povo, Gazeta Mercantil, 8 de novembro 1996, pag. 33 e seguintes

[20] A idéia está expressa no documento: Globalização do Comércio de Bens e Serviços - Os Megablocos - O Mercosul, de 21 de maio de 1995, de autoria do Conselho Paranaense da Livre Iniciativa

[21] Texto publicado no jornal Tribuna da Bahia, em 19 março de 1987.

[22] Documento da Aval, Cartilha do BNDES.

[23] Gazeta do Povo, 28 de janeiro de 1997.

[24] Folha de São Paulo, 3 de fevereiro de 1997.

[25] Ver a Privatização Branca da Vale, Senador Severo Gomes, CPI da Vale do Rio Doce.

[26] Até a Constituição alemã prevê o mesmo sobre empresas estatais.

[27] Cartilha do BNDS, p.15, item 15.

[28] Ver: OLIVEIRA, Roberto Monteiro de. Ameaças à Soberania da Amazônia e Administração Compartilhada, perda da Soberania.

[29] Ver caso da queda do embaixador Suíço por causa do ouro Alemão.

[30] Gazeta do Povo, Caderno Nacional, 28 de Janeiro de 1997.

Semita, semitismo, anti-semitismo e sionismo, para você entender.

INTRODUÇÃO.


Lembra-te Israel, a mãe de Jesus Cristo ( judeu de Belém e rei segundo Mt 26,69-75- Lc. 22, 55-62- Jo. 18,28; 19,16 e Marcos 15, 1 -15) é mulher judia da estirpe de David. (Ver genealogia de Maria)



Este trabalho pretende ser um guia de estudo para quem se interesse pelo assunto. Foi feito com a intenção primeira de servir e guiar ao autor em seus estudos e pesquisas. Baseia-se no mandamento do amor a Deus conforme explicita o texto bíblico:

" Sabendo os fariseus ( judeus da estirpe de São Paulo) que Jesus reduzira ao silêncio os saduceus [1], reuniram-se e um deles, doutor da lei, fez-lhe esta pergunta para prová-lo: Mestre[2] qual é o maior mandamento da lei? ( Mateus 22,34-35-36). Jesus respondeu-lhe: "O primeiro mandamento é este: Ouve , Israel, o Senhor Nosso Deus é o único Senhor; amarás ao Senhor teu Deus de todo o teus coração, de toda a tua alma, de todo o teu espirito e de toda as tuas forças ( Deut .6,5). Eis aqui o segundo: Amarás o teu próximo[3] como a ti mesmo ( Lev. 19,18 ). Outro mandamento maior do que este não existe". ( Marcos 12, 29-30-31-32) .Nestes dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas ( Mateus 22,40)".

É neste espirito de amor a Deus e ao próximo que procuro organizar uma forma de estudar o tema: Semita, Semitismo, Anti-semitismo e Sionismo

Ouvimos, com freqüência, e freqüência sempre maior, desde o pós guerra, acusações mutuas entre judeus e não judeus, e aqui mesmo, dentro deste nosso imenso pais, tão liberal nas questões raciais, vemo-nos uns acusando de anti-semitas, outros de judeus sionistas, sem que, modo geral, tenhamos uma idéia do que seja o contexto histórico e ideológico que envolve o assunto desde sua origem.
Com um grande contingente árabe e judeu ( ambos semitas) principalmente na região sul do pais, confundem-se os conceitos, semita, anti-semita e sionista, que são por assim dizer, acalorados e agravados, pelas questões políticas e territoriais vivida em permanente conflito nos dias de hoje, como o fora de forma semelhante outrora, na região do Oriente Médio e Próximo.
Afora isto, meu interesse vem do simples fato de ter um filho , Paikan Solomon[4], com ascendência judia (semita) por linha materna. Sou católico, praticante de minha religião, meu filho é batizado na Igreja Católica Romana e é incircuncisado na carne[5].
Sou psicólogo formado pela UFPR onde também estudei Filosofia. Digamos que sou autodidata nas questões teológicas, procurando sempre balizar-me no Magistério Infalível [6]( em fé e moral) da Igreja Católica (que tem sua pedra fundamental em Pedro, judeu vocacionado por Jesus Cristo, por ele, escolhido mística e pessoalmente).
Fazem já alguns anos que estudo as praticas de minha religião e suas relações com o judaísmo . Estudo as suas Escrituras, com humildade, que são, na opinião de muitos autores, no que diz respeito ao Velho Testamento, praticamente iguais as aceitas pelos judeus de hoje, salvo os livros deuterocanonicos[7] e os apócrifos[8].
As passagens bíblicas , segundo muitos autores, começam a ser escritas provavelmente em tempos anteriores a Moisés. De qualquer modo esta tradições mantinham-se pela tradição oral.[9].
Moisés foi o primeiro codificador das tradições orais e escritas de Israel, no século XIII a.C. Essas tradições ( leis , narrativas, peças litúrgicas e históricas) foram sendo acrescida aos poucos por outros escritos no decorrer dos séculos sem que se preocupassem com a catalogação das mesmas. Eram todas legitimas.
Acontece porém, que no primeiro século da era cristã, deu-se um fato, já esperado, anunciado e cantado pelo Velho Testamento, o surgimento, pós Jesus Cristo (judeu) dos livros cristãos que se apresentavam (e são) como uma continuação dos livros judeus. Costuma-se, no meio judeu, atribuir o fenômeno do cristianismo, como uma imposição dos romanos aos judeus, mas, uma simples vista dos fatos históricos nos prova que toda esta argumentação é falsa. Tenham em consideração, como exemplo incontestável, que Pompeu, general romano, tomou Jerusalém 63 anos antes do nascimento de Jesus Cristo. Nero queimava Roma em 64 depois de Cristo, perseguindo os cristãos-judeus[10], ou pouco antes Cláudio , imperador ( 49 d.C.) expulsa os judeus e judeus - cristãos da cidade de Roma, com os quais são expulsos, por exemplo, Áquila[11] e Priscila judeus-cristãos, amigos e futuros colaboradores de São Paulo. Considere-se também, que seis anos depois, quando o imperador Tito queimava e destruía Jerusalém e seu Templo[12] não o fazia em nome dos cristãos. Deve-se lembrar que em 130 o Imperador Adriano[13], reconstruiu Jerusalém que fora destruída em 70 transformando-a em uma colônia romana dando-lhe o nome pagão de Aeolea Capitolina, dedicando o Templo de Jerusalém à Júpiter e cobrindo o Calvário ( lugar onde morreu Jesus na cruz) com um templo dedicado a Afrodite. O Cristianismo ( fenômeno judeu) se imporia "gradativamente" aos gentios[14], como fenômeno quase universal ( desenvolvido dos fatos históricos e teológicos ocorrido no seio do povo escolhido), em primeiro lugar entre judeus, com milhares de conversões iniciais, e em segundo lugar, entre os romanos gentios, tardiamente, talvez, como conseqüência do martírio, em Roma, de São Paulo e São Pedro ambos judeus, e pode-se dizer, segundo muitos outros autores, como conseqüência da força de sua moral e da penetração filosófica do monoteísmo, e finalmente como resultado da ação da Providência, até que no século III d.C. é declarado religião oficial do Império Romano[15] à época de Teodósio (395 d.C.)[16] , isto , como já dissemos, depois de muita perseguição, seja por parte de outros semitas aos semitas cristãos e aos cristãos oriundos dos gentis, seja por parte de romanos ( cidadãos do Império Romano de diversas nacionalidades) pagãos. Deve-se lembrar, no entanto que nos primeiros 100 anos, ou mais, a comunidade Cristã de Roma era formada, na sua maioria, de judeus cristãos e sírios-cristãos*. Pode-se perceber assim, claramente, que os romanos-gentios tomam parte no episódio do cristianismo inicial em Roma e na Palestina, apenas circunstancialmente, mais como representantes do poder civil vigente , e nunca como partidários das questões religiosas. Assim Pilatos, lava suas mãos, inocentando Jesus, não por simpatia, conveniência ou proselitismo religioso, mas conforme o costume jurídico, e foram, esta é a verdade, os judeus, entre judeus, os que o acusam, condenam[17] e exigiram a crucificação de Cristo. Agora, é licito também, lembrar aqui, que estava em mãos de romanos pagãos a lança que transpassou o coração de Cristo.
Em atos dos Apóstolos capítulo 26, quando Paulo faz a sua defesa diante ao rei Agripa[18]*, diz claramente que perseguia os cristãos, e dava seu inteiro consentimento quando estes eram condenados à morte, que os perseguia em todas as sinagogas, até mesmo em terras estrangeiras, o que demonstra a origem judaica dos Nazarenos. Aí nesta defesa, vê-se claramente, que foi usada pela primeira vez a palavra "Cristão", utilizada textualmente, nesta defesa, pelo rei Agripa, isto entre o ano 40 e 46 d.C. Note-se aqui, como curiosidade que Paulo se refere as palavras de Cristo, que se dirigem a ele Paulo em língua hebraica.
Observe-se, em favor desta tese, que eram também judeus (semitas) a maioria dos discípulos do cristianismo, dos apóstolos, os parentes de Jesus, e até a grande maioria das testemunhas de sua crucifixão e ressurreição. O mesmo ocorre com os Evangelistas ( autores do NT): Mateus era judeu, que escrevia para fieis oriundo do judaísmo ( segundo Orígenes) , segundo Pápias e a Igreja, Marcos, era também um judeu-cristão; Lucas, por sua vez, pagão convertido; João Evangelista, judeu, apóstolo de Cristo.
(introduzir comentário sobre os apóstolos) Saulo de Tarso, o futuro São Paulo, apóstolo tardio, fariseu, judeu da tribo de Benjamim, doutor da lei (Rabi), era um típico perseguidor dos judeus-cristãos* ou nazarenos, o que também concorre para provar, a verdadeira natureza do fenômeno cristão que difere em tudo do islanismo*. Não podemos dizer, sem grave erro, que o cristianismo que é fenômeno judeu, tem a mesma fonte , ou a mesma natureza que o islanismo.
Assim, pode-se também compreender, sem mêdo de errar, que, o cânon de Jâmnia do ano 100 depois de Cristo , e também o Misha e o Gemara, os escritos que formam o Talmude*, ambos do segundo século depois de Cristo, apresentavam-se, neste momento histórico, como verdadeiras tentativas de resistência ao Cristianismo-Judeu , que pode ser muito bem entendido como um fenômeno exclusivamente desenvolvido no seio do judaísmo, fundamentado e provado segundo as escrituras judaicas. Não seria ilícito levantar, também, a polemica hipótese histórica, de que também a "massorá * "( que quer dizer tradição), esta última , bem tardia na sua organização, tendo-se fixado em sua redação final entre 750 e 1000 depois de Cristo, como uma outra provável ação de resistência, agora sim, contra o cristianismo-gentílico largamente difundido pelo mundo, isto é contra os cristãos oriundos dos povos pagãos, não judeus, chamados gentis- cristãos ou simplesmente Cristãos .
Os judeus que não aceitavam a Cristo, e esta é a verdade, tentaram impedir que se fizesse a aglutinação de livros cristãos ( livros dos judeus convertidos) e os originados de judeus que renegam a Cristo. Por isto reuniram-se no sínodo de Jâmnia ou Jabnes ao sul da Palestina, por volta do ano 100 d.C.[19], a fim de estabelecer as exigências que deveriam caracterizar os livros do cânon judeu.
Estipularam os seguintes critérios:
O livro canônico judeu não pode ter sido escrito fora da terra de Israel.(comentar)
O livro Canônico Judeu não pode ter sido escrito em língua aramaica ou grega, mas somente em hebraico.
Não pode ter sido escrito depois de Esdras (458-428 a.C.)
Não em contradição com a Torá (Torah) ou lei de Moisés.
Assim os judeus (da Palestina) fecham o seu cânon sem reconhecer os livros escritos que não obedecem a tais critérios. Todavia em Alexandria (Egito) havia numerosa colônia judaica ( Não esquecer que desde 331 a.C. Alexandre dominava a Palestina e os judeus sofreriam mais tarde a dura perseguição de Antico Epífanes entre 175 e 163 a.C.) que vivendo em terras estrangeiras e falando língua estrangeira ( o grego) não adotou os critérios nacionalistas estipulados pelos judeus de Jâmnia. Os judeus de Alexandria traduzem os livros sagrados hebraicos* para o grego entre 250 e 100 a. C., dando assim origem a versão Alexandrina ou a dos "Setenta Interpretes"[20]. Observem que Jesus Cristo ainda não havia nascido. Esse Cânon de Alexandria encerra livros que os Judeus de Jamnia não aceitam tais como: Tobias, Judith, Sabedoria, Baruque, Eclesiástico ou (Siracides), 1/2 Macabeus, além de Est. 10,4-16,24: Dn 3,24-90; Dn 13-14.
Pode-se dizer que existiam dois cânon judeus em vigor no inicio da era cristã, o "restrito" do ano 100 depois de Cristo ( como fruto da "resistência") e o amplo de Alexandria mais velho datado entre 250 a 100 antes de Jesus Cristo. É preciso lembrar aqui ( isto é muito importante) que não se conhecia copia alguma do texto hebraico anterior aos séculos nono e décimo depois de Cristo. Somente em 1948 ( 47) achou-se os documentos de Qumran* que datam do primeiro século a.C. e do primeiro d.C. vereficando-se assim a identidade (e autenticidade) dos textos anteriores ( ponha-se atenção: estou dizendo, que eram usados anteriormente mas eram mais recentes que os de Qumran[21]).
Se tomamos os Apóstolos e Evangelistas (os Evangelistas, eram Judeus, exceto Lucas ) que ao escreverem, e o fazem tipicamente, o Novo Testamento, citam ( livremente) a tradução grega de Alexandria ( mais antiga), mesmo quando esta diferia do texto em hebraico ( do cânon restrito) . Esta tornou-se a forma comum entre os cristãos (judeus); em conseqüência, o cânon amplo, incluindo os sete livros já citados passou para uso dos cristãos. Podemos verificar que nos escritos do Novo Testamento há citações implícitas dos livros deuterocanonicos. Deve-se também notar que não são citados no Novo Testamento, nem implicitamente, os livros que de resto todos os cristãos tem como canônicos como Eclesiastes, Ester, Cantico dos Cânticos, Esdras, Neemias, Abdias e Naum. Chamamos atenção ao fato apenas porque não só judeus se prendem ao cânon restrito mas também os protestantes ( que surgem por volta de 1450 d.C. e são misteriosamente, em alguns aspectos, mais "judaizantes" do que a Igreja Católica ( a palavra católica quer dizer Universal) e costuma-se, assim afirmar, caluniosamente, que a Igreja introduziu estes livros no cânon católico no Concílio de Trento ( 1545-1929 ), o que não é verdade[22]. Por exemplo, em favor da Igreja, podemos afirmar que, os próprios rabinos liam o Eclesiástico até o século X como Escritura Sagrada: 1Mc.(?) era lido na festa de Encênia (?) , ou da Dedicação do Templo (hanukkah), Baruque era lido em alta voz nas sinagogas do sec. IV d.C. e de Tobias e Judith temos os "midrachim" ou comentários em aramaico, que atestam como tais livros eram lidos na sinagoga*. Nunca esquecer, socorrendo a nossa hipótese histórica, não com relação aos livros acima citados, que Jesus Cristo também lia na sinagoga e portanto participava do judaísmo[23] oficial, como também do Templo de Jerusalém. O que assim é mais um argumento em favor destes fatos históricos comprovantes da origem totalmente judaica, e sem interferência exterior, do advento do Cristianismo. O que veremos neste trabalho é um esforço do "Judaísmo Oficial" em desvincular-se do Cristianismo por todos os meios, até mesmo pelo mito do anti-semitismo[24]*.

Leia-se com muita atenção este texto de São Paulo aos Romanos[25] (comunidade judaico-cristã de Roma) ele deverá ser lido uma segunda vez, depois de se ter lido este trabalho guia de estudo, porque será mais fácil compreendê-lo.


Epistola aos Romanos 11.

Deus não rejeitou Israel. Pergunto, então: por acaso Deus rejeitou seu povo? De maneira alguma. Pois eu mesmo sou israelita, descendente de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não repeliu seu povo a quem de antemão conhecera. Ou será que não sabeis o que na história de Elias diz a Escritura? Senhor , mataram os teus profetas, arrasaram os teus altares, fiquei apenas eu e ainda procuram tirar-me a vida. Mas o que é que eu respondo ao oráculo divino? Reservei para mim sete mil homens que não dobraram o joelho diante de Baal. É o que continua a acontecer hoje em dia: subsiste um resto de acordo com a eleição da Graça. E se é pela graça, já não é pelas obras. Pois então a graça já não seria graça.
O que dizer, então? Israel não conseguiu o que procura. Os escolhidos, estes sim, é que o obtiveram. Os outros ficaram obcecados, como esta escrito: Deus lhes deu um espírito de obstinação, olhos para que não vejam, ouvidos para que não ouçam, até o dia presente.
E Davi diz: A sua mesa seja-lhes um laço de uma armadilha e um tropeço, um justo castigo; escureçam os olhos para não verem e dobre-se sempre suas cerviz.

Israel e a salvação dos pagãos.
Pergunto ainda: será que tropeçaram para cair de todo? De maneira alguma. Mas foi para que a queda de Israel tornar-se possível a salvação aos pagãos, e lhe provocasse a inveja. Ora se a sua queda é a riqueza do mundo e sua decadência a riqueza dos pagãos, quanto mais o será sua conversão total?
E a vós, pagãos, digo-vos que, enquanto for apóstolo dos pagãos, honrarei meu ministério, para ver se desperto o ciúme da gente de minha raça e assim consigo salvar alguns deles.
Porque se de sua rejeição, resultou a reconciliação do mundo, qual será o efeito de sua reintegração senão a vida dentre os mortos? Porque se as primícias são santas, também o é a massa, e se a raiz é santa, também o são os ramos.
Se alguns ramos foram cortados e se tu, oliveira selvagem (gentios) foste enxertada em seu lugar e agora recebes seiva das raízes, não te envaideças nem menospreze os ramos. Pois se te gloriares, sabe que não és tu que sustentas a raiz mas é a raiz que te sustenta. Dirás talvez: "Os ramos foram cortados para que eu fosse enxertado!" Sem dúvida! É pela incredulidade que foram cortados, ao passo que tu é pela fé que estás firme. Não te ensoberbeças mas teme.
Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, também a ti não poupará.
Considera pois a bondade e severidade de Deus. Para com os caídos a severidade; para contigo a bondade, se permaneceres na bondade. De outro modo também tu será cortado. E eles (judeus), se não persistirem na incredulidade, serão enxertados, pois poderoso é Deus para os enxertar de novo. Pois, se tu foste cortado de uma oliveira brava e, contra a natureza, enxertado em boa oliveira, quanto mais eles, os ramos naturais, poderão ser enxertados na própria oliveira!

A salvação de Israel.
Porque não quero irmãos, que ignoreis este mistério para que não fiqueis convencidos: o endurecimento de uma parte de Israel só há de durar até que chegue a plenitude das nações. Então todo o Israel será salvo consoante está escrito: Virá de Sião[26] o libertador para afastar de Jacó as impiedades e está será minha aliança com eles, quando apagar os seus pecados.
Quanto ao Evangelho, eles (judeus) são inimigos por vossa causa. Mas quanto a eleição são amados por causa dos pais. Porquanto são irrevogáveis os dons e a vocação de Deus. Pois assim como por algum tempo fostes (gentios) desobedientes a Deus e agora alcançastes misericórdia pela desobediência deles (judeus) assim também eles, que agora se negam a obedecer, para dar lugar a misericórdia concedida a vós (gentios), alcançarão, por sua vez misericórdia. Deus encerrou a todos na desobediência para usar com todos de misericórdia.
Ó profundidade da riqueza, sabedoria e ciência de Deus. Quão insondáveis são suas decisões e imperscrutáveis os seus caminhos! Pois quem pode compreender o pensamento do Senhor? Quem jamais foi seu conselheiro? Ou quem primeiro lhe deu, para ter direito à retribuição?
Por que Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas. Para Ele a glória pelos séculos Amém.

Lembrando Lucas 20, 17-18-19.

"A pedra rejeitada pelos construtores ( Jesus o Cristo* Messias)é que se tornou a pedra principal"

Como vemos, nenhum católico bem formado pode se auto intitular um anti-semita, tendo em vista que Jesus Cristo era semita. Todavia, não é ilícito, na caridade, levantar, naquilo que diga respeito ao "judaísmo oficial", as mesmas interdições que a ele fez o próprio Cristo, embora Cristo, também tenha dito, deles e dos pagãos, como também de muitos cristãos que sonegam-lhe a divindade: "Pai perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".
Finalizando cito aqui as palavras de Santo Agostinho em Confissões, 11,2:
"Sejam as minhas castas delícias as tuas Escrituras, nem seja eu por ela enganado, nem por ela engane... Dá lugar às nossas meditações sobre os mistérios da tua Lei, e não a feches àqueles que batem; pois não foi em vão que quiseste fossem escritos os densos segredos de tantas páginas... Eis a tua voz que a minha alegria, a tua voz esta acima da abundância das volúpias. Dá o que amo; pois amo, e foste Tu que o deste. Não abandone os teus dons, nem desprezes a tua erva que tem sede. Louve-Te eu por tudo que encontrar nos teus livros, e ouça a voz de louvor, e beba a Ti, e considere as maravilhas de tua Lei..."

Prólogo.

Antes que alguém possa interpelar-me, acusando-me de proselitismo do judaísmo, ou pelo contrário, de anti-semitismo, gostaria de lembrar um provérbio popular que traduz o lado positivo deste trabalho. Diz ele: "Fale mal, fale bem, falem de mim".

A História[27].

Como todos devem saber existe uma linha divisória entre história e pré-história. Esta linha divisória é a escrita. Com o aparecimento da escrita, o discurso histórico[28] torna-se objetivo e sistemático, ou pelo menos reduz os problemas encontrados no estudo do passado. As "escrituras" são, por assim dizer, o fundamento e a essência da história. Para Monteiro Lobato[29], por exemplo, a história começa com os hamitas que migram da região dos rios Tigre e Eufrates para assim formarem o Egito, mais ou menos pelo ano 4.200 antes de Cristo. Para Lange e Moraes, no paleolítico superior já havia a escrita pictórica[30], no neolítico a silábica, mas somente na idade dos metais, por volta do ano 3.000 antes de Cristo, a escrita desenvolveu-se a ponto de permitir estudos sistemáticos e precisos. Kaj Birket-Smith[31] desenvolve em seu universalmente conhecido livro sobre a história da cultura, toda uma sistemática original de investigação comparativa do passado, situando o aparecimento da escrita, nas diversas culturas da antigüidade, num ponto médio próximo dos 2.800 anos antes de Cristo.

A Pré-história.

A pré-história tem se apresentado como uma grande lata de lixo. De lá, vez ou outra, retira-se acidentalmente ou propositadamente, fósseis, objetos completos ou incompletos, e até ruínas de cidades, enfim, "Dejetos do Tempo" que são considerados fontes de informação ou fontes históricas. Todavia, neste obscuro período, no qual reinam apenas hipóteses, e do qual, propositada ou ingenuamente, a grande maioria dos autores querem nos fazer crer que caminham em terreno seguro, de uma segurança quase histórica, transformando assim suas hipóteses, suas datações e suas interpretações como se fossem fatos indiscutíveis[32].
A fragilidade deste período pré-histórico, demonstra-se sempre que nos propomos a investigar e comparar informações oriundas de diferentes fontes. Caem assim por terra, quase sempre, as datas, as conclusões, as afirmativas vulgarizadas. Vez ou outra vemos um autor, por exemplo, descrevendo um fato passado ocorrido segundo ele próprio, há milhões de anos como se fora ele o observador vivo, a testemunha viva e ocular daqueles fatos. Perguntamo-lhe então, se é capaz de descrever como era o aspecto físico de sua tataravó ou o interior da casa de seu tataravô e veremos quanta imprecisão, quanta falta de segurança descritiva, quando não o pegamos sem nenhuma resposta plausível. A pré história tem sido o berço da "presunção" humana. No entanto querem eles, estes autores sobre a pré-história, presumirem-se capazes de descrições pormenorizadas de fatos ocorridos, segundo esta mesma presunção, a milhões de anos atrás. Vejam os senhores, que na escuridão da pré-história cabe qualquer serviço a qualquer tipo de ideologia, e dos poucos fatos que coletamos nesta lata de lixo do tempo, tão esparsos entre si, haverá lugar para muita imaginação, muita teoria e muitas hipóteses que passam a público como se fossem verdades incontestáveis. Daí o serviço as ideologias.(*)
Quando morreu Menguele, o militar nazista, aqui no Brasil, seus ossos que foram examinados pelos melhores especialistas de então, e que, diferentemente de ossos encontrados hoje e de idade atribuída na longínqua antigüidade, tinham, no caso Menguele, dos seus ossos , fotos, ficha odontológica e outras informações detalhadas, e mesmo assim, vacilaram os especialistas e os interessados a decidir se eram ou não aqueles restos mortais, pertencentes a Menguele. Hoje sabemos que na Palestina dos primeiros séculos da era cristã, já se praticava alguma arqueologia, não por motivos científicos mas religiosos, assim se é possível que um homem que investigava uma escavação a mil e oitocentos anos atrás praticando alguma arqueologia religiosa tenha morrido entre escombros mais velhos do que ele, de digamos três mil anos, nada poderá nos fazer provar com segurança que este corpo e estas relações de tempo, ainda contraposta as camadas geológicas, estejam em verdadeira intimidade histórica e cronológica. Imaginem então, os senhores, as dificuldades de identificar e datar fatos do passado longínquo. Recentemente a imprensa divulgava como verdadeira a "falsidade cronológica" do Santo Sudário, que não seria da época da morte de Jesus Cristo mas sim invenção da Idade Média. Tal afirmação desmentida momentos depois sem que a imprensa ou os livros especializados fizessem a menor menção[33] ou esforço em esclarecer e divulgar o caso do desmentido. Michael Tite coordenador das investigações sobre o Santo Sudário e diretor do Museu Britânico reconheceu em carta dirigida ao professor Liugi Gonella que o Carbono 14 não oferecia prova alguma em favor de sua tese e confessa que houve intenção deliberada de enganar o público[34]. O Santo sudário é realmente o grande mistério e cada dia que passa torna-se um testemunho mais fidedigno da ressurreição de Cristo.
Afora isto, devemos lembrar que um erro de, por exemplo, quinhentos anos, período que corresponde a toda a história do Brasil, é muito fácil de ser cometido em avaliações de por exemplo, períodos de quinhentos mil anos onde cabem mil vezes a história do Brasil. Tal erro cometido nas datações da "história" do Oriente acobertariam período correspondente a todo o conjunto de conquistas sociais que correspondem à história do Brasil, e isto não é pouco.


A escrita, do desenho à letra.

Os homens falaram muito antes de escrever. A comunicação era oral e a memória transmitia-se verbalmente. Esta transmissão pode ser chamada de "tradição oral" que foi, e é fonte de informação. Por isso a Igreja Católica e o povo Hebreu tem duas fontes históricas, a Tradição e as Escrituras. Há autores que afirmam que oito mil anos atrás (datas sempre imprecisas) foram encontradas escritas figurativas (desenhos) rupestres em grutas nos territórios que hoje reconhecemos como França e Espanha. A escrita primitiva era o desenho. A arte de contar por meio de desenhos preservou-se através dos tempos e vamos encontrá-la entre os egípcios por volta dos anos 4.000 e 5.000 a.C. No princípio os hieróglifos (escrita usada pelos egípcios) designavam apenas objetos. Depois adquiriram gradativamente um significado simbólico. Assim a prática da escrita transformou os hieróglifos em escrita hierática usada pelos sacerdotes para guardar suas tradições gravando-as em argila, pedra, cera, papiro, pergaminho e tecidos. Com o tempo uma outra escrita mais popularizada, a demótica, surgiu registrando fatos da história e da vida civil. Champollion, um arqueólogo francês, foi quem decifrou a escrita hieroglífica. Maiores problemas teve George Friedrich Grotenfende (alemão) que decifrou um outro tipo de escrita, a cuneiforme, que eram riscos dispostos de maneira variada geralmente gravado em argila e que foi usada por muitos povos do Oriente Médio, como sumerianos, persas, hititas, assírios e babilônios. Grotenfend, aliando-se ao inglês Rawlinson conseguiram ler estas escritas gravadas em argila e esclarecer muitos detalhes de algumas civilizações da antigüidade. Assim vai se construindo o mosaico da história antiga.
Mais ou menos pela mesma época da ocorrência da escrita cuneiforme desenvolvia-se na região que hoje chamamos China outra escrita, com desenhos estilizados que representavam cada um uma idéia. Era a escrita ideográfica. Os fenícios, por sua vez, inventaram a escrita silábica ( segundo o Koogan- Larousse o alfabeto fenício( povo semita) aparece entre os séculos XIV e XIII a.C.) que era a representação gráfica da fala, dos sons. Do alfabeto fenício originaram-se o alfabeto grego, o hebraico, o moabita e o aramaico, que por sua vez, levado para a Ásia originou o mongol. O alfabeto oriundo dos fenícios, dos gregos, passou aos romanos que o adaptaram à língua latina.

A Linguagem dos Semitas

Nos parece importante nesta ordenação do assunto uma consideração sobre a linguagem semita.
Podemos estabelecer um quadro inicial da seguinte forma:





Ao seguir a história dos povos semitas pela via da História Sagrada encontraremos três idiomas: O hebraico, o aramaico e o grego.
Para alguns autores[35] o adjetivo "hebraico" se deriva do nome do patriarca Heber ( Êbher ou Ibhri), um dos pósteros de Sem, filho de Noé ( Cf. Gên 10.21-25). Foi de Heber que tomou nome o povo oriundo de Abraão, que por sua vez é outro dos descendentes de Sem.. O Povo "hebreu" teve assim como língua materna , e tradicional o hebraico.
Entre outros descendentes de Sem, conta-se ainda Aram,(há outra grafia ) do qual tomou nome a nação araméia ou síria, residente na Síria e na Alta Mesopotâmia; era dotada de língua muito semelhante ao hebraico, porém mais rica e sutil da que este. O aramaico foi se tornado cada vez mais comum entre os povos do Oriente ( principalmente nas suas relações diplomáticas (Cf 4 Rs. 18,26) de modo a vir a ser nos séculos IV e III a.C. a língua usual do próprio povo de Abraão ( cf. Ne 13,24 ) ficando o hebraico reservado apenas para o culto sagrado. Não esquecer do uso do Grego. (? Lembro de ter lido que houve extinção do hebraico).
No tempo de Jesus Cristo era o aramáico o idioma falado entre os judeus[36]em Jerusalém. O idioma hebraico e aramaico pertencem, portanto, ao grupo das linguas semiticas.Conclua-se que o fato de Jesus falar o aramaico não fazia dele estrangeiro como querem alguns.
Interessante notar que o aramaico é o idioma original de fragamentos do AT.( Dan 2,4,b- 7,28; Esdr 4,8- 6,18; 7,12-26; Jer 10,11). Foi a língua original do Evangelho de São Mateus do qual , porém , só existe em tradução grega.
Acredita-se que Judith e Tobias também foram escritos em aramaico. Em grego no AT foram concebidos o livro da sabedoria e a 2º dos Macabeus. Deve-se notar ainda que a tradução grega (Alexandria na África) feita nos séculos III e II a.C. dita dos Setenta Interpretes é de grande valor filológico. No mais o AT foi escrito em hebraico.

As Escrituras


a.C.
400






a.C.
300




Versão Alexandrina dos 70, texto em grego

a.C.
200




Fragmentos de Ryland, texto em grego

a.C.
100
Rolo de Isaias do Mar Morto, texto em hebraico





Cristo
0






d.C.
100
Vetus Latina, versão latina mais antiga





d.C.
200
Papiros deChester-Beatty, texto em grego





d.C.
300
Vaticana, texto em grego/ Sinaitico, texto grego





d.C.
400
Versão latina de São Geronimo, texto em latim





d.C.
500






d.C.
600






d.C.
700






d.C.
800






d.C.
900
916 Texto Massorético em hebraico/ o mais antigo.




Calendários outro grande problema.

Agora que já expusemos sucintamente o problema da escrita antiga e seus significados, e já fizemos notar que além da decifração dos símbolos existiam as diversas línguas e seus dialetos, algumas totalmente extintas, o que complica em muito a interpretação, pois não nos basta a compreensão dos sinais, assim como, hoje, não nos basta saber o significado das letras do alfabeto e seu sons correspondentes para entender e traduzir com perfeição de significados o francês, o inglês, o russo, o espanhol , o português, etc. Porém, mais grave do que isto é situar estas traduções nos seus tempos reais, pois os calendários de cada povo tem um início em algum evento social ou religioso, com características próprias e vinculada a história "pessoal" de cada povo.
Eu me confesso inábil para aprofundar esta difícil e complexa ciência comparativa dos calendários, todavia para dar uma idéia das dificuldades e estimular a curiosidade sobre o assunto, descreverei alguns tópicos de interesse.
Para nós, o advento de Jesus Cristo, colocou um marco definitivo na história e hoje, pode-se dizer um marco de uso universal. Antes e depois de Cristo é como contamos o tempo hoje. Porém, estamos falando de um passado longínquo. Observamos períodos de tempo que absorveriam varias histórias do Brasil, ocorridas e marcada nas histórias de cada povo e marcada no tempo por calendários muito diferenciados, alguns com 260 dias num ano, outros com 385 dias, uns contando o tempo a partir da fundação do Roma por exemplo, ou de algum outro evento escondido num passado por demais remoto para se precisar suas relações com o passado de outros povos. À grosso modo, pode-se dizer que o leitor já terá ouvido falar do calendário Maia e Asteca, do Babilônico, do Chinês, do Hindu, do Hebreu, do Egípcio, do de Zoroastro, do Muçulmano, dos Gregos, dos Romanos, ou mais recentemente o Calendário Juliano ( 46 d.C.) ou Gregoriano ( 1582 d.C) ou o calendário Revolucionário Francês, ou o Calendário Positivista, ou o Maçônico. Cada qual diferindo na forma de datar e nos interesse a preservar ou ressaltar.
Dizem os estudiosos sobre o assunto que podemos chegar a alguns denominadores comuns. Por exemplo, quanto aos tipos, os calendários podem ser astronômicos, religiosos e civis. Os astronômicos se dividem em siderais, lunares, solares e lunissolares. O assunto é complexo e apaixonante. Merece aprofundamento.
O Babilônico, um dos mais antigos que se conhece, influenciou muitos outros, como o hebraico, o chinês, o muçulmano e muitos outros calendários(*). Tem 12 meses e um ano de 260 dias. Seus meses chamam-se Nisan, Aiar, Tammuz, Ab, Elul, Tshirit, Arahsamna, Kislimmu, Tebet, Shebat e Adar.
O Egípcio, o solar mais antigo que se conhece, tem 365 dias num ano que se divide em três estações, Akket ou a estação das cheias do Nilo, Pert ou estação de semeadura, e Shemu a estação da colheita. Seus meses são: Thot, Phaophi, Athir, Choiach, Tybi, Méchir, Phamenot, Pharmouth, Pachons, Payni, Epiphi e Mesore.
O Hebraico tem um complexo sistema baseado no calendário Babilônico. Seu ano civil tem 383, 384,385 conforme especiais circunstâncias e mais um mês suplementar chamado Adhar ou Veadar (hoje, os hebreus usam o ano solar Gregoriano).
O Chinês esta entre os mais antigos. Sofreu a influência da Babilônia, dos helenos, e dos jesuítas mais recentemente. Tinha originalmente 354 dias. Corresponde com o calendário Capiro e o Metor o que comprova a influência babilônica e helenista. Como acontece com os calendários Babilônico e Hindu, usa ciclos cronológicos que se acredita serem fictícios como o Yuen (origem) que corresponde a 4.617 anos solares, e o Chang-Yuen que corresponde a 88.639.860 anos solares. Porém, e é preciso que se observe, afirmam os estudiosos, que a introdução destes "ciclos" são tardios na história chinesa(*). Deste calendário derivam-se o Japonês antigo, o da Coréia, e do Viet-Nam.
O Hindu na sua fase mais antiga carece de documentação precisa a seu respeito para um período anterior ao quinto século depois de Cristo. Sabe-se que sofreu muitas influências estrangeiras, dos arianos, e dos chineses. Tem um ano solar de 12 meses. Lembrem-se que estas influências também são comprovadas pelo estudo da lingüística que põe a Índia sob o tronco ariano (com a expansão dos Árias). Estes laços entre os povos e isto, acrescido da possibilidade da ocorrência do dilúvio universal e da nova e possível segunda origem comum de todos os povos, como nos conta a Bíblia, em nada diminuímos a hipótese histórica daí deduzível. Werner Keller em seu livro "A Bíblia Tinha Razão" diz sobre o Dilúvio Universal: "Quando ouvimos a palavra dilúvio, pensamos quase imediatamente na Bíblia e na história da arca de Noé. Com o cristianismo esta se tornou a história mais conhecida do dilúvio, embora não seja de modo algum a única. Nos povos de todas as raças existem diferentes tradições de uma inundação imensa e catastrofica. Os gregos contavam a lenda do dilúvio de Deucalião; já muito antes da vinda de Colombo, corriam entre os primitivos habitantes do continete americano numerosas histórias a respeito de uma grande inundação. Na Austrália, na India, na Polinésia, no Tibete, em Caxemira, na Lituania, há histórias de uma grande inundação que vem sendo transmitida de geração em geração até nosso dias". Outra narração do dilúvio importante pela semelhança com a narracão biblica é a de Gilgamesh que narra a criação e o dilúvio dos antigos sumérios em lingua acadia. Para os Hebreus, todos os homens pós diluvio, e também para nós cristãos, são descendentes dos filhos de Noé, Sem , Cam, e Jefeth.
O Mulçumano; no mundo arábe antigo ( o arabe é povo semita que se diz descendente de Ismael filho de Abraão descendentes de Sem, filho de Noé) utilizavam o calendário persa(*). Em 580 d.C. nasce Maomé ( casa-se com uma judia que lhe auxilia na feitura do Alcorão) e morre em 632. Somente no ano 1.079 o soberano persa mulçulmano, Djelaleddin cria um calendário correlato ao do zoroastrismo, baseando-o no calendärio de Zoroastro que por sua vez tomou como modelo os calendários egípsio e babilônico por volta do quinto século antes de Cristo.
O Maia e Asteca; que exigiriam aqui um estudo especial dada sua "originalidade", também é religioso e solar. Ambos tem 260 dias e o asteca um décimo terceiro mês [37].
O Grego; existe mais de um calendário grego, o ateniense por exemplo, tem doze meses, seu ano chama-se Atico e tem meses planos e concavos, de 30 ou 29 dias. Seus meses são: Hecatombaion, mês dos sacrifícios ou hecatombes; Metageintnion, dos desejos; Boednomion, das corridas; Pyanopsion, das favas cozidas; Maimakterion, de Apolo; Posideion, dedicado a Posidão (Netuno); Gamalion , ou das núpcias; Antestherion das flores; Elaphebolion, da caça aos viados; Mounikion, ou dedicado a Artemis; Tharglion ou da festa de Apolo e Artemis; Skirophorion ou em honra a Atena (Minerva). Tem 345 dias e treze meses.
O Romano; que começa desde a fundação de Roma em 753 a.C. Tem 304 dias e 10 meses lunares e dois meses suplementares. O primeiro mês é Mars e o ultimo Februarius. São: Mars, Apliris, Maius, Junius, Quintilis, Sextilis, September, October, November, December, Januarius, Februarius.
Dos limites da era cristã para cá temos alguns calendários famosos como o Juliano( calendário cristão atribuido ao papa Juliano), o Gregoriano (o calendário atual mandado elaborar pelo papa Gregório) e alguns outros, curiosos, como, o revolucionário francês que elaborado pela revolução francesa queria extinguir as festas e datas religiosas do cristianismo, o Positivista com o mesmo intuito, organizado por Augusto Conte que quis dar uma idéia de continuidade revolucionária do positivismo. Criou-se assim,segundo Conte, os meses comemorativos de Moisés, Homero, Aristóteles, Arquimedes, César, São Paulo, Carlos Magno, Dante, Gutemberg, Shakspeare, Decartes, Frederico II, (o imperador anti-papa) e Bichat note-se que despresam a pessoa de Jesus Cristo. Por fim, o calendário maçonico que inicia no ano 4.000 e nega a era cristã tendo fixado no ano 1.000 a "luz verdadeira" época da sagração de Saul como primeiro rei dos Hebreus.
Mais do que repetindo, percebemos claramente a dificuldade de precisão histórica, seja pela correlação comparativa de culturas e suas cronologias, ou pelas deformações linguísticas e da escrita, que por sua vez, nunca foi de domínio público como é nos dias de hoje, ou pela significação oculta na forma da palavra escrita e falada. Seria a lenda de Babel possível? Houve um momento na História dos homens uma lingua universal? Esta hipotese é verossimel? Para Cristãos e hebreus é possivel, pois ambos advogam uma origem comum para todos os homens.
Nos tempos modernos temos uma falsa visão da comunicação universalizada, e esquecemos que vivem, hoje, na terra, simultâneamente, uma enorme gama de povos, cada qual em um estágio cultural diferenciado, com suas línguas e crenças de riquíssima variedade, muitas não fazem uso de escrita,e que, quase sempre as desconcideramos em nosso discurso cotidiano de uma comunicação globalizada. O mesmo ocorreu com os estagios de desenvolvimento dos povos da antiguidade, toda a generalização parece assim leviana. Neste sentido o acúmulo e compreenção de escrituras antigas que permaneciam como testemunhos mudos, desde o seu esquecimento, é de maxima importancia para fixar ou datar e comprender fatos históricos. Lendas passam assim a serem verazes com as novas descobertas. De fabulas passam a fazer parte da história da humanidade.

As Bibliotecas fontes de consulta histórica.

Os homens parecem ter demorado para perceber que as "escrituras" eram riquezas espirituais que geravam riquezas materiais e culturais.
Em português, espanhol e italiano diz-se biblioteca. Em alemão biblioteck. Em inglês bibliotec ou library (livrary). Em toda a parte e em todas as épocas, estes tesouros dão testemunho de cultura e história. Os povos, como vimos acima documentam sua história conforme seu grau de cultura, registram assim a história, a cultura e a civilização que construíram. Parece ter nascido, assim, desta necessidade de guardar os produtos da vida espiritual dos homens, as bibliotecas. Os antigos gregos a chamavam bibliothéke, ou seja: biblio que quer dizer livro e théke que fala daquilo que serve para guardar (caixa).
Alguns autores citam, como primeira biblioteca que se tem notícia histórica a construída por Ramsés II ( 1301-1235 a.C.) no Egito. Os Assírios na época do rei Assurbanibal (669-625 a.C.) possuíam 30.000 taboinhas de barro com inscrições cuneiformes. Aristóteles o Filósofo grego ( 384-322 a.C.) possuía uma biblioteca modelo para a sua época. Um de seus discípulos, Teofrasto a herdou e passou, 31 anos mais tarde, para Nereu de Scepsis. Não se sabe como esta biblioteca passou para as mãos de um comerciante de nome Apelicon e dele aos romanos. Outro discípulo de Teofrasto, Demétrio, convenceu o rei persa do Egito, Ptolomeu I a construir a biblioteca de Alexandria em 260 a.C. Conta-se que, com Ptolomeu II esta biblioteca já acumulava 700 mil papiros. Atribuem alguns autores, com incertezas, à César a culpa do incêndio ocorrido na Biblioteca de Alexandria. Para o historiador Borges Hermida este incêndio se situa quando ainda governava o califa Omar atribuindo o incêndio à invasão do general Amru ao Egito quando foi incendiada a biblioteca de Alexandria pelos conquistadores árabes, perdendo-se ai preciosos documentos gregos e romanos. No entanto, sabe-se com mais certeza que foi Marco Antônio (romano) que a reconstruiu e acrescentou 200 mil obras tomadas do rei Eumenas de Pergamo. É de Pergamo que vem o nome de pergaminho, couro de animal que servia para as escrituras. Júlio César fundou uma biblioteca pública em Roma que foi terminada após sua morte por Asinus Polion em 37 a.C. Sabe-se que pelo terceiro século d.C. Roma possuía mais de 30 bibliotecas de porte. Todavia, a arqueologia tem encontrado antigas bibliotecas inéditas. Em 1947, por exemplo, um pastor árabe encontrou em uma gruta a noroeste do Mar Morto os documentos Qumrân.
Há quem afirme que a primeira biblioteca cristã foi a fundada pelo bispo Alexandre em Jerusalém no terceiro século d.C. A Ela seguiu-se a de São Damaso em Roma. Suas funções eram a de guardar os tesouros da cultura.
Durante as guerras impostas pelos germanos ao Império Romano, os monges em seus mosteiros preservaram documentos pré-cristãos que foram salvos das imensas bibliotecas públicas de Roma. Assim, foram salvos os clássicos latinos e gregos entre outras obras de primordial importância para os fundamentos da cultura ocidental. Os monges chamados amanuenses* copiaram, heróica e minuciosamente, na íntegra os preciosos textos. Assim, ficaram célebres as bibliotecas cristãs, consideradas formadoras da cultura ocidental, organizadas nas Catedrais de Chartres, Reims (França), São Galo (Suíça), Monte Cassino (Itália), Monte Athos (Grécia) e Santa Catarina, esta isolada na península do Sinai (Egito). A partir do século XIII, mosteiros e bibliotecas cristãs são transformadas em universidades pela Igreja, que é, para quem analise os fatos históricos com isenção, a verdadeira responsável pela alfabetização em massa, pela escola ao estilo das que conhecemos hoje e pela instituição das Universidades.
João Gutemberg (1400-1468) inventou a imprensa popularizando a Bíblia. Em 1870, em Londres o Museu Britânico transformou-se em uma biblioteca com mais de um milhão de títulos. Hoje pode-se dizer que a Biblioteca Nacional de Paris, a Biblioteca do Museu Britânico e a Biblioteca do Vaticano (da Igreja Católica) são as principais tanto pelo volume de títulos, como pela importância histórica de seus documentos. A primeira biblioteca brasileira foi a do mosteiro de São Bento em Salvador em 1581. A Biblioteca Nacional (1810) é a maior da América Latina com 1.330.000 obras, 600 mil manuscritos, 300 mil mapas e preserva, entre outras, a memória da imprensa nacional com coleções de jornais e revistas.


A Porta[38].

Digamos que para entrar no mundo da história, o mundo das antigas escrituras, existem muitas portas. Poder-se-ia entrar pela porta do antigo Egito, pela da Caldeia, da Assíria, da Babilônia ou pela porta dos arianos que acabam dando origem aos helenos ou, finalmente, pela da China ou Índia. Dado ao claro objetivo deste trabalho como esta bem explícito no seu título, entraremos pela porta histórica dos hebreus.
A "Porta" parece ser no estudo da história um símbolo atávico, um profundo arquétipo. Pela "Porta" entramos na vida, pela "Porta" entramos na tumba , pela "Porta" se entra no Templo de Salomão ou se defende castelos e cidades.


Uma porta teológica excepcional: e aberta a quem bater...;

João 10, 1-10.

Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Mas quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz à pastagem. Depois de conduzir todas as suas ovelhas para fora, vai adiante delas; e as ovelhas seguem-no, pois lhe conhecem a voz. Mas não sequem o estranho, antes fogem dele, porque não conhece a voz dos estranhos. Jesus disse-lhes esta parábola, mas não entendiam do que ele queria falar.
Jesus tornou a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim, foram ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram. Eu sou a porta ; se alguém entrar por mim, será salvo; tanto entrará como sairá e encontrará pastagem. O ladrão não vem senão para furtar, matar e destruir. Eu vim para que as ovelhas tenham vida, e para que a tenham em abundância.









QUADRO SINÓPTICO

Pré - História

Idade da pedra....................Período Paleolítico Inferior, 500 mil a.C. à 30 mil a.C.
Período Paleolítico Superior, 30 mil a.C. à 18 mil a.C.
Período Neolítico, 18 mil a.C. à 5 mil a.C.

Idade dos Metais................. Período do Cobre, 5 mil a.C. à 2500 a .C.
Período do Bronze, 2500 a.C. ao início do uso do Ferro
Período do Ferro, até o início da História.


Observar que alguns povos, como já dissemos acima, tiveram sua entrada na história, com a escrita, em idades correspondentes ao período do cobre, enquanto outras, a maioria como afirma Birket- Smith* iniciam sua escrita no período do bronze. Ainda que nós considerássemos as escritas que apareceram no Neolítico superior é bom lembrar que elas não eram propriamente escritas no sentido histórico. Outro dado importante, é que os alfabetos, originários do fenício,incluindo o hebraico, aparecem depois do século XIV e XII a. C.,( trezentos ou quatrocentos anos antes de Saul, ou seja mais ou menos à época de Moises (1250) ) portanto a história no sentido discursivo como a conhecemos há de ser considerada a partir destas novas datas.






História Geral

Antiguidade
..................

Do aparecimento da escrita até 395 d. C.. Divide-se em Oriental e Ocidental

Idade Média
..................
395 à 1453

Idade Moderna
..................
1453 à 1789

Idade Contemporânea
..................
depois de 1789











Intruduzir os povos arianos: ARIANOS

Introduzo aqui um resumo da história dos povos arianos ou indo europeus, como também são chamados, porque este rápido conhecimento deste sumario, dara ao pesquisador uma ideia de que é quase sempre falsa as afirmações encontradas em livros de esotéricos, em pretensas religiões revolucionarias ou correntes de magia, que numa constancia impressionante reportam suas origens a uma antiguidade de culturas milenares, onde se escondem os seus segredos. É verdade que tanto na Antiguidade Oriental como na Ocidental escondem-se segredos de toda ordem, porém sem a força que se quer dar as ideologias que dão suporte aos frequentes ataques à civilização contemporânea.
Primeiramente é preciso explicar o conceito dos povos arianos, que é um conceito linguistico, inferido das semelhanças linguisticas encontradas entre diversos povos, assim como também é caracterizado, pela via da linguistica, o grupo das linguas semiticas. É preciso diferenciar o conceito de povo ariano do conceito do "[39]Arianismo", uma heresia cristã que tem seu nome derivado do Bispo Ario, e que, ao se estudar a formação do cristianismo junto aos povos bárbaros*, frequentemente fazemos confusão. Confundimos os de origem ariana, com os que abraçaram o arianismo como religião.Também é com este "Arianismo" do bispo Ario, que mantemos relações ao estudarmos o Concilio de Niceia, ao tempo do Imperador Romano Constantino, que tem, como já vimos, estreitas relações históricas com Jerusalém e a Palestina. Bem posto isto, voltamos aos povos arianos.
Pelo estudo comparado das linguas, chegou-se a conclusão ( passível de revisão) de que existiu um tronco comum de um povo de raça branca ao qual se chamou ariano, ou também indo europeu. Acredita-se pela semelhança linguística muito rica em detalhes que os povos arianos viveram em conjunto em algum lugar da Ásia ou Europa e depois se dispersaram.( o que teria provocado esta "Diáspora" ariana?) Da grande população ariana, um ramo se dirigiu para a Índia e deu origem aos indús ou árias. Outro encaminhou-se para o planalto do Irã e formou os iranianos ( medos e persas) outro ainda ou se dirigiu, ou se fixou, conforme a hipótese histórica empregada, na Europa onde formou a maioria de seus povos, incluindo gregos e romanos.
Sabe-se também que na Ásia Ocidental, antes dos medos e dos persas surgiram vários outros povos de origem ariana, entre eles os hititas que por utilizarem o cavalo, ainda desconhecido nesta região, acabaram formando um grande império com estreita relações com os povos semitas.
Os medos e persas que também eram chamados iranianos habitavam o planalto do Irã, entre o mar Cáspio e o Golfo Pérsico. O norte era ocupado pelos medos e ao sul os persa tendo como capital Persépolis ( ). Os medos os primeiros a terem preponderância no planalto na epoca de Ciáxeres, aliado aos babilonios tomou Ninive destruindo o imperio assirio dos sargônidas. Mas seu filho acabou derrotado por Ciro, o fundador do imperio persa , foi este ariano que permitiu a volta dos israelitas que estavam presos na Babilonia desde o tempo de Nabucodonosor à Jerusalém para que reconstruíssem o Templo. Ciro depois de ter conquistado a Lídia de Creso, partiu para a conquista do grande império caldeu que se extendia por toda a Mesopotâmia até o Mediterraneo. Em 538 a.C. Ciro tomou a Babilônia e morreu pouco depois quando combatia os bárbaros que vinham da Ásia Central.Cambises filho e sucessor de Ciro o ariano, completou a tomada do Egito de Psamético III na batalha de Pelusa em 525 a.C. Segui-se Dario, que unificou a moeda o "dárico" construiu estradas e criou um correio.O mundo civilizado de então estava dividido aparentemente em dois blocos: O imperio que compreendia todas as civilizações do Oriente Próximo ( Äsia Ocidental e Egito) e o pequeno pais dos Gregos.* Dario emprendeu guerra aos gregos e foi vencido. Os gregos serão derrotados pelo macedônio ( Ariano?), Felipe. Alexandre o filho de Felipe com um exercito grego conquista o imperio persa à epoca de Dario III o último soberano.
Como vemos tanto os persas como os gregos com o macedônio Alexandre teriam supremacia sobre a mosopotâmia, incluindo os sitios a que se refere a História Sagrada.
O pesquisador das religiões dos povos arianos devem se preocupar com estas datas, começando talvêz pelo povo grego. Julgo como alguns que, tendo em vista, o estudo das religiões arianas, devemo traçar algumas palavras sobre os Indus, que não vivem na Asia Ocidental, mas dada a sua mesma origem da raça branca que os persas gregos e romanos merecem aqui destaque.

Os Indus

A India fica na Asia ao sul das montanhas do Himalaia e é banhada pelos rios Indo e Ganges. Seus abitantes os hindus ou arias teriam invadido o país pelo ano 2500 a.C.


História dos Hebreus.

"Dentre todos os povos asiáticos - europeus, somente Israel e a Grécia possuem autêntica historiografia. Em Israel, que ocupa lugar privilegiado entre todos os povos civilizados do Oriente, a historiografia se originou em época tão remota que causa causa
surpresa, e produziu logo de inicio obras de importância... Na Grécia surgiu mais tarde".
E.Meyer.

Há pouco mais de 4.000 anos, ou seja, há dois mil anos antes de Cristo, alguns povos viviam às margens do Mediterrâneo na Ásia e na África. Tudo leva a crer que formavam duas grande potências: a Caldeia e o Egito. Entre estes dois povos viviam outros pequenos grupos como a Síria e Canaan (esta última também chamada posteriormente de Palestina). Diversas tribos viviam aí, da cultura da terra e dos seus rebanhos E DE SUAS ARMAS, entre as quais achava-se o tronco Hebreu que provinha do patriarca Abraão. Este homem e sua família eram oriundos de Ur, na Caldeia, donde imigraram para a Palestina (Canaan), (por que motivo?[40]) no décimo nono século antes do nascimento de Cristo.
Com a marcha de Abraão e de seus descendentes, começa a história que as Sagradas Escrituras nos conservam e que podemos muito bem situar no curso da história geral do mundo antigo. Esta é a sua principal vantagem como "Porta" histórica.
Abraão imigrou[41] para a Palestina (Canaan) na época em que reinava na Caldeia o Rei Hamurabi (autor do Código de leis de Hamurabi, sexto rei da dinastia da Babilônia que foi o grande centro de poder entre os anos 1830 a 1530 a.C.). O período anterior a Abraão é-nos difícil fixar as datas precisas para os riquíssimos acontecimentos narrados nas Escrituras.
A vida nômade e agrícola e guerreira das tribos provenientes desta imigração durou cerca de quatrocentos anos (quem morava em Canaan?). Em seguida o povo hebreu, chamado também de povo de Israel, dado ao novo nome que Deus deu a Jacob chamando-lhe Israel ( que quer dizer aquele que lutou com Deus e venceu[42]), imigra e retira-se para o Egito (episódio de José do Egito) ocupando um lugar situado no delta do rio Nilo, que era sem dúvida o lugar mais rico e produtivo daquela região.
Tornaram-se escravos, no Egito, dos egípcios. Pelo ano 1250 a.C., Deus suscitou-lhes um "libertador", na pessoa de Moisés (hebreu criado pelo faraó cujo nome significa salvo das águas). Liderados por ele os hebreus cruzaram o Mar Vermelho para se dirigirem à Canaan (Palestina). Depois de se deterem perdidos no deserto por quarenta anos, os israelitas (hebreus) empreenderam a conquista armada de Canaan (Palestina) pela tomada de Jericó (ano 1200 a.C.)
A terra ocupada foi distribuída em doze territórios de acordo com as doze tribos. As quais, foram se estabelecendo gradativamente em Canaan (Palestina). Seguiu-se um período de difícil caracterização. Neste período os hebreus (israelitas) viviam em lutas contínuas com os moradores da Palestina (Canaan). Este período ficou conhecido como o dos Juizes e durou duzentos anos.
O povo hebreu, foi se desenvolvendo aos poucos até que conseguiu se organizar como um reino no meio de seus vizinhos (quais na região de Jericó). O último Juiz, Samuel, que era profeta, resolveu, após hesitação conceder a constituição de um reino, sagra então um rei. Saul foi o primeiro rei local, no ano 1000 a.C., no seio dos hebreus. Seu reinado parece ter sido apenas um prelúdio, pois caberia a David, pastor e herói guerreiro, que pelo casamento com a filha de Saul, se tornaria rei e sucessor de Saul, firmar o poder real: primeiro sobre a tribo de Judá e em seguida sobre o conjunto de todas as tribos Israelitas. David[43], não constrói uma cidade mas toma, pelas armas, a cidade de Jerusalém. (Construída por quem?).
A David sucede em 970 a.C. Salomão (seu filho), que organiza o reino de Israel, faz uma aliança com o Egito e Tiro e constrói na cidade tomada de Jerusalém, o Templo conhecido como o "Templo de Jerusalém".
Pouco depois da morte de Salomão, sob o reinado de Roboão, em 930 a.C. rompe entre as tribos uma disseção que termina com o cisma: as dez tribos do Norte separam-se das tribos de Judá e Benjamim para constituírem um reino independente. Este reino do norte durará cerca de dois séculos tendo por capital a cidade de Samaria[44] (quem era o rei?), que seria conquistada em 722 a.C. por Sargon II rei da Assíria (verificar circustâncias).
O reino de Judá, oriundo do cisma escapou ao domínio assírio e continuou a existir como um pequeno reino flutuante entre outros rivais: o Egito e a Assíria (bem depressa subjugada por Babilônia como?).
O rei Josias em 622 a.C., empreende uma vasta reforma religiosa-social cujos efeitos foram de curta duração. O reino de Judá começa a declinar, até submeter-se à expedição de Nabucodonosor (quando e quem era ?) que em 598 a.C. se apodera de Jerusalém.
Nabucodonosor transforma a "Judeia" em Estado vassalo e deporta para a Babilônia uma grande parte da população. Estabelece um vice-rei: Sedécias (de que nacionalidade) mas, este se revolta a favor dos israelitas (hebreus). Nabucodonosor toma uma segunda vez a cidade de Jerusalém, e a incendeia em 589 a.C. A quase totalidade da população foi deportada para a Mesopotânia, ficando a "Judeia" sob administração dos Caldeus.
O Exílio dos israelitas (hebreus) durou até que Ciro, rei da Média, autorizou a volta dos deportados, sob a direção de Zorobabel em 538 a.C.
Os israelitas privados de seus reis, procuram organizar-se em uma comunidade religiosa. Em 331 a.C., toda a Canaan (Palestina) é conquistada por Alexandre Magno
( Macedônio).
A partir de 323 a.C. a Judeia passa sucessivamente sob o domínio da dinastia dos generais de Alexandre, que dividiram entre si o Império Grego. Um pouco mais tarde entre os anos 175 e 163 a.C., os hebreus israelitas atravessaram um período de grande tribulação e perseguições por parte do rei assírio Antico Epifanes. Foi a época da revolta e da guerra de libertação empreendida por Judas Macabeu.
A "Judéia" conhece então uma independência que se estendeu por cerca de um século: sua administração estava nas mãos de um príncipe asmoneus (família hebraica, descendentes dos macabeus[45]).
No ano 63 a.C., Pompeu o Grande, a frente dos exércitos romanos, invade a Palestina ( Síria e Canaan) reduzindo-a a uma província romana. Um pouco mais tarde, César divide-a em quatro partes, governada cada uma por um tetráquio[46] (?), a testa da Galiéia (quais eram as outras?), foi colocado um príncipe judeu ( não era indumeu?) com o nome de Herodes.
No ano 7 d.C., o governo da "Judéia" é confiado a um procurador romano, mas este governo foi delineando um novo movimento de independência que provocou ao final uma dura represália romana, uma guerra civil e o último sítio de Jerusalém, onde o imperador romano Tito, entrou no ano de 70 d.C. Com a destruição de Jerusalém termina a história dos antigos hebreus. Foi, sem dúvida antes do ano 5, da nossa era que Jesus Cristo nasceu em Belém, sendo na época, Tibério o imperador romano. Jesus Cristo (hebreu) morreu na cruz no ano 30 e ressuscitou três dias depois, permanecendo entre os apóstolos por quarenta dias quando ascendeu aos céus. O apóstolo Paulo (hebreu, da tribo dos fariseus) converteu-se em 36 d.C. Pedro (hebreu) e Paulo ( hebreu) sofreram o martírio em Roma entre 60 e 70 d.C. São João (hebreu) morreu na Ásia no ano 100 d.C.


Superioridade moral do Novo Testamento

Uma interessante ferramenta de estudo foi proposta em 1861 por Adolfhe Monod, em seu livro "Lucilia e o Abade", onde procurou um comparativo dos autores clássicos com o Antigo Testamento e o Novo Testamento. Isto pode ser feito hoje com muito mais instrumentos e fontes e precisão histórica. Por isso transcrevo aqui um pequeno trecho de seu livro para dar uma idéia do fértil trabalho que pode resultar desta comparação:
" Essa convicção será ainda robustecida quando comparardes as máximas daquele livro com as lições contemporâneas da sabedoria humana. Lá esta um povo, o povo Judeu, aonde a razão nada fez ; e no outro, o povo Grego, onde ela fez os maiores prodígios. Como é que o primeiro tem luzes tão sublimes da religião, enquanto que o segundo apenas tem conjecturas dos filósofos e as superstições da populaça? Ao passo que alguns pescadores da Galiléia a única pintura que existe de uma vida completamente santa; anunciam um Deus justo; revelam uma eterna bem-aventurança, e o caminho que a ela conduz: tudo é confuso, incerto, e desregrado, em Roma e na Grécia. Remontemos ao Antigo Testamento. É preciso retrogradar seiscentos anos para chegar ao tempo dos últimos profetas Judeus; porque a história Judaica é muitos séculos mais antiga que a dos Gregos e a dos Romanos. O tempo em que os profetas Malaquias, Aggeo, Daniel Ezequiel, Jeremias, Isaias, e Oseas ( 500 a 600 a.C.) pregavam aos Judeus esta bela doutrina: "Antes de mim não houve quem fosse formado Deus, nem o haverá depois de mim. Eu é que sou, eu é que sou o senhor, e sem mim não há Salvador....Eu sou, eu mesmo sou o que apago as suas iniquidades por amor de mim, e não me lembrarei dos teus pecados( Isaias.43-10,11,25). Santo, Santo, Santo, Senhor Deus dos exércitos, cheia esta toda a terra de sua gloria (Isaias 6-3) Cessai de obrar perversamente. Aprendei a fazer o bem: (Isaias 1.16) E rasgai os vossos corações e não os vosso Vestidos, e convertei-vos ao senhor vosso Deus: porque ele é benigno e mavioso( Joel 2. 13.). Este tempo corresponde aquele que viviam os sete sábios, em que a filosofia ensaiava timidamente os seus primeiros passos. Thales tirava o mundo da água, e Pitágoras ensinava a metempisicose; Anaxagoras apenas começava a aparecer, e Sócrates ainda não era nascido. O tempo em que David celebrava a criação, a providência e a graça, nestes cânticos que de séculos em séculos tem sido as delicias das almas piedosas; e confessando o seu pecado como uma revolta contra o próprio Deus, mas confiando ao mesmo tempo na misericórdia daquele que tinha ofendido, escrevia estas palavras a que nada se asemelha na antiguidade profana: "A minha maldade eu a conheço: e o meu pecado diante de mim esta sempre.Contra ti, só pequei e fiz o mal diante de teus olhos:...Tu me borrifará com o hisope e serei purificado; lavar-me-has e me tornarei mais branco que a neve.( Ps.50.5,6,...9)"
Esse precedeu aquele que em que Homero e Hesiodo lisongeavam os ouvidos do povo, ou encantavam todos os espiritos com fabulas tão frivolas apesar de sua beleza. Moises, que publicou o Decálogo, esse código eterno da mais pura moral, esse fundamento de toda as leis e de todas as sociedades, era contemporâneo de Orfheu; e os Gregos enterneciam-se com as aventuras de Eurídice, em quanto os Judeus escutavam com terror a lei proclamada no Sinai. Abraão, que compreendeu o valor da fé e a necessidade de uma ilimitada obediência aos preceitos de Deus: a Josefh, que sendo instado a praticar uma ação que era considerada entre os pagãos como ligeira falta, exclamava: "como poderia eu cometer tão grave falta e pecar contra meu Deus?...correspondem Inachus, Cadmus, e Cecrops, na mais profunda noite. De uma parte uma luz tão viva, e da outra tão espessas trevas; e essa luz num povo bárbaro, e aquelas trevas num povo civilizado: qual será o homem sensato que possa explicar isto, não sendo a Bíblia obra de Deus! Que povo não foi o Judeu! Em quanto Jesus Cristo não veio, e só eles liam as profecias não tiveram entre todos os povos quem os igualasse no conhecimento de Deus: e apenas o Evangelho chegou aos Gregos e aos Romanos, esses mesmos Judeus ficaram tão inferiores a estes quanto noutros tempos os excediam. E não querem reconhecer ainda que eles não deveram a sua primitiva superioridade senão à circunstância de possuírem o Antigo Testamento, e a sua inferioridade atual ao terem rejeitado o Novo Testamento".

desenvolver o tema da história recente dos hebreus( SEGUE TEXTO SOBRE A PALESTINA E JERUSALÉM)

Jerusalém - Em árabe Al. Quds ou ainda Gerusalemme.

Sabe-se que o local era habitado pelos jeruseus no início do II milênio a.C.. David tomou-o para si, fundou sobre (na) cidade sua capital-reino. Salomão, seu filho, iniciou a construção do Templo de Jeová. Este foi destruído por Nabucodonossor em 587 a.C. Após o retorno( libertados pelo rei ariano Ciro) de seus habitantes ( judeus) que haviam sido deportados para a Babilônia (587-539 a.C.) o Templo foi reconstruído. Foi tomado por Antíco Epífano, que nele introduziu culto estrangeiro (Qual?). Em 63 a.C., os soldados romanos, por sua vez, tomaram posse de Jerusalém. Herodes o Grande, reconstrói parte do Templo (20-19 a.C.) erguendo grossos muros de arrimo. O Templo (2º templo) foi destruído em 70 d.C., por Tito ( o candelabro e a arca da Aliança (?) participaram do desfile triunfal de Tito em Roma). A partir daí, os judeus vinham lamentar-se às ruínas do Templo (mais tarde Muro das Lamentações - Resto das muralhas de Herodes). Em 132 fracassa a insurreição chefiada por Simão Bar-Kokheba. Os romanos retomam Jerusalém e transformam a cidade em uma colônia "Aelia Captolina" interdita os judeus. Com o "Império Romano" e com o cristianismo oficial depois do século III d.C., Jerusalém transforma-se em cidade de peregrinação, Constantino ( 325 ) manda construir a primeira Basílica do Santo Sepulcro.
Os persas (arianos) de Khosrõ II em 614, e depois os árabes em 637, os cruzados de Godofroi de Bouillon em 1099, Saladino (Quem?) em 1187, Frederico II (que ocupou a cidade de 1229 a 1240) dominaram a cidade sucessivamente (e nos tempos modernos?). Durante o período islâmico (Maomé era casado com judia) a cidade conservou o seu "caráter" sagrado (Qual?) . O Califa (?) Abd Al-Malik edificou aí a Cúpula do Rochedo (Mesquita de Omar) (691) - Acredita-se que foi ele, ou seu sucessor, Al-Walid que edificou sobre a esplanada do templo (Herodes ou Salomão) a mesquita Al-Aqsã, . Sultões (mamelucos?) cuidaram das fortificações (não só eles), das portas da cidade, da cidadela (?), das madersas (?), das caravancaras (?) e fontes públicas. O período otomano foi de decadência, Jerusalém continuava interditada aos judeus. Em 1917, Jerusalém, foi tomada por forças franco-inglesas, vindo a ser a capital da Palestina sob mandato britânico em 1922. Em 1947 as Nações Unidas aprovam a partilha da Palestina, que não foi aceita pelos árabes criando um conflito (até hoje). A ONU proclamava a internacionalização de Jerusalém que não foi reconhecida. A cidade acaba dividida pela linha do armistício em 1948 entre o "Estado de Israel" e a Jordânia. Em 1967, foi "reunificada" sob administração israelense após a tomada da velha Jerusalém na guerra dos "Seis Dias", pelo exército israelita.

Aqui introduzir Palestina -Israel (introduzir as Escrituras o Livro dos Livros)

Holocausto e Genealogias.
O holocausto no seu sentido enciclopedico é o sacrificio consumido pelo fogo.Era comum nos povos da Mesopotâmia o sacrificio humano em holocausto. No texto de Gênesis a primeira vez que ouvimos falar em holocausto( não humano) é no contexto de Abel e Caim ,filhos de Adão o proto- homem Abel pastor de ovelhas, portanto nômade, oferecia holocaustos que eram agradáveis a Deus. Caim, agricultor, portanto sedentário, oferecia holocaustos que não eram agradáveis a Deus. Cuja fumaça não subia aos céus, em vista disso enche-se de ciúmes de seu irmão Abel e o mata.
Introduzir o Diluvio Universal:

A despeito de todos os esforços para relativisar a idéia da ocorrência de um Dilúvio Universal, tornando-o fenômeno local ou arquetípico, podemos, licitamente, utilizar desta premissa histórica. Há fontes históricas suficientes, ainda que pareça não existirem provas geológicas. Assim como os radicais linguisticos mostram a origem comum dos povos, ou como querem alguns mais "rigoristas", a origem comum de alguns povos, assim também, as narrações encontradas em inúmeros povos ou apontam para uma origem comum dos homens, ou apontam para o testemunho comum, de um cataclisma mundial. Repare o pesquisador que encontrará desde o diluvio grego, ocorrido anteriormente a Deucalião e Pirra, como os testemunhos caldeicos(? ) de um diluvio testemunhado por Gilgamesche, ou os dilúvios narrados pelos povos pré -colombianos na América.
O importante é que, pela via das Sagradas Escrituras, é fundamental o entendimento da possibilidade de um dilúvio universal, pois não só este explica uma segunda origem comum de todos os homens, como faz frequente referencia à história da restauração moral dos homens. Do diluvio e de Noé, por via genealógica é que se determina a eleição de um dos ramos do povo semita. ( pesquisar mais dados sobre notícias sobre o Diluvio Universal)
SEMITAS
Como vimos até aqui, foi preciso nos referir e entender o conceito de Diluvio Universal para que possamos começar a definição do vocábulo Semita. Depois do diluvio, Noé e seu filhos deixaram a arca. A história sagrada supõe o exterminio de todos os povos pelas águas, e portanto que todos os novos povos pós-diluvianos descendem diretamente dos sobreviventes da Arca, incluindo os animais.( aqui encontra-se uma dificuldade: o texto refere-se aos animais da Arca e os animais da terra, dando a entender, suponho a possibilidade de sobrevivência de outros animais, o que por inferência permite supor( não provar) a sobrevivência de outros homens). O Gênisis nos diz que Noé ainda viveu muito tempo, mas não nos diz se ele próprio teve outros filhos pós -dilúvio.
Assim a posteridade de Nóe se restringe aos seus filhos Sem, Cam o pai de Canaan, e Jafet. Neste preciso sentido bíblico os povos semitas são os descendentes de Sem e dos filhos por linha direta de Sem. Embora todos os outros povos tenham , como consequencia do dilúvio o mesmo pai, isto é Noé, o Gênesis vai diferenciar os camitas ( origem dos cananeus), descendentes de Cam, e os jaftitas, descendentes de Jafet.
Por linha genealógica são precisamente semitas: Sem, o irmão mais velho, pai ( e origem) de todos os filhos de Heber,( que para alguns da origem ao nome hebreu) que teve como filhos: Elam (elamitas), Assur ( assírios), Arfaxad, Lud e Aram (arameus).
Aram, filho de Sem, gerou: Us, Hul, Geter e Mês.
Arfaxad, filho de Sem, gerou: Salé e Salé gerou Heber que teve dois filhos : Faleg ( que quer dizer divisão porque neste tempo o mundo foi dividido) e Jetan.
Jetan por sua vez gerou Elmodad, Salef, Asarmot, Jaré, Aduram, Usal, Decla, Ebal, Abimael,Sabá ,Hefir, Hevila e Jobab. Sendo estes os filhos de Jetan da-se nos entender que estes habitavam desde Mesa, na direção de Sefar ( sefaraditas?) até as montanhas do Oriente.
Estes são os povos originários de sem na mais longínqua antiguidade histórica. Com o tempo se identificam outros povos semitas nos textos da história sagrada dos quais trataremos oportunamente.

Desta maneira vemos que estes povos iniciais se diferem dos filhos de Cam e Jafet, esta diferenciação denuncia um motivo[47] político- racial ,que veremos a seguir no próximo bloco.
Antes porém, descrevo os filhos de Cam e a seguir os de Jafet.
Cam, filho de Noé, gerou Cus, Mesraim, Fut e Canaan.
Cus, filho de Cam, gerou: Sabá,Hevila,Sabata, Regma e Sabataca.
Regma gerou: Sabá e Dadan.
Havendo uma quebra na genealogia, nesta altura do texto, ela continua, em seguida, dizendo que Cus gerou Nemrod, que penso, por enquanto, que deva ser entendido como a linha de Cam, via Cus, que originou Nemrod que foi segundo o texto de Genisis o primeiro homem poderoso sobre a terra. Ele estabeleceu seu reino primeiramente em Babilonia, Arac, Acad, e em Calene na terra de Senaar. Daí foi para Assur e construiu Nineve, Rechoboth-Ir, Cale ( Calene?) e Resen, a grande cidade entre Ninive e Cale.
Continuando a genealogia:
Mensraim, filho de Cam, gerou: os ludim,os ananim,os laabim,os nefthuim,os fetrusim, os chasluim, e os caftotins, de onde sairam os FILISTEUS.
Canaan, filho de Cam, gerou Sidon, seu primogenito e Het, assim como os JEBUSEUS, os AMORREUS, gergeseus, os heveus, os araceus, os sineus, os aradeus, os samareus e os hamateus; em seguida os filhos dos CANANEUS se dispersaram e o território dos cananeus era desde Sidon na direção de Gerara, até Gaza, e na direção de Sodoma, Gomorra, Adama, Seboim até Lesa.

Já os filhos de Jafet, filho de Noé são: Gomer, Magog, Madai , Javan, Tubal, Masoque e Tiras.
Javan, filho de Jafet, filho de Noé, gerou: Elisa e Tarsis, Cetim e Dondanin destes sairam os povos dispersos nas ilhas das nações.

Como vemos o sentido geral do vocábulo ""Semita" diz respeito aos descendentes de Sem, e neste sentido genérico tanto os Árabes ( descendentes de Ismael, filho de Abraão com sua escrava Agar) como os judeus são semitas. Num sentido mais preciso, mais afinado com a História Sagrada, precisamos fazer mais algumas considerações.
Há uma ordem cronológica e uma diferenciação precisa entre os termos : semita, hebreu, israelita e judeu. A coisa toma um novo sentido político na atualidade que será comentado posteriormente. Vejamos, se semita é o descendente dos filhos de Sem, hebreu para muitos vem do patriarca Heber o quarto nome na descendencia de Abraão, na seguinte ordem: Sem, Arfaxad, Salé e Heber. Todavia( ?) outros afirmam que o fato é mais recente( pesquisar). Israelita é o nome do povo semita hebraico pós -Jacó (Jacob). Jacó no texto sagrado luta com Deus ( E vence....?) de onde lhe vem o seu novo nome, Israel, ou o forte contra Deus. Desde este momento o povo semita, hebraico passa a ser chamado de israelitas.Todavia novo fato, a divisão do Reino após David, criando o reino das dez tribos, ou reino de Israel e o reino das duas tribos, a de Judá e a de Benjamim, vai dar com o Cisma, origem ao termo Judeu. Primeiro porque o reino de Israel, com capital em Samaria vai durar muito pouco, e o de Judá alguns séculos mais tarde, já considerada o herdeira da "escolha" divina, será destruido por () que dispersará os Judeus ( formadores do reino de Juda) , que curiosamente serão os primeiros a voltarem, muito pobres, mas heroicamente a Jerusalém. Da idéia que os romanos irão fazer dos Judeus é que surgirá o nome JUDÉIA.
Assim temos: semita povo pós diluviano que aparece em dada desconhecida, ou pouco provável segundo as datações biblicas ( por volta do ano 6.000l a,C). Hebreu ( ) com a travessia do Eufrates, Israelita em ( ) com Jacó, e Judeu com a divisão do Reino em( ).


Introduzir as sete alianças , Adão, Noé, Abraão, Moises, Israel( Jacob), Judá e Jesus Cristo. Desenvolver o teme

O INÍCIO DA PRESUNÇÃO
( ou o motivo para a diferenciação entre os povos)
A Maldicão de Noé, a supremacia dos Semitas sobre os Jaftitas e sobre o Camitas. Confusão sobre a vocação da eleição espiritual, sujeita ao reino temporal.
[1] Saduceus: Partido religioso e político cujo nome se relaciona com Sadoc, o Sumo Sacerdote colocado por Salomão em lugar de Abiatar ( I Rs 2, 35) Os Saduceus separaram-se dos fariseus quando Jonatas usurpou o sumo sacerdócio (i35 a.C.) Desde Então os saduceus entraram em luta com os fariseus, dos quais se distinguem pelas crenças religiosas (Mt 22,23; Mc 12,18; At 23,8) Na política apoiavam a dominação romana e controlavam a nomeação dos sumos sacerdotes.

[2] Mestre, o mesmo que Rabi.

[3] Próximo: para o israelita era o irmão, o conterrâneo, da mesma tribo e da mesma raça ( Ex 20,17) A estes se devia amar e não a estrangeiros ( Lv 19, 33s) Jesus amplia esta noção de próximo, exigindo amor aos estrangeiros e até aos inimigos (Lc 10,29 e notas).
[4] Salomon: sobrenome judeu encontrado na lista de Schindeler ( Schindeler era um alemão católico que protegia judeus durante a Segunda Guerra Mundial).

[5] Incircuncisado na carne: Operação cirúrgica para remover o prepucio, pele que cobre a glande do membro viril. A pratica conhecida por muitos povos antigos, existe ainda hoje em tribos primitivas da África, América e Austrália e entre israilitas. Tudo indica que os israelitas aprenderam a circuncisão dos egípcios. O uso da circuncisão não é simples pratica higiênica, mas um rito de puberdade que marca o inicio da idade viril( em tribos primitivas). Em Israel a circuncisão se fazia já no oitavo dia do nascimento(lc, 1, 59; 2,21) e é para os judeus considerado um sinal de aliança( Gn 17, 3- 14) um rito de inserção no povo eleito(Ex 4,324-26; 1 Mc 1,15 e notas) Os profetas mostram que é mais importante do que a marca da carne a "circuncisão do coração" (Dt 10,16; 30,6; Jr4,4; Ez 37,26) que consiste na remoção dos obstáculos postos pelo homem em sua relação com Deus( Rm 4,3.9.22; Gl 6,6; Cl 2,11).Todavia para o judeu a incircuncisão no judeu o torna proscrito, fora do povo, traindo a aliança.

[6] Magistério Infalivel:

[7] Deuterocanonicos. Canônico em sentido ativo, diz-se da Sagrada Escritura, enquanto é critério de verdade, norma de fé e de costumes. Em sentido passivo é o livro que esta contido no cânon ou lista oficial dos livros reconhecidos pela Igreja como inspirados. Distinguem-se livros protocanônicos , que houve desde o inicio consenso de toda a Igreja sobre sua origem inspirada e livros deuterocanonicos de cuja inspiração em determinadas igrejas locais duvidou-se por algum tempo.

[8] Apócrifos: São escritos judaicos ou cristãos não usados na liturgia e na teologia. Propugnam muitas vezes doutrinas estranhas e mesmo heréticas. Para recomendá-las aos leitores são apresentados( via de regra) como pretensas revelações de personagens bíblicos do AT e NT. Mas não foram inseridos entre os livros canônicos. Há livros apócrifos tanto no At como no Nt. Os protestantes chama de Apócrifos aqueles livros que os católicos chamam de deuterocanonicos e aos que os católicos chamam apócrifos os protestantes chamam pseudo-epígrafos. Para o NT a terminologia é a mesma.

[9] Tradição oral:
[10] Judeus Cristãos:

[11] Áquila, judeu que se converteu com sua esposa Priscila em Roma, donde foi expulso por um decreto de Cláudio, junto a outros judeus. Nesta ocasião São Paulo o encontrou em corinto, trabalhou e hospedou-se em sua casa (At 18,2s) Áquila e Priscila acompanharam Paulo a Éfeso, onde encontraram Apolo e o instruíram na doutrina do Apóstolo. São Paulo o tinha em grande estima (Rm 16,3-5).

[12] Templo: O primeiro Templo, foi construído por Salomão entre 867 e 964 a.C. ( 1Rs 6-8), foi destruído por Nabucodonosor em 586 a.C. O segundo Templo foi construído por Zorobabel em 515 a.C que foi profanado por Antico Epífanes em 167 a.C. (1Mc 4,59; 2Mc 1,9 e notas) . Herodes o Grande o restaurou a partir do ano 20( o que seria o terceiro Templo) transformando-o numa das construções mais grandiosas do Médio Oriente. Este Templo foi destruído por Tito em 70 d.C.

[13] Adriano, Imperador foi o responsável pela Diáspora, a dispersão dos judeus.

[14] Gentios: Termo judaico e cristão para indicar aqueles que professam religiões não -monoteistas, isto é, pagãos. A qualificação "gentio" os distingue do "Povo Escolhido". São Paulo se gloria de ter sido chamado a pregar o Evangelho, em primeiro lugar aos judeus, e em segundo aos gentios (pagãos) sem que estes tenham a menor necessidade tornarem-se judeus.

[15] Império Romano: Período histórico que inicia-se ( preparado por Otávio, também chamado Augusto) com Júlio César e termina com a Divisão do Império à época de Teodósio em 395 que marca o fim da Antiguidade e o começo da Idade Média. Pode-se considerar desta data em diante o Imperio do Ocidente e o Imperio do Oriente. Os fato mais importantes relacionado com este trabalho foram a Diáspora à época de Adriano, e o nascimento de Jesus Cristo sob o governo de Augusto, a Destruição do Templo de Jerusalém por Tito sob o governo de Vespasiano, e as perseguições aos cristãos, a priemira decretada por Nero, a de Trajano, a de Marco Aurélio, e a mais violenta, conhecida como "'Era dos Mártires" sob Diocleciano. O Império Romano compreendia a Espanha, a Gália, a Dalmácia, a Dácia, a Tracia, a Armenia ( Mesopotâmia e Palestina inclusa) o Egito, a Numídia e a Mauritânia.

[16] Anteriormente a Teodósio, Constantino imperador, filho de Santa Helena, pelo edito de Milão( -313) dava liberdade de culto aos cristãos, foi Constantino que convocou o Concílio de Nicéia (325) . Juliano o sucessor de Constantino tenta restabelecer a antiga religião dos Romanos, mas fracassa. No governo de Teodósio o cristianismo tornou-se religião oficial de Estado.
[17]
[18] Agripa II, filho de Herodes Agripa I e neto de Herodes Magno, que vivia irregularmente com sua irmã Berenice, que mais tarde foi levada por Tito para Roma.
[19] Observar que os seguintes acontecimentos extra-bíblicos são muito importantes para a compreensão e avaliação dos primeiros 100 anos: Em 49 Cláudio expulsa os judeus de Roma; 64 o incêndio de Roma, e perseguição dos cristãos em Roma; 68 Suicídio de Nero e destruição do "mosteiro" essênio de Qumrân ; 70 destruição de Jerusalém e do terceiro Templo pelas tropas do imperador romano Tito.
[20] Setenta( Septuaginta LXX), nome dado à tradução dos livros do AT, escritos em hebraico e aramaico, para o grego. Foi feita no Egito entre 250 e 100 a.C. O nome setenta baseia-se na tradição de que a tradução foi feita por setenta e dois sábios , doutores da lei, enviados por Jerusalém. Os escritores do NT e os cristãos dos primeiros séculos utilizavam esta tradução.

[21] Qumrân, localidade junto à costa noroeste do Mar morto, a 13 km ao sul de Jerico, em cujas proximidades se descobriram em 1947 preciosos manuscritos da Bíblia hebraica. Os manuscritos são datados por inferência à destruição do lugar onde foi achado, presume-se, por isso, entre 150 e 68 a.C., pois neste ano foi destruído pelos romanos-gentios o" mosteiro essênio" que ali existia. Esta descoberta muito bem datada e convenientemente feita por pastores árabes , levanta uma hipótese, ou força a teoria de que Jesus cristo não participava do judaísmo oficial, o que no meu entender não é verdade. Dizem os estudiosos de Qumrân que esta seita, parecida com a dos fariseus ( nunca soube que os fariseus fossem uma seita) a dos essênios mantinham-se separados do judaísmo oficial. Veja-se a conveniência desta teoria para preservar o judaísmo atual de suas relações com o cristianismo.
[22] Resalve-se aqui que a Maçonaria Filosofica, de rigem judaica, é fundamento para muitas das correntes protestantes de cunho judaizante.

[23] Judaísmo: entendido como cristalização do pensamento e aspirações do povo (hebreu) como se concretizou a partir do cativeiro da Babilônia.

[24] Anti-semitismo, neologismo, substituto do conceito anterior anti-judaismo. Até aqui, nesta altura de minha pesquisa, me dá a impressão de que o novo conceito pretende englobar todos os povos semitas numa espécie de resistência a uma perseguição teórica do Ocidente Cristão aos "Povos Semitas". O conceito será tratado no capitulo" A nti-semitismo".

[25] Epistola aos Romanos: O inicio da comunidade cristã de Roma remontam à década de 40. A comunidade cristã de Roma não parece ser fruto de uma atividade missionária de um dos apóstolos. Parece ter resultado da união de judeus cristãos oriundos da Palestina e de cristãos oriundos da Síria. Acredita-se que São Pedro só tenha chegado à Roma após a epistola aos romanos ter sido escrita pois São Paulo não o menciona ( assunto a verificar). Lembramos ainda que um edito do imperador Cláudio em 49/50 expulsa os judeus e judeus cristãos cuja comunidade era bem prospera em Roma ( e com eles os judeus-cristãos como Priscila e Aquila). Paulo parece querer corrigir deturpações teológicas do cristianismo provocadas pelos cristãos judaizantes ( 16,17s)e judeus não convertidos.
[26] Sião: monte situado na velha Jerusalém ou na Jerusalém Oriental onde esta o túmulo de Davi e o cenáculo onde realizou-se a ultima ceia de Jesus Cristo. Deve haver outro significado!
[27] Cicero tem a História na conta de "lux veritatis..., Magistra Vitae- Luz da Verdade...mestra da vida ( De Oratore 2.9)

[28] Idées sur la Philosophie de L' Histoire de L'Humanitá, Paris 1834.

[29] Monteiro Lobato....

[30] Lange e Morais- História Fundamental da Civilização, Editora Fernado Alvares 1974.

[31]Birket-Smith, História da Cultura, Edições Melhoramentos, 19...
[32] Ver as divergências sobre a data do nascimento de Cristo, que ocorreu na plenitude dos tempos, num periodo de solida informação histórica.

[33] Revista Catolicismo pp. 23, mês abril de 1997.

[34] Boletim da Agencia Informativa Argentina, n 2084, de 27 de novembro de 1996, pp. 335-336.
[35] Explicar o Fenicio-Punico.....
[36] Normalmente se faz entender que Jesus falava língua estrangeira, o aramaico, dando a impressão de que vivia fora ou apartado do povo hebraico o que não é verdade.
[37] Ver Bispo Diego de Landa que permitiu a decifração da escrita destes povos.
[38] Porta. As cidades mais importantes eram cercadas por muralhas. A saída e entrada da cidade eram guardadas e controladas por uma ou mais portas. A porta além de significar segurança (Sl 87,2; 26,2), tornou- se
[39] Arianismo, heresia cristã oriunda de Ario de Alexandria( presbitero) condenada num sinodo local por Alexandre de Alexandria em 318, e pelo primeiro concilio ecumenico de Niceia em 325, e recondenado pelo concílio ecumenico de Constantinopla. Tal heresia negava a divindade de Jesus Crisrto.
[40] Para as Sagradas Escrituras por motivo religioso, para alguns historiadores como consequencia da destriução de Ur pelas Hordas Helamitas.
lugar publico onde se faziam negócios e decidiam-se questões judiciais (Rt 4). Merece estudo especial as portas do Templo de Jerusalém. No sentido simbólico Jesus Cristo comparou-se à porta, pois somente por ele temos acesso às realidades celestes e recebemos os dons divinos.

[41] Alguns autores falam em emigração de Abraão que é o deslocar-se dentro das própias terras. Mas como Abrão ( Abrão é o primeiro nome de Abraão com Sara chamava-se Sarai) saia da Caldeia do rei Hamurabi imigrou, isto é deslocou-se para outra terra.

[42] Significado encontrado na 4º edição da Biblia Sagrada do Centro Biblico de São Paulo, 1962.

[43] Monteiro Lobato,
[44] Samaria: Fundada em 880 a.C. por Omri (1Rs 11,24) estava situada 77Km ao norte de Jerusalém, numa colina de 450m de altitude e de fácil fortificação, no entroncamento de estradas importantes e no centro do reino de Israel até a ruína da nação, em 722 a. C. ( 2Rs 18,9-12) e depois tornou-se o centro administrativo da província síria e persa da Samaria. Herodes O Grande a reconstruiu dando-lhe o nome de Sabaste( Augusta) em homenagem ao rei Augusto, nome que subsiste na designação atual Sebastie. (o diácono Filipe pregou ali o Evangelho (At 8,5-9) ).

[45] Macabeus, descendentes de Judas Macabeu .

[46] Tetrarca: Governador da quarta parte de um determinado território. No NT o título indica qualquer governante de um reino dividido, ou um príncipe inferior ao rei, ou mesmo igual ao rei.
[47] Motivo, Noé diz em Genesis, que os filhos de Jafete serviriam os semitas nas tendas, e os filhos de Cam seriam escravos dos escravos de Sem.