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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Uma chave para o desenvolvimento.

Kits de helicópteros de uso restrito, a chave para alavancar e desenvolver o Brasil Rural.

Se você levar em conta que a maioria das vocações religiosas no Brasil vem de homens do campo, podemos dizer sem medo, que no campo está o que há de melhor no Brasil. O homem do campo, ainda que esteja envolvido num trabalho das cinco da manhã ás seis da tarde, seu tempo é qualitativamente muito melhor do que o tempo do homem urbano. O Homem do campo tem uma base de caráter fundada nas leis naturais, e tende a ser contemplativo das maravilhas de Deus.
Posto isso, quero dizer que temos dois grandes problemas no Brasil. A formação de mão de obra técnica especializada, e a superação da agricultura e pecuária básica in natura, para a gradativa industrialização da agricultura com agregação de valor.
Ora mas a formação técnica se dá com oportunidade e interesse.
O vôo é de todos os comportamentos humanos (vôo espiritual, imaginativo e vôo real) o que mais desperta o interesse da juventude.
A produção de helicópteros e ultraleves nas fazendas, como ferramenta de trabalho, realizará dois movimentos necessários ao Brasil. A formação da mentalidade técnica e o aprendizado e estudo técnico e as bases de interesse pela industrialização do campo. Com a montagem de Kits, para uso real nas atividades das propriedades agrícolas, o jovem aprenderá a simplicidade e a possibilidade de desenvolver outras técnicas, tanto para a produção em si, como para a industrialização de sua produção, nos seus mais variados estágios, agregando valor ao produto do campo, e, portanto a toda a economia Brasileira.
A experiência do Paraná, através do Fundo de Aval, de comprar e garantir a aquisição de tratores nos mostrou que esse fenômeno que descrevo aqui é absolutamente verdadeiro. Ao receber um trator novo e eficiente, os jovens retomam o seu interesse pela produção, pela manutenção mecânica de seu patrimônio, pela aquisição de equipamentos compatíveis, pela criação e adaptação de implementos, pelas técnicas de plantio, pelo desenvolvimento das técnicas de uso dos tratores, enfim crescem em noções básicas para o desenvolvimento técnico e industrial do campo.
Se nós criarmos as linhas de credito, suportadas na paridade custo produto, como foi feito no Paraná, os bancos certamente abrirão credito para a aquisição desses novos Kits de ferramentas agrícolas que são os helicópteros de uso restrito. Esse vôo real proporcionado pelo Estado aos seus cidadãos produzirá um alavancamento do empreendedorismo agrícola, como nunca se viu.
Procurarei nos próximos artigos demonstrar como isso pode acontecer. Como isso fomentará intenções e contribuições técnicas para o uso racional dessas aeronaves no uso cotidiano da vida campesina.
Se o melhor em termos de seres humanos esta sem duvida alguma nas populações campesinas, dar-lhes as ferramentas certas, as induzirá a construção de um Brasil muito melhor. Pois no campo ainda impera a solidariedade, os valores mais estruturantes da sociedade, a fé em Deus, a consciência do poder da natureza e das nossas relações com ela.
Se não fizermos isso deixaremos o melhor de nossa juventude ao sabor dos pacotes das multinacionais. Isso os corromperá, os escravizará, os expulsará aos poucos do campo, fazendo de nosso país, uma espécie de meeiros a produzir grãos para as grandes economias enquanto a juventude sem perspectiva se aglomera e se corrompe nas cidades.
Quero para terminar transcrever esse texto Bíblico: (Amos 78,4-7)
“Ouvi isto, vos que maltratais os humildes e causais a prostração aos pobres da terra. Vós que andais dizendo: Quando passará a lua nova para vendermos bem a mercadoria? E o sábado para darmos pronta saída ao trigo, para diminuir medidas, aumentar os pesos e adulterar balanças, dominar os pobres com dinheiro e aos humildes com um par de sandálias, e para por à venda o refugo do trigo?
Por causa da soberba de Jacó, jurou o senhor: “Nunca mais esquecerei o que eles fizeram”
Estas são palavras de Amós aos judeus que não se convertiam. Eu faço delas palavras aos brasileiros que não se convertem ao serviço, em primeiro lugar aos irmãos brasileiros. Pois só haverá justiça social, quando todos os brasileiros tiverem possibilidade de alcançar o básico para as suas dignidades. Quando todos os brasileiros puderem contribuir com suas invenções, sua criatividade, sua operosidade para o conjunto, para o alavancamento de nosso povo.
Quando o governo do Paraná colocou internet em todas as escolas publicas, e fundou bibliotecas em cidades que sequer livrarias existiam, pensou nisso, em dar asas de pesquisa aos brasileiros do campo, para que voem e acreditem no amanhã de todos nós. O Brasil verdadeiro, que come do que produz, não nasceu para servir os interesses do grande capital internacional, mas antes para servir a sua gente.
Escolas agrícolas sim; temos no Paraná 18, mas e as escolas de agro-industrialização? Ainda não as temos. Conhecer o país, voar sobre ele à baixa altitude, ver e optar pelo que há de melhor em termos de território, é a criação da mentalidade soberana. Não adianta das asas a especuladores, a corretores de imóveis agrícolas, a empresas de transgênicos e monocultura, é preciso dar tratores, colheitadeiras, helicópteros, caminhonetes, para esses homens que resistiram aos séculos no trabalho campesino. Esses homens souberam guardar os valores essenciais da sociedade brasileira. São os filhos desses homens que precisam de escolas de qualidade. Não adianta desperdiçar dinheiro com a “educação” de filhos de famílias arrebentadas, droga adictos, meninos e meninas sem sonho e sem valor de seus corpos e de suas almas. Tem-se que assisti-los? Muito mais temos que assistir aquela gente que pode dar ao Brasil o que há de melhor, seja para a saúde do corpo, seja para a saúde da alma.
Como se diz hoje aos administradores dos negócios públicos: Tenham consciência que os bens que administram pertencem ao povo, e o povo pertence a Deus que os criou, portanto os bens dos homens pertencem a Deus, e em seu nome, devemos colocar nossos dons e bens, sobre tudo os bens públicos, para o benefício, crescimento e desenvolvimento moral de todos.
wallacereq@gmail.com




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quinta-feira, 13 de maio de 2010

G23 é solidariedade.

A pessoa e a sociedade.
Texto extraído do Catecismo Romano, por Wallace Requião de Mello e Silva.
O homem é um ser social por natureza. A pessoa humana necessita da vida social, porque ninguém é auto-suficiente. Por isso, tendemos naturalmente a associar-nos para alcançar objetivos que estão ALÉM DE NOSSAS CAPACIDADES INDIVIDUAIS. A família e a sociedade são sociedades que correspondem diretamente à natureza do homem; tal como outras associações que tem fins econômicos, culturais, esportivos, etc., exprimem a necessidade do homem de viver em sociedade.
Todo o agrupamento humano deve ter a sua autoridade, para manter a unidade e para garantir, na medida do possível, o bem comum dos seus membros; esse bem está igualmente relacionado com o bem de outras sociedades e com o bem comum de toda a sociedade humana.
O fim Último da sociedade é a pessoa humana, e por isso a justiça social só pode ser alcançada se respeita a dignidade transcendente do homem, criado por Deus à Sua imagem e semelhança, com uma alma racional e um fim supremo, que é a gloria do Céu.
A igualdade na dignidade e as diferenças entre os homens reclamam a solidariedade humana e a caridade sobrenatural.
Assim nasce o G 23.
Enrique Pèlach; em “Breve Catecismo”, do Editor Quadrante.
G23 é SOLIDARIEDADE.



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terça-feira, 11 de maio de 2010

O Projeto de Lei do Senador Requião em 1999.

O Projeto 248 de Requião ( Nepotismo).
Todos sabem que o ex- três vezes governador Roberto Requião foi também senador da república..
Eu retomo o assunto do Nepotismo dado à hipocrisia que tenho testemunhado, aqui no Paraná, quando, num escândalo sem par, a nossa Assembléia Legislativa, mantinha pouco mais de um mil e duzentos funcionários fantasmas, e em alguns casos, mais de vinte parentes de deputados. E meus senhores, com o maior cinismo, esses mesmos deputados votaram a lei anti-nepotismo, e subiram no parlatório, para propalar a moralidade publica. E caluniar ao Requião. É uma hipocrisia sem limites.
Em primeiro lugar, todos nós estamos obrigados a algum tipo de trabalho. Assim a Sociedade espera, assim os fatos apontam para um ideal social, que todos sejam capazes de suprir a sua existência e colaborar com a construção de uma sociedade melhor. Sob o ponto de vista da Teologia Cristã, pode-se dizer que o trabalho é quase um mandamento: “ganharás o pão de cada dia com o suor de seu rosto”. Ora disso, podemos intuir que qualquer obstáculo no exercício desse trabalho necessário e complementar à vida seja um crime, pois o trabalho é um direito de todos, e ofertá-lo um dever de toda a sociedade.
Assim ao abrirmos a Constituição Federal do Brasil, já no seu artigo 5° leremos em primeiro lugar a disposição de vermos garantida a igualdade de todas as pessoas perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, e como leremos a seguir, na mesma Carta Magna, são direitos garantidos pela CF a liberdade e a igualdade, assim como o trabalho. No entanto, no parágrafo segundo do mesmo artigo leremos que ninguém será obrigado a fazer e deixar de fazer alguma coisa a não ser por força de lei; e é preciso que se diga então, que não haverá lei licita que impeça a liberdade de escolha, a igualdade de oportunidade, e o livre exercício de trabalho, por discriminação. Ora, ser parente de alguém não é crime, não diminui a obrigação de trabalhar, nem a liberdade, nem poderemos dizer que grau de parentesco faz das pessoas algo menor, diminuídas diante do trabalho. Ser parente não é fator dirimente. Em seqüência leremos mais adiante na CF no parágrafo XIII o seguinte: é livre o exercício de qualquer trabalho, oficio ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. Ora, em resumo, pode-se dizer que o exercício do trabalho é livre a todos, logo também aos parentes, e nesse caso só seria limitado pela habilitação profissional.
Nesse mesmo sentido podemos encontrar subsidio na encíclica papal Rerum Novaum, do Papa Leão XIII, onde o papa discorre sobre as relações de trabalho e sua dignidade fundamental, ou seja, trabalhar não é só um direito, mas também é um dever. Obstacularizar o exercício do trabalho sim, é crime, e arbitrariamente impedir o exercício livre de profissão fundado em grau de parentesco é discriminação, é arbitrariedade e lei inconstitucional se não injusta.
Afora o exposto acima, sem bem claro ficou, temos a incomunicabilidade da responsabilidade dos atos individuais, ou seja, os atos são considerados pessoais, e intransferíveis. Pois a pena, como exemplo ao caso, no caso de um apenado, não poderá passar da pessoa do apenado, ou seja, ser ou não ser parente de ágüem não comunica responsabilidade, muito menos imputabilidade, e o fato de todos nós sermos responsáveis pelos nossos atos individualmente, sejam eles atos públicos e ou privados, nos tornam num só ato, livres diante do exercício profissional, mas também nos tornam individualmente imputáveis, ou seja, nos garante o exercício do trabalho conforme reza a CF, mas também nos obriga em responsabilidade social e penal no exercício da vida, sobremodo no exercício de profissões públicas ou privadas. Ora o grau de parentesco em nada altera a responsabilidade no exercício de qualquer trabalho. E, portanto, não pode diminuir o a liberdade de exercício profissional. Nada disso se confunde com o exercício fantasma de emprego publico, caso que configura crime.
Preocupado com o assunto, o então senador Roberto Requião, em 19 de Abril de 1999, apresentava no Congresso Nacional o projeto de Lei 248 (publicado no Diário do Senado Federal de 20 de Abril de 1999) onde em texto que alterava a lei 8112 de 111 de Dezembro de 1990, procurava reordenar e regulamentar a possível nomeação de parentes e ou ocupantes em cargos de comissão, pois se alicerçava no argumento, entre outros, que grau de parentesco não é crime, não diminui a liberdade individual, muito menos faz desiguais as pessoas.
Muito cônscio e sem radicalizações, evitando uma proibição que atentasse contra as liberdades individuais garantidas pela CF, Requião elabora texto que preservava a liberdade e igualdade dos candidatos, e do empregador, sem que se estigmatizasse e reduzisse parentes nas suas liberdades individuais no exercício de cargo público ou privado.
Requião propunha outro sentido, muito mais afinado com o espírito da Constituição assim como afinado com a dignidade do Trabalho defendida pela Rerum Novarum, um sentido mais coerente com as liberdades individuais, e mais de acordo com a liberdade do exercício profissional ressalvando as habilitações e restrições de habilitação técnica previstas em lei.
Não transcreverei o texto da lei, por ser texto curto e técnico, mas transcreverei a justificativa do projeto, para que todos possam ver, como, de que forma, e em que grau, o Senador Requião foi caluniado, justamente por esses “deputados” que escondiam centenas de fantasmas, entre eles parentes, sem trabalho, mas com altos salários.
O leitor inteligente saberá julgar o fato.
“A questão do nepotismo vem ganhando destaque nos últimos tempos. Denuncias sobre o tema aparecem todos os dias na imprensa.
O assunto, entretanto, tem que ser debatido com cuidado. Não há dúvida que o nepotismo, isto é, a nomeação de parentes pelo simples fato de serem parentes ( fantasmas), é pratica altamente condenável e que deve ser combatida, em nome da moralidade pública. Isso, no entanto, não pode se traduzir no impedimento absoluto da nomeação de pessoas habilitadas e competentes e detentoras da confiança da autoridade contratante, exatamente os requisitos necessários para a escolha do “titular” de um cargo em comissão, apenas por eles terem vínculo de parentesco com uma autoridade pública.
Ou seja, não podemos sob o manto de combatermos o nepotismo impedir a possibilidade da nomeação, para cargos em comissão, das pessoas mais adequadas para o exercício da função pelo fato de serem parentes. Nessa direção, apresentamos a presente proposição,, estabelecendo que a nomeação de parentes para o cargo em comissão devera vir acompanhada de exposição de motivos que justifique a nomeação, demonstrando a adequação do nomeado (habilitação) às atribuições do cargo.
Assim não se impede a nomeação de parentes competentes para os cargos em comissão, exigindo-se, entretanto, que essa competência seja demonstrada, pública e claramente, constrangendo assim a prática do nepotismo. Acreditamos destarte, que a aprovação da presente proposição significará importante passo para a moralização da Administração Pública, sem cair na armadilha do falso moralismo”.
Sala das Sessões, 19 de Abril de 1999-
Senador Roberto Requião.
Como vemos a proposição acima demonstrada atende a liberdade individual do exercício profissional e a igualdade de direitos. Assim posto, percebemos que raça, cor, crença e GRAU DE PARENTESCO não devem impedir, a priori, ou limitar o exercício pleno da cidadania. A proibição indiscriminada de parentes atenta contra os princípios constitucionais mais caros ao individuo, ( veja que hoje grau de parentesco é proibição e diminuição de direitos politicos, ou seja, inegilibuilidade) pois sendo os direitos individuais a base do escopo jurídico nacional, a sua limitação arbitrária claramente impõem arbitrariamente limites à justiça e equidade de direitos entre os cidadãos”
Outra coisa bem diferente seria o fim dos cargos em comissão. Ou seja, a contratação, como de resto em todos os setores públicos e privados exige habilitações provadas em concurso, e é limitado pela inabilitação do exercício dessa ou daquela função, e não o contrário.

Wallacereq@gmail.com.



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domingo, 25 de abril de 2010

Para criar polêmica.

Uma Teologia do Amor Fecundo;
Uma Teologia do amor fecundo, ou uma teologia da sexualidade?
O texto que esboço aqui tem por base o livro do padre Léo CSJ, já falecido, titulado “Sede Fecundos”. Não concordo inteiramente com o seu texto (nem ele queria, esperava, ou pedia isso), mas, não podemos negar que seu livro é fecundo em idéias. Cumpria ele assim a primeira e mais essencial de suas premissas; a de seu amor missionário fecundo.
O nome “Teologia” não se aplica em todo o seu sentido “pleno” nesse texto. Teo, Deus em grego, mais Logos, estudo, palavra, nos falam de um estudo aprofundado de Deus. No caso cristão, é a ciência que deduz, da palavra revelada aos hagiógrafos, uma natureza íntima de Deus, sua vontade, inteligência e ensinamentos. Posto assim, neste texto, nós queremos ver o que Deus nos fala, através das Sagradas Escrituras sobre a sexualidade.
A fecundidade é o norte da vida. É a direção para onde aponta o ponteiro de orientação da bússola da vida. A Vida é fecunda. A Morte é infecunda.
Bem, vamos por parte. Se eu te apresento um pedaço de chocolate, você experimenta e diz: É bom! Então eu te apresento um perfume, você inala e diz: É bom! Eu te faço um cafuné no couro cabeludo, e você diz: É bom. Ora, o que você esta dizendo?
Você está dizendo que sente prazer nas coisas boas, você esta dizendo que sente prazer.
Em Genesis leremos que Deus viu que todas as coisas criadas eram Boas, tudo era bom, portanto sem muita presunção podemos supor que Deus sentiu prazer pelo que criou. Deus sentiu prazer na sua fecundidade. Não nos parece temerário assim afirmar, pois Deus disse que o homem é sua imagem e semelhança, portanto, muito do que sentimos são imagem e semelhança de Deus.
Ora, mas Deus criou o homem, ápice de sua criação, e a mulher, viu que o homem era bom e que precisava de uma auxiliar, e criou a mulher diferente do homem como sua companheira, macho e fêmea os criou. E viu que era bom. Portanto foi Deus que criou o sexo.
Ora, o sexo aqui, nesse texto, é tomado na sua mais clássica definição. Conformação macro e micro anatômica, que diferencia o macho da fêmea, diferença essa que se repercute nos hormônios, nas glândulas, e nos cromossomos sexuais (XX para a mulher) e (XY para os homens). Portanto os seres humanos são sexuados, diferente dos seres vivos assexuados.
Vendo Deus que tudo era bom (sentindo prazer na sua fecundidade criadora) mandou que os humanos crescessem e se multiplicassem, ou seja, como imagem e semelhança de Deus Unem e Trino, os fez fecundos, orientando-os ao norte da vida, a fecundidade. Não fossem fecundos os nossos primeiros pais, não estaríamos escrevendo esse texto. Podemos fazê-lo, porque foram fecundos os nossos pais.
Homem e mulher, Deus os criou. Temos aqui a pedra fundamental da sexualidade, porque o que diferencia o homem da mulher é o sexo. Não há como esta posta uma terceira via.
Mas se Deus criou os genitais humanos, e todas as diferenças macro e micro anatômicas e funcionais, Deus também criou a mão humana. Ora, a mão, no ser humano, é do seu corpo as mais multifuncionais, digamos de suas partes. A mão escreve, toca instrumentos, cozinha, constrói , modela, desenha, acaricia, erotiza, planta, colhe, mas também mata, mente, falsifica, destrói, violenta. Ora, disso, com simplicidade, percebemos que a mão tem atos morais, sociais, e atos imorais e anti-sociais. Se assim é para a mão humana, o leitor logo concluirá sem dificuldade que assim é, também para o corpo, e para os demais órgãos humanos, incluindo os genitais, o sexo, donde se conclui que todo ato humano é moral, e o moral é fértil, fecundo, vivo. Ou seja, para Deus constatar que era bom, é porque a obra criada não era má, estéril, desagradável, infecunda e imoral. O pecado original foi à desobediência ao limite moral, ou seja, a desobediência ao limite pedido, solicitado, estabelecido por Deus. A quebra desse limite tiraria o homem da inocência, ou seja, da vivência moral perfeita, e o retiraria do paraíso, ou seja, dessa vivência perfeita e harmonia cósmica. Sendo que isso, como relata o Gênesis, nada tinha “haver” com a sexualidade, mas tinha “haver” com a desobediência ao limite moral entre o que era BOM e o que era MAL. Assim os homens souberam a diferença entre o bom e o mau, nos diz o Genesis, e viram que estavam nus (despidos da harmonia cósmica, da inocência original pela obediência fecunda) e se cobriram com folhas. Limitaram e esconderam seus sexos, com culpa moral desobediente. Quiseram com isso escapar aos olhos fecundos de Deus. Furtar-se à VIDA. Ou seja, o humano desejou então “possuí-la”, “conhecê-la”. Pois comeu do fruto do conhecimento pela transgreção, e desejou reter a vida pessoal, controlá-la egoisticamente, ser confundido com ela tal qual Deus o criador, (Eu sou a Vida) e ao invés de ser inocente, obediente e fecundo, limitados tal qual homem e mulher foram criados, instrumentos obedientes da VIDA cósmica, OBRA DE DEUS e não os senhores dela, tornaram-se desobedientes a Deus, na perseguição teimosa do grito cósmico de Satanás: “Eu sou tal qual Deus”. Hoje os homens avançam em direção à Árvore da VIDA, aquela que segundo o Genesis, esta protegida por uma espada de fogo, a segunda árvore proibida por Deus. A primeira nos expulsou do paraíso da inocência, a segunda nos expulsará da existência temporal para a condenação eterna.Assim, diz o padre Léo em seu livro: “A intimidade sexual é sagrada! A atração mutua entre o homem e a mulher é mais do que um impulso natural, é a realização da fecundidade de Deus, é sacramento, é Dom e desejo de Deus. O Prazer sexual é igualmente Dom e presente de Deus. Ele criou o ser humano sexuado. Deus criou o homem e viu que era Bom.” E o criou para a Fecundidade Moral. Sede Fecundos: no Amor


( um esboço é um esboço)
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