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terça-feira, 24 de março de 2009

Essa idéia é polemica, mas deve ser meditada.

A Poda da Amazônia.

Podar é verbo. Trata-se de cortar galhos, ramos, e folhas em árvores ou arbustos, enfim, em qualquer tipo de planta. Trata-se de jardinagem.
Os colecionadores de orquídeas costumam fotografá-las nas suas diversas etapas de evolução, do brotar ao fenecimento e morte. Se nós contemplamos essas fotos em animação, vemos como num condensado de imagens os atos de vida da flor. Florestas são colônias de seres vivos. Interagem, e disputam espaço territorial com os demais seres. Árvores vivem muito tempo. Se fosse possível fotografá-las todos os dias por trezentos anos, por exemplo, veríamos todo o movimento de vida da floresta, seu nascer e morrer, e suas relações de vida, sejam se alimentando da morte dos seres vivos, seja em simbiose, alimentando seres vivos, seja parasitando umas as outras, seja mesmo matando, como é o caso extremo das plantas carnívoras.
Quando pesquisadores encontraram COPAN na América Central, ou se reencontrou as ruínas das Missões Jesuíticas, no Sul da América, pudemos comprovar que as florestas disputam com os homens e sua civilização o espaço vital. As árvores invadem as cidades rompem as pedras, derrubam as muralhas, destroem os templos, rompem os canos. Via de regra não notamos porque sua ação é mais lerda, demorada, mas não menos eficaz. Como sou muito curioso, nesse tempo de preservação, deixei propositadamente as árvores e demais vegetações cresceram livremente no jardim. Logo a evidência desse embate, homem, natureza, se expressou. As raízes grossas romperam os pisos. As folhas entupiram as calhas. A queda de galhos e frutos maduros coloca em risco os transeuntes. Ora, a observação precisa desse movimento de domínio, e sua projeção teórica nos mostram que a própria natureza exige uma poda, um limite, como nós cortamos os cabelos. O vento, os raios, o fogo, a morte sazonal ( inverno e outono) ou definitiva, mostra a necessidade de “Reciclagem” dos elementos. A morte na floresta não é ato inútil nem injusto, é produção de nitrogenados que fertilizam os solos e garantem a vida.
A foto que mostrarei a seguir dá uma idéia de que a poda da floresta Amazônica é ato razoável, racional, e que produziria madeira suficiente para muitas das necessidades humanas, pois de diversas árvores os galhos são maiores e mais grosso que pinheiros adultos. Ou seja, a jardinagem amazônica se assim pudermos chamar, e o restaurar das áreas degradadas nos demais territórios do país, é solução. (restaurar areas é urgente) Embora a jardinagem seja planejamento de longo prazo, e exige paciência, opondo-se frontalmente às exigências de lucro imediato, imposto pelo mundo cruel dos negócios, e do terrorismo ambientl produzido dos mercados.
Veja, medite, conclua e divulgue. Foto de 2008. Essa àrvore não precisava ser abatida, apenas podada.









Veja abaixo mais uma foto exemplo, essa das ruínas de Angkor, na Ásia, e que no nosso entender exemplifica o que estamos dizendo. A luta pelo spaço vital. Em 1985 houve uma necessária poda de árvores das vias publicas, em Curitiba, e o resultado da poda foi colocado a disposição das favelas como lenha.







Como você vê o incremento da sustentabilidade da Amazônia Legal, passa pela limpeza, paisagismo e desenvolvimento racional. No mais é abandono. À banda do dono.
Do homem ou de Deus?


Podar, não é matar.
]
Wallace Requião de Mello e Silva.
Projetando e discutindo o ajardinamento da Amazônia Legal.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sistema Civil de defesa e preservação da Amazônia.


Sistema de defesa e preservação civil da Amazônia.

O Brasil é imenso. Considerado o seu espaço aéreo e territorial, a floresta amazônica e os estados da federação que a formam, saltam aos olhos, apesar dos esforços que vem sendo feitos na sua efetiva ocupação, os problemas que se revelam em área, isolamento, falta de infra-estrutura e impenetrabilidade.
Além de rica em bio-diversidade, madeira, em água doce, princípios ativos úteis a bioquímicos e minerais raros, um documento da Petrobrás titulado “O Petróleo e a Petrobrás” datado de 1980, nos diz e acrescentam as riquezas da Amazônia, o que é de máxima importância para nós brasileiros, que a área, desde o Acre (bacia terciária) até a ilha de Marajó no outro extremo do rio, abriga uma imensa bacia sedimentar, petrolífera, a espera de ser adequadamente explorada. Jazidas de gás, ferro, manganês, cassiterita (estanho) continuam a ser encontradas em profusão e seu absurdo potencial hidroelétrico é de difícil avaliação constituindo um patrimônio invejável. Estima-se hoje, segundo o site do SIVAM, de que, somente em madeira de lei, possuímos 1,7 TRILHÕES de dólares preservados naquela área. Para cientistas da USP, somente os dejetos, folhas e outros resíduos em decomposição poderão produzir álcool, quase em volumes iguais, ou superiores (uma vez que são renováveis) ao que se espera da Amazônia em Petróleo. Mais ainda, avalia-se hoje um patrimônio concreto de mais de 1,6 TRILHÕES de dólares em princípios ativos, úteis para a indústria química e farmacêutica (site do SIVAM 2004). Relatórios do Sindipetro, entregues em Curitiba a uma agencia de publicidade, faz notar, que o Rio Negro, ao contrario do que todos acreditavam, não tem a sua cor escura pela alta presença de “umus” fertilizante, mas sim de óleo, provavelmente do afloramento nas regiões altas da Fronteira da Venezuela, o pais maior produtor de petróleo da América do Sul.
Em conversa com um militar que acaba de voltar, depois de três longos anos na Amazônia, notei que nós sulistas desconhecemos, em essência, as minúcias do problema geral, da sobrevivência, da locomoção, da resistência na permanência das populações, na manutenção da saúde das comunidades, e na fiscalização daquela imensa área. Quadro mais grave é o de sua defesa. Hoje, o exercito discute a “Calha Norte”, com maiores recursos humanos e infra-estrutura para atender a região. Mas ainda assim não é suficiente, afirma o coronel Roberto de Paula Avelino gerente da Calha Norte.
Os problemas se agravam no Amapá e Roraima, ao norte. E é necessária a intensificação da vigilância física das fronteiras do Peru e Bolívia. Internamente, grandes companhias estrangeiras fazem o que querem, e se apropriam silenciosamente e sistematicamente desse patrimônio brasileiro.
Um soldado treinado em um curso de um ano, não suporta o isolamento da floresta, diz um sargento, mais do que dois meses. E, segundo o militar, nenhum programa de preservação, fiscalização e ocupação far-se-á sem a colaboração e o engajamento dos nativos. Mesmo as tropas militares só se desenvolvem adequadamente quando os recrutas nasceram e se criaram na região. Caso contrario, diz o militar, o rendimento dos batalhões cai muito. (“ver curiosidades no site “Farol”, a presença militar na Amazônia Legal”)
Digamos que isso é uma primeira condição se não necessária ao menos é ideal. Ou seja, que um programa civil, auxiliar da preservação e defesa da Amazônia Legal se suporte, em primeiro lugar, nos nativos da região. Seja, na promoção técnica e cultural dos nativos, no cuidado primário de sua saúde, no fomento à fertilidade destas populações, (aumento demográfico) onde estará a base ideal do sistema de ocupação efetiva do território.
Uma segunda condição, aparentemente ditada pelas atuais circunstâncias político ideológicas, é o como, a maneira de percorrer a sua imensa área para preservá-la ou fiscaliza-la a fim de protegê-la? Pergunto? Satélites desde o espaço? O SIVAM? O antigo RADAM? Aumento dos postos militarem avançado existente nas longínquas fronteiras (Calha Norte)? Caças velozes capazes de interceptar aviões? A presença mais densa da Marinha nos Rios? Incremento da Policia Federal naquela área? Tudo isso existe e em andamento.
O que estamos propondo, é algo diferente, algo que envolva definitivamente e diretamente a comunidade e a juventude na responsabilidade pelo patrimônio Amazônico. É uma Patrulha Aérea Civil semelhante à existente e operante nos EUA, (ver na Internet: Civil Air Patrol. Gov.) que seja a uma só tempo formadora, integradora, educadora dos nativos da floresta, promotora humana e instrumento eficiente e auxiliar da fiscalização e da defesa da Amazônia Legal. Uma força auxiliar ao exercito, à aeronáutica e a marinha, e também aos institutos de pesquisa e preservação existentes na Amazônia, assim como auxilio aos outros órgãos oficiais que desenvolvam ações paralelas. Limitada, é obvio, a ação à capacidade operacional da Patrulha.
Os rios são as vias naturais que integram a região, mas não penetram em profundidade as florestas. As populações são via de regra ribeirinhas. As rodovias, quase inexistentes, apesar do esforço hercúleo da Transamazônica, também não se adequam à missão de fiscalização e defesa, e são, agora, de dificílima conservação. Sobra-nos o ar, o espaço aéreo, que ao que tudo indica é o meio mais adequado para se percorrer rapidamente, fiscalizar, identificar áreas, fotografar, mapear, socorrer ou localizar, dar combate ao fogo, enfim, informar sobre o desmatamento, incêndios, contrabando, presença de grupos armados e aeronaves estrangeiras, mineração ilegal, instalações e pistas de pouso clandestinas, barcos, serrarias flutuantes, etc., etc. e tal. Melhor seria um aparelho como um hidroavião, ou avião de treinamento e de uso misto, terra-água. Digo avião, porque são muito mais econômicos que helicópteros. Aviões movidos a álcool se possível. Helicópteros não pode ser a base operacional do sistema por serem muito caros no preço unitário e caros na manutenção.
Mas tudo que voa, precisa de lugar para pouso e decolagem e mínima infra-estrutura na água ou na terra. Sabemos pela imprensa que o exercito vem dinamitando pistas clandestinas, que, pelo contrario poderiam servir, assistida pelo exercito e civis, como base de pouso e decolagem da Patrulha Civil.
Ora, todo sabe que existe o SIVAM, controle e vigilância eletrônica da área, também sabemos que existem aviões de caça preparados para agir na área; helicópteros de diversas procedências (civis e militares) e finalmente, sabemos também que a FAB e o CAM (Correio Aéreo Nacional) cobrem partes da área territorial da Amazônia, ofertando transporte, e muitas vezes, até mesmo o necessário socorro médico, mas que não cobrem, e nem registram, em termos de pequenos eventos que ocorrem ou ocorram em tempo real nas entranhas das florestas, algo que se aproxime em torno de 10% do território da Amazônia Legal. Aqui surge a necessidade de um esquema civil. Dado ao tamanho da área, barcos, veículos e aviões, militares e civis, procuram defender uma área que todos sabemos absolutamente despovoada e inóspita.
Para se ter uma idéia real do problema, a partir do mapeamento que acabo de fazer das pistas registradas e existentes, ocorrem áreas em que um avião a jato (900 km/h), levantando vôo, poderá sobrevoar em direção dos quatro pontos cardeais e voar, mais de hora e meia, sem sobrevoar o mínimo indicio de presença humana. Isso é o mesmo que atravessar o estado do Paraná sem ver ninguém. Sentem a dificuldade?
Então o que eu proponho? Eu proponho, a criação pelo governo federal em parceria com os governos estaduais, de um rosário de pistas de pouso, estrategicamente dispostas na região, servindo de bases da Patrulha Aérea Civil (e também o aproveitamento dos aéreo clubes já existentes, hoje o DAC - Departamento de Aviação Civil - nos informa que existem apenas sete naquela imensa área) de modo que alunos, nativos em primeiro lugar, recrutados pelas juntas de serviço militar, voem aviões baratos e econômicos, nacionais se possível, gratuitamente (sem pagar a hora de vôo), abastecidos com gasolina ou álcool, subsidiado, ou gerado na floresta, e servidos por instrutores militares e civis, desde que aprendam, cuidem e fiscalizem, e façam relatórios, tomem fotos digitais de fatos dignos de fiscalização, como por exemplo, desmatamento, incêndios, forme uma rede de rádio telefonia de base aérea, e informem, ao comando aéreo militar e a comunidade engajada, sistematicamente, e a ABIM, ao SIVAM, ou outro órgão oficial de interesse, sempre obedecendo a planos de vôo que cubram metódica e sistemicamente a imensa área amazônica como se fora uma colcha de retalhos.
Imagino Bases da Brigada Aérea Civil, nos rios, lagos e nas florestas, equipados com aviões identificados por “transponders” especiais. Bases onde existam dormitórios e classes de aula, preparando homens e mulheres, na sua cidadania mais perfeita e responsável, no seu amor à pátria, no ambientalismo racional, na sociologia própria, nos rudimentos das ciências físicas, nas técnicas de sobrevivência, nos rudimentos da medicina, da economia sustentável, do direito internacional, na solidariedade para com as populações isoladas, no heroísmo e nacionalismo extremados, e no domínio proficiente das aeronaves.
Todos sabem que o Brasil, é um imenso mercado para a aviação de pequeno (incluindo a agrícola) e de grande porte, portanto precisamos de pilotos, de militares da reserva (o “breve de piloto” é equivalente ao militar de reserva de primeira classe), de jovens preparados, conscientes e pró-ativos.
É naquela população, embrenhada na selva, necessitada do auxilio dos aviões, seja para o abastecimento energético ou alimentar, para o socorro à saúde, para o transporte, para a comunicação, para o socorro de comunidades e para o adequado desenvolvimento, preservação e defesa da soberania brasileira na Amazônia que encontraremos o suporte ideal da Patrulha.
E nós brasileiros precisamos, enquanto nação, do território da Amazônia Livre de Intervenção Estrangeira. Esse é um projeto absolutamente econômico em sua relação custo beneficio para a nação brasileira. Esse é um projeto verdadeiramente nacionalista.

Wallace Requião de Mello e Silva.
Texto & pesquisa.

Para criar polêmica.

Extinções & Extinções.

Por Wallace Requião de Mello e Silva.
Você já imaginou como seria o mundo, se os dinossauros não tivessem se extinguido? Um animal de 40 toneladas comendo as suas lavouras, e consumindo 400 quilos de verduras por dia, e atravessando as rodovias em bandos? Ou, ainda, outro animal de trinta toneladas, deitado e semi adormecido na escadaria da Catedral em Curitiba, impedindo a entrada dos fieis, enquanto um guarda municipal, munido de um guarda chuva pontudo, cutucando o couro intranspassável, tenta prudentemente, removê-lo dali. Não, isso não seria possível, pois a presença desses seres mudaria tudo, o aspecto das cidades, da arquitetura, da produção, e do comercio. Você consegue imaginar, esses animais defecando os seus dejetos imensos, em estradas públicas e você desviando de bolos fecais de mais de quinhentos quilos? A verdade, para nosso alivio, é que estão extintos e não conviveram com os homens. Ou seja, sua extinção não pode ser atribuída aos homens. Graças a Deus esses seres deixaram o planeta para nós. Comecei a pesquisar as noticias cientificas sobre a extinção de espécies. Consultei autores como Jean Piveteau, em “De Los Vertebrados al Hombre”, ou ainda Jean Jaques Salomon e Paul Hogarth em “Prehistory”. E em a “Idade da Terra” obra de diversos autores reunidos pela Editora Seleções Reader’s Digest. Ninguém diz textualmente, e claramente, mas os paleontólogos não poderão esconder por muito tempo uma verdade escandalizante: “extinguiram-se mais espécies e em maior numero de indivíduos, durante a história da vida, do que existem as espécies conhecidas nos dias de hoje. Os evolucionistas, e os ambientalistas, ateus e “conservadores” via de regra, escondem que desde o aparecimento da vida, segundo as suas hipóteses cientificas, no campo dos micros organismos, na vida subaquática, nos imensos pântanos, na flora e na fauna, terrestre ou aérea, e podem provar os paleontólogos, extinguiram-se através dos séculos inúmeras espécies mesmo antes do surgimento dos homens. Os restos mortais desses indivíduos que nos precederam, costumamos colocar nos tanques dos automóveis, é o petróleo (outra hipótese cientifica). Sobretudo no campo dos micros organismos as extinções foram radicais. Nos campo dos grandes organismos falta-nos a imaginação, mas sabe-se que tubarões de 18 metros, repteis voadores (pteros-sauros) com asas de seis metros de envergadura, (que voariam ao lado de nossos helicópteros disputando o espaço aéreo) árvores de 100 metros de altura, onde os homens viveriam em buracos em condomínios parecidos com os dos pica-paus. Tartarugas gigantes e outras curiosidades vivas extinguiram-se cerca de 135 milhões de anos atrás. E o homem, tal como conhecemos, é moderninho, ele vem do Holoceno que tem apenas dez mil anos (10.000) contando de hoje. Ate mesmo hominídeos do Pleitoceno, (cerca de 1 milhão de anos durou esse período) surgiram e se extinguiram nos últimos instantes desse período, para que surgissem os homens e não se encontrou prova de continuidade evolutiva (o Elo Perdido), no Holoceno, período que sucedeu o Pleitoceno. Eles dizem, e eu, nada digo, não tomo posição, pois minha intenção aqui é polemizar.
Nesse período, o Pleitoceno, laminas de gelo ligavam a Europa à America, a Antártida à Ásia, e somente ai, nesses míseros 1 milhão de anos que antecederam o Holoceno, a paisagem começa paulatinamente a se tornar parecida com a que conhecemos. Tudo o que existia ante se extinguiu. A separação dos continentes, a grande atividade vulcânica o crescimento das montanhas, os grandes movimentos telúricos aconteceram no Mioceno, cerca de vinte e cinco milhões de anos atras, quando o homem não era nem semente de homem. Curioso tudo isso. Isso me faz pensar em Deus.
Pois muito bem, sempre lembrando, que se pedirmos para um cientista destes que nos descreva em pormenores a casa e as relações de amizade de seu tetravô ele ficará atônito sem ter o que responder, todavia descreve como era o mundo há milhões de anos como se fora testemunha ocular dos fatos. Interessante tudo isso. Não seria um tanto de exagero, temperadas com alguma fantasia as tais descrições cientificas? Eles não podem desvendar um crime, ocorrido há 1500 anos, ou as relações de amizade de seus parentes cem ou duzentos anos atrás, mas podem testemunhar o intestemunhavel, como se fora uma realidade vivida em detalhes e não uma hipótese a ser confirmada na longa viagem da “maionese” da vida. Curioso. E nós acreditamos em tudo, mas não podemos acreditar num “Diluvio Universal” relatado na Biblia. Glaciações sim, aquecimento global sim, explosões cósmicas, sim, extraterrestres, sim, pré-história sim, Biblia, que se mostra um testemunho escrito do passado recente, e histórico da humanidade, não, nem pensar. Curioso tudo isso.
O homem é para si mesmo, o autor da vida, do planeta, o destruidor e ou preservador, o herói e o culpado, e ate, veja você, o criador de Deus. Agora, pensar que há um Deus mandando no pedaço, nem pensar. Porque se há alguém mandando no pedaço, alguém haverá de obedecer. E obedecer às leis de Deus, nem pensar, quando muito, obedecer às leis ambientais (ai, meus caros, mora o perigo) Pois o ambientalismo é a “regra do governo Mundial, o Cavalo de Tróia, para imperar.
Mas tomadas como verdadeiras as afirmações dos cientistas, o que se vê, é que a extinção das espécies é para a História Natural, e para a Natureza, é tão natural, como é para nós a perda de um velho parente. Fazemos tudo para que ele permaneça entre nós, mas ele vem a falecer, se extingue. É duro, mas é real. Não me parece que haja drama nisso, foi a extinção de alguns milhares ou milhões de espécies que nos permitiram estar aqui, assim dizem eles. Que bom, foi boa a extinção daquelas espécies, não é mesmo. Afinal estamos aqui. Como desconhecemos o futuro, quem sabe se não será boa a extinção de muitas outras espécies? E a nossa extinção, por exemplo, se sobrevier, dará lugar a outras espécies, não é?
Será então que podemos aceitar a afirmação de outro cientista, Levi-Straus, que diz: “O homem não existia no começo do mundo, e não existirá também no seu fim”. O homem se extinguirá? Curioso isso.
Para eles Deus não existe, ou se existe é um “ser etéreo”, o Jawé, o Verbo incriado e espiritualizado, muito diferente, e ausente, do Verbo Encarnado, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, O Cristo Jesus, o Deus Homem, que nos diviniza, e nos faz sobrenaturais, e se ele não existe, nem existiu como filho único de Deus, que importa, para Deus, o homem nesse contexto. Se Deus não existe, o homem é mais um ser biológico sem regras a obedecer. Se Deus existe, para os planos divinos que tantas espécies criou e tantas extinguiu o que será o homem? Perguntem ao Levi-Straus.
Eu quero apenas polemizar.
Bem; é escandalizante, nos dias atuais defender a extinção dos micos Leões Dourados. Mas não nos escandalizamos com a extinção do mosquito da Dengue, das aranhas marrons que infestam nossas casas, ou de uma bactéria que nos torna doentes, ou dos ratos que infestam com doenças da sua urina venenosa, ou uma praga que devora as nossas plantações. Dois pesos e duas medidas. Esses seres, enquanto nos incomodam, ou outros que no alimentam, não têm um papel importante nos eco sistemas. Defendemos o mico, com a boca cheia de carne de galinha. Do mesmo modo já nos parece razoável a extinção dos homens, em nome da preservação da vida de uma elite soberba. Ë o controle da natalidade dos pobres, e o aborto. Parece piada.
Extinguir no mundo invisível é mais fácil. E os mesmos cientistas que defendem o mico, pagam o mico de suas exterminações à extinção total, de insetos e micróbios, enquanto em laboratório, criam por manipulação genética, outros seres vivos. Autores da vida e autores da morte. E há ate mesmo os que pregam a extinção programada dos homens. Os negros pela AIDS, os inimigos pelo pó laranja, os deficientes pelo aborto. Os pobres pelo controle da natalidade. E outros há que querem condenar o homem, para preservar o Cão. Enfim o homem nada mais é do que um ser voraz, digno de reprovação e réu de si mesmo. Curioso tudo isso.
Afinal Deus não existe (dizem). E se existe, poderá Deus criar tudo, tirando tudo do nada, como foi feito desde o inicio? Ou não? Uma boa questão bem discutida em Gênesis.
Que sentido terá então preservar o homem e a vida. Ë Cristo que nos responde: Eu sou o caminho a verdade e a vida. Ora preservar a vida é preservar a Cristo que é Vida, e preservar a Cristo é preservar o homem. No caminho, na verdade e na vida moral. Ora se a moral, diz ao homem o que deve e o que não deve ser feito, ou seja, baliza o agir do homem, se ao agir, o homem quer preservar a vida, essa escolha haverá de ser moral, antes, muito antes, de ser ambiental. Pois o ambiente do homem é o ambiente moral. Preservar a moral é preservar a vida do que é humano. Preservar a moral é preservar o homem espiritual.
Você não concorda... Então vamos extinguir tudo.

Wallace Requião de Mello e Silva.

O Soja.

O Soja paraguaio.

Digo o soja porque falo do grão, não da planta inteira. Ouvi na CBN, noticia oriunda de um Blog de Foz do Iguaçu chamado Sopa Brasiguaia, que o soja paraguaio exportado por Paranaguá, havia caído de 98,72% para ínfimos 1,28%. Os comentaristas procuravam induzir a opinião publica que haveria algum problema com o porto de Paranaguá. Um fracasso da exportação, num porto que , a cada ano que passa, bate novos recordes de exportação.
Engraçado, parece que poucos jornalistas sabem que a cidade de Assunção tem porto de boa profundidade recebendo navios de bom calado. Sempre houve a possibilidade de exportação do soja paraguaio pelo porto fluvial de Assunção. Quando havia, no porto de Paranaguá, instalada uma tamanha confusão, com pesagens duplas, caminhões que passavam duas vezes pela balança, desvio de grãos, sujeira para aumentar o peso, origem de produtos não identificada, notas fiscais, que eram usadas mais de uma vez, e muita soja brasileira entrava no porto como sendo paraguaias para burlar o fisco. Mais do que isso, não podemos deixar de dizer, que o soja oriundo do Paraguai não acresce em nada a balança comercial brasileira, pois é uma exportação do Paraguai, não do Brasil. O soja do Paraguai é bem vindo, sempre que recebido dentro das normas.
Posto assim, começamos a entender os verdadeiros motivos do decréscimo das exportações do soja paraguaio pelo porto de Paranaguá. Primeiro a classificação dos trangênicos. Depois a certificação de origem, segue-se a comercialização antecipada, com a conseqüente reserva de navios, e, por fim, o maior motivo, o abusivo pedágio.
Ora, foi a própria CBN que divulgaria que a exportação por Paranaguá custa hoje 50 dólares a tonelada, e pelo rio Paraguai, apenas 18 dólares. Como as taxas portuárias não foram alteradas, esse custo deve-se exclusivamente ao pedágio. Mais do que isso, apesar do preço, o soja exportado pelo rio, não tem o controle de qualidade que tem o Porto de Paranaguá. Além do que, essa soja que desce o rio, será transladada em Buenos Aires, pagando as taxas portuárias do porto Argentino, ou Uruguaio. Nada disso se diz.
Todavia deve-se também, observar o fato que as mesmas companhias que comercializam nas Bolsas de Valores, continuam a comercializar seus produtos sem prejuízo, sejam os grãos que saem por Paranaguá, como os que agora saem pelo Rio da Prata, pois são, no caso paraguaio, o mesmo grão de soja, comprado pelas empresas argentinas, monopolistas do setor, mesmo dentro do Brasil. Vocês devem saber os motivos, dos últimos. Tenho que concordar com o Requião, pois essa notícia foi manipulada maliciosamente como muito bem sabem seus autores. Não é precioso dizer a um homem que ele esta errado, pois ele sabe o porquê de sua atitude. Cabe a eu alertar aos desavizados, pois esses sim podem ser induzidos a erro de julgamento por noticias maliciosas.
Nada tenho contra os jornalistas, mesmo porque, meu irmão, governador do Paraná é jornalista, um jornalista eleito, três vezes, para governar o Paraná.

Wallace Requião de Mello e Silva.