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terça-feira, 16 de junho de 2009

São Paulo.

São Paulo, a cidade gigante, um exemplo eloqüente do que o Brasil não quer.
A mega cidade de São Paulo é um exemplo a não ser seguido. Seus problemas consomem imensos recursos públicos para manutenção e ampliação de infra-estrutura, que uma vez realizada induz ao crescimento, algo como um câncer que se multiplica sem interrupção, criando ainda maiores problemas, alguns insolúveis como os problemas sociais, a qualidade do meio ambiente (poluição) e os demais serviços públicos que devem ser ofertados a cidade. Milhões de pessoas comem em São Paulo, mas essa pessoa não tem vinculo com a produção de comida, e passam as suas vidas desvinculadas da produção do combustível humano (água e comida de qualidade) consumindo suas vidas em um espaço poluído, e insalubre.
O Brasil, território imenso e continental, deve espalhar suas populações, em cidades menores, horizontais, menos dependentes de transporte pessoal motorizado, mais bem servida de transportes coletivos, ciclísticos, elétricos e ate animal. Cidades planejadas, com bom abastecimento das águas, da energia, da comunicação interna, dos espaços vitais e públicos.
Uma experiência japonesa ilustra bem o que estamos dizendo aqui, problemas pode ser evitado se pulverizarmos a população brasileira pelo imenso território brasileiro. No Japão uma grande indústria, percebeu que seus funcionários viajavam uma media de duas horas de Metrô para irem ao trabalho, e mais duas horas par voltar do trabalho. Quatro horas perdidas, que separavam seus trabalhadores da família, do cuidado e convivência com os filhos, pois somadas a jornada de trabalho de seis/ oito horas, completavam uma ausência de 10/12 horas. Funcionários cansados, mal alimentados, só davam lucro para os sistemas de transporte, não para essa grande indústria, que acumulava acidente de trabalho, altos níveis de insatisfação do corpo de trabalhadores, problemas familiares e emocionais. Ora a solução encontrada foi à divisão da Planta Industrial em muitas pequenas unidades mais próxima à moradia de seus funcionários. Agora era a produção que viajava não a mão de obra. Com a proximidade dos lares, e mesmo com a produção nos lares, o salário aumentou com a economia no transporte, a alimentação melhorou. O numero de horas ganhas no convívio familiar aumentou a qualidade do relacionamento com os filhos, diminuiu o stress, aumentou a produtividade, diminuiu o nível dos acidentes de trabalho, o gasto com indenizações, a satisfação do corpo funcional.
Quem viajava agora era a mercadoria, a produção, não as pessoas. Se outras indústrias fizessem isso, o transporte japonês de massas desafogaria, o transito seria reduzido, o consumo de combustíveis seria bastante reduzido, a qualidade do ar melhoraria, a saúde das pessoas menos estressadas e melhor alimentadas melhoraria, os problemas sociais advindo do abandono da juventude pelas famílias diminuiria.
Contemplar a anormal São Paulo é um alerta. É um modelo que deve ser rejeitado e evitado nas demais cidades brasileiras. Não podemos ter essa anormal concentração de pessoas, empilhadas umas sobre as outras, e manter o imenso Brasil vazio, para produzir commodities para o beneficio de outros povos, enquanto o nosso, não se beneficia, nem da comida que produz, nem da qualidade de vida.
Assim forçados, os jovens procuram no mundo virtual da elétricidade e das dragas um sonho que lhes dê Sonhos, uma vez que a realidade não lhes dá nenhuma perspectiva. Inúteis os jovens, impotentes nessa escravidão dos espaços exíguos, picham as paredes, como num grito de existimos. Fumam e bebem o sonho de ter a "Cara Cheia", num mundo de escravidão careta, sem esperança de melhoria individual, e objetivo a atingir. Aos jovens se diz: O trabalho humano destruiu o planeta, portanto trabalhar é um crime ecológico. Ao jovem se diz: O trabalho não é suficiente para a melhoria da vida, portanto é inútil para o bem estar individual e familiar; Ao jovem se diz: é preciso ter, mas não se dá outras oportunidades de possuir sem ser pelo descaminho, pelo tráfico, pelo uso de drogas que os façam esquecerem-se das responsabilidades e fracassos insolúveis de uma vida com perspectivas de escravidão; Ao jovem se diz: sirva, seja um bom menino comportado e enriqueça os ricos, sim sirva a custo de suas saúdes, de sua ignorância, de sua escravidão e falta de liberdade. Viva nos guetos e sonhe com menções... Quem sabe jogando futebol, sendo o rei do trafico, ou apenas odiando os ricos e deles tirando a vida e os bens se possa alcançar algo de melhor.
Esse é o Brasil que estamos construindo nas grandes cidades. Um Brasil de espaços exíguos em um país continental. Uma juventude estreita e tacanha sem horizontes, em um país de horizontes largos. Um país que não tem consciência de ser nação, mas que tem atávica mensagem de serviço escravo, destituído de iniciativa, co-responsabilidade, e solidariedade social.
Um jovem se conhecesse, sentiria tão grande prazer em cavalgar, como em correr de automóvel, tão grande ou maior prazer em nadar num rio limpo, do que em sonhar em ser sócio de um clube urbano. Muito maior prazer em caçar do que matar semelhante para lhe tirar um relógio, ou uns Reais.
Quem já viu alguém sentar em uma sala de aula e estudar a disciplina Brasil. O que estamos construindo e onde queremos chegar. Quem já sentou num banco de escola e aprendeu aonde estará a sua contribuição social, solidaria, técnica... Não, na escola só se fala em aprender inutilidades, e que é necessário estudar para ganhar dinheiro... dinheiro, só dinheiro. E depois, formados, não temos emprego, pois empregos importantes, não são para escravos. Quando entramos na escola para nos tornarmos cidadãos solidários e não para sermos repetição de um falso modelo capitalista do “sirva, bom menino”, que dos 200 milhões de brasileiros, uns mil serão jogadores de futebol, uns dez mil traficantes, uns quatrocentos mil ladrões de comida, uns cento e cinqüenta milhões serão miseráveis, apenas por não termos um projeto de nação para ensinar nas escolas, não termos um objetivo comunitário a ser atingido, não termos um olhar de irmãos em sociedade, cidadãos possuidores do país. O Brasileiro deve olhar o brasileiro, o brasileiro deve ajudar o brasileiro. Tornar-se cidadão brasileiro num país soberano.




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