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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Simples idéias.

Simples idéias para os próximos presidentes.
O sargento Moacir, professor de matemática em uma Escola Estadual faleceu. Pouco antes de falecer, tivemos uma longa conversa sobre a Amazônia, local onde serviu por “três longos anos”. Dizia ele assim mesmo “Longos anos”. Com isso ele queria dizer que a vida na selva não era fácil, que havia meses em que a umidade era tão grande que o açúcar e o sal derretiam, e sementes brotavam nos sacos e remédios se estragavam por completo. Ressaltou, que se o Exercito queria “Ficar” na selva, seus soldados deveriam ser nativos, pois só eles tem o habito da floresta, os anticorpos necessários, e suportam o imenso silêncio úmido da selva.
Assisti duas vezes a entrevista do General Augusto Heleno Pereira, dada ao jornalista Carlos Chagas na Secretaria de Representação do Paraná em Brasília e veiculado pela TV Educativa do Paraná. O general foi comandate Militar da Amazônia. Ele contou que as tropas mais isoladas, vivendo em clareiras no meio da selva são índias, e realça: não filhos de índios ou mestiços, mas índios, orgulhosos de servirem o Exercito.
As duas opiniões se encontram em um ponto, a Amazônia só será preservada e defendida com eficácia pelos seus habitantes, pelos amazônidas.
Todavia, tanto meu amigo sargento, como meu amigo o General Heleno concordam que há uma total ausência do Estado nos rincões da selva. O Estado só se faz representar pelas Forças Armadas. Ora isso nos leva a propor novamente a necessidade, já prevista pela Constituição Federal, de se transferir por dez anos a Capital Federal do Brasil para o "Coração da Amazônia", para, através dessa estratégia, aproximar efetivamente o Estado da Selva e de 60% do mais rico território Nacional.
Vejam vocês que nossa proposta em momento algum foi fantasiosa, ele é amadurecida, e viabilizaria muitas soluções para esse segundo Brasil Verde.
Com o tempo, estaremos desenvolvendo essa proposta, que, desde já poderá ser complementada pela leitura de alguns textos já disponibilizados nestes blogs do G 23; Riquezas da Amazônia, Transferência da Capital Federal para a Amazônia Legal Brasileira; Integração hidroviária do território Brasileiro; Petróleo na Amazônia, e outros tantos. Nós precisamos da Floresta, do imenso subsolo daquele Brasil relativamente despovoado e as vezes ignorado por brasileiros que não o amam porque não o conhecem. Soldados estrangeiros com base na Colombia, por exemplo, treinam e aprendem como sobreviver e lutar na floresta, e o fazem com critério, organizando forças especiais, e metodologia de treinamento para massas de seus soldados, caso precisem lutar na selva. Isso diminue as nossas vantagens militares, naqueles rincões. Temos que reagir.
From: wallacereq@gmail.com

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A longa história dos bio combustiveis.




A longa história dos Bio-combustíveis.

Se eu abrir os seus olhos, você não ficará bravo comigo, ficará? É que eu vou te contar um segredinho, os homens usam bio-combustíveis há mais de dez mil anos. É verdade, quer ouvir?
Combustíveis são matérias, ou materiais que pegam fogo, queimam em contacto com o oxigênio. Assim, lenha, carvão de lenha, resinas inflamáveis, gás da decomposição de seres orgânicos, gazes da flatulência, óleo de baleia, ou de outro animal, e óleos vegetais são todos bio-combustíveis. O Alcool é velho conhecido da humanidade, e se origina da fermentação de produtos orgânicos, e também é bio-combustível. Assim o homem faz uso de bicombustíveis, desde que conhece o fogo e toma um goró. Locomotivas a vapor, usavam bio-combustíveis. A iluminação do Rio de Janeiro usava bio-combustível, o óleo de baleia. Os grandes navios a vapor usavam bio-combustíveis, a primeira aviadora do Brasil, voou do Rio para São Paulo usando bio-combustiveis, alcool e óleo de mamona.
As lamparinas em nossas antigas casas usavam bio-combustiveis (óleo vegetal)... Então qual é a novidade? Bem eu perguntei se você ficaria bravo... Não foi? Pois é; não há novidade, apenas mais uma vez as palavras se revestem de “tecnologia” para esconder os objetivos comerciais.
Veja o que eu vou mostrar, a primeira imagem é de uma enciclopédia francesa de 1890, e já apresenta o álcool como combustível para motores. A segunda imagem é uma noticia de jornal sobre carros movidos a álcool no Brasil na década de 30. A terceira imagem é de um velho livro de mecânica aeronáutica, editado à época da guerra que nos fala do uso de álcool na aviação, a ultima imagem, é a capa de uma revista argentina sobre aviação que nos conta o projeto argentino do BIOJET, bio-combustível para aviões a jato (turbinas).
Se eu encontrar, a foto disponibilizará um avião movido a biodiesel, feito aqui no Brasil.
Acredite se quiser.
E você fica pensando se é vantagem produzir o óleo para o seu trator, acorda cara, abra os olhos. A tecnologia esta aí, o financiamento esta aí, o que você esta esperando... a crise voa.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Hidrovias e a Capital do Brasil.

Hidrovias e a capital do Brasil no coração da Amazônia.
Como centro e facilitadora de integração da America do Sul.
As hidrovias foram os caminhos de penetração do homem no continente Americano. Pelos rios, os homens com suas embarcações ou sem elas entraram aos pouco no interior das matas. Os homens são seres vivos que precisam beber e comer todos os dias, assim, naquelas longas aventuras, sem comunicação eletrônica, seguir os leitos dos rios era seguro, pois havia água, peixes e orientação, onde os homens sabiam de onde tinham vindo e para onde iam (contra a correnteza). Diferente nas matas, onde o risco de se perder era enorme, muitas vezes se ficava sem água, e outras vezes sem alimento.
Com o tempo, por motivos que não posso imaginar quais foram, os homens parecem ter esquecido os rios. Preferiram as beiras do mar, e os caminhos terrestres. (possivelmente pelo transporte de gado).
Com a crise energética, e a nova mentalidade integradora da America do Sul, voltam-se os homens para o debate da racionalidade das Hidrovias.
Os rios voltam a ter o valor que nunca deveriam ter perdido, seja na geração de energia, seja como via de transporte de grandes cargas, seja no abastecimento da vida, seja como garantia de proteína animal (pescado).
A capital do Brasil em uma região ribeirinha intermédia entre o alto e baixo Amazonas poderá tornar-se a Roma da America do Sul, (todos os caminhos levam a Roma hidroviária), pois pelos rios Amazônicos se integra o Brasil, com a Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Guianas, e pode-se, com algumas adaptações ligar-se pelos rios o Norte Brasileiro, ao Rio Paraguai nas proximidades de Goiana, e por meio dele se chegar a Buenos Aires, passando por Assunção no Paraguai.
Não há novidade nisso, embora, essas mercadorias vindas das regiões mais isoladas dos países vizinhos possam também pelos rios, serem distribuídas com rapidez e eficiência, por muitos de nossos estados.
Procure seguir os mapas. Observe os rios amazônicos navegáveis. Veja as vantagens.
Essa discussão, hoje, pode tornar-se internacional. Os rios são os caminhos naturais de Integração da Nossa América do Sul.
Leia o livro: A Hora das Hidrovias; estradas para o futuro do Brasil.

Wallace Requião de Mello e Silva
Para o G 23 de Outubro.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Xenófobo.

Segredos da Amazônia.

Wallace Requião de Mello e Silva.
Se alguém me perguntasse, hoje, se eu votaria no presidente Lula; eu diria sim. E votaria, também, em alguém mais radical e que expressasse melhor as mesmas indignações que me levaram a votar no presidente Lula, indignações que os “negócios públicos” não estão permitindo resolver. Não é possível que esse teatro televisivo, onde no dizer de Carlos Heitor Cony, (Istoé de 24 de Janeiro de 1993) a imprensa, extrapolando nestes últimos anos, se arrogou juiz: “Critico a fúria investigativa da imprensa e digo que ela assumiu o politicamente incorreto papel de policial e de juiz, o que não lhe compete”... E por meio dela, quase sempre condenem, como se fez em toda a história da humanidade, ladrões de galinha, e se absolvam cruéis tiranos do capital.
Fosse o mensalão o problema do país, eu admitiria o escândalo, mas quando vemos a Companhia Vale do Rio Doce, estatal vendida por algo próximo de 16 Bilhões, quando suas reservas em minério superavam 411(quatrocentos e onze bilhões) Bilhões de dólares (Relatório AEPET 1995) fico escandalizado com o silêncio da imprensa. Um ex. presidente fez esse favorzinho ao seu genro e ninguém disse nada. A Imprensa se calou. A Vale em três meses de operação se pagou, dizem os jornais deste ano, e nós estamos preocupados com o mensalão ou mensalinho, somos estúpidos. Vocês devem se lembrar do navegador de Peter Blake, o navegador neerlandês, campeão mundial de regatas oceânicas que pretendia navegar o rio Amazonas comunicando on-line seus segredos, ele foi assassinado ao entrar no rio. Hoje se diz que foi ao sair.
Sim era um risco muito grande revelar ao mundo (principalmente revelar ao povo brasileiro) os segredos esquecidos da Amazônia. Antes disso, digo eu, é preciso desarmar o povo (o caso Peter Blake pode ser lido em Veja de Veja n 1730).
Poucos meses antes, o jornalista Osmar Freitas Junior, em matéria da mesma revista aconselhava ao navegador estrangeiro a navegar o Amazonas sob proteção do Exército. Por quê? Ele praticamente profetizava a morte do navegador.
Sabe-se que grandes helicópteros militares com insígnias estrangeiras retiram ouro do país; missões religiosas sofrem desvio de função; laboratórios estrangeiros há décadas financiam e patenteiam genes de espécies úteis para a indústria química. Batalhões de homens armados podem ser vistos nas florestas. Minérios deixam o país em bilhões de toneladas. Relíquias arqueológicas desaparecem. Agora veremos a expulsão de missionários, pois, realizada, por meio deles, a estratégica introdução de pesquisadores estrangeiros, os verdadeiros missionários tornam-se testemunhas, uma pedra no sapato, e precisam ser retirados de lá, principalmente a Igreja Católica, que pode denunciar ao mundo a internacionalização da Amazônia Brasileira.
Hoje trago algo diferente, tiro essas noticias que revelam mais um pouco dos segredos da Amazônica, tiro-as do relatório da Associação dos Engenheiros da Petrobrás publicado em 1995, dez anos atrás.
“Na Amazônia estão as maiores reservas de Bauxita do mundo”. “O valor dos recursos minerais da Amazônia ultrapassa US 1, 3 TRILHÃO de dólares”, cada trilhão tem mil bilhões de dólares, e cada bilhão tem mil milhões de dólares. Compreendem?
Na Tabela IV do documento podemos ler, que segundo o investimento de capitais em exploração de minerais, proibitivos aos estrangeiros pela nossa Constituição, embora se distribuísse assim: os 39% da área de mineração total da Amazônia é propriedade de capital estrangeiro. Os outros 36% da área total de reservas minerais em exploração, representam propriedade de capitais “nacionais”, ou seja, relativamente nacionais, pois lemos na pagina 13 do documento “O capital estrangeiro detém, através de testas de ferro, as maiores áreas e alvarás de pesquisa, apesar de o discurso neoliberal afirmar que o setor mineral não se desenvolve porque a Constituição impede a entrada de capital estrangeiro”. Ementas foram enfiadas goela abaixo dos brasileiros e a Constituição “flexibilizada”. Finalmente, os restantes 33% eram propriedade estatal, (vejam bem, constitucionalmente o subsolo pertence à União), com a venda da Companhia Vale do Rio Doce ao ex. genro de Fernando Henrique Cardoso não sei quanto do subsolo mineral brasileiro na Amazônia, nos pertence. O que nos resta? O site do SIVAM nos informa em 2004, que mais de um TRILHÃO de dólares em madeira de lei existe na Amazônia, e que igual, ou superior valor, existe em espécies botânicas e animais capazes de produzir com segurança avanços na química e nos medicamentos. Sem contar a capacidade de produção de álcool combustível.
Segue agora o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral): destaca-se o ferro; alumínio; cobre; titânio; nióbio; níquel; ouro; estanho; dentre os minerais metálicos. Quanto aos não metálicos, os mais abundantes são o calcário; dolomita; fertilizantes potássicos e fosfatados naturais e o caulim O DNPM, omite o Petróleo (em exploração) e o Gás Natural de Petróleo já em exploração na Amazônia (em Urucu).
Quando nós vemos a Rede Globo defendendo uma “Floresta Amazônia” livre de visitantes, em nome da preservação ambiental, não sabemos, todavia que a COBEM do falecido Roberto Marinho, em conjunto com a companhia Rio Tinto-Zinco comprou em 1987 da Bristish Petrolium os seus direitos na área. (página 18 documento em “Retrato do Setor Mineral no Brasil”; AEPET, 1995). Compreende o senhor leitor a hipocrisia? Os engenheiros da Petrobrás ainda denunciam na pagina 19, do mesmo documento citado, outros, notórios testas de ferro do capital internacional. O documento finaliza citando as; BP/ Brascan/ Associados; Anglo American/ Bozzano Simonsen /Associados; Elke Batista /Associados estrangeiros; Arbed / Broken Hill; Ruone Poulene; Inco; Riyal Dutch/Shell etc.; como as principais possuidoras diretas de 40% do subsolo amazônico. Acrescente as possuidoras indiretas, e a Amazônia, meus amigos, já era.


Wallace Requião de Mello e Silva.

Segredos da Amazõnia II ( para ser discutido)

Segredos da Amazônia.

Wallace Requião de Mello e Silva.
Se alguém me perguntasse, hoje, se eu votaria no presidente Lula; eu diria sim. E votaria, também, em alguém mais radical e que expressasse melhor as mesmas indignações que me levaram a votar no presidente Lula, indignações que os “negócios públicos” não estão permitindo resolver. Não é possível que esse teatro televisivo, onde no dizer de Carlos Heitor Cony, (Istoé de 24 de Janeiro de 1993) a imprensa, extrapolando nestes últimos anos, se arrogou juiz: “Critico a fúria investigativa da imprensa e digo que ela assumiu o politicamente incorreto papel de policial e de juiz, o que não lhe compete”... E por meio dela, quase sempre condenem, como se fez em toda a história da humanidade, ladrões de galinha, e se absolvam cruéis tiranos do capital.
Fosse o mensalão o problema do país, eu admitiria o escândalo, mas quando vemos a Companhia Vale do Rio Doce, estatal vendida por algo próximo de 16 Bilhões, quando suas reservas em minério superavam 411(quatrocentos e onze bilhões) Bilhões de dólares (Relatório AEPET 1995) fico escandalizado com o silêncio da imprensa. Um ex. presidente fez esse favorzinho ao seu genro e ninguém disse nada. A Imprensa se calou. A Vale em três meses de operação se pagou, dizem os jornais deste ano, e nós estamos preocupados com o mensalão ou mensalinho, somos estúpidos. Vocês devem se lembrar do navegador de Peter Blake, o navegador neerlandês, campeão mundial de regatas oceânicas que pretendia navegar o rio Amazonas comunicando on-line seus segredos, ele foi assassinado ao entrar no rio. Hoje se diz que foi ao sair.
Sim era um risco muito grande revelar ao mundo (principalmente revelar ao povo brasileiro) os segredos esquecidos da Amazônia. Antes disso, digo eu, é preciso desarmar o povo (o caso Peter Blake pode ser lido em Veja de Veja n 1730).
Poucos meses antes, o jornalista Osmar Freitas Junior, em matéria da mesma revista aconselhava ao navegador estrangeiro a navegar o Amazonas sob proteção do Exército. Por quê? Ele praticamente profetizava a morte do navegador.
Sabe-se que grandes helicópteros militares com insígnias estrangeiras retiram ouro do país; missões religiosas sofrem desvio de função; laboratórios estrangeiros há décadas financiam e patenteiam genes de espécies úteis para a indústria química. Batalhões de homens armados podem ser vistos nas florestas. Minérios deixam o país em bilhões de toneladas. Relíquias arqueológicas desaparecem. Agora veremos a expulsão de missionários, pois, realizada, por meio deles, a estratégica introdução de pesquisadores estrangeiros, os verdadeiros missionários tornam-se testemunhas, uma pedra no sapato, e precisam ser retirados de lá, principalmente a Igreja Católica, que pode denunciar ao mundo a internacionalização da Amazônia Brasileira.
Hoje trago algo diferente, tiro essas noticias que revelam mais um pouco dos segredos da Amazônica, tiro-as do relatório da Associação dos Engenheiros da Petrobrás publicado em 1995, dez anos atrás.
“Na Amazônia estão as maiores reservas de Bauxita do mundo”. “O valor dos recursos minerais da Amazônia ultrapassa US 1, 3 TRILHÃO de dólares”, cada trilhão tem mil bilhões de dólares, e cada bilhão tem mil milhões de dólares. Compreendem?
Na Tabela IV do documento podemos ler, que segundo o investimento de capitais em exploração de minerais, proibitivos aos estrangeiros pela nossa Constituição, embora se distribuísse assim: os 39% da área de mineração total da Amazônia é propriedade de capital estrangeiro. Os outros 36% da área total de reservas minerais em exploração, representam propriedade de capitais “nacionais”, ou seja, relativamente nacionais, pois lemos na pagina 13 do documento “O capital estrangeiro detém, através de testas de ferro, as maiores áreas e alvarás de pesquisa, apesar de o discurso neoliberal afirmar que o setor mineral não se desenvolve porque a Constituição impede a entrada de capital estrangeiro”. Ementas foram enfiadas goela abaixo dos brasileiros e a Constituição “flexibilizada”. Finalmente, os restantes 33% eram propriedade estatal, (vejam bem, constitucionalmente o subsolo pertence à União), com a venda da Companhia Vale do Rio Doce ao ex. genro de Fernando Henrique Cardoso não sei quanto do subsolo mineral brasileiro na Amazônia, nos pertence. O que nos resta? O site do SIVAM nos informa em 2004, que mais de um TRILHÃO de dólares em madeira de lei existe na Amazônia, e que igual, ou superior valor, existe em espécies botânicas e animais capazes de produzir com segurança avanços na química e nos medicamentos. Sem contar a capacidade de produção de álcool combustível.
Segue agora o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral): destaca-se o ferro; alumínio; cobre; titânio; nióbio; níquel; ouro; estanho; dentre os minerais metálicos. Quanto aos não metálicos, os mais abundantes são o calcário; dolomita; fertilizantes potássicos e fosfatados naturais e o caulim O DNPM, omite o Petróleo (em exploração) e o Gás Natural de Petróleo já em exploração na Amazônia (em Urucu).
Quando nós vemos a Rede Globo defendendo uma “Floresta Amazônia” livre de visitantes, em nome da preservação ambiental, não sabemos, todavia que a COBEM do falecido Roberto Marinho, em conjunto com a companhia Rio Tinto-Zinco comprou em 1987 da Bristish Petrolium os seus direitos na área. (página 18 documento em “Retrato do Setor Mineral no Brasil”; AEPET, 1995). Compreende o senhor leitor a hipocrisia? Os engenheiros da Petrobrás ainda denunciam na pagina 19, do mesmo documento citado, outros, notórios testas de ferro do capital internacional. O documento finaliza citando as; BP/ Brascan/ Associados; Anglo American/ Bozzano Simonsen /Associados; Elke Batista /Associados estrangeiros; Arbed / Broken Hill; Ruone Poulene; Inco; Riyal Dutch/Shell etc.; como as principais possuidoras diretas de 40% do subsolo amazônico. Acrescente as possuidoras indiretas, e a Amazônia, meus amigos, já era.


Wallace Requião de Mello e Silva.

A Ecologia Cristã.

A Ecologia Cristã. (Texto de Wallace Requião de Mello e Silva publicado pelo “O Estado do Paraná” em 10 de Março de 1991).
A ecologia cristã difere muito da ecologia neopagã. A ecologia neopagã supõe uma onipotência da matéria e da natureza, diferentemente da ecologia cristã que pressupõe a existência de Deus. Deus que é o criador de todas as coisas vivas e de toda a matéria, não se confunde com sua criação, com as coisas criadas, e é capaz de criar tudo novamente e tudo retirar do nada.
Por outro lado, os ecologistas neopagãos, acreditam que o homem é capaz de destruir toda a natureza, ou conservá-la ao seu bel prazer, argumento falso e ingênuo, que despreza a realidade cósmica onde estamos inseridos. A natureza cósmica é imensa e o homem ínfimo. Quando nos detemos a contemplar as relações dos seres vivos com seu meio ambiente, percebemos de imediato a fragilidade do argumento neopagão. Por exemplo: estiveram ao sabor da vontade humana as glaciações? Estão ao sabor da vontade humana os desvios da eclíptica? Os movimentos dos planetas, as manchas solares e suas conseqüências, os terremotos, maremotos e os vulcões que mudaram muitas vezes a face do planeta... e, ou, a assustadora extinção das espécies que dizem ter existido antes do surgimento dos homens? É claro que não.
A ecologia cristã admite um meio ambiente exterior e imediato ao homem, onde predomina e impera a onipotência de Deus, e um meio interior, onde impera a inteligência, à vontade e o livre arbítrio do homem. A ecologia cristã admite que Deus tenha vontade sobre o homem e sobre todas as coisas criadas, mas que ao mesmo tempo respeita a liberdade que ele mesmo deu ao homem. É essa liberdade de escolha que difere os homens dos animais.
No entanto o ecologista cristão sabe que a vontade de Deus sobre a criação não é algo velado e subjetivo, mas sim é expressão clara e objetiva. Chamamos a essa minuciosa expressão da vontade divina de Ecologia Revelada, ou melhor, ecologia deduzida da revelação divina. Assim o ecologista cristão ao admitir a ação do homem sobre o meio ambiente exterior reconhece que essa ação é sempre precedida de uma ação interior, uma ação ou omissão da alma.
O ecologista cristão ao isolar o homem dos outros seres vivos pela liberdade de escolha, sua máxima característica, admite a moralidade de todo o ato humano, ou seja, se o ato não é moral, não é humano, e os teólogos o diferenciam dos atos do homem, atos vitais do homem enquanto ser vivo. Posto isso a ecologia cristã é essencialmente moral, espiritual, e visa restabelecer a ordem e harmonia do interior humano. Este fenômeno de harmonia interior é que se refletirá no meio ambiente exterior (imediato e ao alcance do homem). Tudo submetido aos desígnios de Deus.
Dessa forma e diante dessa linha moral é que se percebe, por exemplo, que de nada adiantará a proteção às baleias se aqueles que as defendem são favoráveis ao aborto. Acho que é patente a contradição.
Podemos afirmar que não haverá movimento ecológico verdadeiro e eficiente se o militante não acreditar, e perceber que existe uma vontade perfeita sobre todas as coisas e sobre todas as criaturas, e no caso humano essa vontade perfeita nos fez e exige que sejamos morais. Pois vista unicamente seguindo uma ótica materialista a matéria em constante transformação destruirá a si mesma para galgar novas formas, portanto, não haveria o que preservar e o homem por sua vez, viverá apenas para ser instrumento de destruição da matéria sobre si mesma. Chamam os neopagãos (materialistas) a este processo de evolução e acidentalidade da matéria... Tolice.
Os ecologistas cristãos sabem e pregam que a vontade perfeita, divina, necessária para a formulação do conceito de harmonia é revelada e confirmada em Jesus Cristo de uma maneira clara, normatizando e preservando a harmonia interior do homem e deste modo regulando todas as suas relações com os outros homens e deles para com todo o universo criado em Deus. (quando digo em Deus, não digo dentro de Deus, que é panteísmo, digo em Deus, segundo as normas de Deus)
O conceito de crime ecológico nada mais é que a ação criminosa (imoral) do homem, grupo de homens ou de toda a sociedade sobre o meio que lhe circunda, pois põe em risco a vida, e preservar a vida é ato moral. Sendo ação humana muitas vezes consciente e livre realiza uma ação interior, uma ação moral. Portanto a ação que resulta em crime ecológico é uma ação moral, pois se não fosse moral não haveria crime. (um animal não comete crime ambiental). Assim sendo, o conceito de crime ecológico é inferior e está contido no conceito de crime, pois o primeiro antecede o segundo e é a sua causa. Muito diferente é o conceito de acidente ecológico que é sempre um acontecimento fortuito, infeliz, lamentável. Assim entendido, ambos os conceitos citados acima estão contidos no conceito cristão de pecado. O pecado, sob a ótica do Direito, e da Teologia, é enquanto ofensa a vontade de Deus (Sagradas Escrituras e Mandamentos) é, num só tempo, lesão a harmonia e lesão aos direitos de outrem, e por conseqüência causando perturbação grave na ordem do ambiente moral, social e físico no entorno do homem, pode ser entendido como crime ecológico, tanto pela ótica da revelação como pela ótica da lei natural. Concluímos, portanto que não haverá verdadeiro espírito ecológico enquanto houver perseverança no pecado, seja essa perseverança individual ou coletiva.
Se compreendermos perfeitamente essa relação, poderemos então concluir a titulo de exemplo, que não há ecologia onde houver homicídio (pecado contra á vida), onde houver homossexualismo (pecado contra a natureza), onde houver aborto (pecado contra a natureza e a espécie), onde houver anticoncepção (pecado de soberba que supõe ao homem a capacidade de previsão do futuro), onde houver divórcio (pecado contra a base das relações sociais, a família, contra os filhos e sua educação, portanto ofensa a estabilidade das relações sociais e da função da paternidade), onde impera a ideologia materialista (que nega a moral humana e a coloca numa ética transitória) onde houver usura e o desrespeito a propriedade. Não haverá ecologia onde não houver amor e temor de Deus, onde houver licenciosidade das relações sociais e, portanto sexuais, onde houver intemperança, ganância orgulho.
Entendemos facilmente que a ecologia cristã se fundamenta no amor e temor de Deus e no ódio ao pecado. Ecologia Cristã se fundamenta nos mandamentos de Jesus Cristo Nosso Senhor e rende-se diante da onipotência divina. Concluindo: enquanto os neopagãos pregam o serviço do homem à natureza, os ecologistas cristãos pregam e reconhecem a subordinação da natureza criada ao homem em Deus. A natureza desordenada pelo pecado original precisa ser reordenada pela livre adesão do homem aos Mandamentos de Deus.
Wallace Requião de Mello e Silva
Grupo 23 de Outubro.

A Soja Transgênica ou geneticamente modificada (I).

A Soja Transgênica ou geneticamente modificada (I).

Wallace Requião de Mello e Silva.

O assunto é vasto e complicado. Uma serie de bons artigos podem ajudar. Existem mais de nove mil sites na Internet sobre o assunto. Tomo para base nesse primeiro artigo um estudo assinado por Luiz Carlos Balcewicz, engenheiro agrônomo e professor na FAMEC, e Ralfy Karly também engenheiro agrônomo formado pela PUC do Paraná. O trabalho é denso e sugere muitos assuntos sobre o tema transgênicos. Trata-se de um comparativo entre a produção da soja tradicional (natural) no Paraná e a soja transgênica em Iowa (EUA). Em linhas gerais o trabalho conclui que o produtor de soja brasileiro leva vantagem em relação ao produtor dos EUA. Essa opinião eu já houvera ouvido do presidente do CREA PR, quando em entrevista na Radio Paraná Educativa , no dia 28 de Fevereiro de 2004, afirmava que nós, no Paraná, produzimos, com liberdade, mais soja por hectare do que o produtor norte americano. Dizia também, que desenvolvemos aqui uma tecnologia de plantio, defesa e colheita altamente produtiva que resulta em uma soja competitiva no mercado internacional.
Posto isso, vamos lembrar o que é a soja transgênica. É um organismo geneticamente modificado (OGMs) também denominado planta transgênica que possui além de seus genes naturais, outros, introduzidos artificialmente de outro organismo vivo, oriúndos de outra planta, bactéria ou até animal. As plantas manipuladas têm suas características alteradas, possuem patente genética requerida e proprietário da patente (a semente transgênica tem dono, cujos direitos vão muito além do direito de venda das sementes, no Brasil, previamente garantidos pela lei de Cultivares). Como se vê, a orientação fundamental desse tipo de pesquisa genética é garantir em primeiro lugar a propriedade do organismo, e secundariamente apresentá-lo ao mercado como uma alternativa de reduzir custos de produção em um modelo comercial econômico. Toda a mídia paga foi preparada para introduzir no Brasil a “dependência da soja patenteada”, a exemplo do que foi feito no Rio Grande do Sul, que no ano passado não exportou um quilo sequer para o mercado europeu ou na Argentina.
Todavia, prudentemente, os autores acima citados fazem notar; “Atentos à resistência dos consumidores europeus e do extremo oriente, os produtores norte americanos começam a dar sinais de que estão perdendo o entusiasmo pelo cultivo de produtos geneticamente modificados. O movimento começou a ficar mais evidente já no ano de 2000 quando o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apurou que as lavouras de transgênicos recuaram em relação às media anteriormente plantada. (omito os dados comparativos). Outro fator a destacar (continuam os autores) é que os agricultores dos EUA também se sentem atraídos pelos prêmios que os países importadores estão dispostos a pagar na compra dos grãos naturais (tradicionais). De acordo com o diretor do Conselho Agrícola do Condado de De Kalb, em Illinois, no chamado cinturão do milho, o grão não-trangênico está recebendo de 4% a 5% a mais no preço, quando destinado a exportação para o Japão e Taiwan, sendo que a soja chega a obter prêmios de 5% a 10%, e pode aumentar (Bueno 2001)”. Finalmente o custo de produção, no item agrotóxico, segundo a USDA, fica em apenas 2,5% em favor da soja transgênico (Blecher, 2001).
No Brasil, não há o repasse desse aumento de preço para o produtor agrícola, diluindo-se as vantagens destinadas ao produtor, entre os agenciadores, nos diz Júlio Balico, agricultor na região de Nova Aurora no Paraná.
Quero lembrar que, além do glifosato, pós-emergente, necessário às plantas transgênicas, que é proibido no Brasil, a planta modificada geneticamente é um híbrido, ou seja, depois do primeiro plantio, não se pode tirar dela semente economicamente viável. Isso contradiz o bom senso bíblico, sabedoria hebraica, que manda separar as melhores espigas do milho e do trigo, quiçá também da soja, para serem sementes, as outras, as que sobram, destinam-se para o uso cotidiano. A ganância quer diferente. A patente quer exclusividade. O dono da patente quer lucro. E o mercado de sementes que vê serem reduzidos os produtores nos EUA, quer vender sementes e fertilizantes e defensivos em outras paragens que ainda não definiram bem suas posições. Se a monocultura é um perigo, no mundo todo, pois escraviza a produção aos caprichos de uma flutuação de mercado de um único produto, (e é um perigo para o equilíbrio ambiental) mais ainda é perigosa sob o ponto de vista econômico se for dependente de uma semente modificada e patenteada. Estou errado? Que vantagem nós levamos? Vejam o caso da Argentina onde os fazendeiros abandonaram outras culturas para perigosamente gerar uma escassez de alimentos. Aos poucos as áreas de outras culturas foram sendo substituídas pela soja. Por exemplo: arroz diminuição de 44,1%; Milho diminuição de 21,2%; girassol diminuição de 34%; trigo diminuição de 3,5% e o exagerado aumento da soja em 74%. Isso significou mais de 100 milhões de litros de glifosato, e tal envenenamento do solo esta alterando a microbiologia do solo. Fungos, lesmas e caracóis proliferam. Também outras espécies de plantas resistentes ao glifosato começam a proliferar sem controle, exigindo outros poderosos venenos (sempre lembrar que um herbicida é um veneno) como o paraquat (Gramoxo) e o atracine (Gesparin). Além do que a provas de que o glifosato esta interrompendo o processo natural pelo qual a soja capta nitrogênio do ar (www. cartacapital. com. br) .
Se nós temos maior produção por hectare, com uma soja tradicional, fértil, sem os riscos acima, que nos garante liberdade de plantio e saúde, sem pagar royalties, e que nos garante, além do mais, mercados como o europeu, a China (dois bilhões de consumidores), a Índia, Japão e Taiwan? Não vejo a vantagem.
Acontece que como denuncia a revista “Carta Capital” de 31 de Março de 2004 existem financiamentos facilitados para pacotes de apoio a trangênia (chamados pacotes tecnológicos), que envolve desde os empréstimos em banco, ate sementes e herbicidas. Ou seja, o interesse é dirigido. Uma saída para o nosso governo seria também premiar o plantio da soja tradicional, como propôs o produtor de sementes, Júlio Balico, no Paraná. Assunto para a Secretaria de Agricultura do nosso estado.
Acrescento ainda dados do trabalho que demonstram que a semente da soja tradicional custa 40% mais barato do que a transgênica nos EUA.
Nem mesmo a produtividade justifica, pois segundo a Universidade de Wisconsin (citação do mesmo trabalho à pág. 8) a melhor variedade de soja transgênica produziu 3,4%, naquele estado, (três vírgula quatro), menos soja que a melhor variedade de soja convencional. Num comparativo entre as cinco melhores variedades, a transgênica produziu em media 3,5% (três e meio por cento) menos que as variedades naturais. Lá, nos EUA, eles querem retornar à soja, aqui queremos introduzir os transgênicos. Em nome de que? Em nome, tão somente, da tecnologia dos capitais, é a minha primeira impressão.
No próximo artigo vou demonstrar como os grupos que produzem sementes (Monsanto; DuPont; Bunge Y Borg; Louis Dreyfus e ADM) também exploram o mercado de commodities, seguros, industrialização, silagem, portos e, como era de se esperar, também manipulam internacionalmente o comércio de futuros através de bolsas internacionais de mercadorias e futuros. Os grãos já não são apenas alimentos, mas são sobretudo moedas infladas artificialmente para mais ou para menos, conforme a conveniência em um mundo dos “agronegócios”. Uma moeda emitida não por um país, mas por um laboratório genético, como parte de um pacote tecnológico de dominação.

Wallace Requião de Mello e Silva.
Pesquisa & texto.

O veneno em nosso pratos.

Silos, silos e silos.

Anos passados tive a oportunidade de descer em motocicleta desde Quebec margem esquerda do Rio São Loureço no Canadá até Sault Ste. Marie localidade situada no estreito que existe entre o Lago superior e o Lago Hurion. Por ali temos uma opção para deixar o Canadá e ingressar nos EUA pelo estado de Michigan. Continuei viagem com destino a Saint Paul nos EUA. Percorri alguns mil quilômetros em uma região semi temperada e úmida devida a proximidade com os Grandes Lagos.
A primeira coisa que um viajante brasileiro nota, ao percorrer aquelas estradas canadenses, é o brilho metálico dos grandes silos, e o uso da aviação agrícola, e da aviação de pequeno porte de um modo popularizado.
Áreas imensas, e grande número de Silos. Dizem alguns entendidos que o frio intenso do hemisfério norte tem uma relação direta com o desenvolvimento das culturas e da técnica. A necessidade de vestimentas, e de preservação de comida durante os longos meses de inverno, e a vida confinada, propicia o cenário para o desenvolvimento da culinária, do convívio humano, da partilha das necessidades e das tarefas.
Hoje produzimos no Brasil pouco mais de 127 milhões de toneladas de grãos e não vemos grandes silos e armazéns. Nem percebemos a olhos vistos a presença de silos em propriedades.
Em 1987, Ariovaldo Ferraz Arruda, empresário em Londrina e então presidente da Associação Nacional de Armazéns Gerais fazia na revista Veja uma denuncia gravíssima. Numa reportagem titulada “Uma Safra Recorde ao Relento”, ele observava que o Paraná naquele ano, quando o Brasil produzia apenas 62 milhões de toneladas o nosso estado carecia de mais, pelo menos sessenta unidades para guardar 7,5 milhões de toneladas previstas para aquele ano. Muito pouco se fez de lá para cá. Em 1987 ele calculava que seriam necessários 4014 (quatro mil e quatorze caminhões de 40 toneladas cada um para fazer a silagem móvel e salvar boa parte da safra. O problema das filas no porto é mesmo muito velho, e eu pude encontrar testemunhos do fenômeno desde a década de cinqüenta, agravando-se nos anos setenta. Quando Ariovaldo publicou o seu texto 1987 as filas eram enormes. Segundo Susan George, no seu livro “O Mercado da Fome” e o próprio presidente da ANAG, a armazenagem esta no centro do problema da fome no país.
Os silos e armazéns trazem vantagens imediatas e flagrantes.
1) Os grãos podem ser mantidos por um grande espaço de tempo, e, portanto podem deixar de ser comercializados de afogadilho.
2) Haverá espaço para silagem de estoques reguladores e para a reserva de sementes.
3) A exportação pode ser feita em etapas, dentro de um programa de racionalização e não às pressas, por não termos onde guarda-las.
4) A presença de grandes estoques de grão em solo nacional estimula a semi ou mesmo a industrialização total dos grãos agregando-lhes valor de exportação e criando empregos.
5) As perdas diminuiriam sensivelmente, pois em 87, a Fundação Getúlio Vargas declarava que o Brasil havia perdido 20% do arroz; 40 % do feijão; 25% do Milho; 10% da soja e 10% do trigo.
6) Somente a silagem pode dar um equilíbrio entre produção, consumo e divisas. Única maneira real de combate a fome, Ter excedentes e distribui-los racionalmente e socialmente no seio sociedade.
7) Não se pode pensar apenas, como queria a ANAG em Privatizar os silos e armazéns, primeiro porque essa realidade é mantida propositadamente pelos grandes grupos privados que comercializam os grãos ou vendem semente e defensivos. Cabe a cada produtor investir em seu silo, no âmbito de sua propriedade, como fazem os canadenses, e ao governo, em parceria com o governo federal e municipal, a criação dos silos e armazéns de grande porte. Hoje vamos produzir somente no Paraná 27 milhões de toneladas, que serão como de costume vendidas no afogadilho, exportadas as pressas no fim da safra, com Grandes lucros para grupos como Luís Dreifus; ADM; Monsanto-Cargil; Dupont e Bunge Y Borg, por exemplo, ou todas as suas outras fachadas.

Finalizando transcrevo aqui a palavra de ordem que aquele presidente da ANAG, já tardiamente, é preciso que se diga, propunha aos brasileiros, e eu proponho aos paranaenses. “ARMAZENAGEM PROTEGIDA PRODUÇÃO GARANTIDA”

Wallace Requião de Mello e Silva

Silos para o desenvolvimento.

Silos, silos e silos.

Anos passados tive a oportunidade de descer em motocicleta desde Quebec margem esquerda do Rio São Loureço no Canadá até Sault Ste. Marie localidade situada no estreito que existe entre o Lago superior e o Lago Hurion. Por ali temos uma opção para deixar o Canadá e ingressar nos EUA pelo estado de Michigan. Continuei viagem com destino a Saint Paul nos EUA. Percorri alguns mil quilômetros em uma região semi temperada e úmida devida a proximidade com os Grandes Lagos.
A primeira coisa que um viajante brasileiro nota, ao percorrer aquelas estradas canadenses, é o brilho metálico dos grandes silos, e o uso da aviação agrícola, e da aviação de pequeno porte de um modo popularizado.
Áreas imensas, e grande número de Silos. Dizem alguns entendidos que o frio intenso do hemisfério norte tem uma relação direta com o desenvolvimento das culturas e da técnica. A necessidade de vestimentas, e de preservação de comida durante os longos meses de inverno, e a vida confinada, propicia o cenário para o desenvolvimento da culinária, do convívio humano, da partilha das necessidades e das tarefas.
Hoje produzimos no Brasil pouco mais de 127 milhões de toneladas de grãos e não vemos grandes silos e armazéns. Nem percebemos a olhos vistos a presença de silos em propriedades.
Em 1987, Ariovaldo Ferraz Arruda, empresário em Londrina e então presidente da Associação Nacional de Armazéns Gerais fazia na revista Veja uma denuncia gravíssima. Numa reportagem titulada “Uma Safra Recorde ao Relento”, ele observava que o Paraná naquele ano, quando o Brasil produzia apenas 62 milhões de toneladas o nosso estado carecia de mais, pelo menos sessenta unidades para guardar 7,5 milhões de toneladas previstas para aquele ano. Muito pouco se fez de lá para cá. Em 1987 ele calculava que seriam necessários 4014 (quatro mil e quatorze caminhões de 40 toneladas cada um para fazer a silagem móvel e salvar boa parte da safra. O problema das filas no porto é mesmo muito velho, e eu pude encontrar testemunhos do fenômeno desde a década de cinqüenta, agravando-se nos anos setenta. Quando Ariovaldo publicou o seu texto 1987 as filas eram enormes. Segundo Susan George, no seu livro “O Mercado da Fome” e o próprio presidente da ANAG, a armazenagem esta no centro do problema da fome no país.
Os silos e armazéns trazem vantagens imediatas e flagrantes.
1) Os grãos podem ser mantidos por um grande espaço de tempo, e, portanto podem deixar de ser comercializados de afogadilho.
2) Haverá espaço para silagem de estoques reguladores e para a reserva de sementes.
3) A exportação pode ser feita em etapas, dentro de um programa de racionalização e não às pressas, por não termos onde guarda-las.
4) A presença de grandes estoques de grão em solo nacional estimula a semi ou mesmo a industrialização total dos grãos agregando-lhes valor de exportação e criando empregos.
5) As perdas diminuiriam sensivelmente, pois em 87, a Fundação Getúlio Vargas declarava que o Brasil havia perdido 20% do arroz; 40 % do feijão; 25% do Milho; 10% da soja e 10% do trigo.
6) Somente a silagem pode dar um equilíbrio entre produção, consumo e divisas. Única maneira real de combate a fome, Ter excedentes e distribui-los racionalmente e socialmente no seio sociedade.
7) Não se pode pensar apenas, como queria a ANAG em Privatizar os silos e armazéns, primeiro porque essa realidade é mantida propositadamente pelos grandes grupos privados que comercializam os grãos ou vendem semente e defensivos. Cabe a cada produtor investir em seu silo, no âmbito de sua propriedade, como fazem os canadenses, e ao governo, em parceria com o governo federal e municipal, a criação dos silos e armazéns de grande porte. Hoje vamos produzir somente no Paraná 27 milhões de toneladas, que serão como de costume vendidas no afogadilho, exportadas as pressas no fim da safra, com Grandes lucros para grupos como Luís Dreifus; ADM; Monsanto-Cargil; Dupont e Bunge Y Borg, por exemplo, ou todas as suas outras fachadas.

Finalizando transcrevo aqui a palavra de ordem que aquele presidente da ANAG, já tardiamente, é preciso que se diga, propunha aos brasileiros, e eu proponho aos paranaenses. “ARMAZENAGEM PROTEGIDA PRODUÇÃO GARANTIDA”

Wallace Requião de Mello e Silva

Transgênicos aprovados pelo governo federal.

Transgênicos aprovados pelo governo federal.

Os políticos ingênuos também são enganados, mas não são inocentes, são omissos, a história comprovará.

Finalmente o Ministro Roberto Rodrigues deixa a pasta, as conseqüências ficarão e o objetivo do seu trabalho foi alcançado, motivo pelo qual peço que republiquem esse texto elucidativo, escrito por mim em 2004.

A ingenuidade às vezes parece ser uma virtude. Ela é muitas vezes confundida com a pureza. Outras, com a inocência. Acredita-se de algum modo que o ingênuo não tenha culpa, mas nem sempre é assim, às vezes indica omissão culposa.

Ingênuos, alguns políticos brasileiros fecham os olhos para o problema dos transgênicos. Eles dirão no futuro; mas eu não sabia.

Reparem os senhores que todos só falam do grupo Monsanto produtor de semente e agrotóxicos, para o qual, todos já sabem o Paraná, se estivesse exportando a soja transgênica, teria pagado, somente para esse grupo internacional, em um ano, US$ 60.000.000,00 (sessenta milhões de dólares) só em royalties caso plantasse soja transgênica. Quem viu o Globo Rural do ultimo dia 21 de outubro, foi informado que esses Royalties subiram 50% no Rio Grande do Sul (lá se planta soja transgênica). Se isto estivesse acontecido no Paraná, estaríamos pagando 90 milhões em vez dos 60 milhões de dólares. Mas esse grupo não é o único grupo do setor a se beneficiar.

Há outros grupos mais fortes como vou explicar.

O Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, veio ao Paraná. Os ingênuos acreditaram em suas boas intenções, afinal, ele vem apressando a aprovação da lei de Biossegurança. Mas qual é o seu principal motivo? Como ninguém responde, a imprensa se cala, pensam os ingênuos, estaremos todos seguros. O Brasil defende-se dos transgênicos. Todos exultam. Que maravilha. Ledo engano.

Na verdade lemos na imprensa nacional uma serie de reportagens que dão uma pista sobre as intenções do Ministro. Site do Ministério da Agricultura 7/7/2004. ( diz o ministro: “Caso o projeto de Biossegurança ( como foi apresentado) não seja aprovado e regulamentado, os produtores de soja ficarão impedidos de cultivar e comercializar o produto geneticamente modificado nas próximas safras ( OGMT). Como vemos a preocupação do ministro era naquela data liberar o plantio e a comercialização de Transgênicos. Folha de São Paulo 25 de 6 de 2004: “Rodrigues pede Lobby para garantir próxima safra de soja transgênica” ( matéria assinada por Fabiana Futema da Folha ONLINE). Na mesma data na Folha ONLINE: Carlos Lovatelli presidente da ABAG ( Associação Brasileira de Agrobusiness ( vejam ...não agro negócios, mas Agrobusiness, para ressaltar a dependência e o interesse transacional) diz”: já estamos fazendo Lobby a bastante tempo para aprovar um substitutivo para a Lei de Biossegurança.

Lemos também em Folha de S1ào Paulo de 5 de 6 de 2004: “apenas 8% da soja plantada no Brasil é transgênica, e dessas 93 % esta no estado do Rio Grande do Sul”. O que comprava que ate então era mínimo a área plantada com transgênicos. E é obvio pretendiam aumentá-la.

O que os ingênuos não sabem é que o Ministro Roberto Rodrigues fez parte ativa do conselho administrativo da Fundação Bunge (Da Bunge e Borg). Carlos Lovatelli foi Vice presidente dessa mesma instituição, hoje chamada Fundação Santista. Uns dirão em socorro, e na defesa do ministro. Roberto Rodrigues e do presidente da ABAG; mas a Fundação trata exclusivamente de assuntos educacionais. Não é verdade. A Fundação como vou provar, reúne intelectuais brasileiro como um recheio de “Cavalo de Tróia” utilizado para burlar as resistências e se utiliza desses nomes para criar uma mentalidade favorável ao seu projeto maior. Ora senhores, a Fundação financiada pelo grupo Bunge y Borg arregimentou figuras importantes da intelectualidade brasileira criando uma opinião em favor do méga “Grupo Bunge y Borg” e da transgênia. O Presidente dessa fundação foi o ex. ministro e jurista Miguel Reale, o vice presidente justamente o senhor Carlos Locatelle (ABAG), e o Ex-ministro César Klabin Lafer (judeu) ocupou nela lugar de destaque. Outros nomes do Conselho Administrativo da Fundação ocupam cargos importantes no poder publico ou na própria Bunge Y Borg, como, por exemplo: Mário Barbosa Neto hoje presidente da Bunge Fertilizantes e ex. presidente da Fosfertil, Flávio de Sá Carvalho ex. alto funcionário do “Bank of America” vice presidente de operações financeiras internacionais, e diretor de recursos para os bancos da America Latina, atual gerente de recursos humanos da Bunge.

Bunge y Borg é um grupo judeu holandês, existente há quase 180 anos, que iniciou com o comércio de madeira, borracha e especiarias, depois passando para o trigo, e que esteve radicado por uns longos anos na Argentina sob o comando de Caravallos Hirsh (Judeu e descendente de M. Hirsh autor e financiador da colonização judia da Argentina em 1890) e é conhecido naquele país como o “POLVO” dado aos seus muitos tentáculos ávidos de mercado. Incrível coincidência. O governo LULA, que também é um pequeno polvo, encontra-se envolvido nos braços da Bunge. Ou seja, o grande polvo envolve em seus tentáculos o pequeno polvo, o LULA, e em certa medida o submete. O grupo é concorrente no campo da transgênia juntamente com os outros grupos tais como Louis Dreyfus (francês); ADM - Continental (USA); Monsanto-Cargil (iniciado em Mineapolis com as famílias Cargil e MacMillan (USA); e outros como André (Lausanne- Suiça) explorando a transgênia seja na soja, seja no algodão ou no trigo.

Hoje a “Bunge e Borg” é um grupo empresarial, industrial e financeiro, que possui banco, fabrica de tintas, indústrias têxteis, transporte marítimo, e ferroviário, fabricas de vidro, siderurgia e pecuária; e que é o dono no Brasil do grupo Santista e Alpargatas, por exemplo, (Tecidos e Moinhos). Sentiram a força do grupo? Mas tem muito mais, são suas as seguintes marcas: Delicia; IAP; Serrana; Ouro Verde; Primor; Mila; All Day; Maionegg’s; Soya; Salada; Mannah; Sol; Pety Bom; Boa Sorte; Seara; Moinhos Fluninense; Moinhos da Lapa; Moinho Catarinense; Moinho Curitiba; Moinho Paulista e outras empresas que se opõe à rotulagem dos transgênicos.

Roberto Rodrigues, que tem ligações funcionais com a Agroceres (ligada a Bunge y Borg) (Ceres Assessoria) foi membro do Conselho Assessor da Embrapa onde defendeu a transgênia, e é representante de diversos órgãos internacionais que regulam, imaginem vocês, o uso do planeta como se fosse uma grande fazenda particular dos grupos transnacionais. Os habitantes do Brasil (acreditem) são meros peões das suas fazendas. Acredito que esse fato estabelece o elo denunciado como o uso das “experiências transgênicas estatais” (EMBRAPA) órgão federal, justificam assim, como uma espécie de “Cavalo de Tróia” e introduzem o uso dos transgênicos no Brasil, pelas mãos do Governo Federal. Foi também, o nosso ministro, conselheiro do IAPAR no Paraná, quando se estabeleceu as suas relações com a COAMA. As experiências com sementes transgênicas na Embrapa, serviram, repito, apenas para justificar a introdução das sementes transgênicas no país, facilitando, ou melhor, asfaltando o caminho para grupos maiores como aqueles citados acima aos quais a Embrapa não tinha condições de concorrência. A Embrapa não tinha e não tem condições para produzir sementes em condições de concorrência com os grupos transnacionais. Seu esforço induzido serviu apenas para justificar o argumento das transnacionais: Veja o governo também produz transgênicos.

Hoje, o ministro, encabeça e apressa a luta para a oficialização dos transgênicos no país através da lei de Biossegurança. (Um crime, com conseqüências gravíssimas, segundo o pesquisador irlandês Aspad Posztat em entrevista ao programa “Milênio” de TV)

Como o Grupo Bunge e Borg tem hoje sua sede em NY (EUA) e é comandado por um brasileiro, Alberto Weisser (judeu); ex. diretor da SEARA, uma das empresas do grupo no Brasil, não é difícil explicar a urgência das providências tomadas pela Bolsa de Chicago junto ao Porto de Paranaguá (aliás, como já vimos conectada pela COAMO de Cascavel, que também manteve profundas relações com o ministro Roberto Rodrigues). Estreitaram, é verdade, para o controle absoluto, o gargalo de exportação paranaense de modo que, o Brasil, por essa via, não tente vender para a China para a Ásia ou Europa soja tradicional sem o “aval” e controle desses “Mega-Grupos” empresariais transnacionais, defendendo os seus interesses e também criando a estrutura de pressão comercial para facilitar num futuro de curto prazo, a comercialização de transgênicos, caso os paranaenses e seu governo insista na resistência.

Eles sabiam das intenções do Governo do Paraná de formar, num futuro próximo uma Bolsa Paranaense de Mercadorias e Futuros, e isso era, para eles, inadmissível. O Paraná não deve desenvolver nenhuma autonomia.

Veja o leitor que eu não estou fazendo nenhuma acusação, estou comentando fatos verdadeiros, pontinhos aparentes de uma grande montanha submersa. Uma realidade cruel. Um pequeno capítulo de crime contra a liberdade da humanidade.

Quem quiser saber mais sobre o assunto, leia os trabalhos do professor Fernando Roberto de Freitas Almeida “Grãos como Arma Alimentar” facilmente encontrados na Internet. Depois de controlada a comida, (agora patenteada e com donos bem definidos) virão às antecipações de credito sobre o carbono, onde nós seres vivos comuns pagaremos pelo ar que respiramos, enquanto os grandes grupos envenenam os ares com suas indústrias, e nos cobrarão as “reservas técnicas”. Desculpem o trocadilho, mas... “Nesse mundo pagão; pagar royalties é viver”. Primeiro, pagaremos royalties sobre a terra, agora sobre os frutos da terra, depois sobre a água e em breve sobre o ar que respiramos.

Adeus Liberdade. Adeus Soberania.

Wallace Requião de Mello e Silva.
Pesquisa & Texto.

domingo, 16 de novembro de 2008

Os grandes Zeppelins amazônicos


A Palavra Zeppelin é o nome dado aos grandes balões rígidos e dirigíveis, que derivam do nome do Barão alemão que melhorou os dirigíveis, ao tempo das grandes guerras. Pode-se usar o nome Zepelim, sem erro, ou como estou usando aqui, Zeppelins, na sua forma original.
Existe um adágio popular que diz: Só se ama o que se conhece. Se você pensar que nós paranaenses, muitas vezes não conhecemos o nosso produtivo estado em toda a sua extensão embora vivamos nele há gerações, ( Paraná 2,6% do território nacional) não estranhará o leitor que os amazônicos (amazônidas) e amazonenses, embora vivendo na Amazônia Legal, não conheçam em sua totalidade, e verdadeiramente no que diga respeito às suas riquezas, nosso território amazônico legal, que corresponde a 57% do território nacional. Se os homens da Amazônia Legal Brasileira não a conhecem em profundidade, nós brasileiros de todos os rincões a conhecemos menos ainda. Então, com essa verdade em mente, voltamos ao adágio popular nos perguntando: como amá-la se não a conhecemos verdadeiramente?
Essa imensa região tem sido uma área de resistência aos homens, que se fixaram as margens dos rios, e muito poucas vezes se aventuram a longas viagens pelo seu interior inóspito. Não estamos exagerando, estamos constatando uma realidade. Como conhecer em detalhes uma área quase toda inacessível e correspondente a maior, do que 20 estados do Paraná?
Ferrovias ou rodovias, como todos sabem criam impactos ambientais enormes, haja vista a construção da transamazônica na década de 70. Trens sãos menos impactantes e possivelmente necessários para a região, aviões necessitam de pistas e infra-estrutura, e suas capacidades de carga são, ainda hoje, muito limitadas. O Brasil, como o tempo, se utilizou dos rios, o melhor meio ate a presente data. Depois de expedições por terra. Em seguida, fez uso do RADAN (Radar amazônico), depois do SIVAN (Sistema de vigilância da Amazônia), agora se utiliza de imagens de satélites, mas tudo isso não passa de investigação a distancia, como quem vê TV. A imagem não tem cheiro, gosto, mosquitos e outros insetos, serpentes e estrangeiros. As imagens enganam. Nessa perspectiva é que nos vêm à mente os Zepelins. Essas aeronaves que se mantém no ar pela força da diferença de peso de seus gases em relação ao meio que as cerca, movem-se lentamente em relação aos aviões modernos como grandes peixes no Ar. Talvez vocês não lembrem, mas um grande Zeppelin, podia atravessar os oceanos, investigar os pólos do planeta, e eles podem, hoje, sem duvida alguma investigar e assistir a Grande Amazônia Legal Brasileira. Investigar e cuidar, defender, inventariar, levar correio e saúde, armas ou cargas, sem mexer em uma só árvore, sem poluir, sem ofender, nem ao menos, com excessivo ruído, a paz dos animais e pássaros, ou dos ribeirinhos.
Eles já foram cheios de Hidrogênio. Depois do acidente de New York passaram a usar o Helio. Eles usaram grandes motores a combustão e ate motores turbo hélices. Hoje, como todos sabem já há experiência de aviões movidos a motores elétricos. A grande superfície dos invólucros dos Zepelins faz deles ideais, para a instalação de pequenas unidades captadoras de energia solar, que, ou alimentariam uma célula a hidrogênio, ou diretamente, seus motores elétricos. Se os ventos da planície Amazônica não forem impeditivos, esses aparelhos dormem no ar, ancorados por cabos fixados as grandes árvores. Homens, mais de 100 a bordo, com todo o conforto, viajam nesses peixes do ar, com seus laboratórios e aparelhos, descendo e subindo ao solo, e do solo, por cabos elevadores. Assim, pode-se chegar a uma longínqua área inacessível, em poucas horas, ou levar socorro as populações, combater narcotraficantes da floresta e contrabandistas, bandos estrangeiros armados, cientistas não autorizados, e outra situação eventual.
Os silenciosos e vagarosos (não tão vagarosos assim) dirigíveis, os Grandes Zepelins Amazônicos, a serviço da nossa Marinha, Exército e Aeronáutica, fariam para o Brasil e países vizinhos, um serviço incomparável, indispensável e insubstituível de contacto, integração e estudo de sustentabilidade amazônica. Eles também seriam modernos estúdios aéreos de Televisão, colocando no ar, para o Brasil e o Mundo, as maravilhas dessa região brasileira.
Então com certeza, todos nós a amaríamos.
O autor esteve três vezes nessa imensa região.
Wallace Requiâo de Mello e Silva.
Para o G 23 de Outubro.