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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

O Coronel foi Ferroviario.


Clique sobre a imagem ela crescerá para você curtir. Trata-se de uma pagina do livro " Ce, anos de vida Parlamentar" de Maria Nicolas.
Esse resumo da vida do Coronel, é suficiente para bem representar o seu caráter.
Como bem dissemos em texto anterior, ele é avô paterno do Gopvernador Roberto Requião.

Prudentópolis.

Os documentos que mostro aqui mostram uma foto da avo pela linha materna de Requião Cristiana Keinert e uma pagina do documento de imigração de seus pais e bisavós de Requião. Cristiana Keinert casou-se em Guarapuava com Euclides Requião e tiveram posteriormente um hotel ou pensão em Prudentópolis, onde registraram um de seus filhos, Ivo Requião, em 1904.

P Governador receberá o Titulo de Cidadão Honorário de Prudentópolis em 8 de Agosto de 2009.

Documento Histórico




Clique sobre a imagem ela crsce para você poder curtir. O Coronel Wallace, avô de Requião, foi vereador, presidente da Camara, deputado em duas legislaturas, comandante da Guarda Nacional e um dos 37 fundadores do Clube Atlético Paranaense, segundo documento apresentado por Jeferson Gomes, comentarista esportivo e neto do Presidente do Atlético Jofre Cabral.
















Carta Patente de Te.Coronel Comandante, assinada pelo Presidente Wenceslau Braz. 1913


quinta-feira, 5 de março de 2009

Um presente ao governador.


Justiniano de Mello e Silva, bisavô de Roberto Requião de Mello e Silva, é o elo do passado, que hoje, e no futuro, faz e fará a ligação, de Requião politico, com Pernambuco, Espirito Santo, Sergipe, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Maranhão.
O vento que sopra sobre essa obra incomum, e o interesse que ela vem despertando em muitos estudiosos, vem também abrindo o caminho político de Requião em estados brasileiros que ele não imaginava ter tanta penetração, ter laços de profundo vínculo histórico, cultural, e quiçá profético.
O velho plantou num passado remoto, e hoje um dos seus bisnetos começa a colher os frutos de uma rara árvore.

Obra em dois volumes, 1400 páginas, que segundo Luiz Delfino, fazia parte de oito preciosos volumes, e causou espanto sim, a Eusebio Motta, Farias de Brito, Fausto Cardoso, Luis Delfino, Jackson de Figueiredo, Constâncio Alves, Barreto Filho, Rocha Pombo , Nestor Vitor e Andrade Murici, David Carneiro, Sylvio Romero entre outros.

Venho estudando a sua obra ( raríssima) num vagar respeitoso, e descobri o quanto me falta de embasamento para um julgamento, todavia, já percebo luzes a clarear assuntos que desde muito me perturbavam o espirito, pois a Verdade Histórica tem sido a "mentira mais perfeita", mais elaborada, a maior das ilusões.

Logo farei, um texto introdutório, a reapresentar essa obra formidável, que incompreendida, mesmo assim, vem abrindo caminho através dos anos para os elevados desígnios de minha família.










Wallacereq@gmail.com para o G 23. Ode a A.Sergipe.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O Patriarca Requião em Nova Versão

O Patriarca Requião em nova versão.via grupog23 de Grupo G23 em 15/09/08
O Patriarca Requião.
Embora seja o primeiro dos Requião a chegar ao Paraná, Luiz Antônio Requião, o patriarca, cuja vida, em alguns aspectos continua nebulosa, é o motivo principal quer tenho para elaboração desse artigo. Lançar alguma luz.Luiz Antônio é o bisavô do Governador Roberto Requião pela linha materna. Pai, portanto, de Euclides Requião, avô pela linha materna, do Governador.Dele não se conhece imagem. Ele era um Abraão, um homem que deixou tudo, e veio para a “Terra Prometida”, o Paraná, embora, não por uma promessa de Deus, mas a serviço da Igreja e do Imperador Dom Pedro II. Era natural da Bahia. Assumiu o Posto de Inspetor Geral de Rendas Publicas do Governo Imperial, algo como Coletor de Impostos, tomando posse, conforme documento original, em 17 de Junho de 1849, na nossa, então, 5a Comarca de São Paulo. Embora haja uma insegurança nessa data, que pela grafia do documento, tanto pode ser 1849 ou 1879, e trinta anos fazem diferença. Fazem diferença porque a primeira diz respeito ao período histórico anterior a emancipação do Paraná e a segunda é posterior, embora ambas, ainda no período imperial. Advogo que seja a primeira, pois tendo casado em 1861 haveria, Luiz Antônio, de estar empregado e seguro. Nunca pude saber se veio ao Paraná, em nome da Igreja, ou se veio assumir o tal cargo do Império.Um número considerável de documentos assinados por ele, existentes no Arquivo Público do Paraná, sugerem que ele informava as estatísticas da Comarca, dando ciência ao imperador, ou aos seus servidores mais graduados, e coletava os impostos. Se tomarmos como exatos os numero que nos trazem as anotações do historiador Romário Martins, podemos aquilatar a importância que haveria de ter tal cidadão. O Paraná todo, possuía então, (1858) 69.380 (sessenta e nove mil e trezentos e oitenta) habitantes e inexistia estrada transitável por rodas. A região de Curitiba tinha cerca de 6000 almas, e nesse contexto, um Coletor Imperial haveria de ter sua importância social.
Desde 1811, com a atuação de Pedro Joaquim Correia de Sá, o Paraná ansiava pela emancipação. Embora houvesse outros movimentos emancipatorios, como o de Bento Viana em 1821, ou a Revolução Liberal de 1842, foi mesmo no Senado Imperial, que se resolveu a emancipação de nosso Estado. Não seria temerário afirmar, que desses informes e impostos transferidos, por Luiz Antônio Requião, algo de positivo possa ter tido peso e influência na questão da emancipação, que foi como já disse, ato eminentemente político, liberando, ao menos administrativamente, o nosso estado, do seu vizinho São Paulo. Embora a emancipação política de nosso estado tenha ocorrido em 1853, sob o ponto de vista econômico, nosso estado continua sendo sugado, pelo estado vizinho, que faz o papel de um mini EUA, dentro do Brasil. Os paranaenses não parecem ter perfeita consciência desse fenômeno, que faz e mantém o Paraná um escravo do estado vizinho.Antiga tradição familiar nos conta, porém, que ao chegar ao Paraná, Luiz Antônio, era ainda um “Formigão”, um seminarista que portava o habito religioso carmelita sem ter feito, no entanto, seus votos permanentes. O uso de seminaristas no serviço do Império era algo comum, pois esses eram primorosamente alfabetizados, conheciam o latim, contabilidade, e humanidades, além, é claro, de noções do direito Eclesial e Civil. Alguns padres tiveram vida notável na política do Paraná como, por Exemplo, o Pe. Francisco Chagas Lima, e, na verdade, em todo o Brasil. Luiz Antônio, diferentemente, não fez carreira sacerdotal, casando-se, como já dissemos, em 1861 com uma das filhas de Cândido Martins Lopes, fundador de nosso primeiro jornal.Cláudio Veiga, atual presidente da Academia Baiana de Letras, em recente livro sobre a vida do deputado e empresário da imprensa baiana, Altamirano Requião, o emérito fundador e proprietário do prestigiado jornal baiano “Diário de Noticias”; relatando um pouco de seus familiares e antepassados baianos que se espalharam pelo Brasil, nos dá algumas pistas sobre a localidade de origem de Luiz Antônio Requião. Município de Cachoeira, na Bahia, seria o seu verdadeiro berço.Sabemos, pela “Genealogia Paranaense”, de Francisco Negrão, que era filho de seu homônimo, Luiz Antônio Requião e Constância Maria Dias, ambos baianos. Casou-se em 31 Agosto de 1861, em Curitiba, com a jovem Gertrudes da Silva Lopes, ela era natural do Rio e uma (a quarta) entre os dez filhos de Cândido Martins Lopes. Cândido tipografo, jornalista, Juiz de Paz, e chefe de policia, era o prestigiado fundador do primeiro jornal do Paraná emancipado: “O Dezenove de Dezembro”. Gertrudes Lopes, agora senhora Luiz Antônio Requião, era pianista. Pequenina, um dos seus sapatos, guardado pela família, é quase um sapato de criança, embora tenha tido ela, grande vigor e muitos filhos.Seus oito filhos:(1) Edmundo Requião, nascido em 9 de Agosto de 1862 e casado com Francisca Leal Requião em 24 de Dezembro de 1887. Foi comerciante em Paranaguá e Foz do Iguaçu. (paira sobre ele se era ou não militar, (Major telegrafísta), pois seu nome esta ligado a história da fundação da cidade de Prudentópolis e da Vila Militar de Foz do Iguaçu). Seu nome é encontrado também na ata de fundação da Santa Casa de Misericórdia em Curitiba, e na história dos primórdios de Foz do Iguaçu. Francisco Negrão, no entanto, em obra de 1934, o apresenta como prospero comerciante em Foz e Paranaguá.Tiveram três filhos.(2) Virgílio Requião casado com Rosa Gonçalves Guimarães Requião. Virgílio Requião era homem tão forte que estourava uma maçã, apenas apertando-a com a mão.(3) Constança Requião, falecida em 1881.(4) Getúlio Requião, casado com Cândida Pereira Requião.(5) Euclides (Lopes) Requião (Avô Materno do Governador) casado em 26 de Dezembro de 1900, em Guarapuava com Cristhiana Keinert. Teve próspero comercio em Curitiba, gráfica em Guarapuava e Hotel em Prudentópolis. Faz parte, com Lívio Moreira, e outros, dos históricos fundadores da Radio Clube Paranaense, a primeira radio do Estado. Tiveram oito filhos.(6) Aníbal Requião (Patrono do Cinema no Paraná, fundador do Cine Smart) casado em 15 de Junho de 1897 com Carolina Correia Requião ela filha do Comendador Prisciliano Correia. Aníbal foi o autor das primeiras imagens cinematográficas das Cataratas do Iguaçu e Sete Quedas, fundador das Papelarias Requião, da Livraria Econômica, da Casa Vítrix, e do primeiro cinema do Paraná, que era, seis anos anterior ao célebre cinema de Francisco Serrador.Tiveram três filhos.(7) Judith Requião, solteira.(8) Esther Requião Von Meien ( a garota que recebeu Dom Pedro II em 1880, conforme registrou a imprensa, e o acompanhou em sua carruagem do Caminho da Graciosa ao Palácio Avenida ( Rua das Flores com Rua da Liberdade) que era a sede do Governo); ela viúva de Artur von Meien. Fundaram, em Curitiba a Casa Cristal.Tiveram oito filhos.
Desses oito filhos de Luiz Antônio Requião, e netos, obviamente, descendem, praticamente todos os Requião do Paraná.
Wallace Requião de Mello e Silva.



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Patriarca Requião em Nova Versão

O Patriarca Requião em nova versão.via grupog23 de Grupo G23 em 15/09/08
O Patriarca Requião.
Embora seja o primeiro dos Requião a chegar ao Paraná, Luiz Antônio Requião, o patriarca, cuja vida, em alguns aspectos continua nebulosa, é o motivo principal quer tenho para elaboração desse artigo. Lançar alguma luz.Luiz Antônio é o bisavô do Governador Roberto Requião pela linha materna. Pai, portanto, de Euclides Requião, avô pela linha materna, do Governador.Dele não se conhece imagem. Ele era um Abraão, um homem que deixou tudo, e veio para a “Terra Prometida”, o Paraná, embora, não por uma promessa de Deus, mas a serviço da Igreja e do Imperador Dom Pedro II. Era natural da Bahia. Assumiu o Posto de Inspetor Geral de Rendas Publicas do Governo Imperial, algo como Coletor de Impostos, tomando posse, conforme documento original, em 17 de Junho de 1849, na nossa, então, 5a Comarca de São Paulo. Embora haja uma insegurança nessa data, que pela grafia do documento, tanto pode ser 1849 ou 1879, e trinta anos fazem diferença. Fazem diferença porque a primeira diz respeito ao período histórico anterior a emancipação do Paraná e a segunda é posterior, embora ambas, ainda no período imperial. Advogo que seja a primeira, pois tendo casado em 1861 haveria, Luiz Antônio, de estar empregado e seguro. Nunca pude saber se veio ao Paraná, em nome da Igreja, ou se veio assumir o tal cargo do Império.Um número considerável de documentos assinados por ele, existentes no Arquivo Público do Paraná, sugerem que ele informava as estatísticas da Comarca, dando ciência ao imperador, ou aos seus servidores mais graduados, e coletava os impostos. Se tomarmos como exatos os numero que nos trazem as anotações do historiador Romário Martins, podemos aquilatar a importância que haveria de ter tal cidadão. O Paraná todo, possuía então, (1858) 69.380 (sessenta e nove mil e trezentos e oitenta) habitantes e inexistia estrada transitável por rodas. A região de Curitiba tinha cerca de 6000 almas, e nesse contexto, um Coletor Imperial haveria de ter sua importância social.
Desde 1811, com a atuação de Pedro Joaquim Correia de Sá, o Paraná ansiava pela emancipação. Embora houvesse outros movimentos emancipatorios, como o de Bento Viana em 1821, ou a Revolução Liberal de 1842, foi mesmo no Senado Imperial, que se resolveu a emancipação de nosso Estado. Não seria temerário afirmar, que desses informes e impostos transferidos, por Luiz Antônio Requião, algo de positivo possa ter tido peso e influência na questão da emancipação, que foi como já disse, ato eminentemente político, liberando, ao menos administrativamente, o nosso estado, do seu vizinho São Paulo. Embora a emancipação política de nosso estado tenha ocorrido em 1853, sob o ponto de vista econômico, nosso estado continua sendo sugado, pelo estado vizinho, que faz o papel de um mini EUA, dentro do Brasil. Os paranaenses não parecem ter perfeita consciência desse fenômeno, que faz e mantém o Paraná um escravo do estado vizinho.Antiga tradição familiar nos conta, porém, que ao chegar ao Paraná, Luiz Antônio, era ainda um “Formigão”, um seminarista que portava o habito religioso carmelita sem ter feito, no entanto, seus votos permanentes. O uso de seminaristas no serviço do Império era algo comum, pois esses eram primorosamente alfabetizados, conheciam o latim, contabilidade, e humanidades, além, é claro, de noções do direito Eclesial e Civil. Alguns padres tiveram vida notável na política do Paraná como, por Exemplo, o Pe. Francisco Chagas Lima, e, na verdade, em todo o Brasil. Luiz Antônio, diferentemente, não fez carreira sacerdotal, casando-se, como já dissemos, em 1861 com uma das filhas de Cândido Martins Lopes, fundador de nosso primeiro jornal.Cláudio Veiga, atual presidente da Academia Baiana de Letras, em recente livro sobre a vida do deputado e empresário da imprensa baiana, Altamirano Requião, o emérito fundador e proprietário do prestigiado jornal baiano “Diário de Noticias”; relatando um pouco de seus familiares e antepassados baianos que se espalharam pelo Brasil, nos dá algumas pistas sobre a localidade de origem de Luiz Antônio Requião. Município de Cachoeira, na Bahia, seria o seu verdadeiro berço.Sabemos, pela “Genealogia Paranaense”, de Francisco Negrão, que era filho de seu homônimo, Luiz Antônio Requião e Constância Maria Dias, ambos baianos. Casou-se em 31 Agosto de 1861, em Curitiba, com a jovem Gertrudes da Silva Lopes, ela era natural do Rio e uma (a quarta) entre os dez filhos de Cândido Martins Lopes. Cândido tipografo, jornalista, Juiz de Paz, e chefe de policia, era o prestigiado fundador do primeiro jornal do Paraná emancipado: “O Dezenove de Dezembro”. Gertrudes Lopes, agora senhora Luiz Antônio Requião, era pianista. Pequenina, um dos seus sapatos, guardado pela família, é quase um sapato de criança, embora tenha tido ela, grande vigor e muitos filhos.Seus oito filhos:(1) Edmundo Requião, nascido em 9 de Agosto de 1862 e casado com Francisca Leal Requião em 24 de Dezembro de 1887. Foi comerciante em Paranaguá e Foz do Iguaçu. (paira sobre ele se era ou não militar, (Major telegrafísta), pois seu nome esta ligado a história da fundação da cidade de Prudentópolis e da Vila Militar de Foz do Iguaçu). Seu nome é encontrado também na ata de fundação da Santa Casa de Misericórdia em Curitiba, e na história dos primórdios de Foz do Iguaçu. Francisco Negrão, no entanto, em obra de 1934, o apresenta como prospero comerciante em Foz e Paranaguá.Tiveram três filhos.(2) Virgílio Requião casado com Rosa Gonçalves Guimarães Requião. Virgílio Requião era homem tão forte que estourava uma maçã, apenas apertando-a com a mão.(3) Constança Requião, falecida em 1881.(4) Getúlio Requião, casado com Cândida Pereira Requião.(5) Euclides (Lopes) Requião (Avô Materno do Governador) casado em 26 de Dezembro de 1900, em Guarapuava com Cristhiana Keinert. Teve próspero comercio em Curitiba, gráfica em Guarapuava e Hotel em Prudentópolis. Faz parte, com Lívio Moreira, e outros, dos históricos fundadores da Radio Clube Paranaense, a primeira radio do Estado. Tiveram oito filhos.(6) Aníbal Requião (Patrono do Cinema no Paraná, fundador do Cine Smart) casado em 15 de Junho de 1897 com Carolina Correia Requião ela filha do Comendador Prisciliano Correia. Aníbal foi o autor das primeiras imagens cinematográficas das Cataratas do Iguaçu e Sete Quedas, fundador das Papelarias Requião, da Livraria Econômica, da Casa Vítrix, e do primeiro cinema do Paraná, que era, seis anos anterior ao célebre cinema de Francisco Serrador.Tiveram três filhos.(7) Judith Requião, solteira.(8) Esther Requião Von Meien ( a garota que recebeu Dom Pedro II em 1880, conforme registrou a imprensa, e o acompanhou em sua carruagem do Caminho da Graciosa ao Palácio Avenida ( Rua das Flores com Rua da Liberdade) que era a sede do Governo); ela viúva de Artur von Meien. Fundaram, em Curitiba a Casa Cristal.Tiveram oito filhos.
Desses oito filhos de Luiz Antônio Requião, e netos, obviamente, descendem, praticamente todos os Requião do Paraná.
Wallace Requião de Mello e Silva.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Um ramo alemão.

O Ramo Alemão da Família Requião.
Por: Wallace Requião.

Não estou em busca de nobres origens, ou vaidosos feitos históricos, quero apenas ampliar o círculo de conhecimento objetivo sobre nossos antepassados, avaliar suas influencias sobre as gerações, e identificar as vocações dos membros formadores da Família Requião de Mello e Silva. Pretendo, do resultado obtido, desenvolver uma tese geral sobre a hereditariedade, ambiente e profissão.
Tarefa bem difícil é organizar uma árvore genealógica de uma família. Se você considerar, que em vinte gerações, temos 1024 pessoas, ou 512 casais diretamente envolvidos com apenas um dos membros em investigação,(isso quando não ocorrem segundas núpcias), percebe-se a dificuldade da trama. Raramente as pessoas conhecem o nome de seus antepassados além da terceira geração. Trata-se portanto de verdadeiro garimpo.
Escolhido, por mim, o Governador do Paraná, Roberto Requião, como um ponto inicial da pirâmide hereditária, investigada nessa fase, encontramos pela sua linha materna, um ramo alemão já na terceira geração. O que corrobora, indiretamente com o nome Requião, que embora sendo toponímico português têm origem claramente Sueva, e raízes góticas como afirma Farid Mansur Guerios, ou como certa feita nos alertava Elvídio Ferrari segundo informações colhidas da Enciclopédia Portuguesa Brasileira, em 6 de junho de 1985.
Minha primeira investigação, no entanto, lançou luzes de ascendência familiares nas cidades de São Francisco e Itajaí em Santa Catarina, assim como Curitiba, Guarapuava e Prudentópolis, no Paraná e agora, com essas ultimas investigações, esbarro em patrimônio na Freguesia de Belém, município de Castro.
Um jornal em data de 24 de março de 1957, sob o titulo de Relíquias do Passado, conta-nos uma boa história de Gaspar Leopoldo Bischof.
Nascido em 4 de janeiro de 1826, oriundo da agricultura em Elmen, distrito de Reutter no Tirol. Personalidade incomum, agricultor, que numa atitude rara e aventureira para um humilde homem do campo, esteve na Suíça, (Suissa conforme a grafia do Jornal à época) Prússia e França, se bem interpretei a argumentação do autor.
No ano em que o Paraná alcançou sua emancipação política, Gaspar estava em Jerusalém com um visto datado de 7 de abril de 1853, expedido pelo consulado da Áustria em Jerusalém. De língua alemã, católico, teve uma vida riquíssima em aventuras que alternavam entre a arte escultórica religiosa e obras ferroviárias. Esteve no Egito e em Constantinopla. Sabe-se que trabalhou no atelier do mundialmente famoso escultor alemão, Ludwig Eberle ate 11 de fevereiro de 1860. Curiosamente dois anos depois, casar-se-ia em Guarapuava, em 16 de outubro de 1862, com Ema Joana Keinert, ela natural de Hanover (Annover), e filha de Cristiano Keinert e Carolina Siofia Wriigent (conforme a grafia do jornal). Tiveram 9 filhos, não fica claro, todavia, se em Guarapuava ou em Castro. Em 1957, havia em Guarapuava, ainda vivo, um de seus descendentes, Paulo Bischof.
Gaspar Leopoldo Bischof faleceu em Guarapuava em 21 de outubro de 1894. Numa próxima visita a Guarapuava vou procurar o seu tumulo e melhores informações.
Mas que relação, você pode estar se perguntando, tem isso com os Requião de Mello e Silva? Acontece que Ema Joana Keinert, tudo indica, pelo nome de seus pais, era irmã do bisavô de Requião, o alemão Carl Heirrich Cristian Keinert, filho de Heirrich Cristian Ciriacus Keinert e Sophie Caroline, natural de Wiegand. Portanto, Cristiano e Sofia Keinert eram os trisavôs do Governador Requião e pais de Ema.
Car Heirrich Cristian Keinert, alemão e irmão de Ema, casou-se com uma gaúcha, Luzia Soares de Abreu Keinert, em Guarapuava no ano de 1860, e uma das filhas do casal, Cristiana (Abreu) Keinert casou-se em Guarapuava, com Euclides Requião em 26 de dezembro do ano de 1900 sendo esses dois últimos os avós do Requião, e pais da mãe do Governador. O casal teve oito filhos.Tanto os trisavós, como o bisavô de Requião e avô de sua mãe, como vemos, pela linha materna, eram naturais da Alemanha. Em anexo fac-símile do documento de saída da Alemanha de Carl Henrrich Cristian Keinert que provavelmente viajou em companhia de seus pais e irmãos, documento datado de 17 de julho de 1853. Em 1857 já estavam em Guarapuava tendo desembarcado, tudo indica, em Santa Catarina.
Euclides (Lopes) Requião, que era filho de Luiz Antonio Requião, natural da Bahia (e que já exercia profissão no Paraná desde 1874) e de Gertrudes Lopes (natural de Niterói, que mudara ao Paraná com seu pai, o gráfico Candido Martins Lopes em 1853) possuiu uma gráfica em Guarapuava e um hotel em Prudentopolis (entre 1903/1908). Em anexo foto do casal Euclides Requião e Cristiana Keinert Requião , ambos faleceram na cidade do Rio de Janeiro.
Curiosamente o governador Requião casou-se com uma catarinense, com raízes riograndenses, natural de Joaçaba, e de origem teuto-italo-prussiana, que surpreendentemente mantém traços de arquetipica tradição cigana.

Wallace Requião de Mello e Silva.

Dr. Thadeu.

Os parentes políticos do governador (III).
Dr. Thadeu.

Wallace Thadeu de Mello e Silva (1908/1980).
Talvez esse seja o político, parente do governador, que maior dificuldade me crie para descrevê-lo. Trata-se de meu pai. Nunca é fácil escrever sobre o próprio pai, existem sempre forte emoção e medo de ser injusto, omisso, ou desatento aos detalhes significativos de sua vida.
Medico aos vinte e seis anos; formado em Belo Horizonte, labutou ao lombo do cavalo, uma medicina heróica, característica dos anos 1934 e seguintes, cavalgando com um “mini consultório” que levava ao lombo do burro, seguido de um único ajudante e guarda costas, ambos, a cavalo, acompanhados por um grande cachorro Terra Nova chamado Barigüi, atendia assim nos caminhos (não havia estradas como hoje, e carros eram raros) e vilarejos das serras do interior de Minas Gerais e Espírito Santo. Curitibano, nascido em 1908, filho de Tn. Cel. Wallace de Mello e Silva, militar, político e ferroviário, e Joana Thadeu de Mello e Silva, criou-se na rua Dr. Pedrosa, número 12, casarão que já não existe, na esquina com a Praça do Mercado Municipal, hoje Praça Rui Barbosa. Tudo indica começou seu curso de medicina em Curitiba, pois a Dra Ione Busse, da turma de 1930, entregou-me uma lista de seus colegas, e ali consta o nome de meu pai. Seu CRM é, no Paraná, o de numero 610. Exerceu o jornalismo ate 1938 sendo fundador do Jornal “Tribuna de Vitória”. Portava a carteira de jornalista-redator de número 100, da Associação Espírito Santense de Imprensa. Exerceu a medicina em Ipanema MG (antiga Jose Pedro); Colatina ES; Vitória ES; Jundiaí SP; São Paulo SP; Antonina PR; Joinvile SC, só voltando, definitivamente para Curitiba, em 1941, devido ao desejo do casal que pretendia a naturalidade do filho primogênito na sua querida e cara cidade natal. Aqui casou com Lucy Requião, em 1940, voltando para São Paulo capital onde exercia com seus dois irmãos mais velhos a medicina cheia de “eletrônicos” dos anos 40, em consultório bastante prestigiado, situado na conhecida e também prestigiada Av. São João. Um de seus irmãos, recém chegado da França, com estagio na Áustria, e formação médica em Berna na Suíça, depois de ter passado pouco mais de 15 anos na Europa, iniciava com glamour a pratica da psicanálise na capital paulista. Seu outro irmão, mais velho, exercia a cirurgia, enquanto ele, à época, dedicava-se às doenças pulmonares e vasculares. Nesse período, de estreito convívio, pois dividiam, os três, o mesmo apartamento, nasce em germe o interesse pela Psicologia, seus métodos e suas praticas. Meu pai, psicólogo por força de lei, exerceu o cargo de Psicólogo do Tribunal de Justiça, foi diretor de serviço de Criminologia do DEPE, Diretor do Serviço Vocacional do Colégio Estadual do Paraná, foi diretor do IMPOPE, instituto privado responsável pelo serviço de Recursos Humanos da Telepar, foi contratado da Federação Paranaense de Futebol, exercendo a seleção de juizes de futebol, foi professor na UFPR no Hospital de Clinicas, e da Faculdade de Economia, médico de Saúde Publica e do Sandu, foi também “Medico Psicotécnico” do quadro de funcionários da Secretaria de Segurança Publica, clinico geral do IBC (Instituto Brasileiro do Café) e de outras instituições, como a Rede Ferroviária Federal, onde foi inspetor sanitário das “Minas de Carvão do Paraná e Santa Catarina”. Vereador em Curitiba; e prefeito municipal também em Curitiba em 1951. Seu pensamento sobre a Curitiba dos anos 50 é claramente exposto em um livreto de 23 paginas, datado de setembro de 1954 sua segunda campanha.
É autor e co autor de dois pequenos livros. técnicos. Um deles é citado por Leone Bourdel, na França, e referencia bibliográfica sobre tipologia sangüínea e comportamento.
Dos seus filhos, cinco ao todo, sobressaiu gloriosamente na política, o seu primogênito, Roberto Requião de Mello e Silva, três vezes Governador do Paraná, uma vez Senador da Republica, uma vez Prefeito Municipal da Capital, uma vez Deputado Estadual, e uma vez Secretario de Estado do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, que em tempos mais remotos exerceu o Direito e o Jornalismo, assim como possuiu empresa comercial em Foz, Curitiba e São Paulo. Outro filho, psicanalista, professor e diretor do CPS (Centro de Psicologia Social no Rio de Janeiro), foi Secretário de Estado do Governo do Paraná, e é o Superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina em segundo exercício, hoje Secretário de Transportes. O filho mais novo, professor da UFPR, da Universidade Federal de Uberlândia em MG, e das Integradas de São Paulo, foi Deputado Federal, Secretario Municipal das Administrações Regionais; Presidente da Fundepar; e Secretario de Educação do Paraná em dois exercícios e hoje é Conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná. Sua única filha, viúva, é jornalista, é presidente do Provopar em segundo exercício. E Wallace, psicólogo, esse que vos escreve. Considerado o Mandamento de Deus, “Honraras Pai e Mãe”, pode-se dizer, que nossos pais fizeram um bom trabalho, honrando os seus, e, nós, seus filhos, por outro lado e em conseqüência, vamos cumprindo sofrivelmente, no tempo que nos resta, e no exercício da cidadania, o tal mandamento divino.
Comprovando mais uma vez que filhos de peixes, peixinhos são.

Wallace Requião de Mello e Silva.
Psicólogo.

Testemunha Viva.

Testemunha Viva.

Wallace Requião de Mello e Silva.

Houve três grandes manifestações populares das quais participei e que sou testemunha viva. O “Encontro Eucarístico Nacional” em 1963 ou 64. A “Visita” do Papa João Paulo II em 1980 e o “Retorno ao Governo” de Requião em 1993. Do encontro Eucarístico eu não encontrei foto, mas para os anos 60 foi manifestação popular recorde. Quando o Papa esteve no Brasil em 80 e visitou Curitiba, os jornais falavam em 800.000 pessoas, algo exagerado, mas posso testemunhar que havia gente comprimida desde a Catedral ate o Palácio Iguaçu. Um volume expressando recorde absoluto. Todavia houve outro, que ocupa o segundo lugar no ranking das grandes manifestações populares ocorridas em Curitiba.
Diferentemente da visita do Papa, que foi evento divulgado com larga antecipação além da questão emotiva da fé, o de apoio ao Governador Requião, cassado [pelos juizes do Paraná, enquanto visitava o Equador, tomou a população do Paraná de surpresa. Houve uma reação popular sem par na nossa história. Essa é a questão. Pelo caminho, desde o aeroporto em São José dos Pinhais ate o Palácio Iguaçu acumulavam-se pessoas em massa, num cordão ininterrupto de voluntários e eleitores tomando os dois lados da Avenida das Torres.
Eu calculo uma multidão só superada pela visita do Papa. Não houve outro evento com tal magnitude no Paraná. É pena que eventos como esse, dos quais eu guardo filmes em vídeo, não sejam lembrados com a freqüência que merecem por serem registros da historia recente do Paraná. É a historia viva, com testemunhas vivas, para mim que sou testemunha, motivo de licito orgulho.

Wallace Requião de Mello e Silva.


Retomando o assunto para o G 23

O Patriarca.

O Patriarca Requião.

Embora seja o primeiro dos Requião a chegar ao Paraná, Luiz Antônio Requião, o patriarca, cuja vida, em alguns aspectos continua nebulosa, é o motivo principal quer tenho para elaboração desse artigo. Lançar alguma luz.
Luiz Antônio é o bisavô do Governador Roberto Requião pela linha materna. Pai, portanto, de Euclides Requião, avô pela linha materna, do Governador.
Dele não se conhece imagem. Ele era um Abraão, um homem que deixou tudo, e veio para a “Terra Prometida”, o Paraná, embora, não por uma promessa de Deus, mas a serviço da Igreja e do Imperador Dom Pedro II. Era natural da Bahia. Assumiu o Posto de Inspetor Geral de Rendas Publicas do Governo Imperial, algo como Coletor de Impostos, tomando posse, conforme documento original, em 17 de Junho de 1849, na nossa, então, 5a Comarca de São Paulo. Embora haja uma insegurança nessa data, que pela grafia do documento, tanto pode ser 1849 ou 1879, e trinta anos fazem diferença. Fazem diferença porque a primeira diz respeito ao período histórico anterior a emancipação do Paraná e a segunda é posterior, embora ambas, ainda no período imperial. Advogo que seja a primeira, pois tendo se casado em 1861 haveria, Luiz Antônio, de estar empregado e seguro. Nunca pude saber se veio ao Paraná, em nome da Igreja, ou se veio assumir o tal cargo do Império.
Um número considerável de documentos, assinados por ele, existentes no Arquivo Publico do Paraná, sugerem que ele informava as estatísticas da Comarca, dando ciência ao imperador, ou aos seus servidores mais graduados, e coletava os impostos. Se tomarmos como exatos os numero que nos trazem as anotações do historiador Romário Martins, podemos aquilatar a importância que haveria de ter tal cidadão. O Paraná todo, possuía então, (1858) 69.380 (sessenta e nove mil e trezentos e oitenta) habitantes e inexistia estrada transitável por rodas. A região de Curitiba tinha cerca de 6000 almas, e nesse contexto, um Coletor Imperial haveria de ter sua importância social.

Desde 1811, com a atuação de Pedro Joaquim Correia de Sá, o Paraná ansiava pela emancipação. Embora houvesse outros movimentos emancipatorios, como o de Bento Viana em 1821, ou a Revolução Liberal de 1842, foi mesmo no Senado Imperial, que se resolveu a emancipação de nosso Estado. Não seria temerário afirmar, que desses informes e impostos transferidos, por Luz Antônio Requião, algo de positivo possa ter tido peso e influência na questão da emancipação, que foi como já disse, ato eminentemente político, liberando, ao menos administrativamente, o nosso estado, do seu vizinho São Paulo. Embora a emancipação política de nosso estado tenha ocorrido em 1853, sob o ponto de vista econômico, nosso estado continua sendo sugado, pelo estado vizinho, que faz o papel de um mini EUA, dentro do Brasil. Os paranaenses não parecem ter perfeita consciência desse fenômeno, que faz e mantém o Paraná um escravo do estado vizinho. ( escreverei sobre isso).
Antiga tradição familiar nos conta, porém, que ao chegar ao Paraná, Luiz Antônio, era ainda um “Formigão”, um seminarista que portava o habito religioso carmelita sem ter feito, no entanto, seus votos permanentes. O uso de seminaristas no serviço do Império era algo comum, pois esses eram primorosamente alfabetizados, conheciam o latim, contabilidade, e humanidades, além, é claro, de noções do direito Eclesial e Civil. Alguns padres tiveram vida notável na política do Paraná como, por exemplo, o Pe. Francisco Chagas Lima, e, na verdade, em todo o Brasil. Luiz Antônio, diferentemente, não fez carreira sacerdotal, casando-se, como já eu disse, em 1861 com uma das filhas de Cândido Martins Lopes, o prestigiado fundador de nosso primeiro jornal.
Cláudio Veiga, atual presidente da Academia Baiana de Letras, em recente livro sobre a vida do deputado e empresário da imprensa baiana, Altamirano Requião, o emérito fundador e proprietário do prestigiado jornal baiano “Diário de Noticias”; relatando um pouco de seus familiares e antepassados baianos que se espalharam pelo Brasil, nos dá algumas pistas sobre a localidade de origem de Luiz Antônio Requião. Município de Cachoeira, na Bahia, seria o seu verdadeiro berço.
Sabemos, pela “Genealogia Paranaense”, de Francisco Negrão, que era filho de seu homônimo, Luiz Antônio Requião e Constância Maria Dias, ambos baianos. Casou-se em 31 de Agosto de 1861, em Curitiba, com a jovem Gertrudes da Silva Lopes, ela era natural do Rio e uma (a quarta) entre os dez filhos de Cândido Martins Lopes. Cândido que era tipógrafo, jornalista, Juiz de Paz, e chefe de polícia, além de ser o prestigiado fundador do primeiro jornal do Paraná emancipado: “O Dezenove de Dezembro”. Gertrudes Lopes, agora senhora Luiz Antônio Requião, era pianista. Pequenina, um dos seus sapatos, guardado pela família, é quase um sapato de criança, embora tenha tido ela, grande vigor e muitos filhos.
Seus oito filhos:
(1) Edmundo Requião, nascido em 9 de Agosto de 1862 e casado com Francisca Leal Requião em 24 de Dezembro de 1887. Foi comerciante em Paranaguá e Foz do Iguaçu. (paira sobre ele se era ou não militar, (Major telegrafísta), pois seu nome está definitivamente ligado a história da fundação da cidade de Prudentópolis e da Vila Militar de Foz do Iguaçu). Seu nome é encontrado também na ata de fundação da Santa Casa de Misericórdia em Curitiba, e na história dos primórdios de Foz do Iguaçu. Francisco Negrão, no entanto, em obra de 1934, o apresenta como próspero comerciante em Foz e Paranaguá.
Edmundo e Francisca tiveram três filhos.
(2) Virgílio Requião casado com Rosa Gonçalves Guimarães Requião. Virgílio Requião era homem tão forte que estourava uma maçã, apenas apertando-a com a mão.
(3) Constança Requião, falecida em 1881.
(4) Getúlio Requião, casado com Cândida Pereira Requião.
(5) Euclides (Lopes) Requião (Avô Materno do Governador) casado em 26 de Dezembro de 1900, em Guarapuava com Cristhiana Keinert. Teve próspero comercio em Curitiba, gráfica em Guarapuava e Hotel em Prudentópolis. Faz parte, com Lívio Moreira, e outros, dos históricos fundadores da Radio Clube Paranaense, a primeira radio do Estado. Euclides e Cristiana tiveram oito filhos.
(6) Aníbal Requião (Patrono do Cinema no Paraná, fundador do Cine Smart) casado em 15 de Junho de 1897 com Carolina Correia Requião ela filha do Comendador Prisciliano Correia. Aníbal foi o autor das primeiras imagens cinematográficas das Cataratas do Iguaçu e Sete Quedas, fundador das Papelarias Requião, da Livraria Econômica, da Casa Vítrix, e do primeiro cinema do Paraná, que é segundo minha pesquisa, seis anos anterior ao célebre cinema de Francisco Serrador.
Aníbal e Carolina tiveram três filhos.
(7) Judith Requião, solteira.
(8) Esther Requião Von Meien (a garota que recebeu Dom Pedro II em 1880, conforme registrou a imprensa, e o acompanhou em sua carruagem do Caminho da Graciosa ao Palácio Avenida (Rua das Flores com Rua da Liberdade, que era a sede do Governo); ela viúva de Artur von Meien. Fundaram, em Curitiba a Casa Cristal.
Tiveram eles oito filhos.

Desses oito filhos enumerados acima, frutos de Luiz Antônio Requião e Gertrudes, e netos, obviamente, descendem, praticamente todos os Requião do Paraná.

Wallace Requião de Mello e Silva.

A Primeira Rádio do Paraná.

A Rádio PRB2.

Wallace Requião de Mello e Silva.
Três anos antes de Charles Lindbergh ter atravessado o Atlântico Norte num vôo épico, algumas nações disputavam a volta ao mundo em avião. Poucos conhecem essa história que se iniciou em 1924 envolvendo Portugal, França, Argentina, Itália, Grã-Bretanha e Estados Unidos. Tal corrida foi completada pelos pilotos americanos e é narrada por Leigh Wade, um dos sobreviventes da aventura, cuja maior queixa era a da ausência do equipamento do rádio que lhes permitiria a comunicação, entre aviões que voavam em formação mantendo apenas contato visual.
Muito menos pessoas ainda conhecem a história dos aviadores brasileiros, João Negrão e João de Barros que atravessaram o Atlântico Tropical com o hidroavião Jahú, de fabricação italiana, pouco antes de Lindbergh. O mundo subestimou o feito heróico dos ousados aviadores brasileiros. Talvez pelo fato de João de Barros ser um militar negro.
A história tem dessas coisas. Ela se curva ao poder da mídia, da política, do poder econômico e acaba deformando-se. Assim Santos Dumont, o pai da aviação, ficou em segundo plano em relação aos irmãos norte-americanos Wilbor e Orvile Wright.
Se foi assim na história da aviação, o mesmo aconteceu na historia do rádio.
Todos que sabem algo sobre rádios conhecem Marconi, na verdade Guglielmo Marconi, seu nome completo, tido como o inventor do telegrafo sem fio, o antecessor do rádio. Todavia, na França, a invenção é atribuída a Brianly; nos Estados Unidos, a Lodge; na Alemanha, a Staby. Enfim, quem inventou o rádio?
Curioso, como comprova a regra, é que o rádio, o rádio verdadeiro, capaz de transmitir sinais sonoros via aérea, foi inventado no Brasil.
Quem sabe, ou conhece essa bela história de nossa ciência?
Na paróquia de Sant’ Ana, na capital de São Paulo, o padre Roberto Lendel de Moura dividia seus interesses entre o oficio religioso e o eletromagnetismo. Em 1893/94 ele transmitiu sinais sonoros desde a Av. Paulista até sua paróquia, oito quilômetros distante, emitido e recebendo por um aparelho por ele inventado, o radio, dois anos antes de Marconi ter conseguido transmitir em Morse sinais por espaço de algumas centenas de metros. Marconi inventou o telegrafo sem fio, Lendel, o rádio. Todavia Lendel levou 14 anos para conseguir uma patente brasileira e outra norte-americana, conseguiu em 1904. Ora, Marconi, em 1904, já era o magnata da nova tecnologia. Em 1896 ele mudara para a Inglaterra, registrara seu invento naquele país e houvera estabelecido contratos milionários com os Correios dos EUA. Lendel, humildemente, rezava seu terço na sua paróquia, comunicando-se moralmente com Deus, enquanto Marconi contava o vil metal e desfrutava da fama. É a vida. E o Brasil, mais uma vez, deixava escapar mais essa grande oportunidade.
Vinte anos depois, em 1924, o rádio já era experimentado com sucesso no Brasil. No Paraná surgia a segunda estação experimental do país instalada na casa de Lívio Moreira, seu principal mentor, verdadeiro criador e verdadeiro cientista do rádio. Tal equipamento, importado, funcionou de 1924 a 1926 na clandestinidade, ou melhor, não havia suficiente arcabouço legal no país para regulamentar o setor, e a nossa rádio foi reconhecida pela autoridade publica somente em 1926. Essa é a PRB2, a segunda rádio do Brasil. A primeira a famosa B1.
Aqui, também a história deu suas “voltinhas”, e registra-se, como resultado dessas voltas, como fundadores oficiais da rádio, algumas pessoas que não estiveram presentes nos seus primeiros e heróicos momentos, mas que nem por isso deixam de ser os fundadores oficiais, ou documentais, e efetivos, da rádio pioneira do Paraná.
É a própria filha de Lívio Moreira, Germana Moreira, que vem socorrer, corrigir e informar aos pesquisadores de nossa história os nomes que participaram efetivamente da gestação épica da rádio paranaense. “Numa narrativa publicada pelo Boletim do Instituto Histórico Geográfico e Etnográfico Paranaense do ano de 1983 titulada: “História da Rádio Clube Paranaense”; ela diz: “ Seu espirito empreendedor levou-o a organizar em Curitiba, no dia 24 de junho de 1924, uma reunião da qual participaram alguns entusiastas do radio, objetivando a organização de uma associação civil cuja principal finalidade seria difusão informativa e cultural, por meio de ondas hertzianas. A esta reunião, realizada na residência do senhor Francisco Fido Fontana, compareceram, entre outros, os Srs.: Flávio Luz, João Alfredo Silva, Olavo Ribas, Oscar de Plácido e Silva, Emílio Jouve, Euclides Requião, Bertoldo Hauer, Gabriel Leão Veiga, Alberto Xavier de Miranda e, evidentemente, o organizador Lívio Gomes Moreira. Resultou deste encontro a fundação da Rádio Clube Paranaense, PRB2”. Diz a seguir: “Dois anos de experiências se passaram. “Somente em 1926 o poder público concedeu licença à Rádio Clube Paranaense para trabalhar em caráter definitivo”. Pouco antes em 1976, também no Boletim do Instituto Histórico , Geográfico e Etnográfico Paranaense, volume XXIX, a pena de Osvaldo Pilotto à página 45 dizia: “Lívio Moreira, Flávio Luz, Fido Fontana e Euclides Requião deram estimulo à criação da primeira estação de Radio do Paraná, a PRB2”
Lívio Moreira foi também o Primeiro DX do Paraná, cuja longa distância se estabeleceu em 18 de Janeiro de 1926 com um pioneiro rádio amador argentino (o DK1) de Bahia Blanca.
Assim nascia, na voz e no microfone de Lívio Gomes Moreira, a Rádio Difusão no Paraná.

O lapis de Deus.

O Lápis de Deus.

Por Wallace Requião de Mello e Silva.
Se contemplarmos com desassombro as nossas vidas, percebemos que fizemos muito pouca escolha. Não escolhemos o aspecto físico que temos, o século em que nascemos, os pais que tivemos, o nosso nome e sobrenome; a cidade que nos recebeu; os irmãos que temos, a cor de nossos olhos, o tipo de nosso nariz. Pode-se dizer que recebemos isso graciosamente, para não dizer gratuitamente , cuja palavra, erroneamente, nos dá idéia de algum tipo de pagamento ou dívida. Foi de graça e pela Graça de Deus que recebemos a vida.
Isso me convence que somos uma espécie de instrumentos na mão da Divina Providência. Se você ainda não está bem convencido disso, contemple o seu passado, ou a vida de um parente mais velho e verás que muito de suas vidas foi vivida sem a mínima escolha. Ela foi apenas vivida. Somos instrumentos, enfim, da vida.
Ora, um lápis é um instrumento. Se entregarmos um lápis para um, ele fará poesia. Se entregarmos para outro, ele fará desenhos. Se entregarmos o mesmo lápis para terceiro , ele fará, por exemplo, filosofia. E haverá quem fará porcaria.
Se nossa vida é, como se fosse instrumento, um lápis por exemplo, se a entrego ao diabo, ele fará a obra do diabo. Se a entrego para Deus ele fará a obra de Deus.
Essa é a escolha possível.
Incrível no entanto, que para nos entregarmos a Deus, fazemos restrições de escolha, exigimos a liberdade , temos medo, preguiça e pudor. Mesmo sabendo das promessas de Deus, trememos. Para entregarmos nossas vidas ao diabo, não fazemos exigências, mergulhamos de cabeça, alegarmos que não pudemos escolher, temos ousadia, reincidência, teimosia até. Mesmo sabendo da possibilidade de condenação eterna, escolhemos contra Deus porque achamos que Ele não sabe o que faz. É injusto conosco. Somos orgulhosos, e achamos que sabemos o que merecemos. Nos julgamos capazes de ensinar a Deus, dar-lhe conselhos sobre nós mesmos e sobre os nossos desejos.
Deus nos parece pesado, quando dele ganhamos tudo, e dele dependemos. Ser um lápis de Deus, agindo com ele, e nas mãos dele, dóceis, escreveremos a Obra, a obra de Deus, “a Opus Dei”, e é na verdade, esse o motivo pelo qual fomos criados. A docilidade do instrumento nas mãos do artista (a sua obediência aos desejos do artista) revela da melhor maneira, a arte, o brilho, o propósito e a mensagem do artista criador.
Na primeira Carta de São João lemos que quem diz conhecer a Deus e não guarda os seus Mandamentos é mentiroso e a Verdade não está nele. (1o João 2,1-5a).. Em boa medida ser dócil a Deus é cumprir seus Mandamentos.
Deixa Deus escrever, portanto, a história. Caso contrario teremos que usar a borracha, apagar o traço de nossas vidas, quando não é a própria “borracha do Artista” que nos vêm emendar (apagar).

Wallace Requião de Mello e Silva.
Psicólogo.

Em homenagem póstuma à minha tia Luiza Requião, pianista, narradora de causos edificantes cujas imagens narradas, vivas, víamos como que refletidas em espelho nos seus imensos olhos azuis, algumas vezes, raras vezes, ocultados pelo seu nariz de feiticeira. Em particular lembro, uma das suas melhores narrativas, inspiração do texto acima, sempre contadas nas frias noites; sob voz sussurrante cheirando a café quente, quando possível, ao pé da cama de sobrinhos deslumbrados, ou ao piano, hipnotizados pela “luz azul” de seus olhos penetrantes, ate sobrevir o encontro fortuito com o sono fugidio e o sonho vivido a cores na profundidade da mente: “O lápis amarelo”.

Cândido Lopes

Candido Lopes e Roberto Requião.
Homens que marcam a história do Paraná.
São parentes diretos.

Quem tem uma mínima leitura da História do Paraná sabe a importância que teve para a Província do Paraná a personalidade de Candido Martins Lopes. Carioca de Niterói, convidado pelo primeiro presidente da província Zacarias de Góis de Vasconcelos para fundar o primeiro jornal do Paraná emancipado de São Paulo: “O Dezenove de Dezembro”, homenageando no nome, a data da emancipação política da Província do Paraná, cujo primeiro número fez publicar em 1 de abril de 1854. Candido é o patrono da Cadeira número dois da Academia Paranaense de Letras e foi chefe de Policia do Município de Curitiba.
Candido Lopes casou-se com Gertrudes da Silva Lopes em 14 de Maio de 1836, ela nascida no Rio de Janeiro em 25 de Abril de 1822 e falecida em Curitiba em 11 de Outubro de 1881. Candido e Gertrudes são trisavôs do governador Requião.

Tiveram dez filhos:
(Um) Maria Cândida da Silva Lopes;
(Dois) Cândida da Silva Lopes;
(Três) Guilhermina da Silva Lopes;
(Quatro) Gertrudes da Silva Lopes (homônima de sua mãe) que se casou com Luiz Antonio Requião, (são os bisavós do Governador Requião);
(Cinco) Constancia da Silva Lopes; (Seis) Josephina da Silva Lopes; (Sete) Jesuíno da Silva Lopes;
8) Arthur Martins Lopes;
(Nove) Candido Martins Lopes; 10) Adelaide da Silva Lopes.

Pois bem, foi assim: Gertrudes da Silva Lopes, filha, e homônima de sua mãe, casou-se em Curitiba com Luiz Antonio Requião, natural da Bahia, a 30 de agosto de 1861, ele era filho de Luiz Requião e de sua mulher Constancia Maria Dias natural da Bahia e exercia o prestigiado cargo de Coletor Imperial. De Gertrudes e Luiz Antonio, nasceram oito filhos:
(1) Edmundo Requião;
(2) Virgílio Requião;
(3) Constança Requião;
(4) Getulio Requião;
(5) Euclides Requião (avô do Governador Requião)
(6) Aníbal Requião;
(7) Judith Requião;
(8) Esther Requião.

Assim sendo: Euclides (Lopes) Requião, casado a 26 de Dezembro de 1900, em Guarapuava, com Cristiana Keinert, filha de Carlos Henrique Cristiano Keinert e de sua mulher Luzia Soares de Abreu, ele da Alemanha e ela do Rio Grande do Sul. O casal deu a luz oito filhos, a saber:

(1) Jahyr Requião;
(2) Syrth Requião;
(3) Ivo Requião;
(4) Gertrudes Requião;
(5) Alba Requião;
(6)Luiza Requião;
(7) Lucy Requião; (Mãe do Governador Requião)
(8) Iza Requião.

Concluindo: Lucy Requião casou em Curitiba em 1940, com Wallace Thadeu de Mello e Silva nascido em Curitiba em 1908. Ele, médico, vereador, prefeito de Curitiba. Filho de Cel. Wallace de Mello e Silva, natural do Sergipe, casado com Joanna Thadeu de Mello e Silva (Giovanna Thadeo, nascida em Porto de Cima no Paraná, ela filha de imigrantes italianos). O casal Lucy e Thadeu teve cinco filhos dos quais Roberto Requião de Mello e Silva, governador do Paraná pela terceira vez é o primogênito. Requião que é advogado e jornalista, militar da reserva, foi empresário do comercio, deputado estadual, prefeito de Curitiba, Secretario de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Governador do Paraná e Senador da Republica. Três vezes governador do Paraná, e três vezes indicado para concorrer à Presidência da Republica.

Wallace Requião de Mello e Silva.
Pesquisa & Texto.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Velha estratégia em andamento

O texto abaixo escrito e 2005 além de informar sobre familiares de Requião, define uma estratégia que poderá ser usada, embora ja esteja em andamento.


Luís Antônio Barreto diretor do Instituto Tobias Barreto.

Prezado.

A historiadora paranaense Maria Cecília Westephalen, diz textualmente que Felix José de Mello e Silva participou com Frei Caneca durante a Revolução Pernambucana. Há ai uma dificuldade. Frei Caneca foi preso em 1817 e posteriormente fuzilado em 1825 durante a Confederação do Equador. Ora, a considerar os casamentos precoces (17 e 18 anos de idade) praticados naqueles anos, calculo (hipoteticamente) que Felix José tenha nascido em Pernambuco entre 1825 e 1830, máxime em 1815, posto que Justiniano, seu filho nasceu em 1852/53, o que inviabiliza a sua participação na Revolução Pernambucana. (também encontrei um Felix José de Mello, morador no Paraná, região de Tibagi em data muito anterior). Todavia, encontrei referencia bibliográfica de um Luiz de Mello, secretário de Frei Caneca. Quero recordar, que Luiz Antonio de Mello e Silva, médico de Marinha, chegado ao Brasil em 1808, e casado com Maria Alexandrina, em Recife, Pernambuco, era pai de Felix José. Não pude, todavia, com os dados que tenho confirmar se estamos tratando da mesma pessoa. Meu interesse, maior, é vincular o Governador Requião em suas raízes históricas reais. Sabemos sem erro, (documental) que ele descende de Luiz Antonio Requião, natural da Bahia, casado no Paraná como Gertrudes da Silva Lopes, são bisavôs de Requião pela linha materna, filho também de outro Luiz Antonio Requião casado com Constância Maria Dias em 31 de agosto de 1861 em Salvador. Comprovada, a ligação com Sergipe, com Pernambuco, resta ainda o vinculo com o Maranhão. Assim também localizei os laços de parentesco com o Rio Grande do Sul nas pessoas de Carlos Henrique Christiano Keinert vindo da Alemanha e Luzia Soares de Abreu Keinert, vinda do Rio Grande, pai e mãe de Cristhiana de Abreu Keinert, casada com Euclides Requião em Guarapuava no Paraná em 1900. Euclides Requião, por sua vez é filho de Luis Antonio Requião e Gertrudes Lopes, e é avo de Requião, portanto o casal são os pais da mãe de Requião, Lucy Requião.
Com isso quero estabelecer um discurso sobre os vínculos de origens do nosso governador Requião, com as comunidades eleitorais desses estados assim familiarizados. No caso de Minas Gerais, onde o pai de Requião formou-se em medicina em 1934, constituindo-se essa turma de médicos pessoas ilustres e influentes de Minas, assim estabelecemos um vinculo bem favorável com as Gerais, do mesmo modo estabelecemos vínculos com São Paulo e Rio, o primeiro pelos tios de Requião e por ele próprio que teve empresa em São Paulo e lá militou o Direito, e com o Rio em primeiro lugar pelo seu trisavô Cândido Martins Lopes e pelos seus outros tios, irmãos de sua mãe, ou ainda pelo seu irmão Eduardo lá casado, ou pelo prestigiado medico Cândido de Mello e Silva, tio avô, irmão de Justiniano, ou ainda pelo fato de seus avós maternos, Euclides e Christiana, terem lá falecido. O vínculo com o Espírito Santo está claramente estabelecido com o seu tio, Justiniano de Mello e Silva Neto, médico e ex-prefeito de Colatina, assim como pela fundação do Jornal Tribuna de Vitória pelo seu pai Wallace Thadeu de Mello e Silva. Com Santa Catarina e também com o Rio Grande do Sul, estabeleceremos o vínculo com a esposa de Requião, ela natural de Santa Catarina da cidade de Joaçaba, assim como os vínculos profundos de sua família, Quarengui detentora de prestigio naqueles dois estados. Com Brasília e Goiás, onde Requião morou oito anos e seu irmão quatro, o vinculo é insofismável. Com esses vínculos, mais a pesquisa dos parentes vivos espalhados em todo o país, cerca de setecentas pessoas identificadas do Amazonas ao Rio Grande, podemos, num futuro próximo constituir uma malha suporte de opinião pública, fundada na intimidade e familiaridade dos vínculos regionais e familiares, estabelecendo com precisão o discurso objetivo e a identidade “afetiva” para cada um destes estados. O que estou fazendo agora, é procurar bem documentar esse material em fontes históricas precisas e facilmente obtidas por qualquer curioso e disponibilizar o material, em primeiro lugar, via Internet. Se o professor tiver documentos que ajudem no preciso sentido agradeço, pois está bem claro o objetivo desse esforço, para curto ou longo prazo.

Sem mais para o momento, desejando-lhe saúde,

Wallace Requião de Mello e Silva.
Psicólogo

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Criação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente.

Tendo exercido a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, o governador Requiâo resolve através da Lei 10.066 de 27 de Julho de 1992, no seu primeiro Mandato, criar a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, coforme lemos na documentação do Arquivo Publico do Paraná titulada : História da Administração Pública do Paraná. E cria o Instituto Ambiental do Paraná.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Um homem muito especial.









O estado do Paraná deve muito a esse homem. Ele foi médico em nosso estado. Vereador em Curitiba e prefeito da Capital. Um de seus filhos foi deputado estadual, secretário de governo, senador da República, e três vezes governador do Paraná. Outro de seus filhos, foi deputado federal, secretário municipal, presidente da Fundepar, e duas vezes secretário de estado da Educação, hoje é conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná. Outro de seus filhos, foi secretário de governo, superintendente dos portos do Paraná e é o atual secretario de transportes do Paraná. Sua filha foi presidente da Assoma, e é presidente do Provopar em segunda gestão.

Abaixo você vê um exemplar do Jornal Fundado e dirigido e redatoriado por ele em Vitoria no ES ( 1938) e mais abaixo sua carteira profissional de Jornalista. Formou-se em medicina em Belo Horizonte em 1934.



Wallace Thadeu de Mello e Silva, pai do governador Requião. E fundador do G23.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Um pouco da História do nome Requiâo.

Um pouco da história do nome Requião.
Todo homem faz história. Do mais humilde, ao mais “metido dos homens”, todos fazem história. Na Historia esta o registro da língua (fala). Nos mitos e lendas o registro da tradição; dos cantos e ritos, dos hábitos e culturas (KULT TOUR = no entorno do culto, ou sacrifício da mesa onde se mantém e se faz as trocas da vida, enfim, nos fazeres humanos, no sacrifício cotidiano da vida no que lhe é necessário, o homem faz cultura) assim brota a matéria prima da História. Criteriosamente o termo se restringe à escrita, e o surgimento do testemunho escrito, separa criteriosamente a História da pré-história.
Assim, se você deixa que outros escrevam a sua história, a história escrita por eles, será a história “deles” sobre você, não a sua história. E a História enquanto ciência procurará analisar a sua historia no contexto das historias submetidas ao contexto épico em que você esta inserido.
Acontece que indivíduos, famílias, clãs, povos e nações elaboram melhor a sua história do que outras, e isso é que as difere uma das outras. Há povos cuja preocupação central esta em fazer com que outros povos escrevam sobre eles o que eles querem que seja escrito a respeito deles, ou seja, o seu estilo básico é a manipulação e controle da história. Grandes fatos não narrados perdem-se e pequenos fatos, ou grandes, narrados, e manipulados, fazem história. Se narrados por muitas fontes diferentes consolidam a história. Daí deriva o poder da mídia, e o povo que a domina. Fazem a memória do passado colocando “verdades” na boca de outro povo. Constroem assim a memória do passado a partir de um ponto de vista supostamente neutro, exterior ao agente, de modo que no futuro, o analista, pense estar analisado não o relato construído do agente histórico, mas, um relato isento, e testemunho neutro vindo de terceiros. O Brasileiro, infelizmente, ainda não se preocupa com isso. Ele deixa que escrevam a sua história, não a interpreta ou replica. Não a pensa nem projeta. E essa história, sem contestação, será a sua armadilha.
A História, enquanto ciência pode ser comparada, em certa medida, a um sólido geométrico, tem profundidade na justa medida em que avança no tempo; tem largura (fachada), isso é, tem esse espaço frontal de abrangência que difere a historia de um grupo, de um povo, de uma nação. Uma fachada panorâmica muito ampla pode representar uma história do conjunto humano, quase universal. Um corte deste sólido geométrico é o que se chama corte histórico. Mas a História também possui altura, isto é, o quanto de moral e civilidade ela edifica. Assim, esses três planos gráficos demonstrativos, colocados em ordem e em direção a um ponto perdido no passado desconhecido da humanidade, é o que nos dá a perspectiva histórica. Mas se todos fazem história e se o problema se explica apenas na elaboração mais e melhor apurada de umas em relação das outras, pode-se dizer que nossa história é igual a qualquer outra história, e se é igual, não haverá de ser superior a sua historia, nem inferior à sua ou outra qualquer, seja ela dos hebreus, gregos, romanos, ou hindus. Posto que, se um indivíduo qualquer contemplar a sucessão de seus antepassados verá que sua historia foi tão viável quanto à de qualquer outro individuo vivo, pois se não fosse, ele não estaria vivo e contemplando sua história familiar. Se, estamos vivos, é porque todos os nossos familiares se viabilizaram, ao menos, o suficiente para transmitir a sua herança genética e cultural.
Agora, se a questão é que, a elaboração da história pressupõe e pretende edificar a dignidade moral do homem, aí há historias superiores e inferiores, e nessa perspectiva, a minha história pode ser superior ou inferior a sua. Por isso registro a minha, faça o mesmo com a sua, de tal maneira que, no futuro, alguém possa compará-las, analisá-las e medir a edificação do exemplo moral e grau de civilidade que cada uma contém. Portanto, não registre quantas vezes você pisou na bola, ou cuspiu na floreira, pois a história, na sua perspectiva cria o ângulo lançado e projetado, do solido geométrico histórico, capaz, talvez, de fazer supor em perspectiva como será o futuro da humanidade.
Sendo assim, vamos ao nome Requião:
Segundo a Enciclopédia Lusa Brasileira o nome Requião é um toponímico, isso é um nome de lugar assumido como um sobrenome que indicava, com orgulho, o lugar de origem. O que mostra o valor que se dava no passado e que se deveria dar no presente ao lugar onde se nasce. “Citizens” (do anglo saxão= filhos da cidade, ou do lugar) resultando no português “Cidadão”. Assim como: Lange de Morretes, ou Geraldo de Bulhões, e ainda Carlos de Toulouse ou Wallace de Curitiba.
Muito antes da formação do condado de Porto Cale (Porto de Galle), que resultaria no estupendo reino de Portugal, existia ali, mais ou menos no centro do território geográfico do Portugal de hoje, no ângulo do Homem com o Cavalo, um território cristão suevo da Galícia. Esse pequeno reino cristão tinha por rei, o cristão, na sua grafia antiga Rícila, Rékila, ou, como preferem outros, Réquila, no século IV ou V. Os súditos desse reino, ou seja, os moradores da circunscrição desse pequeno reino recebiam o nome de requilães, ou na sua forma mais latinizada “requillanis”, enfim, cidadãos ou súditos do reino de Réquila; assim posto, os Requiãos, são suevos oriundos de muitas famílias de origem sueva, pré-portugueses, portanto, e formadores, enquanto grupo étnico, em muito pequena escala do povo português. Por ser cristão esse reino, (Requiário, filho de Réquila, foi o primeiro rei suevo a se converter em 448) alem das construções usuais características das vilas do século, havia ali, também, uma igreja que sobreviveu segundo vários autores ate 2 de novembro de 1942 quando foi consumida por um incêndio. Nela, na Igreja matriz de Requião, se sobrepunham vários estilos, desde o românico primitivo ate os mais complicados enxertos do rococó. Outra foi construída em seu lugar, e tornou-se a Capela de Réquiem, palavra de origem latina que quer dizer descanso, ou falecimento, (Missa de Réquiem = missa celebrada pelas almas dos falecidos) o que confundiu, para muitos pesquisadores, a origem do nome Requião, vinculando-o com a origem da Capela de Réquiem ou a palavra Réquiem.
Os suevos são germânicos.


Wallace Requião de Mello e Silva
Grupo 23 de Outubro.

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